História Colegas Inefáveis - Capítulo 5


Escrita por:

Postado
Categorias Good Omens
Tags Ineffable Husbands, Maridos Inefáveis
Visualizações 66
Palavras 1.349
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Chuck e Charlie


POV Charlie

 Eu sabia que estava sendo observada por lobos, Hastur e Ligur não vieram até aqui para nada, não consegui definir quais eram os cursos que estavam matriculados, mas descobri onde estavam alojados, no segundo prédio da ala de dormitórios masculinos, alguns prédios de distancia de do de Crowley e Aziraphale e praticamente do outro lado do campus de distancia de mim. Tinha minhas suspeitas de quem havia pagado para eles entrarem aqui, nos cercando e monitorando nossos passos. É um pouco irônico ele ter mandado esses dois, principalmente após o fracasso da ultima vez.

--Eles podem não ter conseguido te matar, mas olha o que fizeram com a gente. – Chuck disse enquanto nos encarava no espelho.

 As cicatrizes em meu torso eram mais um lembrete dos acontecimentos daquela noite, além da cadeira de rodas.

--Logo não precisaremos mais dessa cadeira. – Disse esperançosa, apesar de estar cansada. – Só temos que aguentar mais um pouco.

--Claro, aguentar mais um pouco! Que tal esperarmos até a morte, sua idiota? Você acha que aqueles dois vão perder essa oportunidade? Estamos em desvantagem! Temos que nos preparar, aqueles dois vão pagar pelo que fizeram! Eu vou mata-los!

--Como você mesmo disse, estamos em desvantagem. Além disso, eles não estão apenas atrás de nós, mas de nosso irmão, provavelmente o Azi também está em perigo. Temos que protege-los, não importa o que.

--Você tem razão... Se eles pegarem nosso irmão e o Aziraphale...

--Eu sei que você quer sua vingança, eu também não fico pensando em flores e coelhinhos fofos quando pendo neles, principalmente o cara de sapo do Hastur, mas precisamos agir de forma fria e calculada. Há muita coisa em jogo aqui...

--Charlie? – Ouvi uma batida na porta e a voz insegura de Azi.

--Sim? – Abri a porta, recebendo a paixonite de meu irmão e meu futuro cunhado. – Como vai, Azi?

--B-bem. – Ele olhava ao redor confuso. – Pensei ter ouvido mais alguém...

 Oi.

--Nah, estava conversando com meus botões.- Sorri tentando acalmá-lo.

--Oh, me perdoe! Eu não queria ser enxerido nem nada, eu só vim aqui... – Aziraphale torcia as mãos nervosamente.

--Hey, calma! Está tudo bem, não foi nada.- Assegurei. –Aconteceu alguma coisa?

 --Não! É só que... Eu... Seu irmão sempre me falou de seu jardim e como era lindo...

--O mais bonito que já vi. – Concordei.

--Bem, ele também falou que não pode trazer nenhuma de suas plantas quando veio para cá porque o carro estava lotado e tudo mais. Crowley parecia tão triste...- Azi disse de ombros caídos.- Então eu pensei que... Talvez pudesse trazer uma de suas plantas para ele colocar em nosso quarto,  para ele se sentir melhor e mais em casa...

 Crowley, se você não se casar com essa coisinha fofa, eu mesmo te esgano!

 Para até você gostar dele, a coisa é séria mesmo.

--Acredite, acho que o que ele tem aqui é bem melhor que nossa casa...- Murmurei baixinho. – Mas você teve uma ideia maravilhosa!- Ele sorriu com minha animação. – Ele com certeza vai amar o gesto! Só temos que ir até nossa antiga casa e pegar uma ou mais de suas plantas...

 Se elas não tiverem sido carbonizadas, você quer dizer...

 Sim... Infelizmente...

 Não custa muito tentar, apenas a passagem de ônibus.

--Está tudo bem, querida? – Azi perguntou preocupado, mas antes que eu pudesse responder, Chuck foi mais rápido em assumir.

--Não me chame de querida! – Ele rosnou, tapando aboca em seguida.

--Cha-Charlie? – Aziraphale me encarou com medo.

--Não...- Olhamos para ele com lágrimas nos olhos. – Me desculpe, Azi!

--Oh, não! Merda! Não, não... Me desculpe, Zira! – Chuck disse desesperado.

 Me encolhi, minha cabeça doía por causa do desespero de Chuck e o meu próprio combinados, ambos gritando ao mesmo tempo. Comecei a soluçar, abraçando a mim, a nós, em busca de algum consolo.

--Eu...Nós não queríamos!

 Para nossa surpresa, Azi não saiu correndo, me chamando de aberração. Senti uma mão gentil em meus cabelos, me tocando com hesitação, com medo de mais uma vez eu surtar. Soltei a respiração que estava segurando e inclinei minha cabeça ao toque, aceitando o carinho. Seus dedos passarem gentilmente por meu cabelo, como apenas meu irmão fazia comigo.

--Está tudo bem, Charlie... – Quando olhei para ele, o garoto sorria ternamente, como se eu fosse uma criança assustada que ele estava tentando acalmar.

 O que era o caso.

--Não está! – Chuck soluçou.

--Eu sou um monstro! Tenho mais parafusos soltos do que é saudável! – Resmunguei em seu peito.

--Você se sente segura comigo para me contar o que está acontecendo? – Ele perguntou gentilmente.

 O que você acha?

 Ele não fugiu até agora, quem sabe...

--Por favor, não evite meu irmão ou coisa do tipo, ele sempre tentou me proteger, não quero estragar a amizade de vocês por minha causa. – Eu tinha minhas prioridades, não ferraria a vida do meu irmão nem suas chances de ser feliz com esse anjo.

-- Por favor, me conte. – Aziraphale disse calmamente.

 Respirei fundo.

--Eu tenho dupla personalidade e um pequeno nível de psicopatia. Chuck nasceu por causa da violência em que fui criada, um meio de proteção mesmo que distorcida contra o mundo ao meu redor, reagindo de forma agressiva dependendo da situação. Meu.... Pai – Disse com desprezo. – é um homem abusivo, ele sempre me odiou desde que causei a morte da minha mãe e sempre demonstrou isso fisicamente. Crowley e eu sofremos em suas mãos, mas nunca pudemos apresentar nenhuma prova a polícia, pois ele nos batia calculadamente para doer, mas os ferimentos desaparecerem rapidamente. Meu irmão apanhava por tentar me proteger, mas convenhamos que um homem adulto contra seu filho magrelo não é uma luta justa. – Estremeci. – Eu sabia quando a coisa estava feia quando ele me chamava de querida, isso sempre vinha antes dele me bater ou me castigar de alguma outra forma, provavelmente nos deixando sem comer ou nos trancar no porão. Uma vez quando Crowley ficou fora de casa por uma semana, ele me trancou no escuro, me deixando sem comer por alguns dias. Ni Chan e ele brigaram tanto naquele dia que os vizinhos só não chamaram a polícia por que todos tem medo de Lúcifer.

--Oh, Céus! Minha q... Pobre menina. – Azi me abraçou mais apertado, chorando também.

--Eu queria machuca-lo, Zira. – Chuck disse, nossa dor compartilhada. – Queria fazer ele pagar por tudo o que fez a nós e nosso irmão. Mas então, eu tinha medo de sermos separados de Crowley, nunca mais vê-lo. Aprendemos a nos defender, Lúcifer simplesmente passou a ignorar nossa presença, até que...

 Nenhum de nós queria falar mais sobre isso, Zira pareceu entender e apenas continuou nos reconfortando com seu abraço e palavras gentis.

--Eu sei que isso não é normal. Eu sei que estou doente. – Murmurei baixinho. – Estou quebrada...Mas quando tentei buscar ajuda, Lúcifer voltou todos contra mim. Eles não acreditaram... Então, resolvi eu mesma juntar meus pedaços, buscando ser , um dia, uma psicóloga melhor que todos que foram comprados pelo dinheiro de meu pai.

--Charlie... Chuck...

--Hey, tudo bem, isso não é problema seu. – O abracei. – Eu vou conseguir melhorar um dia, pode não  ser hoje, nem amanhã, mas eu vou ficar bem.

--Hey, Azi? Obrigado, você realmente é um anjo. – Era um dos poucos elogios que Chuck já dera a alguém . – Quando você se casar com Crowley, você será oficialmente nosso cunhado!

 Aziraphale ficou completamente corado.

XXXXXXXXXXXXXXX

 No fim de semana seguinte compramos passagens para irmos de ônibus até minha antiga casa que ficava em uma cidade vizinha a universidade. Aziraphale ficou nervoso com a ideia de mentir para meu irmão, mas lhe acalmei dizendo que era para uma boa causa, além disso, Crowley não precisava ficar sabendo aonde ele iria. Tecnicamente, ele não iria mentir, apenas omitir. Apenas informei meu irmão que iríamos a uma livraria na cidade vizinha que parecia ter uma edição rara e que ele não precisava se preocupar.

 Meu pobre maninho ficou ligeiramente enciumado por não ser convidado, mas ele tinha um trabalho para entregar nos próximos dias, então teve que simplesmente aceitar que ficaria sozinho o sábado inteiro.

 Valeria a pena.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...