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História Colega de quarto - Capítulo 11


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Notas do Autor


Gente, desculpa atualizar só hoje, mas apesar de já ter tudo prontinho antes, meu PC deu pau (choremos). O que significa q estou postando isso pelo celular (desculpa se der algum erro por conta da configuração)
Espero que goste ❤

Capítulo 11 - Como um bom cavaleiro


Temari deu outro gole na bebida — vodka misturada com energético barato — tentando disfarçar o desconforto por estar naquele lugar. Mais 10 minutos — prometeu para si mesma — e iria embora.

Assistir uma série acompanhada de vinho e pizza, parecia muito mais agradável que perder a sexta à noite em uma festa que não conhecia ninguém, melhor dizendo, quase ninguém. A sua frente, no meio da sala lotada de universitários alcoolizados, via Naruto dançando de forma descompassada acompanhando as letras de Haruka Kanata, do Asian Kung-Fu Generation, enquanto fazia Hinata rir.

Contra sua vontade, Temari acabou sorrindo suavemente. Desde que se mudou para a república havia tido pouco contato com a Hyuuga, mas todas as vezes que a encontrou pelo campus da faculdade, ou no apartamento, Hinata — ou Hina, como insistira que a chamasse — tinha sido completamente… gentil. A Sabaku não era do tipo que apreciava a amabilidade, no entendo, sorrateiramente a morena ganhou sua lealdade. O mesmo podia ser dito sobre Naruto, é claro, com ele a relação chegou com a sutileza de um elefante andando num campo de arroz — agressivo e inevitável.

Lentamente, o olhar da loira continuou passeando pelo ambiente até se prender em olhos preguiçosos, que a observavam do outro extremo da sala.

Shikamaru estava bonito — podia admitir para si mesma — seu cabelo solto passava levemente do colarinho da jaqueta camuflada verde que usava. Por baixo trazia uma camisa preta com gola V que dava todo um destaque para as tatuagens que subiam de forma sinuosa por seu pescoço. O jeans escuro e all star completavam o conjunto perigosamente atraente.

Ao lado do Nara, Chouji falava algo animadamente, enquanto se dividia entre o relato e devorar um pacote de batata fritas. 

De tempos em tempos, a aniversariante — Yamanaka Ino — parava com os dois. Uma loira curvilínea e inconstante, como um beija-flor, falava algo que as vezes aumentava a carranca de Shikamaru, outras o fazia rir — nada demais, um repuxar de lábios que era mais complacente que qualquer outra coisa. Claro, sempre com o namorado a tiracolo — um cara, no mínimo, incomum: alto, pálido, cabelos muito escuros, vestindo uma calça apertada e um cropped masculino que deixava sua barriga à mostra.

Incapaz de sustentar o olhar de Shikamaru por mais tempo, Temari foi a primeira a desviar. Apesar de já terem se passado dias desde seu “flagra”, a imagem ainda ardia na lembrança dela, com constrangimento e auto recriminação.

A "conversa" que tiveram melhorou as coisas, mas algo importante havia mudado. Não era só embaraço, agora existia aquela áurea de tensão, como se ambos estivessem na expectativa de um grande acontecimento, e toda pequena ação ganhasse um novo significado — o que lhe deixava apreensiva para um caralho. 

Estavam caminhando para algo, e a única certeza que a Sabaku tinha era que não se tratava de uma calma amizade.

Aparentemente, outra pessoa também não estava se divertindo na social. Deparou-se com Neji de braços cruzados e a expressão amarrada, fuzilado Tenten que conversava com um rapaz de sobrancelhas absurdamente grandes, corpo bem definido e um macacão collant verde — isso mesmo, um collant.

O Hyuuga parecia estar preparado para cometer um homicídio, o que era bastante destoante da sua postura sempre contida. A preocupação fez com que Temari se aproximasse.

— Se continuar encarando dessa forma, um dos dois vai acabar pegando fogo. — colocou o copo vazio de bebida em uma das mesas, e revirou os olhos quando viu Kiba arrastar um Shino ruborizado para uma dança comicamente sensual — Não seja um louco ciumento.

— Não temos absolutamente nada! 

Temari não comentou, apenas levantou uma sobrancelha perfeitamente delineada com deboche.

— É só sexo. — ele reafirmou — Tenten não me deve exclusividade.

De todos que havia conhecido nos últimos meses, sem dúvida, quem mais a surpreendeu foi Neji. Nunca imaginou que pudesse ser amiga de alguém tão controlador quanto ele, só não parecia funcionar na teoria. Porém, na prática, era bom ter alguém tão protetor por perto, que inspirava cumplicidade, no lugar de se tornar outra coisa para se preocupar. 

Sem falar que ele havia conquistado sua amizade nos pequenos gestos. Apesar da crise de masculinidade frágil com os absorventes em uma das primeiras semanas de convivência, era Neji quem incluía coisas como chocolate ou sorvete — do seu sabor preferido — na lista de compras, uma vez que Temari havia lhe dito que as duas coisas ajudavam quando estava com cólica. Também era ele quem sempre se aproximava para oferecer ajuda quando cozinhava, o interesse pela culinária e cultura do seu país natal sendo algo genuíno. Os dois se entendiam, e em um acordo não verbalizado, se revezavam para manter a casa em ordem.

— Nem você acredita nisso, Hyuuga.

— Ela quer algo que não posso dar, — seus olhos perolados se estreitaram quando Tenten abraçou o “grandes sobrancelhas” de lado, enlaçando sua cintura de forma que aproximava seus corpos — entre a faculdade, o estágio e a monitoria, me sobra muito pouco tempo para romances.

Disse a última palavra com desprezo, mas Temari era mais esperta que isso, sabia ver além da superfície.

— Para a maioria, provavelmente, mas você vive se gabando de ser um gênio — destilou o veneno sem dó — ou era só papo furado?

— Tenten é muito… intensa.

— Bem, aprenda a lidar com isso, — rebateu com dureza — se continuar agindo como um idiota vai acabar perdendo a garota.

Neji não respondeu, mas na expressão antes carregada de ciúmes, agora só restava a pura determinação.

Trabalho feito, a Sabaku se encaminhou para a cozinha, precisava de uma bebida gelada, uma passada no banheiro e depois, casa. 

Talvez devesse ter seguido a sugestão de Shikamaru e arrastado Kankuro para a festa, mas seu irmão não era tão maleável quanto gostava de imaginar e dificilmente se sentiria confortável ao participar de uma comemoração cheia de desconhecidos, barulho e álcool. No fim, ainda podia convencê-lo através de ameaças — bem sabia — mas uma companhia contrariada, era pior que companhia nenhuma.

— Ei, delícia! — um homem alto, magro e de cabelos prateados, segurou seu braço no meio do caminho — Que tal uma dança?

Ele tinha um sorriso malicioso no canto da boca e, sinceramente, para Temari, parecia velho demais para a faixa etária dos outros convidados da festa.

— Não estou interessada — olhou enfaticamente para onde ele a segurava — e se não quiser ficar sem a mão, é melhor me soltar.

— Uou! Gosto das que tem garras! — seu sorriso se abriu ainda mais, causando asco na loira — O papai Hidan é um ótimo domador.

Tinha tantas coisas erradas com aquela simples frase, que Temari teve que resistir fortemente a vontade absurda de socar a cara dele.

— Não vou falar de novo — seu tom permaneceu contido, toda a ameaça que precisava estava carregada em seu olhar.

— Qual é, gatinha? Não se faça de difícil, — sua mão pousou na cintura dela, forçando uma intimidade um tanto agressiva — nós dois sabemos que está tão afim quanto eu.

A Sabaku odiava quando os caras faziam aquele tipo de coisa, não só tocar, — o que em si já era uma afronta — mas projetar seu tamanho sobre ela, encurralando-a da mesma forma que faria com uma presa, como se assim pudessem alcançar a resposta desejada.

Para o azar dele, ela não era do tipo que cedia a intimidação, muito pelo contrário, Temari preferia revidar com tudo.

Porém, antes que pudesse colocar em prática seus pensamentos sanguinários, uma voz monótona se intrometeu na cena:

— Acho melhor desistir, Hidan! — Shikamaru apareceu ao lado da loira — Ela não está interessada.

— E quem é você para decidir isso, Nara? — sorriu com sarcasmo.

— Sou a pessoa que você não vai gostar de arrumar encrenca.

— Por Jashin, isso soa como uma ameaça, — Hidan soltou Temari para se colocar de frente para seu oponente, sem restrições — mas você não seria tão burro assim, não é? 

— Engraçado, estava pensando algo parecido a seu respeito — Shikamaru devolveu, com uma calma indiferença — mas considerando que está assediando uma mulher que tem a metade da sua idade, em uma festa que entrou como penetra e pode facilmente ser expulso, acabei por reconsiderar o tamanho da sua estupidez. 

— Seu desgraçado! — Hidan empurrou o Nara, que por sua vez, recuou dois passos.

Irritada pela avalanche de testosterona que parecia dominar o ambiente, e o fato de estar sendo tratada, pelos dois, como algo indefeso, Temari explodiu.

— Os idiotas podem parar com a palhaçada!

Para ela, as coisas foram de um extremo a outro muito lentamente. Em um instante estava putíssima com ambos, se colocando entre os dois para evitar algo pior, no seguinte, Shikamaru a puxou para trás de si na tentativa de impedir que Hidan a empurrasse também. O que terminou com o Nara levando um belo soco que o fez cair no chão com a mão no nariz.

E então o inferno veio a Terra.

A raiva da Sabaku se tornou uma fúria cega. Colocando em prática seus anos de taijutsu, socou a cara de Hidan com toda a força que possuía. Mesmo enferrujada pela falta de treino, ainda lembrava perfeitamente onde deveria acertar para nocautear um babaca sem se machucar no processo. 

Temari sorriu sordidamente quando ouviu o som característica de algo quebrando ao acertá-lo. Por maior que fosse, ou o quão resistente parecesse, o corpo humano era algo frágil demais. 


Notas Finais


Como estou pelo celular não vou me prolongar na nota, só gostaria de agradecer as pessoas que estão seguindo meu perfil do Instagram (onde libero umas paradas legais sobre a fic) e a interação.
E tbm só avisar que agora é oficial: terminarmos o primeiro ato da história, era meio que uma introdução dos personagens, situação e contexto. Agora entramos no segundo ato, que vai tratar exclusivamente do "romance" ou essa relação complicada entre esses dois teimosos...
Então, espere muita frustração, tensão sexual e cenas impactantes (ou que só vão fazer com que me ame e odeie na mesma proporção)
Enfim, vou responder TODOS os comentários (só tenham paciência comigo)
Tchau!


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