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História Colégio Interno Fawe. - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Missão


Algumas horas depois de conversa com a Alyssa no dormitório dela, a diretora mandou me chamar.

— Sim, diretora?

— Essa é a garota - disse ela para um homem alto e ruivo. 

— Nova demais, ainda não sabe magia e não entende o perigo. - diz ele ao me olhar

— Ela andou praticando, sabe alguns feitiços necessários. 

— Não, essa garota não. 

— Ela é determinada, segue sua própria linha de raciocínio e saber do bem e mal, sabe se defender, racional, poderosa. Ela vai. 

— Então mande mais duas pessoas com ela. 

A diretora concorda levemente com a cabeça. 

— Tenho uma tarefa pra você. Trate isso como um teste.

— Claro. Estou pronta.

— Preciso que fique de olho nos humanos. Alguém mexeu com magia e acabou de libertar um inimigo, ele ja esteve aqui a muitos anos atrás. Prendemos ele em um outro mundo mas alguem abriu o portal que fica no cemitério e ele está a solta. Está fraco, mas ainda é perigoso.

— Por que é nosso inimigo?

— Por que ele transforma pessoas em vampiros e lobisomens pra serem cobaias para transformá-los em híbridos. Os que não dão certo ele mata, os que dão duram por pouco tempo e morrem. Ele não aceita o que é, por isso quer criar mais, mas não acontece assim, tudo na natureza tem seu equilíbrio e um preço a ser pago quando esse equilíbrio é ultrapassado.

— E como ele se chama?

— Sebastian Bellanie.

— Bellanie, como você? 

— Sebastian é meu irmão, e precisa ser detido.

— E se eu encontrar o culpado?

— Traga-o aqui.

Ela abriu a porta secreta e chamou um garoto para me acompanhar, se chamava Magnus. Moreno, cabelo cacheado um pouco longo, 1,70, forte e um lobisomem.

— Magnus, toma conta da novata. - disse o homem alto e ruivo que, até agora, não sei o nome.

— Podem ir.

Autorizou a diretora e assim fizemos. Quando coloquei meus pés fora do colégio, parecia que o mundo todo estava diferente, ou talvez seja apenas eu que tinha mudado. Caminhamos pelas ruas que sempre caminhei antes de descobrir o fardo que herdei dos meus ancestrais. Estava tudo novo

— Onde sugere que procuremos? - diz ele

— Cemitério. É o lugar mais discreto pra fazer rituais, provavelmente ele deve estar fazendo a festa em um velório.

— Bem pensado. Vamos, é por aqui. 

— Eu sei onde é, moro aqui. 

Quando chegamos no cemitério, entramos sem fazer barulho. 

— Devagar. - Magnus sussurrou. - Agora vamos nos separar. 

— Não, é melhor ficarmos juntos. 

— Eu disse pra se separar! 

— Para de mandar em mim o tempo todo!

— Olha, não sei o que a Bárbara viu de especial em você mas você chegou agora, então faça o que falei. 

— Ela viu uma coisa que talvez ela não tenha visto em você, cérebro! - suspirei - Se nós nos separarmos, não vamos ter ajuda um do outro para encontrar o culpado.

— Aposto que não vou precisar de você!

— E como tem tanta certeza? Seus olhos por acaso podem ver a magia no ar? Você pode a sentir? Pode dominá-la? Não! Mas eu posso. Então fica quieto aí gatinho, por aqui não tem patriarcado.

Consigo ver a raiva em seus olhos, mas estava cansada dele me ditando o que fazer. A alguns passos, senti um leve arrepio nos braços e um incômodo no peito, magia ruim. 

— Seja quem for que libertou o Sebastian, ainda está aqui. 

— Vou procurar. 

— Vou com você. - ele me olhou por alguns segundos e depois foi na frente. 

Tinha uma garota mexendo em algumas ervas secas e socando fazendo uma espécie de farelo.

— Oi, como se chama? - perguntei 

— Lívia. - ela me olhou. 

— Veio visitar alguém? 

— Na verdade eu acho que fiz uma coisa muito ruim, estou tentando concertar.

— Posso ajudar? - disse calma mas a garota se alterou 

— NÃO! FIQUE LONGE! 

— Tudo bem, só quero conversar. 

Ela pegou um pedaço de madeira. 

— EU POSSO TE MACHUCAR, VAI EMBORA! 

— Ok, acabou o show. Magnus, pega ela. 

Ele correu pelo corredor até a mesma, ela ia lançar um feitiço de empurro mas quebrei, fazendo com o que ele chegue até a garota e a agarre. Ele pegou ela no colo e a levou ate um local menos movimentado. 

— Não tem como colocar ela pra dormir não? - disse ele reclamando da garota que não parava de falar que era perigosa

— Dormit! - a garota desmaiou nos seus braços.

Andamos por um tempo até o caminho de volta em total silêncio.

— Desculpe pelo ocorrido, sou acostumado a trabalhar sozinho. - disse ele

— Tudo bem. - silêncio absoluto novamente. 

— Presumo que seu nome não seja novata? - disse Magnus

— Não.

— Então como é? - fiquei quieta por alguns segundos. 

— Pra quê quer saber? Podemos estar na mesma nação mas ainda somos rivais. 

— Gostei de você.

— Está no cio, gatinho? - debochei

— Por que? Quando tiver posso te chamar? - fiquei com raiva mas dei uma breve risada. 

— Fala isso pra todas as garotas? Deve ser por isso que está sozinho!

Entramos no colégio e fomos até a sala da diretora.

— Encontramos ela, falou que fez algo horrível e que queria ajeitar. Estava com isso mas mãos. - mostrei o farelo dentro do pote

— Ótimo trabalho. Espero que tenham feito uma boa amizade.

— Mas somos rivais, diretora. Como teremos uma amizade?

— Querida, no colégio somos rivais, na nação somos família.

— Entendo.

— Ótimo, pode se retirar.

— Diretora, estão percebendo minhas vindas constantes aqui, o que falo?

— A verdade. 

— A verdade? - falo confusa, a nação não é secreta??? 

— Sim. Que é minha ajudante.

— Ok. 



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