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História Colega de quarto, ensina-me a amar? - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Essa será uma short fic com, no máximo 5 capítulos. Espero que gostem e comentem, porque eu simplesmente amo esse shipp ks.

Boa leitura.

Capítulo 1 - Masks.


Fanfic / Fanfiction Colega de quarto, ensina-me a amar? - Capítulo 1 - Masks.


-Masks.



Eu nasci numa família comum. Pais que não aceitam tudo mas também não lhe negam nada, a não ser quando não quis entrar em nenhum clube no ensino fundamental, isso sim foi o terror para a família. Meus familiares sempre pensavam que eu era apenas mais um desses milhares de garotos anti-sociais que só precisam de um amigo ou algo assim, para conseguir "lidar com o mundo". Mas não era assim, eu simplesmente não sabia.

    Não sabia amar.

"Por que as pessoas gastam tanto tempo no amor"?
"Por que eles dizem que amar é um sentimento necessário e incrível, mesmo quando dizem que machuca tanto"?

Eu nunca entendi a lógica das pessoas. Recebi muito carinho fraterno, mas não sei o sentimento de amar romanticamente alguém. Será que eu tinha algum problema? Uma doença?

Ou será até, que essa minha personalidade meio difícil e egocêntrica afasta as pessoas? Mas acho que isso impediria Yamaguchi de se aproximar de mim. Aliás, este cara é o único ser (sem nenhum parentesco) que consegue me aturar por mais de 3 segundos, ou diria 12 anos. Esse rapaz não só me aguenta, como me ajuda e diz com plena certeza que não sou anormal, apenas que nunca achei a "pessoa certa.

Então me diga, quando diabos eu vou achar? Ela vai simplesmente aparecer? Mostrar-se na rua e gritar aos quatro ventos que é a minha "alma gêmea "? Tenha consciência! Não sou trouxa ou demasiado idiota o suficiente para acreditar numa barbaridade dessas.

O tema sobre minha sexualidade nunca foi abordado pela minha família, outro ponto que gostava, apreciava mas também odaiva neles. Eles apenas acreditavam que se eu desencalhasse, eu poderia namorar quem eu quisesse. O que para mim soou mais como um insulto do que apenas um conselho ou apoio moral.

Eu passei meus anos no Ensino Fundamental, como qualquer outra criança anti social: quieto no meu canto, esperando minha mãe chegar ou dar a hora pro' meu treino de vôlei. Aliás, essa atividade foi uma das poucas coisas que eu não me irritei fazendo, era simples e rápido, eu só precisava ficar de olho na bola. Sempre me pareceu simples, e eu apenas continuei por causa disso.

Já no Colegial, as coisas mudaram de um jeito ruim. O desaparecimento do meu pai. Não quero soar como se ele tivesse sido abduzido ou algo do gênero, pois na verdade ele apenas vazou com alguma puta que ele achou demasiada bonita e abandonou minha mãe. Além dessa "tragédia" o vôlei se tornou mais complicado do que eu me lembrava: precisei me interagir com outra coisa sem ser Yamaguchi e uma bola, além de sentir na pele o que é a frustação e a irritação de perder. Esses foram os pequenos pontos, o ponto principal é que: eles ainda acreditavam que eu era o garoto arrogante, que não ligava para nada.

Mas, o que eu esperava mudar? A única vez que me importei com alguém, essa pessoa usou minhas fraquezas contra mim. Quando eu pensava que era realmente amado, mesmo não sabendo direito o que era isso, fui abandonado por uma zé-ninguém.

O que vocês queriam que eu fizesse? Fingisse que tudo era um mar de rosas e que com o dito cujo do "tempo" iria me ajudar? Me desculpem, mas não consigo. Me chamem de fraco e orgulhoso, mas sinceramente eu não consigo.

Enfim, depois desse turbulento e ridículo Colegial, eu fui aceito na melhor Universidade da região, pelas minhas notas e pelo meu desempenho no vôlei. Cursando medicina, e me especializando em vôlei, achei que minha vida se resumiria a estudos e café da Starbucks, de modo que eu não teria tempo para nenhuma idiotice ou pensamentos do passado.

Ah Tsukishima, como você estava enganado.

No dia em que pisei naquela Universidade, descobri que os quartos são separados por duplas. Isso mesmo, o arrogante e sem-noção Kei iria ficar no mesmo quarto que alguém por mais horas que gostaria. Eu queria rezar para que Yamaguchi ficasse comigo, mesmo que ele estivesse cursando Engenharia Ambiental e estivesse tão longe de mim. No final de tudo, descobri que ficaria com um veterano da Universidade, e que tinha um nome que rondava a minha memória: Kuroo Tetsuro.

Me lembrava vagamente deste nome, só não esperava um garoto de quase 1,90 com cabelos pretos selvagens e olhos amarelados tão selvagens quanto. Seu corpo malhado indicava que além da academia constante, jogava o famoso vôlei também. Aparecesse na porta do meu (nosso agora) apartamento apenas de samba canção, com um sorriso idiota no rosto, me perguntando:

—O que um pirralho como você está fazendo aqui? -Nem segurei meu riso sarcástico, visto que era quinze centímetros mais alto que o mais velho, fazendo o mesmo bufar perante a triste verdade.

—Sou seu colega de quarto, como já deve ter visto, Gigante. -Murmurei e ele fechou mais a cara, me dando um pequeno espaço para passar as malas e meu próprio corpo.

O espaço era deveras pequeno, mas ainda sim, tinha uma beliche ao lado esquerdo e um armário do lado direito, com uma cômoda no meio e o banheiro logo após a entrada a direita. Percebendo que Kuroo estava na beliche de baixo, me posicionei na de cima, arrumando minhas coisas enquanto o brutamontes fechava a porta e olhava pro' nada.

 —Você pode algum acaso joga na Karasuno? -Indagou Kuroo que para minha surpresa, me fez lembrar do antigo rival do nosso time, Nekoma.

—Kuroo Tetsuro, capitão dos Nekoma. Como pude me esquecer de alguém tão importante assim? -Kuroo quase não aguentou minha voz carregada de ironia e sarcasmo, mas mesmo assim, sorriu para mim, se ajeitando na cama abaixo de mim.

—Bloqueador central da Karasuno por três anos consecutivos, levou o time para vitória no regional e estadual. Uau, Kei, como pude não me lembrar de alguém tão especial? -Ele devolveu minha pergunta, olhando para mim com o mesmo sarcasmo anterior. —Será um prazer ficar com você pelos próximos anos.

Revirei os olhos mal acreditando que teria que passar quatro anos da minha vida com ele. Sei que nunca fui um menino de família, mas precisava fazer isso comigo Deus?

Como eu havia chegado um dia antes, acabei decidindo ficar no quarto até a hora do jantar, o que pareceu incomodar meu colega, que alegava não conseguir ficar no quarto mais que o suficiente. Liguei o ar-condicionado e acabei por ler Joseph Delaney por toda a tarde.

Pensava que os livros sempre foram uma boa escapatória para mim. Sempre que acabava as provas, lia. Sempre que não queria ser incomodado com perguntas idiotas que as meninas faziam, lia. Sempre que queria fugir de assuntos constrangedores que os almoços de família me faziam passar, lia. Sempre que não queria ter algum pensamento suicida, eu lia. Ler sempre me ajudou a fugir, e eu sempre me odiei por usar esse método.

Depois de quatro ou cinco horas depois, Kuroo reapareceu no quarto, dizendo que estava na hora do jantar. Decidi trocar meu moletom cinza por um preto, e coloquei calça preta e um tênis qualquer. O refeitório era maior do que previa, mas ainda estava cheio pelo número de pessoas que precisou buscar lugares no lugar de fora do refeitório.

Para minha infelicidade, a maioria dos amigos de meu irmão que haviam repetido o ano mais vezes que poderiam contar, estavam cursando medicina, ou seja, estava lá a me olhar. Não havia tido boas lembranças com eles, eram um passado que não queria desenterrar.

—O que há com aqueles rapazes lhe olhando? Já está sendo paquerado no primeiro dia? -Kuroo perguntou, enquanto se sentava em uma das mesas redondas ao ar livre.

—Não, eles eram amigos de meu irmão mais velho. E por que diabos eles me paquerariam? -Indaguei, comendo meu macarrão a bolonhesa, que com certeza me faria lembrar de si no meio da noite.

—Por que você é bonito, oras. -Ele disse aquilo com uma tranquilidade tão grande que não pude deixar de corar violentamente. Ele riu um pouco, mas não disse nada.

—É bi? -Indaguei e ele assentiu.

—Desde que beijei minha prima e o namorado dela na festa a fantasia da família. -Ri baixinho do seu comentário, mas me assustei com a pergunta repentina. —E você?

—Acho que se eu fosse pensar, entraria na categoria Pan. Não sei dizer, nunca me prendo a rótulos.

Meus olhos pararam no Kuroo quieto que tinha um sorriso pequeno nos lábios. A noite fazia bem para ele, já que o deixava com uma aparência jovial e selvagem. Parecia muito mais a vontade aqui fora, do que dentro do apartamento, já que parecia tão relaxado e tranquilo com o ambiente em que estávamos. Seus braços musculosos eram marcados pela blusa regata que os deixava expostos, mas ele não parecia se encomodar, mesmo com a noite fria.

Kuroo era bonito, isso não podia negar.

—Seria mais fácil você ser paquerado. -Murmurei tão baixo que me recusei a acreditar que ele havia escutado, um pequeno erro da minha parte.

—Uh, mesmo? Me acha bonito? -E lá estava aquele maldito sorriso galã de TV que me fazia emburrar. Maldito convencido.

—Sim. Não que eu ache minha opinião muito importante... -Fui cortado pelo bola de pelos, que disse para mim sorrindo.

—Sua opinião é válida e muito bem vinda. -Decidi o ignorar, e voltar a minha plena refeição. Depois de alguns minutos, a sobremesa veio e fomos para o quarto. Após todas as preparações, nos deitamos e finalmente pude relaxar.

—Boa noite Tsuki. -Queria reclamar do apelido, mas minha consciência não havia me deixado, aliás, duvido que ela tenha ligado.

—Boa noite, Kuroo. E essa virou uma de nossas rotinas, mesmo que eu custasse a acreditar.


Notas Finais


Gostaram?

Não tenho um dia certo para postar, vou ver como estão meus dias e tals. Comentem por favor ks

Até a próxima<3


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