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História Colégio Hermann Hill: Parte II - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Com um capitulo escrito quase 80% pelos leitores: @FSouza_890, @Loser_User e @Miss_Skywalker. Deixei na mão deles, e eles escreveram. Contem trechos também de @Leggo.

Sem mais delongas, Boa leitura, Apreciem

Corrigido, Qualquer erro avisar.

Capítulo 4 - 01 - Capítulo 3: Entre Laços e Amarras


Fanfic / Fanfiction Colégio Hermann Hill: Parte II - Capítulo 4 - 01 - Capítulo 3: Entre Laços e Amarras

01 – Capítulo 3: Entre Laços & Amarras

 

 A porta do carro bateu com força, assustando Tessa dentro do carro, seu pai nada disse, e entrou no banco da frente, Jenna se aproximou da mãe de Jake, ele e Sun estavam ao lado dela, a festa acabou se dissipando no momento em que a garota caiu. A maioria já havia ido embora.

– Sinto muito pelo o que aconteceu. – Kate fala.

– Muito obrigado por chamar uma ambulância, se eu puder lhe pagar pelo mesmo. – Jenna diz.

– Não se preocupe temos plano de saúde. – Kate diz. – Ela vai ficar bem?

– Vai sim. – Jenna diz. Ela se despede dos três ali e se volta para o carro.

– Essa menina nem foi convidada em primeiro lugar. – Sunshine fala.

– Coitadinha da garota! – Kate começa a andar em direção de volta ao apartamento, Sun Hee e Jake logo atrás.

– Ela estragou a festa! – Sunshine diz. Kate revira os olhos para a amiga do filho, e abre a porta do prédio.

– A festa nem estava tão legal, Sun.... – Jake diz, ele ainda está chateado.

– Para você só que ficou chorando o leite derramado. – Sun Hee o provoca, eles sobrem com o elevador ao ultimo andar. No apartamento, Kate, arruma as camas deles em quanto eles limpam a louça usada na festa;

– Tenham uma boa noite. – Ela diz. Jake e Sunshine ainda conversam um pouco antes de dormirem.

 

 

Tessa estava em sua cama, devido ao sopro no coração, a pressão, a festa, Nicholas, tudo fez seu coração acelerar demais. Ela respirava mais tranqüila agora.

Sua mãe adentra o quarto, senta na cama com Tessa.

– Eu quero que você tenha uma juventude como todos os seus amigos e colegas, seja jovem e se divertir, mas Tessa, você tem que se cuidar.... Você sabe disso. – Jenna diz para a filha.

– Eu sei.... – Tessa diz, ela se ajeita para se deitar, sua mãe faz um carinho em seus cabelos, a beija na testa e sai.

Tessa relembra a noite, Nicholas, ah.... Ele beijando aquela patricinha daquela líder de torcida metida.... Será que ele só ficaria e teria olhos para meninas daquele tipo? Leoni? Nêmesis? Alisson...

Lembrou das férias, Nicholas conhecia seu irmão mais velho, quer dizer, Henry conhecia, mas uma coisa leva a outra, e foi assim que ela conheceu Nicholas, o amigo do amigo de seu irmão, ele era tão charmoso, gentil, e bonito, era amor a primeira vista, e ele foi gentil, e educado, garotos geralmente não tratam irmãs dos amigos assim.... Ela fecha os olhos e pensa nele.



Dia 16 de setembro, segunda-feira, 2019


Jenna mantinha a postura andando com seus saltos estalados pela sala dos professores. Não estava acreditando que viria trabalhar mesmo após o incidente com Tessa. Sentia se atordoada e tal incômodo parecia perceptível a todos na sala. Sempre protegera demais a filha. Independentemente do que acontecesse, Jenna correria ao socorro da filha, mas saber que, tal qual na festa, sua princesa poderia ter uma recaída em questão de segundos e sofrer, angustiava a mulher. 

 Daniel permaneceria em casa até a irmã ficar melhor, caso outro incidente ocorresse. Carter e Jenna já se preocuparam o suficiente, além disso precisavam trabalhar e tomar cuidado para que a sobrinha continuasse sem causar intrigas. A cabeça do casal via se cheias de problemas os quais acumulavam se a um bom tempo. O primogênito tinha em sua mente a certeza de que não precisaria de mais nada. 

Enquanto Dan cuidava da garota, Jenna trabalhava. Havia visto Verônica naquela manhã que também demonstrara preocupação com Tessa. A culpa consumia a Collins, porém estar ao lado da Mikaelson ajudava lhe a esquecer de todos os seus problemas. Era como no começo do relacionamento com Carter: excitante, novo e apaixonante. As duas patinavam em gelo fino. Contudo o apoio incondicional uma da outra, suas saídas escondidas e os beijos a portas trancadas, viciavam ambas nessa relação. Jenna só temia por seus filhos. 

Após o encontro com Verônica na cafeteria da escola e as aulas da manhã, como de costume, entrou na sala, organizou o material e esperou até 15:00 para que iniciasse o último período. Os alunos foram chegando um a um e, em poucos minutos, todos já estavam sentados. Donna sentava perto de Collins , que pedia para desligarem as luzes e já ligava o retro-projetor. 

Fazer slides era um dos métodos mais eficazes de Jenna. Aprendeu a usar a tecnologia em favor de sua pessoa. Prendia mais os estudantes, apesar de que a luz apagada incentivava uma pequena parcela a dormir. A mulher realmente se empenhava na construção dos mesmos. Dar aula e o amor por seus filhos foi o que restou de genuíno e ético em sua vida.  Prezava pela sua felicidade própria. Só que se livrar da culpa era bom, especialmente, quando lecionava. 

 – Bem , nesse semestre estaremos estudando textos dramatúrgicos - falava alto e claro , sempre traduzindo tudo para libras, para que Donna também entendesse - Inclusive temos aqui exemplos como um dos mais conhecidos: Romeu & Julieta e Hamlet ambos de Shakespeare e O rei da vela de Andrade –  a mulher apertava os pequenos botões do mini-controle e mudava de slide- Por isso, quero que vocês se juntem em quartetos e façam uma análise psicológica de um dos personagens dessas duas peças. Deve conter detalhes, então o prazo é a semana que vem. Isso vai ajudar na hora de vocês interpretarem o personagem: entender eles internamente.

Collins ligou as lâmpadas colocando luz no local. Guardou o resto da aula para responder às perguntas e ver a organização do grupo, dando pequenas olhadelas para Donna, como quem se perguntasse se estava tudo bem com a jovem. A mais nova responde com um sorriso tímido. Nesses momentos de conexão com aqueles para quem lecionava, via o quanto valia a pena sua profissão. 

Jenna pareceu adotar grande feição por Donna. A Collins ficava feliz em ver a garota empolgada para mostrar suas ideias e seus interesses. Donabelle colocava seus sonhos no papel, seus pensamentos pessoais os quais ganhavam vida em linhas cheias de emoção. Apesar da aula ser curta, ver os alunos com tanto potencial deixava seu coração aquecido.

O alarme soava. Rápido assim, a primeira aula se fora. Alguns alunos se movimentavam e a sala ficava com algumas lacunas. Para a alegria da moça, existiam os mais empenhados que decidiram ficar uns minutos a mais nutrindo o sentimento bondoso.

Jenna rondava perto dos grupos e ajudava com algumas adaptações,  especificamente sobre a maneira que a decisão de cada personagem influenciava na transformação da psique dos mesmos. Soltava até algumas risadas em meio às piadas dos alunos. Aquilo certamente seria seu amor, um sonho realizado: ser professora de literatura era o grande ápice de sua carreira.

Os relógio dava novas badaladas. Collins se despedia dos alunos enquanto arrumava seu material de volta. Donna ainda mantinha uma curta conversa com a professora. Dialogavam sobre uma resenha lida na internet. A estudante dizia ser uma crítica construtiva sobre a obra e que concordava plenamente com o autor.   

Jenna logo se despedia da garota, pegando as chaves do carro e se dirigindo para o estacionamento. Lá, estava Carter. Mesmo com o relacionamento por um fio, tinham que se sustentar juntos por algum tempo. Se não por eles, pela estabilidade de seus filhos.

...

As duas primeiras aulas passaram rápido, Ty já estava em seu armário depositando nele o material de matemática,  enquanto isso já pegava seus livros de história. Entrou na sala e se direcionou à carteira. Viu a morena adentrar o local. Ser o aluno novo nunca fora o forte do jovem. Em Richmond, Tyriq reinava nos corredores. Todos sabiam quem ele era. Tinha a namorada dos sonhos, os títulos estaduais e a pressão do treinador eram mínimas, pois ele era o astro. Pena que a situação com seu pai dentro provavelmente jamais iria mudar e os flashes de sua história fora da Richmond  Christian teimavam em trazer a culpa. Ele age como se não existissem. Focar no presente era essencial. O amor pelo basquete o ajudava.  

No entanto, quando Lou chegou para falar com ele no primeiro dia, sentiu que era capaz de ter um trono de novo. Ele e a morena rapidamente se deram bem. Tinha a intuição de que seriam bons amigos com o passar do tempo. Logo, de fato, nem teve o que pensar ao chamá-la para ser sua dupla nessa aula: uma ótima maneira de estreitar laços.    

Carter explicava sobre nazismo, relembrando alguns dos temas explicados no ano passado, fazendo rápidos questionamentos sobre do que se lembravam. Mitchell e Beaufort prestavam atenção, mas isso não impediu de irem se conhecendo. Nenhum deles traria a tona seus pesadelos, porém começar pelos sonhos facilitava. 

– Sempre quis ser engenheira. Só que, às vezes acho que é complicado demais.- a intensidade que carregava em sua voz trazia certo ponderar. Professor Collins já perdera a atenção de quase toda classe.

– Não pensa desse jeito. Abaixar a cabeça não é sua melhor qualidade, baixinha. Está longe de combinar contigo. – o amigo brinca com ela tendo um sorriso forçado de seu rosto em resposta. De certo modo, Lou continua com suas inseguranças. Nunca se esvairiam – Chegou até aqui carregando muito bem o único time que prestava desse colégio e estudando. Daqui dois anos, vamos sair do Hermann. Os dois indo pra engenharia em alguma ótima faculdade e jogando o que a gente ama. Só tenta crescer um pouco até lá. – caçoa de novo tirando agora um sorriso mais sincero dela. Continuam conversando até a aula acabar. Era uma amizade recente e um tanto quanto necessário para os dois.   

O garoto se espantava o quanto sua nova amiga o intrigava de certo modo. Ouvira certos boatos. Entretanto, não ligava. Conhecê-la soava certo. Ele a entendia em vários aspectos. Só que nem morto contaria o que acontecera com ele em sua cidade natal. Nenhum dos amigos dele poderia saber. Ty sempre se recusou a ficar vulnerável. 

A aula passava voando, de certa forma , era louco ver Louise ao seu lado, a garota não parava, uma hora ou outra via desenhar em seu livro ou até mesmo começar a dançar espontaneamente, Louise tinha um ar cativante e emanava energia por toda parte de seu ser 

O alarme tocou, tanto o moreno quanto Louise recolheram seus materiais, e logo andou em direções opostas, a garota saiu correndo e logo depois deu um pequeno pulo , quase como se estivesse esquecido de alguma coisa 

– Ty, você vem? ─ perguntou Louise bem mais animada. O final do diálogo na sala de aula transformou se em alegria pelo soar do sinal. Ela já puxa a mão dele e carrega pelos corredores 

 

Deixaram as coisas no armário e foram para o refeitório,  onde o Mitchell via Louise acenar freneticamente para Brown, Nagisa e Nicholas que já estavam com as bandejas vermelhas sobre a mão Todos pegaram suas bandejas rumo a mesa. Pareciam ter o assunto do dia. Nagisa falava sobre o fiasco da noite passada, de certo ponto mostrava uma feição preocupada com a garota que havia desmaiado. Nicholas e Brown conversavam sobre algo relacionado ao futebol, e numa hora ou outra dava para ver Nicholas prestes a jogar uma bola invisível.

– Pessoal, esse é o Ty ─  diante do anúncio, todos pararam e prestaram atenção um pouco mais de atenção no jovem alto. Um ótimo motivo para jogar basquete, além dele cultivar um corpo atlético e definido resultado das horas de academia

Conversaram e os demais acolheram muito bem o que aparentava ser o novo integrante do grupo, Nick dava pequenas batidinhas nas costas do que acabara de chegar, conforme contava sobre alguns dos jogos deixando o ar leve e descontraído 

Até que Brown quebra a atmosfera, bate sua bandeja e se dirige a saída do refeitório, parecia estar procurando algo ou talvez alguém, mas Ty e todos na mesa não sabiam ao certo o que era. Louise ficou preocupada.

 

...


A hora do café era para ser um momento para conversar, sentar e se distrair, mas Cleo de vez em quando preferia estar na mesa com Nicholas e os outros, ela os via conversando e rindo alto, na mesa em que compartilhava com Camilie e Cassidy, e a mais nova amiga próxima de Cassie, Alejandra;


– Esse nariz empinado, sempre achando superior a todo mundo, ai fica andando por aqui como se nada tivesse acontecido, como se todo o horror desse colégio tivesse sido só culpa da Leoni. – Camilie gesticula exageradamente, explicando para Cassidy, que não conhecia Leoni nem Seige, tudo o que elas fizeram.

– Ela era pior que a Alina? – Cassidy pergunta.

– Alina era insuportável, Leoni era ruim. – Alejandra diz comendo seus biscoitos. – Ainda estou esperando a próxima madame metida a dona do colégio surgir. Isso se não for um valentão.

– Nem fale isso, virou uma competição de quem consegue alcançar o patamar da Leoni é ridículo! Ela infernizou todo mundo, junto de Seige, Jake e Sun Hee, e agora estão todos ai, andando pelo colégio isentos de culpa. Seige tem tanta culpa como a falecida.

– Então é verdade aquilo no blog... – Cassidy pergunta, Camilie desvia o olhar, ela não viu Seige ainda.

– É.... Leoni estava comigo naquele dia, ela... ela era boa comigo, éramos melhores amigas até a invejosa e sem noção da Seige surgir. – Camilie diz se irritando novamente.

– Quanta maldade, elas não se colocam no lugar do outro. – Cassidy diz, ela ainda tinha muitos receios em relação a Alina, temendo que ela ainda fosse aparecer na sua janela a noite.

– Você pode fingir que não a viu, não deixa ela te abalar não. – Alejandra diz, Camilie assente, ela mal conhece essa garota, mas já gostou dela. Elas prosseguem a conversa.

Cleo se distrai novamente, olhando o celular, uma mensagem de Henry, ela sorri ao telefone ignorando completamente a conversa das outras meninas, mandando mensagens amorosas ao namorado:

“Estava lembrando da gente lá nas férias....” – ele diz pela mensagem, e Cleo sorri envergonhada....:

 

“_ Cleo se espreguiçou na cama e se encolheu sob os cobertores, ao som irritante do despertador de seu celular, Henry que dormia junto dela a puxa para mais perto de si, desde que eles viajaram juntos essa situação se tornou algo comum, na verdade ela não passara se quer uma noite sozinha desde que chegou a Suíça, Cleo volta e meia acordava de madrugada para falar com Amore, por que está estava em Tóquio que tem um fuso horário diferente em 16 horas de Zurique mas Cleo nunca seria capaz de ficar muito tempo sem falar com sua amiga, sempre que isso acontecia Henry fazia de sua missão pessoal fazer com que ela voltasse a dormir, e sempre falhava o que não quer dizer que ele iria desistir. A garota sorriu e se solta do abraço desajeitado dando um leve selar no rosto de Henry e se levantando indo até o banheiro.

Ao entrar no banho Cleo permite a si mesma admitir a existência da tristeza que sentia, a saudade da família estava ficando cada vez maior ainda mais nas férias, sempre naquela época eles quatro viajavam para a Santorini, na Grécia, para visitar sua família que lá vivia, em principal sua Bisavó Sofia, que sempre foi muito afeiçoada  a Cleo. Quando terminou seu banho e trocou de roupas Cleo olhou as horas e resolveu chamar Amore para uma chamada de vídeo. Sua amiga estava no templo que era de seus avós, a finalidade da viagem foi visitar a família também e a muito custo convenceu a sogra a permitir que Chez fosse com ela.

Amore responde quase que imediatamente, pela tela Cleo vê a amiga está com trajes tradicionais, Amore explica que havia um festival ao qual iriam e que mandaria fotos depois, segundos depois Skyler e Leon praticamente lhe roubam o telefone para falar com a tia Cleo, Chez, que estava ao lado de Amore, apenas riu da situação e deu um oi a Cleo de longe antes de arrastar as crianças para outro cômodo. As duas conversam animadamente sobre assuntos diversos, sobre suas viagens e afins, Cleo fala sobre como havia gostado da viagem e de como a família de Henry era muito simpática, Amore comentou algo sobre sua família ter adorado Chez e que Sky e Leon haviam se acostumado muito rápido a presença dele.

– Eu acho até que minha família gosta mais dele que de mim, acho que fui substituída - Ambas riem, Amore então decide mudar de assunto - Sabe, a sua irmã veio falar comigo ontem - Diz Amore num tom um tanto cuidadoso.

– Eu achei que ela não gostasse de você. - Diz Cleo e ambas riem. – Ela te disse para me convencer a voltar para casa não foi?

– Não exatamente, ela me pediu para te convencer a ir para a Grécia, sua família sente sua falta e eu sei que você também. Fora que você já está na Europa não vai demorar a chegar lá. –  Neste momento Henry se movimenta na cama, Cleo desvia os olhos para ele pedindo mentalmente para não tê-lo acordado sem querer

– Você podia pedir que ele fosse junto, eu aposto que ele iria e seria bom ter alguém com você – Amore diz e sorri carinhosamente. – Vai deixar sua teimosia interferir na sua situação até quando? – Ambas conversam mais um tempo sobre trivialidades quando um choro é ouvido de outro cômodo 

– Sky! ... Se me der licença eu tenho que ver o porque minha filha está chorando, tchau Cleo - Amore joga um beijo para a tela e desliga. – Cleo se jogou sobre a cama e pensou sobre o que foi dito, talvez realmente seja hora de tentar acertar as coisas, afinal ela realmente sentia falta de casa. Henry estava acordado a alguns minutos e olhava para Cleo tentando entender o porquê ela estava tão pensativa do nada, Cleo num lapso momentâneo de certeza se vira para o rapaz e sorri de maneira atrevida.

– Eu conheço essa cara Cleópatra e geralmente ela não é bom sinal - Os dois riem baixo e Cleo se aproxima mais do rapaz se deitando sobre seu peito

– O que você acha de ir para Grécia, Dom Juan? ­– Cleo diz, ele a puxa para a cama a beijando._”.

 

Cleo relembra como as suas férias foram boas com Henry ao seu lado, até quando foi rever sua família, Nefera não gostou muito, ela conhecia Henry de outras bandas, mas nada disse. Cleo não entendia por que toda resistência dos outros para com seu relacionamento. Henry podia sim ter mudado, e ele estava se esforçando. Ela lembrou do dia que saiu com Louise e os outros, e Henry ficou flertando consigo, e como aquela saída com os amigos, acabou resultando nisso, nesse relacionamento.

Henry podia ter sido o que for antes, mas agora era diferente, ele levou Cleo para conhecer sua família inteira, a levou para viajar junto, e ela fez o mesmo, e ter Henry ao seu lado ao rever sua família era o apoio que precisava, e oh, deuses, ele esperou Cleo estar pronta para finalmente fazerem sexo, qualquer outro garoto da lábia dele, teria a empurrado e pressionado, mas Henry foi tinha sido, e tem sido gentil com Cleo... Por que ninguém vê que eles são perfeitos um para o outro?

 

...

 

O almoço iniciava se no Hermann Hill após mais duas aulas depois do café da manhã; Para Seige, aquilo também representava o começo do seu inferno pessoal. Já era torturante o suficiente ir para a escola. Fazer isso rodeada por pessoas que te odeiam e as quais você sente o mesmo: é um nível bem cima. A loira descansava num meio fio dos corredores daquele enorme colégio. Ela mexia no celular conferindo o que de bom havia nas redes sociais, enquanto tentava disfarçar para si mesma o motivo de estar esperando sentada. Não em pé como de costume, mas com a bunda colada ao chão. Os idiotas do outro dia mexeram com ela. Na verdade, o que foi feito era completamente errado. Sabia disso. Só que sua cabeça- vide seu consciente, escondia dela seus sentimentos. Havia chegado à conclusão que, depois do ano passado, demonstrar qualquer afeto não passava de uma fraqueza e tal comportamento valia para si. Afinal, a escola fingiria ser um caso isolado de uma jovem histérica, assim como haviam feito nas demais vezes. 

Então, fugindo de seus demônios pessoais, Seige continuava descendo o feed do instagram para ocupar seus pensamentos com informações banais. Atrás dela, os passos dos outros alunos ecoavam pelos ares irritando a jovem. A mínima interferência em seu isolamento a irritava. Logo, no instante que um barulho, o qual aumentava gradativamente, foi percebido por seus ouvidos, a Palamino mostrava se pronta para dar uma resposta grossa. Todavia, ao levantar e se virar, percebe que uma simples indireta será bem pouco. 

– O que você está fazendo aqui? – Brown fala. O ruivo tinha chegado similar a uma tempestade. Ele falhava em manter a calma, apesar de estar segurando se com muito esforço. Ainda que fingisse, era impossível evitar ver Leoni em Seige. O garoto tinha raiva, porque passou por tanto sofrimento e ainda se lembrava dela.

– Mexendo no celular. Ou perdeu o senso do óbvio? – O tom sarcástico da loira saiu atingindo, além de muitas memórias, o orgulho do rapaz.

– Não percebe o quanto machuca todo mundo estando de volta. Tivemos que aguentar os joguinhos dela. Agora, precisamos olhar pra você. Um fantasma, praticamente. – talvez o que mais doesse em Brown era não detestar a idéia de ver Leoni nela. Ele progredia no tratamento, na escola e em suas crises de raiva, mas quanto mais tentava lutar contra seu passado, mais ele descobria o quão inútil seria.

 ­– Fala como se eu não tivesse o que lamentar. Esse seu teatro de querer ser bom moço pode convencer seus amiguinhos, Brown. Eu não. Vejo através desse seu personagem.

 Os dois encaram se numa mescla de sensações. Seige via Leoni nele, também. Por mais louco que soasse, eles terem conhecido ela servia como uma chave para o intrínseco de cada um. Ainda refletiam sobre o que achavam um do outro. Próximo e frente a frente, analisam os motivos de estarem ali fazendo esse pensar tornar se bem íntimo. Leoni até morreu. Contudo, ambos sentiam que ela havia adquirido uma imortalidade. Jamais seria esquecida. Seja por atormentar suas mentes com as manipulações no passado, seja pelos questionamentos de se os momentos amorosos foram reais. Amiga ou inimiga. Namorada ou algoz. A dupla realidade a qual enfrentavam os atraía. 

Aquelas seguidas fitadas e o pesar dos olhos sobre eles para, quando uma mão segura o ombro de Brown. Ele empurra o dono do membro que no caso era Ty. Seige retira se ainda buscando alguma pista no rosto do ruivo. Lou, Nagisa e Nick estavam ali. Conhecia o amigo bem o suficiente para saber que terminaria em um novo episódio de dor. O moreno afasta se um pouco mantendo uma face repreensiva. Tyriq odiava ter que respeitar uma pessoa sem qualquer consideração por ele. Mawie abraça lateralmente sua namorada para tentar acalmá-la e Nick se coloca no meio do novato e do Green. Conseguia farejar o atrito entre os dois.

– Por que não estou surpreso de Nicholas Grimhilde querer ser o herói de novo?- Brown estava irritado. Ty bufa com o comentário dele. Nicholas releva apenas, calmamente os colocando afastados nesse corredor. 

– Eu só queria ajudar. Sem nenhuma intenção de irritar. Mal te conheço pra querer ficar arranjando briga. – o Mitchell indaga sendo ignorado pelo seu nêmeses no momento. As garotas decidem por assistir. Lou detestaria ter que se culpar, caso piorasse ou Brown começasse a dizer maldades.

– Tanto faz. Preciso de um tempo meu. – O ruivo deixa os amigos sozinhos indo na direção contrária de Seige. Ty fita o Grimhilde agradecendo pelo que fez por ele.

Os quatro presentes reúnem se novamente. A tensão continua até Nick puxar um assunto diferente e eles se verem instigados a esquecer o episódio, ao menos, por enquanto. No momento, poderia contar um com o outro. Os pisos daquela estranha escola guiavam o grupo para outro lugar, enquanto faziam o melhor se alegrarem de novo. Louise permanece preocupada.

 

...

Seige já saiu de perto do pequeno grupo que havia se formado pouco tempo atrás e se isolou novamente. A pequena "conversa" e a troca de olhares entre ela e Brown havia mexido com a loira. Ela não sabia de que forma, ou se era algo bom ou ruim, mas não importava. Não queria saber. Tinha outros planos em mente e não podia ter distrações.

Ela deu uma olhada rápida pelo local e viu sua prima com uma garota de cabelos loiros e um garoto de cabelos pretos. Eles conversavam sobre algo, mas Seige não estava perto o suficiente para ouvir. Porém as expressões de sua prima demonstravam que não devia ser algo muito bom e a mesma parecia estar morrendo de vergonha.

Seige havia ouvido que Tessa havia desmaiado na festa e sua mãe, Jenna, que é sua tia em partes, havia acabado com a festa. Com certeza, deveria ter ouvido um belo de um sermão quando chegou em casa, conhecia bem sua tia e seu tio Carter. Elas não eram tão próximas, mas talvez fosse bom se aproximar da prima mais tarde; Seige tinha muita coisa em mente ainda.

 

...

           Cleo e Camilie sempre andavam juntas. Mas hoje, também seria assim, mas nos últimos dias  a relação tem sido no mínimo conturbada. Cleo já não aguentava mais ouvir Millie reclamando constantemente da volta de Seige,  era exaustivo e sufocante. Não bastava ela estar ali. Sua amiga tinha que seguidamente relembrar a presença dela. Uma sombra que as perseguia mesmo longe.          

A Malek praticamente se arrastava pelos corredores. Teria que suportar uma aula inteirinha ao lado da loira, a qual parecia saber falar apenas sobre um assunto, e ouvir de novo as "1.001 formas de odiar Seige Palamino". Esse era o pensamento dela até ver uma conhecida em um canto. Os corredores já estavam mais vazios  deixando o caminho livre para Cleo caminhar rumo ao encontro da outra jovem. Cassidy que esta consigo, ouvindo Cleo dizer o quanto não agüenta o Assunto Seige, a segue em direção ao encontro da mesma confusa com o motivo daquilo. A morena queria fugir um pouco daquela história. Detestava ver a Palamino andando pela escola como se nada tivesse acontecido, porém ter de focar nisso o dia inteiro, por conta da amiga, a cansava.

­– Summer, você por aqui? - perguntava Cleo. Talvez em um tom duvidoso. Nem ela mesma tinha certeza do motivo de ter que ser Summer. Provavelmente, pela garota ser uma das únicas sozinhas no corredor. Summer rebate revirando os olhos. Depois do que passou, era bem difícil deixar alguém se aproximar, já que nunca sabe quem a ama de verdade ou quem a fará de joguete em uma manipulação insana de novo. Cleo analisava Summer buscando alguma coisa. Em um primeiro momento, fazia a mínima idéia do que era. Entretanto, chegou a conclusão de que procurava aquela garota alegre de anos atrás: a Sun e não a Moon.

– Não vim aqui para brigar, mas … tenho que admitir você mudou.... - Cleo falava e olhava diretamente para Summer, exalando seriedade. O alvo de seus fitares continuava a ignorar a garota, ao menos fingindo que o fazia.

– Pode não querer me responder agora, mas estarei aqui se precisar de mim - Cleo falava enquanto ajeitava a seus livros sobre as mãos - Jamais conseguirei sequer imaginar o que passou com você. Só que normalmente é muito melhor compartilhar do que prender os sentimentos para si. – indagava pensando que criticou tanto uma pessoa que ajudar outra seria uma boa idéia. De certa forma, pagava pelos xingamentos de sua maneira. Pensava: xingar a pessoa pelas costas e conspirar contra ela, não faz de mim uma garota tão ruim quanto ela?

 O dia de Summer teria sido bem monótono, caso os pensamentos de Cleo tivessem deixado de conspirar para que aquele encontro ocorresse. Ela não poderia admitir, entretanto sabia que bem no fundo sentia falta de seus amigos. Sentia falta de sorrir e de conversar novamente, por mais que Jake ainda estivesse conversando consigo especialmente via mensagem estava longe de chegar perto ao que era nos anos anteriores no Hermann Hill. 

  Apesar de sentir uma certa carência, Summer estava se perguntando o por que da garota vir falar com ela. Ela mal imaginava as problemas entre Cleo e Millie. Pensando bem, problemas seria uma palavra forte de mais. O correto, tensão. Todavia, Summer estava diferente,  muito diferente! A garota empática que notaria as fitadas das duas, a falta de contato e raiva em seus olhos se perdera, depois daqueles dias sombrios em Ohio. Talvez tenha adquirido uma certa frieza , mas Cleo realmente conseguiu sua atenção. A dúvida conquistava qualquer adolescente. 

O ímpeto pelo desconhecido estava no interior mais profundo de cada uma delas. O começo dessa amizade representava exatamente isso: a busca pelos desconhecidos, justiça e afeto. De um lado, uma jovem com seus questionamentos, do outro uma que pela falta deles sofreu. Summer deixaria um pequeno riso escapar de seus lábios pela insistência da garota que teimava em fitar ela com uma feição de seriedade quase maternal,  assim que notou o comportamento endireitou a postura e começou a andar pelo corredor causando uma resposta de desentendimento das demais. Contudo, antes de se enfiar no meio de todas as pessoas, voltou para uma última ação. Ela anota o número rapidamente num papel o qual entregou para Cleo, logo em seguida.

– Quem sabe um dia eu não precise mesmo. Me manda mensagem pra eu salvar.- sem esperar resposta da outra, sai dali pela segunda vez e, de costas, abre um sorriso. Algo poderia começar daquilo tudo.

 Summer estava ainda se decidindo se iria matar aula novamente ou comparecer, porém seu amor por plantas foi mais forte , fazendo a garota desistir dos corredores. Um dos únicos tópicos que poderiam realmente contagiar a garota com uma certa animação. Preferia a calmaria nesses últimos meses. O agito lembrava gritos e, ora, gritos lembravam daquela cena tão vívida em sua cabeça.

Chegou a sala, todos estavam bem centrados na matéria, até sua chegada. O barulho da porta abrindo e, logo em seguida chocando contra o batente chamou a atenção de todos incluindo a professora que fixava seus olhos em Summer. Fez um gesto para a garota se sentar. Sua face mostrava uma raiva misturada com a autoridade que gozava como professora. Pelo lado bom, a matéria a tranquilizava, pois, pensar em uma coisa que gosta, tirava sua mente de lugares obscuros. Só que tudo que é bom, dura pouco. Por isso, a aula passa num piscar de olhos.

Todos saiam da sala com pressa. Alguns iriam para a natação,  outros para vôlei, basquete e as demais atividades extracurriculares. A Williams faria o mesmo, porém foi impedida pela sua professora, Annelise Sant Clair. A mais velha nutria uma relação de orgulho e preocupação com Summer. Sabia que era uma das melhores alunas de sua matéria o que causava uma felicidade reconfortante na mulher. Ainda assim, a mudança - de ser a luz do dia para tornar se a escuridão da noite- causava arrepios na docente.

– Senhorita Williams, entrou depois do horário, de novo? Quantas vezes se atrasará só nesse semestre? O ano letivo mal começou. – a mulher continuava com a postura enrijecida – Você sempre foi bem em minhas aulas, presta atenção, traz observações impressionantes mas tem essa maldita mania de chegar na metade das minhas aulas. Não conseguirá passar desse jeito – a cada frase se aproximava mais de Summer rendendo um bufar da mais nova seguido do sair tempestuoso – Tem que entender que tudo isso é para o seu bem! – dizia por último no processo da aluna ir até a porta e fechá-la.

No fundo, sabia que Saint-Clair estava certa. Ela ainda precisava de um tempo. Um tempo para pensar sobre tudo. De qualquer modo, saber que a professora importava se com ela e os elogios no meio das frases aqueceu seu coração. 

Por mais intrigante que fosse, lá estava Cleo, esperando em frente à porta e aguardava a mesma com um sorriso. Achou que ia mandar mensagem  antes. Malek fixa os olhos nela que revira os próprios brincando.

– Não gosto de esperar e mensagem é bem menos original. – Cleo brinca e, por mais forte que fosse , Summer não conseguiu segurar seu riso. Assim, as duas foram juntas ao clube de artesanato. O silêncio inicial esteve presente. Conquanto, sua duração foi curta. Não demorou para que Cleo puxasse um assunto. Ainda que ficasse quieta na maior parte do tempo ou falando pouquíssimo em momentos esporádicos, a aura de Summer estava tão relaxada que não precisaria de nada mais que uma companhia.

 

O dia havia sido cheio, as aulas finalmente ganhando ritmo, e tudo parecia bem, tirando o incidente com sua filha, Jenna estava ainda preocupada com a adolescente que estava quieta recentemente, algo na festa aconteceu, ela sabia, e a menina não lhe diria.

Jenna viu o marido, descendo as escadas todo arrumado, vestindo boas roupas, perfumado, e com os cabelos ajeitados.

– Vai sair? – Jenna pergunta assim que ele para no hall.

– Vou, e não precisa me esperar não pretendo voltar tão cedo. – Carter responde seco, pega as chaves de seu carro. Carter arranca com o carro dali e para em um barzinho cominado, era longe de casa e do colégio. Estava precisando relaxar um pouco, ele marcara de sair com alguém, uma jovem mocinha, ele sorri com o pensamento.

– Selena? – A voz de Carter soou firme e a jovem de cabelos castanhos olhou em direção à voz e a surpresa misturada com susto e receio estava estampando em seu rosto, ela queria, mas ainda sim, estava com medo, seu professor de historia tinha um charme, mesmo que ela desejasse, ela tinha medo. Era perigoso, errado, mas a adrenalina deixava as coisas mais excitantes.

– Profe-- - Pigarreia - Car-Carter? – Ela gaguejou e quase cuspiu o gole de bebida que havia ingerido, seu estomago revirando em conflitos sentimentos.

Jenna ficou olhando pela janela o marido arrancar o carro e partir. Ela sabia o que era, doía saber disso, mas seria hipócrita ela dizer que sentia tristeza com isso. Ela pegou o celular, e mandou mensagem para sua própria amante: “Ele está me traindo.”




Notas Finais


Vamos falar sobre esse cap? Primeiramente, queria explicar que os trechos de férias serão usados no decorrer, então nem todos foram já usados. Agora sobre como os leitores escreveram o capitulo, eles se juntaram no grupo e montaram o capitulo em conjunto, uma salva de palmas para @FSouza_890, @Loser_User e @Miss_Skywalker, clap clap.

Obrigado por isso, foi muito bonito ver vcs se reunindo e conversando como fariam o capitulo de modo organizado e eficiente, o capitulo ficou incrível, não fugiram das personalidades, e deram o Maximo, achei maravilhoso, obrigado por tudo. Com o tempo vou permitir mais vezes que isso ocorra. bjs até mais


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