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História Colégio Interno Fawe. - Capítulo 5


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Capítulo 5 - "...Sei de cor cada traço seu..."


Mais um dia no CIF, não consegui dormir essa noite. Estava tudo tão confuso.

Fui até o refeitório e peguei um suco.

— Ja te vi aí. - falo para Magnus, que estava a me vigiar.

— Está sem sono também?

— Por ai..

— Como conseguiu me ver? É mais alguma coisa alem de bruxa? - ele se senta ao meu lado

— Não.

— Então como consegue fazer isso?

Dou um gole no suco e fico em dúvida se respondo ou não, mas me lembro que a diretora falou que na nação, somos família. Então acho que não teria problema.

— Tem algo diferente... Em mim.

— Diferente como?

Suspiro e nego com a cabeça. Acho que estava falando demais.

— Pra que quer saber? Nem é um bruxo!

— Sei que quer manter essa mascara de durona mas não precisa ser assim comigo. Não sou um inimigo.

— Até porque você me tratou super bem né? - ironizo

— Foi sem querer, ok? Nunca saí numa missão com alguém. Pra mim é estranho

— Então é um lobo solitário?

— Mais ou menos.

— Mais ou menos por quê?

Ele ficou em silêncio olhando para os dedos.

— Pra que quer saber? Nem é uma lobisomem!

Ele repete minha fala e sorrio com o Déjà vu.

— Idiota.

— Uaau, ela sabe sorrir! - diz ele me dando um leve empurrão com o ombro

— Não estava sorrindo! - fico seria novamente ajeitando minha postura. - Preciso ir.

Falo me levantando e saindo.

— Ei! - ele me chamou

— O que é?

— Amanhã é final de semana, poderíamos sair, o que acha? - ele sorriu

— Boa noite.

Sai do refeitório indo pra o meu dormitório.

Amanheceu e eu não tinha conseguido dormir, fui chamada na direção bem cedinho.

— Sim, diretora?

— Magnus me falou que vocês tem planos para hoje, fico feliz em saber que estão se dando bem. Tinha certeza de que gostaria dele.

— Foi bom a senhora ter me chamado aqui, porque eu passei a noite toda pensando mas ainda não entendi, por que temos que ser rivais no colégio?

— Em breve entenderá. Estão liberados, mas não se esqueçam de estar aqui às 00:00. Se passarem um minuto se quer, serão punidos!

— Ok. Mas não combinei nada com o Magnus.

— Ãh, isso realmente não é da minha conta. Tenha um bom dia.

Ela simplesmente ignorou minha existência naquela sala e começou a ler alguns papéis e assinar.

Me retirei e saí do colégio indo para o parque, era onde eu sempre ficava quando morava em casa.

— Amélia? - ouvi a voz de um amigo, bom, nós tínhamos uma amizade colorida.

— Thomas! - abracei ele com toda vontade do mundo e nos beijamos.

— É tão bom te ver! Você está bem?

— É, estou indo. - era tão estranho olhar pra ele e não poder dizer nada sobre o que está acontecendo.

— Que saudade de você, penso em você todos os dias. Volta pra casa? - ele coloca as mãos grandes no meu rosto fazendo carinhos nas bochechas e fecho os olhos

— Não posso. Nem tinha que estar aqui com você. - o olho

— Por que? - ele segura minhas mãos.

— Esquece. - sorrio- Que bom que tenho você.

— Por que não me atendeu esses dias?

— Não estou usando muito o celular.

— Como é la?

— É legal. A diretora me adora, to fazendo amizades, me acostumando com a ideia de dormir la... Ta indo tudo bem. - ele ficou me olhando em silêncio.

— Olha, eu sei que não está, mas tudo bem.

— Eu ja disse que to bem! - falo um pouco alterada, ele não podia desconfiar de nada!

— Mas eu não acredito!

— Tudo bem por aqui? - Apareceu Magnus

— Magnus? O que tá fazendo aqui?

— Pensei que iríamos sair.

— Não, não vamos. Não sei nem porque pensou nisso!

— Quem é esse cara? - diz Thomas

— É do colégio.

— Ele tá te incomodando? - pergunta Magnus.

— Olha, eu sei me defender muito bem sozinha e não, ele não está me incomodando!

— Amor, eu sei que está mentindo pra mim! Amor, eu sei de cada emoção que sente porque nós nos conhecemos desde que nascemos. Posso te desenhar de olhos fechados porque sei de cor cada traço seu e até mesmo quantos sinais tem pelo corpo. Sabemos os segredos mais terríveis um do outro, eu sou capaz de me colocar no fogo por você, então, por favor, me conta o que está acontecendo?

Enquanto ele falava meus olhos se encheram de lágrimas, tentei segurar mas era inevitável, todos os nossos momentos juntos passaram como um filme na minha cabeça e as lágrimas insistiam em cair.

— Eu amo tanto você.. Por isso estou escondendo o total caos que eu me tornei. Não quero te perder. - Chorava tanto, que não conseguia me controlar. - Eu tenho que ir.

Sai correndo indo de volta para o colégio. Fui para o meu quarto e comecei a chorar.

— Ei? - ouvi a voz do Magnus

— Que saco garoto, vai embora. Não discuto minha vida particular com estranhos! 

— So vim falar que no começo é assim mesmo. Ainda vai doer muito, você vai se trancar aqui, tentar esquecê-lo e depois de un tempo vai achar que já cicatrizou, mas quando você ver ele com outra vai doer do mesmo jeito como se fosse a primeira vez. Então, quando mais aceitar a ideia de que seu mundo mudou, melhor. 

— Não dá. Eu sinto um buraco no meu peito tão grande que não consigo respirar.

Falo entre o choro, eu queria parar de chorar, mas era impossível. 

— Eu sei exatamente como é. Pode chorar. - ele deitou do meu lado no chão

— Como faço isso parar?

— Existe magia pra tudo, menos pra quando se trata do coração.

— Isso é uma maldição.

— Talvez.

Coloco minha cabeça no peito dele. 

— Acha que vou perdê-lo pra sempre?

— O amor de vocês são verdadeiros. Amores verdadeiros nunca se perdem. 

— Não é bobo? Estou com tanta medo.

— É humano.

— As vezes dói, ser humano.

— Eu sei. Tenta descansar.

—Fica aqui comigo?

Ele concordou com a cabeça e fechei os olhos.



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