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História Coletânea Éramos Seis - Capítulo 11


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, sentiram minha falta? Eu espero que sim!
Essa semana eu retorno com o mesmo cronograma de postagem, exceto que teremos um capitulo especial, de uma personagem que amo!
A one de hoje é para selar a paz com quem gostaria de me matar depois do último capítulo de "Deusa da Minha Rua" Aliás, eu não sei se vocês tem duvida de imaginar a Lola e o Afonso mais novos, por isso, aí está um banner para vocês se ligarem. Foi feito pela minha amiga Dani, desde já agradeço muito!
Espero que gostem, porque eu até gostei de escrever! Não se esqueçam que criticas e sugestões e elogios são sempre bem vindos!
TAG: +18, Sexo Explícito, Lola, Afonso
Boa leitura,
Amante...

Capítulo 11 - Cena Bônus: Ventos da Primavera (lola e afonso)


Fanfic / Fanfiction Coletânea Éramos Seis - Capítulo 11 - Cena Bônus: Ventos da Primavera (lola e afonso)

ELES ADENTRARAM no recinto cambaleantes e risonhos pela porta, tentando e falhando em não fazer barulho. A lua no céu era etérea e brilhosa, iluminando a casa pela janela aberta da sala. Zonzo, Afonso tateou a parede até achar o interruptor e apertá-lo; a luz incandescente caiu como um véu sobre o cômodo. 

Acabavam de voltar da festa de comemoração do casamento de Genu e Virgulino, seus grandes amigos na cidade grande. Sua amiga gostava de ser excêntrica, ele pensou. Quem convidava os amigos para  comemorar mais um ano do seu casamento? Apesar da ideia um tanto estranha, foi uma noite prazerosa, com música, comida e bom papo. Afonso pode relaxar e beber com os amigos e Lola com as amigas, dançando e rindo. Depois de tudo o que eles passaram com a perda do bebê, de toda dor, eles mereciam. A vida voltara a ser leve para os dois. 

Foram quase os últimos convidados a sair. Dançaram o suficiente e… talvez tenham bebido mais do que o suficiente também. Voltaram para a casa risonhos e animados e fora um verdadeiro sacrifício colocar a chave no buraco certo da fechadura. Amanheceriam com uma boa ressaca, mas naquele momento ambos não se importavam nem um pouco. 

— Foi uma boa festa, não foi? — Lola questionou, sua voz mais arrastada que o normal, ainda que não parecesse bêbada. Apenas… alegre. — Eu não entendo essa ideia de querer comemorar o casamento com os outros e não apenas com o marido, mas foi uma boa festa! 

— Sim, Virgulino não parecia muito feliz, mas depois de alguns copos, ficou mais relaxado!

— Ainda bem, já imaginou a cara que Genu faria se Virgulino estivesse com a cara fechada? — ela riu com o pensamento e jogou os braços sobre os ombros do marido. — Gostou dos novos vizinhos? 

— Quais são nomes mesmo? 

— Acho que é Júlio… e Shirley! 

— Não tenho nenhuma opinião ainda, mas aparentemente são boas pessoas. — concluiu. — Acho que não demorará muito para que todos nós nos entumermos!

— Eu achei a moça… um pouco fria demais? Talvez seja a impressão do primeiro encontro! — deu de ombros, descartando o pensamento. — Eu me diverti muitíssimo essa noite!

— Eu vi — ele afundou a cabeça em seu ombro. — Não parava de conversar e dançar com suas amigas, fiquei com ciúmes.

— Mas eu dancei com você! — Eleonora protestou com falsa modéstia. Afonso respirou fundo, inalando o cheiro inebriante que ela tinha. Uma mistura leve de flores e doces e baunilha. — Afonso Oliveira, você está me cheirando? 

— O que posso fazer? Você cheira tão bem — pontuou a fala beijando a junção de seu ombro e pescoço. — Muito bem! — outro beijo e levantou a cabeça, enroscando o nódulo da orelha em seus lábios. — Uma mistura de mulher… perfume… e bebida demais! 

Lola estremeceu e depois riu. Colocou a mão na cabeça do marido e massageou seu couro cabeludo. Afonso sentiu saudades disso; desse clima leve que ambos tinham. Dos flertes bobos e momentos de afagos carinhosos. A perda do bebê desestabilizou um mundo que até então era perfeito para os dois e só agora eles conseguiram reconstruí-lo, ainda mais forte. 

— E o que você pretende fazer sobre isso? 

Ponderou um pouco, pensando nas milhares de respostas que essa pergunta abria. Muitas delas envolviam sua bela esposa nua, ofegante e suada. Outras delas envolviam os dois em momentos mais calmos, mas não menos prazerosos. 

— Talvez um banho quente? — deixou as mãos descansarem em sua cintura. — Uma massagem nas costas? 

— Hum, muito generoso de sua parte — ela cantarolou encarando-o com um sorriso nos lábios. 

— Eu sou muito generoso, meu amor! — ele se vangloriou, erguendo a cabeça e exibindo um sorriso orgulhoso, depois tornou a olhá-la, seus olhos brilhando com um pensamento nada decoroso. — Quer ver como posso ser generoso? 

Não deixou-a responder, pois selou os lábios no dela. Lola soltou um gemido de surpresa antes de relaxar e aceitar o afeto do marido. Afonso colou seus corpos, deixando que a carícia falasse naquele momento, beijando-a até o ponto de quase esquecer seu próprio nome. Estava tão perdido que deixou Lola conduzi-lo até o sofá e o empurrar para fazê-lo sentar. 

— Lola — sua voz soou rouca de desejo, ainda mais quando a viu se ajoelhar entre suas pernas. O sorriso travesso em seu rosto corado e oblíquo enviou um choque de eletricidade para seu membro. 

— Eu também sei ser generosa, meu amor — ela sorriu maliciosamente para ele e Afonso não pode deixar de prender a respiração. Droga, ela seria sua ruína. 

Sem esperar mais, ela avançou sobre o cinto de sua calça, desabotoando a fivela e abrindo o zíper, deixando o material cair até seus tornozelos. Observou aquilo tudo num misto de ansiedade e desejo, quando ela passou as mãos sobre seu abdômen, as unhas arranhando de leve toda pele ali exposta, logo acima do elástico da cueca. 

Seu primeiro toque foi hesitante. Ela o segurou nas mãos; dedos macios se fechando ao redor de seu membro a meio mastro. Lola era uma aprendiz na cama, sempre disposta a aprender mais sobre a intimidade do leito conjugal e ele, mais do que disposto a ensiná-la. Ela o acariciou, como a ensinara, movimentos leves, mas com forte pressão. Afonso fechou os olhos e deixou a cabeça cair para trás, maravilhado com a sensação, sentindo o sangue correr em suas veias, o desejo se acumulando como chumbo em seu interior, enviando força para o membro, ereto, agora. 

Então as mãos dela o abandonaram e, acordado de seu transe, abriu os olhos e buscou o motivo daquilo justo no momento em que ela se aproximava de seu pênis. 

— Amor, o que está fazendo? — questionou, assustado com aquilo. Não que receber um boquete de sua mulher fosse uma coisa ruim, pelo contrário, sonhara dias e noites com aquilo, porém, jamais ensinou uma coisa assim a ela. 

— Sendo generosa?! — respondeu incerta. 

— On… onde foi que aprendeu isso? 

— A Genu tem uma revista… eu sei que é  indecorosa… eu só… queria tentar. Com você. Se você quiser, claro! 

É tudo o que eu mais quero, ele queria responder. Entretanto, olhou em seu rosto  vergonhoso e soube que não era a melhor resposta para aquele momento. 

— Tudo bem — foi tudo o que disse. E, aparentemente, era o que bastava, pois sua esposa levemente embriagada tornou a exibir aquele sorriso malicioso e Afonso sentiu o coração errar uma batida. 

Quando seus lábios encostaram em seu pênis, ele gemeu alto. A sua falta de habilidade era reveladora, mas Afonso descobriu que não dava a mínima. Não quando ela estava lambendo e beijando-o, massageando suas bolas com as mãos delicadas. Deixou que Lola soubesse o quanto gostava do que ela estava fazendo, passando os dedos pelos seus cabelos, incentivando-a a levá-lo mais fundo e murmurando palavras de encorajamento e louvor. A maioria era irracional, apenas grunhidos e gemidos, mas enquanto ela não parava, ele continuava dizendo.

— Tudo bem! — puxou seu cabelo para fazê-la recuar. Seus lábios estavam brilhosos e abertos num sorriso depreciativo e Afonso pensou que morreria ali mesmo. Seu pênis, completamente duro, parecia querer explodir a qualquer momento. — Já chega, querida!

Puxou-a para si e a beijou com força. Lola se acomodou em seu colo de pernas abertas. Retirou, desajeitadamente, as calças com os pés. Seu vestido subiu o suficiente para deixar suas coxas expostas as mãos exploratórias do marido, que não se acanhou e apertou a região conforme seus beijos iam crescendo em intensidade. 

— Que tal levarmos isso para um lugar mais confortável? — ofegante, Lola separou seus lábios num estalo audível.

Sem esperar pela resposta, Lola se colocou de pé. Num gesto de pura coragem — Afonso arriscaria dizer que o álcool também estava envolvido —, ela colocou as mãos para trás e, encontrando o laço de seu lindo vestido azul, despiu-se diante dele. Por Deus, ela não levava roupa íntima. O comerciante salivou com a imagem da deusa vênus em sua frente. 

— Você  esteve assim a noite toda? — questionou e recebeu como resposta uma piscadela marota.

Quando ela começou a se afastar, logo soube que não aguentaria mais um segundo sem estar dentro dela. Levantou-se, então, num rompante e tomou a mão da amada, levando-a até a mesa. Lola riu da impaciência do marido e Afonso achou aquela risada diabólica parecido com o som produzidos pelos anjos caídos; tentadores e petulantes. Sem cuidado algum, a colocou sobre a madeira fria e escura e grudou seus lábios nos delas. 

— Você será minha ruína, Eleonora Oliveira — declarou, com a boca sobre a dela e então  passou a beijar seu pescoço, ombro e peito. 

Tomou um mamilo na boca e o chupou até senti-la se contorcer com as carícias. Sua mão viajou até seu centro e Afonso soltou um som primitivo quando encontrou-a molhada e macia para ele. Acariciou seu monte escondido, deliciando-se com os gemidos que Lola soltava. 

— Pronta para mim… — provocou quando soltou o mamilo da boca e deslizou a mão para longe dela. Lola bufou de frustração e ele riu. — e impaciente também!

— Você adora provocar! — ela enlaçou as pernas em sua cintura. 

Com a proximidade de seus corpos, Afonso sentiu seu membro roçar em sua fenda. Deixou a cabeça afundar no ombro dela, gemendo de prazer com que o simples toque possibilitava. 

— Mas eu também sei uma coisinha ou outra! — completou e, tomando o pau dele em mãos, guiou-o até sua entrada gotejante.

Não houve mais acanhamento entre os dois. Os impulsos duros de seu corpo faziam as mãos de Lola se agarrarem nas lapelas de sua camisa. Afonso deitou-a sobre a mesa, a nova posição lhe proporcionando um novo ângulo paras suas investidas. Ela apertou a boceta ao redor dele, sem qualquer inibição com seus gemidos, e isso  o incentivou a ir mais fundo.

Afonso a beijou como se tentasse provar sua essência. Beijou-a e mordiscou seus lábios e pescoço. Nunca fora um homem primitivo, porém sentiu uma necessidade de levá-la como sua, mesmo que a aliança em seu dedo anelar esquerdo indicasse que já o era. Já não pensava direito, deixava apenas seu corpo ditar os ritmos de seus movimentos. Sentiu as gotas de suor escorrerem pela testa. 

Lola estava chegando ao limite, ele podia sentir. Ele mesmo estava próximo do fim glorioso, porém, não queria chegar antes dela. Eles haviam combinado de adiar a ideia de mais membros na família, por isso, se cuidavam. Desde que voltaram a serem íntimos, Afonso saia antes que chegasse ao fim. Foi a forma mais segura de ambos terem o controle sobre a vida, porém, com Lola o mantendo tão apertado dentro dela lhe era impossível querer se afastar. 

— Lola… como… você… quer que isso… termine? — perguntou, encontrando seus olhos abertos e saciados. 

— Deixe ir — foi tudo o que ela lhe respondeu. 

E ele deixou. Lola alcançou o clímax com um grito forte enquanto se inclinava para ele e o beijava na boca. Não muito tempo depois, era Afonso quem desmoronava sobre seu corpo, ofegante e saciado, enquanto sua semente a enchia. 

 

→ ※ ←

 

TUDO LHE ERA familiar e aterrorizante ao mesmo tempo. Negou até não poder mais, até se tornar evidente demais e desculpado de menos. Os enjoos e as torturas eram fáceis de despistar, o clima quente em São Paulo e a mudança para a nova casa da Avenida Angélica foram suas desculpas. Entretanto ao encarar sua imagem nua no espelho, os seios maiores e mais escuros, a linha quase imperceptível na barriga e as flores mensais que não chegavam, Lola não poderia encontrar mais remédio. 

Foi sozinha a parteira. Não queria que ninguém soubesse, pois poderia ser alarme falso. Por Deus, Genu vivia sobre alarmes falsos. Não queria criar falsas expectativas como outrora, era preciso ter os pés no chão. Ela teria os pés no chão. Porém, quanto mais o tempo passava e os sinais ficavam mais fortes, Eleonora não sabia se queria ou não as visitas das tais flores mensais. 

Sentou de frente a parteira, quando a mesma terminara seu desconfortável exame. Diante do silêncio da velha, pensou a respeito de cada resultado. Se o alívio de não ter nada poderia superar o amendontramento de ter algo . Não queria passar por tudo aquilo de novo. Não queria criar expectativas para ver a felicidade ser arrancada de seus braços. 

Torceu as mãos e encarou, novamente, a senhora. A velha sorriu-lhe carinhosamente, a expressão contente em seu rosto quando falou: 

— Os ventos da primavera parecem terem trazidos novos ares! Parabéns, minha filha, você está esperando um bebê!


Notas Finais


Sim, Carlinho está chegando. Aliás, não só ele... enfim, no próximo capítulo oficial de Deusa da Minha Rua vocês saberão mais...
Espero que tenham gostado, não deixem de comentar!
Apareça lá no twitter e me de um oi, @euliebedich
Até o próximo, pessoal!
Amante ❤️


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