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História Colega de quarto, ensina-me a amar? - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Oiie.
Eu vou só falar rapidinho: Não tenham raiva de mimmmmm


No próximo capítulo vai acontecer tanta coisa que quis deixá-lo para depois ks.

Boa leitura e um dos segredos foram revelados hehehe <3

Capítulo 3 - Dreams.


Fanfic / Fanfiction Colega de quarto, ensina-me a amar? - Capítulo 3 - Dreams.

-Dreams.


Kuroo on:


Minha vida nunca foi a mais interessante ou a mais aventurada que se possa ter. Até meus treze anos eu não passava de um órfão que vivia às custas da mãe, que vivia para o trabalho. Até os dezesseis, me tornei o capitão dos Nekoma, um grande bloqueador central, que levou a escola ao Nacional.

Agora na faculdade, eu voltava a ser apenas Kuroo Tetsuro, nada mais, nada menos. Ah, como eu amaria poder dizer isso com convicção.

Mas eu com certeza queria outro título, o título de "Namorado de Kei Tsukishima".

Eu havia o conhecido cerca de dois ou três anos atrás, em um dos amistosos de Nekoma e Karasuno. Seus cabelos loiros se destacavam entre os companheiros de time, além da altura invejável, técnica e claro, o sarcasmo que sempre o acompanhava. Mas, eu poderia dizer, sem dúvida alguma, que tinha alguma parte de Kei que nunca havía enxergado. Mas, agora que vivo com ele, é uma boa desculpa para mim, não é? Quero enxergar todas as facetas de Kei.

Tsuki continuava o mesmo de dois anos atrás, mas agora que praticamente morava com ele, era fácil perceber que ele escondia muito atrás da máscara de arrogante e debochado.

Os sonhos.

Os sonhos medonhos e aterrorizantes de Kei.

Ele parecia sonhar com alguém o abandonando ou fugindo dele, não sei. Ele começava a gritar, alguns minutos depois que caia no sono. Era instantâneo e triste: ele chegava a procurar no escuro algo, e só parava de gritar quando eu deitava com ele, o pressionava contra mim, de certo modo, essa troca de carinho ajudava nós dois a dormir.

—Pronto, Kei. -Essa era a única hora do dia que eu conseguia o chamar pelo nome. Não por falta de oportunidade, mas sim por falta de coragem. —Estou aqui.

Meus estudos de psicologia me ajudaram um pouco nesse quesito: sim, eu estou cursando medicina e pretendo fazer psicologia, sou louco eu sei, mas quem não gosta de estudar? Certo, a maioria de vocês. Enfim, Tsuki se acalmava depois do abraço, que se tornou ocorrente em todas as noites, até que ele me disse:

—Eu sonho com meu pai. -Ele diz simplista, após fechar seu livro, e colocar sua cabeça para fora da cama, as oito e meia da noite de uma quinta-feira.

—É-É mesmo? - "Merda Kuroo! Não sabe dizer isso sem gaguejar"?

—Sei que me ajuda toda noite, mas só descobri que sonho com ele, faz poucos dias. -Ele respirou fundo, enquanto descia as escadas, sentando do meu lado. Fechei meu notebook.

—Mas, o que seu pai tem haver com seus sonhos? -Indaguei, e vi seu semblante se tornar um pouco triste, nada demais, talvez a maioria de vocês nunca conseguiria perceber. Mas acho que as minhas cinco noites sem dormir por conta de um brutamontes lindo e loiro, tenham me ajudado a observá-lo melhor, e comecei a reparar em suas pequenas mudanças de humor.

—Ele abandonou minha mãe. Fugiu com uma puta qualquer para longe de nós. -Ele começou, sem tirar os olhos escondidos por tras das lentes do óculos, de mim. —Acho que sinto mais falta dele do que gostaria. Mesmo após quatro longos anos, não posso deixar de sentir saudade dele. De alguém tão horrível como ele. Sempre achei que esses sonhos haviam começado no fundamental, mas…. Não sei. Parece que eu sofro com isso desde antes, como se algo estivesse faltando, além da presença do meu pai.

Lágrimas brotavam dos olhos de Kei. Sinceramente, meu peito se apertava ao vê-lo assim. Mas, não sei o que fazer para lidar com isso… enquanto era só abraços e carícias a noite, está tudo bem. Mas, e agora? Que ele precisava de apoio emocional?

—Ei, está tudo bem. Você vai encontrar, ok? Eu estou aqui para você, pode parecer idiota ou mesquinho, mas eu realmente quero ajudar você. Do meu jeito, é claro. E aquele homem idiota que foi embora, perdeu o direito de ser chamado de pai por você. -Falei com raiva, o que fez o semblante de Kei melhorar.

Ele sorriu fraco e dolorido, mas o fato mais aterrorizador, estranho e… maravilhoso(?) que aconteceu foi o abraço que Tsuki me deu. Seus dedos longos envolveram minha cintura, enquanto seu rosto se escondia na curva de meu pescoço. Ele inspirou meu cheiro, e eu o dele. Canela. Ah, como eu senti falta desse cheiro, mesmo que ele envolvesse todo o quarto agora, depois de uma semana. Ele é maravilhoso. Tsukishima Kei é simplesmente maravilhoso. Suas lágrimas molhavam meu moletom cinza, mas não me importei nem um pouco, pois eu tinha Kei nos braços.

Como eu poderia animá-lo?

Sair para passear? Não, esse tempo frio seria horrível (para mim pelo menos).

Sorveteria? Kuroo! Você acabou de falar que está frio. Não sirvo para isso.

Uhum…. Eu tinha, se não me falha a memória, uma festa marcada na casa de Oikawa no… sábado? Acho que sim.

Me afastei vagamente de Kei, apenas para puxar meu celular do bolso da calça e abrir meu calendário: lá estava ele, minha brilhante festa, marcada com um pininho vermelho pela importância do evento.

—Então, Tsuki. -Comecei, voltando ao meu jeito galã de ser, fazendo Tsuki revirar os olhos e sair meio desconfortável do abraço. —Tenho uma festa no sábado.

—Legal. -Disse simplista, e quase o elogiei a falta de senso comum.

—Quer ir, uhum, comigo? -Indaguei e o vi esboçarr um pequeno e singelo sorriso. Ele se posicionou melhor na cama, agora colocando seus pés em suas coxas a mostra, deixando aquela parte bem mais chamativa que o normal.

—Eu vou. Se, eu puder levar Iwa. -Por que Tsuki queria levar aquele maldito Iwazumi? Aquele garoto, além de olhar descaradamente a bunda do Tsuki, ainda dá várias cantadas que o mesmo não percebe. —Ah, vendo sua cara parece que nao gostou da ideia.

—Não gostei mesmo. -Concordei em um muxoxo, fazendo-o rir.

—Por bem ou por mal ele irá. Só que não quiser minha presença na festa. Jamais que eu ficaria sozinho com um bando de veteranos. -Revirei os olhos. Aquele Tsuki ainda me paga.

—Certo. Vamos dormi Ok? Amanhã temos prova de Ciências sociais. Não quero queimar meus neurônios antes da hora.

Kei já subia as escadas de sua cama, murmurando um "Boa noite", um cumprimento natural entre nós. Ele mexeu em seu celular por alguns minutos, mas logo o desligou e foi dormir.

Passados alguns minutos, o inferno começou.

As primeira coisas que Kei dizia não faziam sentido: Não passavam de murmúrios e lamentos. Mas, as coisas começaram a aumentar quando ele aumentou a voz.

Por quê? Por que está indo embora? -Ele fez uma pausa, e eu subia as escadas lentamente, prestando atenção em cada palavra. —Não vai! O que eu fiz de errado? Eu sou um bom menino não sou? Não me deixe.

Encarei o ser a minha frente. Tsuki usava um shorts curto e uma blusa preta de manga, mas ainda suava um pouco na testa. Suas mãos agarravam os lençóis e seus olhos estavam bem fechados. Seu cabelo, agora bem maior que antes, quase cobrindo os olhos, atrapalhava seu sonho, ou pesadelo, de modo que as vezes ele se debatia contra o mesmo.

Tratei de alcançar seu peito e o abracei pela cintura, logo, suas mãos encontraram minhas costas e me juntou mais ao seu corpo. Eu era quente, comparado a Tsuki. Mesmo quase suando, suas mãos estavam frias e ele tremia um pouco.

Depois de alguns minutos, ele se acalmou totalmente, e eu sorri, passando minha mão direita em seus cabelos, pois agora eu estava em cima dele, sendo pressionado pela aquela mão forte e esguia.

—Passou. Xiu… passou Kei. Eu estou aqui. -Cuchichei, mas ele me ouviu. Ele sempre me ouvia.

Minha mão saiu de seus cabelos macios e se encontrou com sua mão, eu a entrelacei e ele a apertou. Dormimos assim, sem sonhos, sem pesadelos, apenas a presença um do outro.

Isso era o suficiente.

○●○●○●○●○●○●○●○●

Sábado.

Meu Deus já era sábado.

A festa seria apenas a noite, mas o sábado era o dia em que não tínhamos aulas e podíamos sair para onde quiséssemos. Mas, como Deus não gosta de mim, ele fez meu crush fazer o quê?

Ficar na cama lendo Machado de Assis em pleno sábado! Sim, meus caros, Kei Tsukishima estava lendo Machado de Assis ao meio-dia, em um dos dias mais bonitos de Tokyo. Ele acabou dois livros em três horas. Depois começou a ler uma série de livros da Agatha Christie e as acabou no mesmo dia. Esse garoto é pior que aquela personagem de anime que literalmente comia os livros.

Enfim, a parte boa de se passar o sábado inteiro tranquafiado (por conta própria) no quarto apertado da Universidade, era poder apreciar a beleza arrasadora de Kei. Sim, meus caros, ele é uma beldade, mesmo carregado de sarcasmo e ironia.

Ele andava pelo quarto apenas de moletom, já que me recusei a ligar o ar-condicionado, de modo que eu, tinha a plena e maravilhosa visão de seu peito desnudo.

"ALERTA BI! ALERTA BI! Se não tratar esse problema entre as pernas imediatamente você entrará no radar Deus grego"!

Até que meu cérebro rende para alguma coisa!

Minha tarde de sábado se resumiu em estudos, apreciação daquele peitoral definido e muito convidativo, e duas idas ao banheiro para uma "ducha rápida". Mas, pelo lado "bom" não precisei de outro banho para sair.

O bom e o ruim de se morar com uma pessoa bonita e que por acaso é a sua paixonite é que consegui ver a indecisão muito bem visível em Kei, que no fim, escolheu uma blusa preta um tanto quanto transparente, uma calça jeans preta um pouco colada nas coxas grossas do pecado e um all-Star preto, juntamente de uma jaqueta de couro preta.

Kei Tsukishima, você é uma perdição.

-Acabou de se arrumar ou quer demorar mais um pouquinho? -Indagou cínico, sorrindo maldosamente.

Kuroo Tetsuro você precisa escolher melhor por quem se apaixona.

-Certo senhor príncipe. Espere um momento. -Sorri nada abalado com seu lado sarcástico e coloquei minha bota preta de cano alto. Perfeita e confortável.

-Vamos? -Indaguei e ele revirou os olhos, saindo do quarto antes de mim.

-Já era hora. -Respondeu simplista e eu apenas tranquei o apartamento e segui para o meu carro.

A viagem demorou meia hora, ou seja, chegamos na festa quase dez e meia da noite e morrendo de fome. A casa de Oikawa era exageradamente grande espaçosa, o que sobrava vários espaços para se.... pegar.

Sim meus caros, eu já havia pegado muita gente nessa casa.

Ah bons tempos. Naqueles que eu só pegava o cara com a bunda maior ou a mulher com a maior  cara de safada. Agora eu, o pegador da porra toda, quer pegar um simples jogador de vôlei gostoso e sarcástico.

Sério Kuroo, você precisa melhorar a escolha das suas "vítimas".

E pensando melhor, eu não quero apenas pegar o belo garoto de olhos azuis. Eu quero ele para mim.

Suspirei alto ao ver um carro vermelho chegando. Iwazumi havia chegado.

Kei se virou para a mesma direção que eu e acenou para o garoto, que sorriu descaradamente. Hunf, aquele pedaço de merda.

Ao entrarmos na grande casa, percebi que algo daria muito errado naquela noite.

Ou de certo modo, muito certo.

-Vamos entrar. -Murmurei para os novatos, que concordaram em silêncio. A festa iria começar.

 


Notas Finais


Kikiki acabouu

Acho que só vou postar daqui uns dias. Sorry:"

COMENTEM PLEASEEEEE sou carente ks


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