História Colin e a Herdeira de Éthera - Capítulo 34


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Categorias Histórias Originais
Tags Ação, Aventura, Colin, Fantasia, Ficção, Magos, Violencia
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Palavras 2.240
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Eu quero agradecer a Cindy, grande escritora de fanfics para esta plataforma por me incentivar a criar essa história que ainda não chegou em seu fim, mesmo que seja o capitulo final.

E quero agradecer principalmente a Marília que a cima de tudo foi o principal motivo para continuar, ela me inspirou em muitos momentos e eh um dos motivos por eu amá-la tanto.

Capítulo 34 - Novo Mundo


 

Quando Colin se deu conta, eram 5:00 AM. Quanto vinho será que tinha bebido até então? Ashley deitada no seu ombro com aquele hálito esquisito dizia que já estavam na casa das dezenas.

- Ashley... – Colin disse com uma voz irreconhecível, desde então ele não decidiu falar mais nada.

- Que? – Asirin disse muito alto do outro lado dele.

- Vou sentir saudade de você enquanto eu estiver fora eu te amo. – Disse Kodart abraçando Asirin.

- Não me importo. – Asirin virou seu 58º taça de vinho.

- Eu sei. – Kodart abriu um sorriso de orelha a orelha.

- Dois idiotas. – Wendy disse colocando os pés sobre o colo de Asirin e Kodart.

- Vocês não estão cansados? – Colin perguntou para todos mas ninguém respondeu.

- A festa obrigatoriamente acabará as 8 horas. – Ludwig disse puxando uma cadeira para sentar na frente dos amigos que estavam num banco.

- Quem se importa, eu vou embora daqui 1 dia. – Kodart limpou a lágrima que saiu de seu olho.

Colin ficava olhando para todos os lados sem motivo mas ele dizia a si mesmo que era por causa de crianças que poderiam estar tomando vinho e seria perigoso. Ele se esqueceu apenas que crianças poderiam ficar no evento apenas até 22:00 PM, e que não se importava com crianças bebendo vinho.

- Colin cadê Ashley? – Luna disse gritando no ouvido de Colin. Talvez a maga tenha exagerado, as músicas não estavam tão altas assim.

Ashley no meio dessa gritaria acabou acordando, talvez mais afetada alcoolicamente do que Colin.

- Que é? – Disse Ashley grosseiramente.

- Onde você estava? – Luna disse colocando a mão na cintura como se estivesse brava.

- Como assim? Eu estava aqui. – Ashley falou confusa.

- Ah bom. – Luna disse sentando do lado de Ashley falando de algo totalmente desinteressante para Colin.

Colin começou a pensar, para onde iria quando Dalton Curie assinasse sua Finalização Precoce? Ele não tinha casa ainda. E nem queria ficar morando no laboratório de Curie. E qual seria o trabalho dele? Será que davam empregos para “heróis de guerra”?

Ele era considerado um herói de guerra? Colin parou de pensar no futuro e começou a julgar seus amigos, alegando que eles eram caricaturas exageradíssimas sob efeito de álcool.

- Vamos Colin. – Ashley falou e puxou o menino dos bancos onde estavam sentados. Ele pensou que iria até a pista de dança, mas depois entendeu que Ashley apenas enganou seus amigos, escondendo-se da visão de todos e guiando o bruxo para uma das centenas de salas de aulas.

Colin tinha noção que as salas ficavam abertas o tempo todo, e com certeza na maioria delas tinha gente se beijando. Por muita sorte, ou talvez pelo conhecimento de Ashley, eles entraram em uma aparentemente vazia.

Colin e Ash param de andar quando chegaram a uma janela gigantesca.

- Você foi muito bem na apresentação de Júlia. – Ashley falou com uma voz rouca.

- Eu te amo – Colin foi direto ao ponto.

Ashley, assim como ele, também foi direto ao ponto. Agarrou o pescoço do menino e o beijou lentamente, o bruxo desceu suas mãos até a cintura e puxou a maga para mais perto de seu corpo.

Assim como o fogo da paixão se acendia entre os dois magos, o sol nascia tornando toda cena mais apreciável.

A neve começou a cair mais lentamente, finalmente Colin estava tendo o tempo que precisava. Apesar dos perigos iminentes, ele não estava preocupado. Não estava com medo. Por enquanto.

Colin estava com a pessoa que ele amava. Seus desejos estavam finalmente se realizando e parecia que o destino estava jogando ao seu lado. Como era lindo aqueles flocos de neve caindo.

Colin olhou no fundo dos olhos azuis de Ashley, que linda alma ela tinha. Desde as espinhas na bochecha pálida aos cabelos louros. Tudo fazia um choque de cores tão perfeitos que o bruxo ficava encantado. Ele olhou o início do dia nos grandes pinheiros da Floresta do Óbito, e se lembrou de algo muito importante.

- Feliz aniversário. – Colin abriu um sorriso.

- Eu já estou muito feliz. – Ashley deixou escorrer uma lágrima de felicidade.

- Perfeito. – Colin a abraçou, e lá queria ficar perpetuamente. Vendo os grãos de neve cair do céu, vendo aquela luz nascer.

No outro dia, Colin acordou as 15:00 PM com um tapa de Asirin em sua testa.

- Hora do almoço. – Asirin falou com uma voz de sono.

Colin estava com uma sede imensa e uma fome maior ainda. A noite cheia de vinho, comida e dança afinal também trouxe consequências ruins.

O bruxo fez uma alimentação pesada e saiu da mesa no mesmo minuto em que acabou de comer. Colin achou que ele precisava conhecer melhor a nova Broken Staff Street, seria lá a sua nova casa. E também precisava comprar o presente de Ashley.

- Oi. – Ashley disse quando ele saiu na porta do castelo.

- O que você tá fazendo aqui? Não era para você estar arrumando as coisas? – Colin disse sem grosseria.

- Sim. Mas meu pai disse que Amanda deixou um presente para mim. Apesar de eu achar que seja veneno, eu vou mesmo assim. – Ashley disse esticando a mão para Colin, assim poderiam andar com um jovem casal.

- Então vamos. – Colin se esqueceu do objetivo inicial.

Os dois entraram na cidade e logo se depararam com a triste cena da Balada das Trevas sendo fechada. Com os Queen mortos, quem cuidaria daquela balada agora?

2 ruas receberam o nome em homenagem aos dragões que Colin e seus amigos foram obrigados a enfrentar. A primeira se chamava Rua Arco Celeste, foi onde Colin e Ashley dobraram logo depois de se depararem com a Balada das Trevas, era cheia de casas pequenas, umas em cima das outras, não havia nenhum comercio a não ser uma padaria no início da rua. Todas as residências tinham teor clássico, com cercas e jardins.

A segunda foi a Rua Drakon, ficava logo depois da Rua Arco Celeste, e era onde Aluns estava esperando sentado numa calçada. Todas as casas eram médias de 1 andar, todas com telhado vermelho.

- Como vão? – Aluns disse tentando ignorar as mãos dos dois.

- Bem. – Ash disse mas Colin preferiu fazer um som esquisito com a garganta que significa “Mais ou menos”.

- Então que ótimo. – Aluns disse se levantando. – Saibam logo de início que Amanda veio a falecer, vítima de câncer de pulmão. Que aparentemente ela tinha fazia alguns anos... Tipo 16 anos.

Colin não ficou tão surpreso quanto Ashley, sabia que isso viria acontecer cedo ou tarde.

Ashley mesmo odiando a mãe, ficou profundamente tocada com o que aconteceu... Então por isso ela fugiu. Câncer de pulmão... Ela não tinha coragem de contar, nunca teve para nada.

- Foi por isso então? – Ashley fez a pergunta de uma forma vaga mas para os ouvidos de Aluns foi bem objetiva.

- Foi. – Aluns respondeu sem perder a feição irônica e característica.

- Por que você não parece triste? – Colin fez a pergunta.

- Diferente de você, eu amigo.  Eu descobri muito antes o motivo dela ter fugido. Ela não terminou o casamento, eu terminei, e quando ela voltou, estava com aliança. Ela fugiu por algum motivo, e não foi por que ela quis. – Aluns estava se achando um gênio. – O resto foi fácil, eu perguntei o motivo da fuga.

- Genial. Vira investigador. – Colin foi sarcástico.

- Enfim. Ela deixou a herança para mim. E me deu também, uma lista com as coisas que eu deveria comprar com a herança.

Ashley tentou esconder a tristeza da morte da própria mãe. Mesmo que a maior parte da sua vida fosse sem ela, saber que não existe mais nenhuma forma de se encontrarem novamente doía um pouco. Apesar das brigas, ela gostava da mãe por motivos que nem Ash sabia explicar, talvez a construção de família que ela aprendeu.

- Sabe, ela mandou uma carta para nós. – Aluns continuou. – “Não fiquem triste com minha morte, não fiz parte da vida de nenhum de vocês. Peça pêsames uns aos outros e vivam o resto do seu dia. É assim que fazemos com desconhecidos, certo? “

Aluns disse cada palavra sem ver algum papel. Foi fácil saber que essa carta havia chegado a algum tempo, e ele leu tanto que decorou. Não foi só Ashley que estava triste afinal.

- Então... – Ashley quebrou o silêncio.

- Bom... Feliz Aniversário. – Aluns disse sem muito animo. Nunca foi bom em fazer essas coisas.

- Obrigada. – Ashley sabia que o pai era horrível nessas coisas.

- Vejam essa casa atrás de mim. – Aluns disse e apontou para a casa de teto vermelho. As paredes da frente da casa eram castanhas, tinha uma janela guilhotina de madeira em cada lado da casa. Uma porta também de madeira com um olho mágico e uma portinhola para cartas. – Essa é a sua nova casa. – Aluns disse a Ashley. – E pelo que vejo, dele também. – Aluns disse com muito esforço.

Ashley se ajoelhou no chão e abriu um grande sorriso, lágrimas de felicidade caíam do rosto da menina novamente. Ela juntou as mãos como se fosse fazer uma oração e colocou na frente da boca.

Colin ficou boquiaberto com a surpresa, não esperava algo tão grande vindo de Amanda Swam. Não dá Amanda que ele conheceu, claro.

- Nossa... – Colin disse depois de um tempo em silêncio só para azucrinar Aluns.

Ashley disse pelo menos 5 “Obrigada” Antes de abraçar o pai. Aluns abriu a porta e a parte interna era realmente linda.

Tinha um tapete marrom escrito “Bem-Vindo” Logo no início da casa, o chão era de madeira polida e em perfeito estado assim como as paredes. Colin contou dois quartos, um com cama de casal de lençóis vermelhos e outro de solteiro com lençóis azuis.

Na cozinha, tinha uma bancada no centro de mármore que permitia a divisão de diferentes tarefas domésticas no cômodo. Colin achava aquilo muito prático.

O quarto com cama de casal era o maior cômodo da casa, tinha um criado-mudo em cada lado da cama e um guarda-roupa também grande e com porta espelhada no meio.

Na casa havia dois banheiros, um no quarto de solteiro e outro no quarto de casal. A lavanderia era minúscula e tinha apenas uma pia para lavar roupas.

A varanda da casa tinha dois varais e duas cadeiras de balanço, a grama no solo era brilhantemente verde e linda. A casa se dividia com uma loja de peixes que ficava em outra rua.

- Bom, tirando a loja de peixe que vai infectar esse lugar com um cheiro horrível... Está tudo ótimo. – Aluns disse analisando cada parede de madeira.

- TÁ LINDO! – Ashley gritou para o mundo ouvir. – OBRIGADA, OBRIGADA!

- Asirin ganhou uma igual em todos os aspectos. Ele também pediu Finalização precoce.

- Sério? – Colin não acreditava que Asirin não havia lhe dito algo tão importante. Aluns fez que sim.

- Bom, Colin preciso conversar com você, a sós. – Aluns disse e Ashley foi para dentro da casa ver cada detalhe do novo lar. – Seu pai era um grande mago e bruxo também. Sua mãe era uma encantadora executora.

- Continua. – Colin disse sem paciência.

- Ele disse que eu deveria te dar uma coisa, quando você realmente merecesse. Chegou bem rápido esse momento. – Aluns falou tirando uma roupa da bolsa.

Era um manto preto, mais bonito e maior que o da Mercury. Na manga, com letras brancas e radicais, estava escrito: “Leed”.

- Essa capa era dele. Ela intensifica poderes de fogo e aumenta a velocidade de movimento.  – Aluns disse e saiu, com Colin olhando surpreso para a capa preta de bordas azuis. – Cuida dela, e da minha filha.

- Certo. – Colin disse sério.

- Onde você vai? – Ash perguntou quando Aluns estava saindo da casa.

- A casa é da senhorita e do senhor Leed, não? – Aluns disse com um sorriso irônico. Ashley amou ser chamada de Sra. Leed.

A noite chegou. Colin e Ashley passaram a tarde arrumando a casa, impondo regras (Como fazer o número 2 no banheiro longe do quarto de casal) e transportando pertences.

- Colin, é para você. – Ashley disse levando uma carta preta no fim da noite para Colin que estava tentando aproveitar o pouco espaço que lhe restara no guarda-roupa.

Colin abriu a carta e estava escrito:

Senhor Colin Leed, o governo da Magnólia teve o conhecimento dos seus feitos pelo país e consequentemente sua habilidade com os dragões.

Sabendo também, que o senhor acabou de assinar, junto ao seu Guardião Dalton Curie, a Finalização Precoce, lhe convido, com um salário mínimo de 720 macos mensais à 3000 macos. Para ser o novo líder dos Treinadores de Dragões. Novo setor do ministério administrado por Karl Broxie.

Karl Broxie escolheu você a dedo, em meio a 90 milhões de habitantes. Espero que aceite o pedido em nome do mistério, que Éthera abençoe você e sua família.

Ass: Kalidan Montesquieu

O salário era ótimo. Pagava todos os impostos e ainda sobraria dinheiro... Ele abraçou Ash muito forte e ela só entendeu depois que leu a carta. Todos estavam felizes naquela casa.

- Eu te amo. – Os dois disseram juntos.

Colin e Ash dormiram juntos naquela noite, mergulhados nos lençóis e mesmo assim com um frio imenso característico da Broken Staff Street. Quando Ashley deitou no peito do bruxo ele sentiu o que queria.

Que tinha uma família, e que estava finalmente em casa.


Notas Finais




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