História Colega de quarto - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Boys, Boys Love, Colega De Quarto, Colegial, Ensino Medio, Escola, Garotos, Gay, Lgbtq, Love, Orgulho, Orientação Sexual, Relacionamento, Relações, Sexualidade
Visualizações 16
Palavras 1.150
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Convite


                    Adam

Ontem à noite tive dificuldades para dormir. Alex me ajudou, mas meus pensamentos ainda não me deixavam em paz, parecia que a qualquer momento eu iria ter um ataque.

Foi horrível, eu chorei em silêncio para não incomodar meu colega de quarto. Ainda existe coisas que eu preciso superar de alguma forma.

Já teve vezes que eu queria perder minha memória e recomeçar minha vida tudo de novo, mas isso seria muito complicado.

Agora estou com meus fones ouvindo música, estou no intervalo lendo um livro, Alex está falando com sua namorada sobre ela ter jogado suco em mim.

Ah, conseguir um emprego! Finalmente, recebi um e-mail de uma empresa que trabalha em uma cafetaria perto da minha casa, eles permitiram eu trabalhar aos finais de semana. Isso é realmente incrível!

Se bem que eu ainda não posso comemorar, eles ainda querem me intrevistar pra ver se realmente posso ficar com a vaga. Aí, vai dar tudo errado!

Nesse momento parei de ler, pausei minha música, comecei a roer unhas. Geralmente quando eu fico nervoso eu acabo com todas minhas unhas, não é um hábito legal, eu deveria parar com isso.

"Ei, vai dar tudo certo. Se não der você terá outras oportunidades, você é um garoto incrível, sua inteligência vai te levar para Muito longe sabia?"

Foi a frase que veio em minha cabeça, aquela frase foi dita pela minha mãe aos doze anos. Eu tinha ido mal em uma prova, meu pai me chamou de burro, falou diversas coisas horríveis.

Já minha mãe ela viu que eu não estava me sentindo bem, ela tenotou me incentivar estudar mais e disse que posso consquitar muita coisa, ela disse que uma prova não iria definir toda minha inteligência.

Faz dois anos que ela morreu, ainda é complicado aceitar isso. Sabe, é assustar pensar que aquela pessoa não vai mais voltar, não vai mais abraçar você ou beijar, até mesmo te dar conselhos.

Eu sinto falta dela, foi uma tristeza ela ter morrido. Quando meu pai morreu minha vida ficou mais fácil, talvez ele esteja naquele lugar onde ele chama de "inferno".

Apesar de eu não acreditar nessas coisas. Enfim, acho que pensar na mamãe me deixou um pouco mais tranquilo, ela conseguia me transmitir paz.

- Alex! - Chamei ele.

Ele olhou para mim, sua namorada olhou para mim com ódio nos olhos. Afinal ela é apenas uma cobra, ela não me assusta.

- Hey, diga campeão! - Ele sorriu sentando ao meu lado.

-  Você pode me emprestar dinheiro para eu comprar meu lanche? Desculpa, eu prometo te pagar em breve. - Respondi guardando o livro.

- Não se preocupe com isso, mas ver se não esquece o dinheiro do seu lanche da próxima vez. - Ele pegou sua carteira, em seguida ele me deu o dinheiro.

Eu agradeci obviamente, sua namorada ela ficou de olho em mim, eu apenas peguei o dinheiro e comprei alguma coisa para eu comer.

•••

Eu estou sentado no chão do meu quarto agora, estou ouvindo música e Alex está deitado em sua cama.

- Hoje o dia foi estressante. - Desabafou ele. - Minha namorada é complicada demais.

- Então termine com ela.

- O quê??? Adam, as vezes acho que você é sincero demais. 

- E mentir é bom? - Perguntei olhando para ele, ele riu um pouco e ele me olhou.

- Não. Não dar pra fugir das mentiras, elas sempre aparecem, então é bom ser sincero. - Respondeu ele. - Eu notei que você estava nervoso hoje, você está bem?

- Estou. Tudo bem, é que... mudança nova, novo ambiente, escola e sabe como é né? 

- Eu sei. Adam, as vezes acho que você é um garoto que vive tão sozinho, domingo eu vou dar uma festa em minha casa. Que tal você ir? Você pode conhecer pessoas novas! 

- Eu não sei se quero ir, talvez seja melhor eu ficar aqui ou em casa sabe?

Assim que eu disse isso ele saiu de sua cama, ele se sentou em minha frente me encarando.

- Você precisa conhecer pessoas novas, isso vai ser bom pra você, novas experiências são legais sabe? 

- Talvez, mas eu não acho que eu deva ir. Eu nunca consigo entrar em clima de festa, eu vou acabar apenas ficando sentado em um canto. 

- Agora você é vidente?

- Não!

- Exatamente, você não sabe de nada do que pode acontecer naquela festa. Você pode arranjar uma namorad...

- Um namorado. E não, eu não quero um namorado!

- Por quê??? Namorar é legal!

- Talvez, mas pensar em relacionamentos me dão um pouco de medo... 

- Aconteceu algo para você ter medo?

Droga! Por que ele tinha que perguntar isso? E também odeio mentir, o que eu faço agora???

- Não! - Falei evitando olhar para seu rosto e um pouco nervoso.

- Você é um péssimo mentiroso, conte aula o que aconteceu pra mim vai? 

Ignorei seu pedido, em seguida ele começou me balançar de um lado para o outro querendo saber minha história.

- Alex, isso é pessoal. - Falei tentando não demonstrar tristeza.

- Desculpe. - Ele sentou ao meu lado. - A gente se conhece há pouco tempo, mas você sabe que pode contar comigo não é?

- Obrigado. E desculpe te irritar com meus dramas. 

- Que isso não esquenta! - Ele riu dando um soquinho em meu ombro. - Sabe, se por acaso você mudar de idéia sobre a festa você pode falar comigo.

- Eu sei, obrigado. 

- Vem cá, me dá um abraço cara! - Ele estendeu os braços pedindo que eu abraçasse ele.

- Não! Sai! - Me afastei, em seguida ele riu se aproximando de mim me abraçando contra minha vontade.

Eu tentava fazer ele parar de me abraçar, ele me abraçava mais ainda. No meio daquela situação rindo um do outro, foi um momento divertido e amigável, Alex era incrível. 

Depois de tudo isso nos deitamos no chão, ficamos olhando para o teto e começamos a conversar outras coisas.

- Então Adam, já beijou alguém? 

- Se eu tive um relacionamento obviamente beijei alguém, mas já faz muito tempo que não Beijo alguém, eu não lembro mais qual é a sensação.

- Você é um garoto bonitão, pode beijar alguém facilmente. Porém você precisa se abrir mais com as pessoas e em relação como se sente sabe? Foi assim que conseguir uma namorada. - Ele olhou pra mim sorrindo, o seu sorriso era um dos mais incríveis que eu já vi.

- É bom falar com você mesmo, eu me sinto bem. - Eu abrir um sorriso olhando para o teto de cor azul.

Parece que aos poucos estou me aproximando mais de Alex, fico feliz. Talvez eu mude de idéia em relação a festa dele, mas ainda tem aquela namorada psicopata dele, ela vai me matar ainda.

O dia da minha intrevista está chegando, eu preciso conseguir esse emprego. Eu preciso está preparado. 



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