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História Colegas de apartamento - Park Jimin. - Capítulo 22


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Notas do Autor


CARALHO, QUASE 200 FAVORITOS!!! ISSO É SURREAL!!!

Eu separei duas músicas pra indicar a vcs escutarem durante o capítulo. Confesso q foi difícil tentar encaixar, mas eu espero ter conseguido. Uma já é o título então lá vai:

Músicas do capítulo:
•Broken Girl - Matthew West;
•Til It Happens to you - Lady Gaga.

Escutem só se quiserem. Uma boa também é You Say da Lauren Daigle. Essa eu faço questão que escutem enquanto lêem.

Boa leitura♥️♥️♥️

Capítulo 22 - Til It Happens to you...


Fanfic / Fanfiction Colegas de apartamento - Park Jimin. - Capítulo 22 - Til It Happens to you...


"O preço que se paga por ter nascido mulher"

E assim começa o que chamamos de crítica social. Aquela letra de um rap que nos faz refletir sobre tudo e todos. Frases de apoio que dizem: Estamos aqui por vocês. Ou: Ergam a cabeça, vamos ajudá-los, sejam fortes.

Agradecer, ser grato. Pelo apoio, todos são gratos pelo apoio, o apoio que poucos recebem quando sofrem. Mas ao mesmo tempo ser incompreendido. Porque entender nunca vão, até que aconteçam com eles.



Há treze anos...

Heo Yoorim;


- Mamãe!

- Oi, amor!

- Papai está fora?

- Sim, querida. Está trabalhando.

- Ah, que bom.

- Bom?

- Quando ele trabalha a tarde significa que ele só vem a noite, não é?

- Sim...

- E que você pode dormir comigo, não é?

- Ah, então é por isso que está tão feliz? - A menina inclina a cabeça inocente e olha para o lado e mãos para trás sorrindo docemente. - Sim, eu vou dormir com você hoje.

- Eeee!!!

- Bobinha.

MinJee, você acha mesmo que sua filha só quer dormir com você por estar com medo do monstro de baixo da cama?

Ela está com medo de um monstro sim. E ela chama ele de Mr. Flower. Até parece piada. Mas flores pra ela são algo aterrorizante. Até porque o Mr. Flower machuca ela toda noite.

Mas quando sua mãe, a doce MinJee, dorme ao lado de Yoorim, a pequena se sente mais calma e segura. Então o Mr. Flower não a visita.



(Aut: Músicas)



Atualmente;

Aisha;


- Mamãe!

- Oi, amor!

- Eu amo você! - Sorriu para ela com ternura enquanto jogava o saquinho de pipoca no lixo.

- Oh, assim tão de repente?

- Sim, eu amo você, nunca se esqueça disso. - Se colocou em postura ao estar no mesmo cômodo que a mais velha. MinJee a olhou sorrindo desconfiada e então percebeu nos olhos de Aisha algo que ela não via há um tempo.

- O que aconteceu? - Desmanchou o sorriso e enrugou a testa analisando a filha.

- Nada, mamãe, por que está perguntando isso? - Diz, mas não a convence muito com suas palavras.

- Posso ver suas mãos? - A morena alta que tirava o sobretudo e pousava na cadeira também parou de sorrir.

- Sim... - Aisha estendeu suas palmas para sua mãe que imediatamente virou para ver as costas brancas de suas mãos que agora se encontravam avermelhadas e um pouco raladas.

- Estava socando alguma coisa?

- Talvez...

- Por quê?

- ...

- Aisha, quando eu falar com você é para me responder. - Disse firme. - E que olhe nos meus olhos.

A garota que mirava o cordão de coração dourado da mãe levantou o olhar para suas íris. Triste.

- O que aconteceu, meu bem? - Aisha não disse nada, não precisou. Apenas deixou que as lágrimas tomassem conta e desabou nos braços de sua mãe. MinJee não conseguiu sustentá-la então foi descendo com Yoorim para o chão e sentaram lá.

Então foi lá que Aisha se sentiu abrigada. No abraço apertado da mãe. Na proteção dela.

- Eu... quero... falar sobre... o Mr. Flower. - Disse entre soluços e MinJee beijou o topo de sua cabeça se segurando ao máximo para não chorar junto.

- Tudo bem, meu amor. Vamos falar sobre ele.



...



Há treze anos...

Heo Yoorim;


A pequena Heo dormia tranquilamente ao lado de seu... Travesseiro?

- Mamãe? - Chamou baixinho ainda sonolenta. - Oh, mulher astuta! Saiu sem que eu percebesse... Amanhã ela irá ouvir. Mamãe ardilosa. Isso não se faz.

Resmungava de indignação por sua mãe tê-la deixado ali. Iludida por um travesseiro. Fechou os olhos outra vez, mas voltou a abri-los quando ouviu passos lentos e uma brisa soprar seus pés descobertos juntamente com o ranger que a porta fazia ao ser aberta.

E ali viu uma silhueta. A silhueta masculina que ela tanto temia. Mr. Flower.

- Olá, Yoorim. - Falou calmo, no tom que deixa a pequena garota apavorada. - Vim visitá-la.

Yoorim cobriu os pés nos mínimos movimentos possíveis e apertou o travesseiro que antes achava ser sua mãe. Olhou minuciosamente cada movimento de Mr. Flower, que apesar do nome fofo, ele mesmo era aterrorizante.

"Seu terno preto, um chapéu Panamá, quem diria que seria ele, Mr. Flower à noite me assustar..."

Ela escrevia em poema nas últimas folhas de seu caderno com a letra de forma e repetia em sua cabeça quando ele aparecia.

"...Uma, duas vezes ao luar, ele vem ao meu lado se deitar..."

"Três, quatro flores ele trás. E então, apenas uma doce criança o satisfaz"

As lágrimas desciam pelo rosto da pobre menina, ela não podia gritar, tampouco berrar socorro. Mr. Flower se aproxima lentamente para não fazer barulho no piso de madeira oca, e acabar acordando quem não devia.

Como todas as noites, ele deixa uma pequena flor na cabeceira da cama antes de se deitar sobre a garota assustada de toda madrugada.

A pressão do corpo mediano e alto do aterrorizante homem fazia Yoorim querer vomitar. Pois antes de Mr. Flower se deitar, o mesmo sempre se despia.

E como ela sempre vestia a camisola de gatinhos que foi presente da avó, ela podia sentir a pele áspera dele roçar em sua perna depois de ele pedir educadamente para ela fazer o mesmo com o que ela vestisse por baixo.

E enquanto a pequena sentia dor entre a pernas, ele cantarolava uma canção de ninar.

"Durma, durma, pequenina, o amanhã logo virá. E antes que isso aconteça Mr. Flower veio te visitar para uma canção linda cantar"

Os soluços ficaram altos, e o homem teve de tampar sua boca com aquela mão asquerosa e nojenta para que MinJee nem ninguém escutasse.

"Shiu, shiu. Se você contar, um segredo não será. Para você viva ficar, tem que se calar..."



...



Atualmente...

Aisha;


- Ele vinha toda noite. Sempre que você não estava. - Dizia aos prantos para sua mãe que tentava se manter calma e abraçada a filha. - Ele me tocava, de uma forma que eu detestava, porque machucava.

- Seu pai não vai mais te machucar, meu bem. Eu sempre vou estar aqui e ele não se atreveria te tocar outra vez.

- Eu sei. Mas quem poderia me garantir isso?

- Eu!

- Mamãe... - Aisha agradecia por ela estar ao seu lado sempre, mas MinJee já estava uma mulher mais velha, bem conservada, mas ainda sim, mais velha. Não seria pra sempre sua existência na vida da jovem Heo.

- Não pense que vou morrer tão cedo. Pois não será assim. Cuido muito bem de minha saúde para isso ser precoce.

- Eu amo você...

- Oh, querida, eu também amo você. - Sorrio singela.

- Eu quero voltar a fazer terapia na Dra. Yang. - MinJee se alegrou com as palavras de Aisha, há tempos queria que a filha voltasse a se tratar no psicólogo.

- Oh, meu bebê, eu fico tão feliz de te ouvir dizer isso. - A mais velha abraça a jovem apertado. - Quando gostaria de começar?

- Semana que vem. Pode ser?

- Está ótimo. - Sorrindo MinJee se levanta e ajuda Aisha a fazer o mesmo.

As duas prosseguem seu dia conversando e pondo o papo em dia, já que hoje é segunda e a Srta. Heo decidiu não abrir a cafeteria. O resto da semana seria de puro esforço e trabalho para recuperar os custos. Mas por hoje haveriam de descansar.

Mr. Flower. Aisha nunca mais tocou nesse assunto depois que seu pai foi preso por estuprar uma criança, filha do vizinho Jhonatan, quando ela tinha catorze anos.

Jhonatan era um médico legista americano que se mudou depois que a esposa morreu num acidente de carro em uma avenida em NY. O homem fez a autópsia da própria filha de seis anos. Foi difícil pra ele, pois chorou todo o processo querendo apenas que fosse um terrível pesadelo. Mas não era.

Jhonatan acusou o pai da jovem Heo depois de achar o corpo da filha no quintal onde ela brincava de casinha. E a figura de terno preto e que levava flores pra ela toda tarde estava entrando nos fundos da própria residência depois de matar a garotinha.

A filha Nancy, que sonhava em ser veterinária aos seis anos de idade por adorar o cachorro de Aisha, Franklin, um pastor alemão de dois anos. Um sonho que foi interrompido por Mr. Flower. Que na verdade era um cara nojento e pedófilo que trabalhava numa pequena empresa como secretário e odiava a própria vida por ter se casado com alguém que preferia ver morta.

Aisha preferiu nunca tocar no assunto por sua mãe não ter que se preocupar, já que os abusos teriam acabado depois de ela completar doze anos. Quando ela estava aprendendo algumas coisas nas aulas de Taekwondo e começou a se defender.

Então sua mãe nunca soube que o Mr. Flower era seu pai. Apenas que ele poderia ter alisado Aisha algumas vezes. Era o que ela queria acreditar. Yoorim apresentou sinais de um possível trauma depois da primeira noite que Mr. Flower foi ao seu quarto. Mas MinJee não notava isso por estar ocupada demais com o novo negócio que estava prestes a fechar no centro de Seul, já até planejava mudança.

Então eles se mudaram, e ele continuou mesmo assim. Depois de alguns anos, Jhonatan se mudou para a casa ao lado. E quem não teve a sorte dessa vez foi Nancy.

Ela pagou um preço, Nancy pagou um preço. Um preço que infelizmente muitas pagam. O preço que se paga por ter nascido mulher.

E ninguém vai entender, a não ser que aconteçam com eles...




Notas Finais


Algumas frases foram tiradas de músicas, as que eu deixei destacadas por exemplo.
Músicas como: Til It Happens to you e Jack - Nocivo Shomon - prod. Mortão VMG.

Eu fiquei bem triste com essa história da Aisha até pq isso é uma realidade que muitas mulheres passam e até alguns homens. Mas a maioria são mulheres, e quem sofre mais de assédio e estupro somos nós.
Então eu venho aqui pedir um favor de coração pra todos vcs leitores que acompanham Colegas de Apartamento, se algum dia vcs presenciarem esse tipo de atrocidade, não importa onde, quando, com quem, DENUNCIEM.
E se isso acontecer com algum de vcs, tbm não interessa onde, quando, como, com quem, mas não fiquem calados. Peçam ajuda. PEÇAM AJUDA para alguém que vcs confiem, que eu tenho certeza que essa pessoa vai te acompanhar até a delegacia mais próxima e vai registrar um B.O com você do lado. Ao seu lado, sempre. Não importa a epidemia, a pandemia, que caralho for, essa pessoa se importa mais com vc do que vc imagina. Então pvfr, peçam ajuda e denunciem casos desse tipo.
Não importa se foi um comentário na internet, na rua, uma passada de mão, uma invasão de espaço pessoal é grave, não importa o nível. Vá denunciar. Isso é sério, isso é grave. Ninguém devia passar por isso, mas infelizmente acontece. Eu mesma conheço pessoas que foram assediadas ou até mesmo sofreram abuso sexual por FAMILIARES, e isso é uma coisa realmente triste, porém uma realidade.
Então eu reforço, NÃO fiquem calados.

Até uma próxima ♥️
Eu amo vcs♥️♥️♥️


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