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História Colegas de apartamento - Park Jimin. - Capítulo 28


Escrita por:


Notas do Autor


Vamos de choro
Primeiro pq eu demoro pra postar capítulo e segundo pq continuaremos com a trama do nosso bebê raio de luz aclamado por onde passa.

Música do capítulo:

•The Truth Untold - BTS;
•You don't know - Katelyn Tarver.

Peguem os lenços e se preparem pra chorar comigo.

Boa leitura ♥️

Capítulo 28 - Talvez...



Tem coisas que não conseguimos explicar. Coisas que não entendemos. E... Coisas que nunca vamos entender.

Ela foi e sempre vai ser o amor da minha vida. E naquele dia... Ela estava radiante. O vestido branco de flores rosadas a servia tão bem que chegava a ser tão encantador quanto o bater de asas de uma borboleta em câmera lenta.

Mas teve uma daquelas coisas que eu não conseguia dizer como funcionava. Porque era impossível de explicar sensações desconhecidas e tão dolorosas ao ponto de te fazer adoecer mentalmente.


Há alguns anos atrás;

- O que você está escrevendo? - O jovem Jung perguntou à sua garota.

- Sobre você...

- Sobre mim?

- Uhm...

Sua voz suave ecoou pelos ouvidos dele de forma tão serena que nem se pôs a se preocupar com o que estava sendo escrito no caderninho da linda moça de cabelos caramelizados. Ele apenas sorriu a vendo tão calma.

Tem meses que ela não se sentia bem de verdade e ficava sempre muito aflita perto das pessoas. Preferia ficar sozinha. Mas com Hoseok ela fazia um esforço, até porque... Ela gostava dele.

- Sofia...

- Sim?

- Você é feliz? - Ele pergunta e a garota para de escrever no bloquinho em cima dos joelhos. A mesma direciona seu olhar para o moreno.

Alguns segundos se passam até que ela o responda.

- Eu não encontrei minha felicidade ainda... - Diz desviando as íris âmbar para os dedos esbranquiçados de suas mãos. Hoseok sente seu coração apertar e as lágrimas começam a cair.

- Você não é feliz comigo?

- Eu não disse isso.

- Disse sim!

- Hoseok. - Ela o chama.

- O quê?

- Existem coisas que eu não entendo.

- Isso serve pra todo mundo...

- E que eu não consigo explicar...

- Eu também tenho...

- Você me ama?

O rapaz a olha como se aquela pergunta não fizesse sentido algum. Eles estavam no gramado debaixo de uma árvore. Piquenique. Era o que faziam bastante nas horas em que estavam juntos.

- O quê?

- Você me ama?

- Claro que amo.

- Por quê?

- Como assim por quê? Porque... Porque sim, oras, você é incrível!

Ela riu.

Ela riu mesmo.

Sofia ria da sua própria incompreensão. Como amar alguém que não se ama? Ele sabia disso?

- Não faz sentido. - Ela murmura sorrindo para si mesma.

- Por quê?

- Não sei te explicar.

- Tenta. - Pediu e a garota respirou bem fundo lentamente. Soltando o ar dos pulmões como fazia na meditação.

- Eu não consigo entender como um ser humano que não se ama pode ser amado por um outro alguém.

- Como assim? Você não se ama? - Ela nega balançando a cabeça. Hoseok fica sem reação de primeira. - Isso tem sentido? Você é tão legal e tem uma personalidade tão doce. Como não se ama?

- Eu só... Não consigo.

- Quer que eu te ajude?

- Não...

Um silêncio pairou ali. Hoseok ficava incomodado quando não havia som perto de si, nenhum ruído sequer. Ficava agoniado.

- Sofia...

- Vai perguntar se eu te amo?

Ele ficou estático.

- É uma das coisas que eu não quero te responder, Hoseok. Porque eu simplesmente não entendo. - O tom de voz dela sai diferente. Foi muito mais sério do que ela poderia proferir. Então ele se sentiu uma criança que havia acabado de levar uma bronca. Mas não qualquer bronca. Aquelas onde a mãe diz "estou decepcionada com você". Ele se sentiu assim. Foi difícil.

- Acho que já sei a resposta...

- Não. Não sabe. - Jung levantou seu rosto para encará-la. - Os sentimentos são meus, e se nem eu posso entendê-los. Ninguém mais pode.

- Mas...

- Hoseok, querido. - Os olhos dela estavam avermelhados e desesperados para acabar com aquela conversa. Não queria mais continuar com nada daquilo. Estava complicado manter seu sorriso. Ela virou pra ele tentando ficar calma. - Podemos esquecer que alguma vez entramos nesse assunto?

- Sofia...

- Por favor, meu sol. - Seu pedido estava mais para um socorro. Ele suspirou.

- Tudo bem...

- Obrigada...

Ele balançou a cabeça e se encostou na árvore outra vez. A jovem moça se pôs a deitar no ombro do rapaz, respiraram um pouco. Se acalmaram...

- Eu posso ler o que você escreveu? - Ela sorriu serena.

- Amanhã. Amanhã você lê.

- Você vai me dar? - Perguntou observando o horizonte, o pôr-do-sol. Sofia não quis responder, nem mentir. Mas não queria preocupá-lo ainda mais.

- Vou. Eu dou pra você.

- Tudo bem. - Hoseok sorriu divertido e segurou a mão dela. - Eu te amo, Sofia.

A de olhos âmbar desenhou um sorriso em seus lábios. Ela não respondeu. Mas beijou a mão dele. Sofia gostava de Hoseok. Mas seus valores e ideologias não batiam com seus sentimentos em nenhuma de suas hipóteses.

Se preenchia de perguntas.

"Eu não conheço o sentimento do amor, como posso amar alguém?"

"É tão difícil amar quem não tem nem amor próprio, como Hoseok pode me amar?"

Como isso? Como aquilo?

A verdade era que ela não tinha se dado a oportunidade de deixar se levar pelos sentimentos. Mas não havia sentimentos. Sofia estava doente. Sua cabeça não era mais a mesma desde que conheceu seu namorado. Hoseok amava a garota de olhos bonitos que conheceu no colegial.

Mas ele a amava ainda mais a cada dia que passava. Sofia só não entendia. E não queria se dar a chance de entender. Mesmo que isso fosse inconscientemente. Se ela tivesse pedido ajuda talvez fosse ela quem daria o poema pessoalmente para Hoseok.

Talvez ela ainda estaria com ele. Talvez ainda estaria aqui...

Naquele fim de tarde, ela deu um último beijo nos lábios do jovem rapaz e se despediu com um abraço apertado.

- Opa! Calma! - Riu com o aperto desesperado. - Vão ser só algumas horas. Eu te vejo amanhã.

- É... - Se desvencilhou. - Nos vemos amanhã.

- Tem alguma coisa que queira me falar, Sofia?

- Não. - Ela riu e bateu no ar subindo os pequenos degraus da frente do lugar onde alugava kitnets. Ela morava ali. Sozinha. - Eu... Estou bem.

- Certeza?

- Uhm. - Afirmou. - É só... Que eu queria sentir seu cheirinho. É gostoso.

- Você tem o melhor cheiro que eu já senti.

- Aroma floral.

- Eu amo flores.

- Eu sei que ama.

O olhar dela sobre ele era carinhoso. Hoseok nunca se esqueceria daquele sorriso. Nunca.

- Tem uma coisa que eu amo. - Ela diz baixinho.

- O quê?

- Estar com você. - As orbes da garota querem marejar, estão ardendo. - Porque... Quando eu estou com você... Eu sinto alguma coisa. Eu gosto de sentir coisas.

As palavras dela machucavam seu coração. Hoseok não sabia. Mas compreendia que o que ela tinha não era nada fácil de expressar. Então apenas concordava e tentava decifrar suas palavras depois.

- Eu sinto você. - Disse enfim deixando uma lágrima cair.

Ele ficou bem. Foi pra casa. Ela subiu. Fechou a porta. Sentou no chão e chorou. Chorou até não conseguir mais respirar.

- Me desculpa... Eu não consigo mais... - Sussurrou. - Eu fracassei com você, meu sol...

Talvez ela tivesse dado o poema a ele. Talvez ela ainda estaria aqui. Talvez Hoseok não ficaria trancado por dois anos em casa doente. Talvez ela pudesse dizer que o amaria. Talvez ela tivesse vivido... Se não fosse por ela ter desistido e partido deixando tudo pra trás. Inclusive ele.

Ela entrou na banheira e nunca mais voltou...


Atualmente;

Hoseok;

- Eu li o poema dela. - Disse. E:U estava abraçada aos joelhos no banco. Virada um pouco na direção dele. - Mas só consegui depois do funeral.

- Quantos anos você tinha?

- Dezenove. - A pequena Park soltou o ar pelo nariz em um suspiro fraco. - Depois daquele dia eu escuto mais as pessoas.

- Como assim?

- Eu... Não sinto que fui bom o suficiente para entender o que ela estava sentindo.

- Hoseok, mas você disse que ela insistia em te deixar despreocupado com os sentimentos dela, a culpa não é sua.

- Também não é dela. Mas o que acontece é exatamente o que está acontecendo com a Sn e eu fico preocupado com isso.

- O que você quer dizer?

- Sofia não me dizia nada porque se sentia insegura e achava que me atrapalharia de alguma forma, não queria me preocupar. - Deu início à sua fala. - Sn sofria abusos da mãe e nunca contou isso pra ninguém. Ela guardou por muitos anos até o pai dela descobrir.

- Eu soube que ela não estava bem. Mia me contou. - Falou cabisbaixa colocando o queixo entre os dois joelhos.

- Tudo foi muito difícil de assimilar na época. - Ele suspirou. - Eu tive pesadelos naquela noite. Eu soluçava e chorava pensando que ela estava em perigo... E ela estava.

E:U sentiu seu peito apertar novamente, ouvir coisas assim a deixava sensível, ainda mais vindo de uma pessoa que parecia ser tão alegre e bom astral como Hoseok era em sua frente e na dos amigos.

- A Sn sente culpa? - Ela perguntou.

- O quê?

- Ela sente culpa? De ter sido maltratada ou outra coisa parecida? - a loura mira seus olhos.

- Jimin disse que quase explodiu a cabeça de tanto tentar manter a calma e convencer ela que nada daquilo que ela sofreu era culpa dela.

- A culpa nunca é da vítima, Hoseok. Você não tem culpa de nada.

- Você não entende, talvez ela ainda estivesse aqui se eu...

- Temos mais coisa em comum do que você pode imaginar. - O interrompeu. - Acredite em mim eu sei o que é perder alguém.

- Como? - Marejou os olhos ainda não acreditando muito em E:U.

- Minha mãe se suicidou quando eu tinha treze anos. - Jogou pra fora e sentiu suas orbes arderem outra vez. Hoseok imediatamente prendeu o fôlego. - Por muitos anos eu me culpei, aquilo estava acabando comigo e se meu pai não tivesse me colocado na terapia, talvez eu nem tentaria entrar numa empresa pra ser dançarina. Talvez eu teria desistido há muito tempo.

- Você dança?

- Dançava. Hoje em dia eu sirvo expressos pra um bando de riquinhos. - Ela ri e Jung abre um sorriso fechado e calmo. - Sabe, Hoseok, você não precisa carregar tudo isso nas suas costas. Deixar ela ir é importante. Ela estava sofrendo, você já sentiu isso.

- Senti, e é por isso que eu me culpo ainda mais, não fui capaz de ajudá-la. Mesmo Sofia deixando nas entrelinhas de que precisava de mim.

- Dois anos, não é? - Confirmou o tempo.

- Foram os piores da minha vida, eu tive pânico. Sair de casa não era uma opção. - Falou com receio da lembrança. - Meus "amigos" na época fofocavam por aí que eu estava com frescura e que estava ficando preguiçoso. Usando a morte da Sofia como desculpa. - As lágrimas dele começaram a aparecer depois de longos minutos de conversa. - Se eles soubessem o quanto foi difícil pra mim não ter mais ela por perto e saber que eu nunca mais ia sentir o cheirinho dela. Meu coração doía demais. - Hoseok começou a soluçar e E:U o abraçou mais uma vez.

- Pode falar pra mim tudo o que você está sentindo. Eu não digo pra ninguém. - Acariciou os cabelos dele.

- Obrigado... Só Sn sabia disso, ela sempre guardou segredo. São nessas horas que eu amo mais ela por ser minha amiga. Ela prova que uma família não é constituída só pelo sangue.

- Jimin é o único que sabia da minha mãe também.

- Não imagino aquele Park guardando um segredo. - Brincou fungando.

- Aqueles dois são uma ponte e tanto para as pessoas ao redor. - Comentou. - Se não fosse por eles não teríamos nos conhecido e virado amigos.

- É verdade. - Concordou. Alguns minutos se passaram e Jiwon sentiu a respiração de Hoseok ficar acelerada. O braço dela começou a molhar mais também. - Eu queria que as pessoas entendessem que depressão não é preguiça. Eu me sentia vazio. Sem forças.

Os olhos de E:U também recorreram às gotas salgadas.

- Eu tinha começado a entender que Sofia não me amava porque ela não queria, mas era porque ela não conseguia. Essa doença te faz ser como um fantasma. Mas um fantasma que tem peso de 700 toneladas. - O choro dele começou a ficar alto e da cozinha Yoongi ouviu o que pareciam ser soluços. - Você não sente absolutamente nada e isso te traz agonia. Um sofrimento sem fim. É horrível.

- Tem razão.

- Parece que você está sozinho sempre. - Ele se levantou e olhou pra E:U com dúvida. - Era assim que ela se sentia mesmo estando comigo?

- Hope... Você me disse que ela sentia algo quando estava com você. Solidão que não era.

Ele sentiu um peso sair de suas costas.

- Obrigado.

- Pelo que?

- Por se tornar minha amiga. - E:U sorriu.

- Como era o poema?


Sofia era o amor da minha vida, ela sempre vai ser. Mesmo estando um pouco distante agora.


"Um raiar do Sol,

Você é meu Sol;

Saber que te deixarei não me tranquiliza,

Mas meu sofrimento é como um pedaço do escuro eterno...

Não enxergo a saída.

Eu amo estar contigo,

O nosso porém são os meus sentimentos incompreendidos

Mas o vosso sorriso é como meu abrigo.

Apesar de deixar esse mundo, nunca deixarei o seu coração

Porque é nele que eu encontro a minha razão;

Permaneça sendo ouro

E seja meu tesouro"




Notas Finais


Poemaaaaaaaaa
Não sei escrever poemas
Mas eu tento, me perdoem pela decepção kkkkkkk
Eu achei que eu ia chorar mais escrevendo.
Talvez...

Quero que interajam comigo, assim eu atualizo mais rápido pq eu me empolgo kkkkkk

Sem pressão, só me digam o que acharam e se estão com saudade de mim assim como eu estou de vocês...

Até a próxima

I love u♥️♥️♥️


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