História Colina Escarlate - Capítulo 11


Escrita por: e emy_holly

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Block B
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Colonial, Império, Namjoon, Reinado, Sexy
Visualizações 125
Palavras 4.901
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hello ( E quem está se escondendo dos tiros? kkkk)
Gente, desculpe-me a demora, muita coisa aconteceu ultimamente e até roubada eu fui!
Mas enfim, hoje teremos aquilo que todoooooo mundo queria!!!!
Hahaha bora que o capitulo está recheadinho!

Ignorem os erros e Kissus da Tia :)

Capítulo 11 - Crown Ten.


Fanfic / Fanfiction Colina Escarlate - Capítulo 11 - Crown Ten.

Anteriormente...

 

– Vim vê-la, Soohyun. – Disse concentrado para a mulher deitada na cama. – Por favor, me diz que não é real... – Meus olhos se encheram de lágrimas e me contia ao máximo para que não derramasse ali mesmo. – Por... Favor... – Minha voz ficava cada vez mais embargada por tamanha dor, até que eu não aguentei mais. – Me diga que não é verdade, por favor, Soohyun! – Alterei meu tom conforme a dor tomava conta de meu peito.

 

– Yoongi... – Ela me fitou com os olhos em puras lágrimas. – Akari está morta!

 

[...]

 

Os segundos seguintes passaram como um flash.

Fui até Hoseok, fora de mim, e o peguei pelo colarinho, ela estava morta, não estava? Então o que me impediria afinal?

 

– Você prometeu... – Disse entre dentes. – Me prometeu que a protegeria.

 

– Me larga Yoongi. – Ele dizia segurando as minhas mãos que insistiam em fechar-lhe a garganta. – Eu não te devo nenhuma explicação!

 

– Você é um cretino, Hoseok. – O joguei no chão. – Você sabia das amaeaças, sabia dos perigos desse castelo, sabia bem que a próxima vitima poderia ser ela, e mesmo assim... – Eu gritava a plenos pulmões. – Não protegeu a mulher que jurou amar e proteger!

 

– Chega, General... – Jeon veio até mim. – Vamos, devemos fazer uma auditoria e descobrir o culpado. – Ele dizia enquanto eu fitava Hoseok.

 

– Tenho nojo de você, Hoseok. – Cuspi as palavras e me virei para sair dali, mas a voz de Jung se fez audível cessando meus passos.

 

– Sabe, Min... – Ele iniciou. – Por muito tempo me senti mal por achar que atrapalhei vocês dois. – Me virei para ele com o cenho franzido. – Achava que de alguma forma, eu era o culpado de vocês dois não estarem juntos... – Ele deu um breve sorriso triste antes de me fitar. – Mas eu percebi que as coisas não eram assim.

 

– O que? – Indaguei desentendido.

 

– Em várias noites, quando a tocava, sentia medo dela me rejeitar. – Ele se levantou fitando minhas orbes escuras. – Eu sentia medo de estar a amando sozinho, de ter me entregado sozinho, de ter me colocado sozinho nessa situação. – Se aproximou de mim. – Mas na realidade, Yoongi, o único sozinho era você. – Mordi o lábio inferior raivoso.

 

– Você... – Fui interrompido por sua voz.

 

 

– Ela veio até mim, Yoongi. – Disse o mais calmo possível. – Depois de mais uma noite que não conseguíamos consumar nosso casamento, e ela expos que estava tentando, de verdade tentava, mas que o culpado era somente eu. – Ele deu um sorriso de canto enquanto seus olhos lacrimejaram. – Eu não conseguia fazer nada, pois o ciúme e a desconfiança haviam impregnado em mim, então calmamente, Akari me explicou tudo, que havia se casado comigo não por imposição de seu Pai ou por qualquer outra coisa, e sim, porque me amava. – Ele sorriu e aquilo foi como uma facada em minha alma.

 

Lembrei-me do dia em que ela veio até a sala de Namjoon e cortou seus cabelos apenas para provar que eu já não significava mais nada para ela.

No final das contas, seria sempre o Hoseok, sim, ia ser sempre ele no coração de Akari.

 

– Eu demorei muito, Yoongi. – Ele disse me despertando de meus pensamentos. – Demorei demais pra enxergar que ela me amava e que vivêssemos esse amor em total plenitude, tudo porque eu achava que você era a barreira. – Completou. – Mas eu não percebi que era somente eu, eu mesmo, que criava um muro entre nós. – Ele sorriu de canto. – Sei que falhei por não protegê-la, mas eu tenho absoluta certeza que em seu ultimo suspiro, o dono de seu coração ainda era eu. – Ele suspirou. – Amanhã pode ser tarde demais Yoongi, e enquanto você viver nessa amargura, nunca poderá enxergar a verdadeira pessoa que te ama.

 

E ele saiu dali me deixando confuso.

 

Amor? Não, não existia mais isso para mim. A única pessoa que havia despertado esse sentimento mais genuíno em mim acabara de morrer, levando metade de minha alma.

 

 

[...]

 

Duas Semanas.

 

Sim, já havia passado duas semanas desde que a princesa Akari tinha entrado em óbito e desde então tudo se escureceu nesse palácio.

Soohyun vivia deprimida e Ella levava chás calmantes para o Rei, o Príncipe e principalmente para SooSoo.

As atividades do Reino cessaram por uma semana e as concubinas autorizadas a irem apara a casa de seus pais. Com exceção de Anna e eu, todas foram, já nós duas, continuamos no palácio.

Anna ficou com a desculpa de não ter família e General Park a ensinar algumas coisas sobre a guarda do Rei, mas sabemos bem que esses dois começaram a ter algo, só não via quem não queria já eu, passava dia e noite na porta de Namjoon.

Mais do que ninguém, ele sofria pela perda da irmã e aquilo me remoia por dentro.

Ella era a única autorizada a entrar em seus aposentos, mas sempre entrava e saía com a bandeja intacta e me contava que Namjoon não comera nada desde então.

Ofereci-me várias vezes para que o alimentasse, talvez ele aceitaria comer com a minha presença, mas Ella dizia-me que eram fora das regras as concubinas “não reais” ter atividades com o Rei que não fossem sexuais.

Aquilo de certa forma me deixava impotente, afinal, eu queria fazê-lo bem de alguma forma, mas parecia cada vez mais complicado eu poder ver o sorriso de Nam outra vez.

 

 

– Haneul? – Ella me tirou do transe que eu me encontrava, sentada como sempre, a porta do Rei.

 

Havia me acampado ali, mesmo com as incontáveis enxotação dos guardas, me mantinha ali, em sua porta, esperando pelo momento que eu o veria outra vez.

Indagava-me em quando foi que me tornei tão dependente de ver seu rosto, sorriso, seus olhos, sentir seu cheiro... Sentia-me ansiosa, preocupada, mas mais do que isso, meu coração acelerava a cada oportunidade que eu tinha de vê-lo nem que seja de costas quando os guardas abriam as portas de seu quarto para que Ella entrasse com a bandeja de alimentos.

 

– Sim? – Respondi-me ficando de pé.

 

– Quer vir a biblioteca rapidamente? – Ela indagou com um sorriso angelical. – Quero lhe mostrar algo.

 

– Claro. – Prontamente me pus disposta.

 

Caminhávamos silenciosas pelos corredores, me lembrava-me bem que Nam não gostava que entrassem na biblioteca, assim como na estufa.

Não demoramos a chegar às enormes portas do recinto que não foram tardias em serem abertas, me dando passagem, Ella entrou por ultimo fechando a porta atrás de si e apontando para a mesa principal que havia no meio da sala, juntamente com alguns livros e uma bandeja com algumas xícaras e uma chaleira que exalava um aroma delicioso.

 

— Sente-se Querida. – Ela apontou para a mesa á minha frente.

 

Dei-lhe um sorriso e não tardei em me acomodar na cadeira.

 

— Aceita? – Ela apontou para o recipiente.

 

— Claro. – Concordei.

 

Era de admirar a beleza de Ella mesmo servindo um chá, era inegável que a concubina real, era demasiadamente bela e charmosa.

 

— Aqui querida. – Ela sorriu me estendendo a xícara. – Se quiseres biscoitos, não hesite em pegar, tudo bem? – Ela sorria enquanto falava suavemente.

 

— Claro. – Assenti logo bebericando um gole da xícara.

 

— Querida, te chamei por que quero lhe mostrar algo. – Me fitava um pouco séria. – Uma vez você me perguntou sobre algumas coisas e de fato, naquela época eu não poderia lhe contar.

 

— Ella... – Ia falar quando ela mesma me interrompeu.

 

— Tome. – Me estendeu um livro de capa alcochoada. – É meu livro favorito, espero que goste. – Ela sorriu.

 

— Obrigada. – Sorri de volta.

 

Livros.

Amava ler, meu passatempo favorito, e por mais que eu conhecesse a historia daquele livro que ela me deu, eu aceitaria de bom grado, afinal, Alice no País das Maravilhas era o livro favorito de Ella, e sem pestanejar, ela estava ali me presenteando.

 

— Minha querida, já ouviu várias versões desse clássico, não é mesmo? – Ela indagou com um sorriso brincalhão.

 

— Sim claro. – Concordei com ela. – Mas porque a pergunta?

— Vamos imaginar que nesse Palácio, exista a Rainha Vermelha e a Rainha Branca. – Ela sorria enquanto falava. – A Rainha Vermelha se dava muito bem com a Rainha Branca, eram ótimas amigas, compartilhavam tudo, até mesmo o amor do Rei, este por sua vez, as amava tanto que para uma, deu-lhe uma estufa e para outra, deu uma imensa biblioteca. – Ela pausou enquanto bebericava o seu próprio chá. – Mas a Rainha Vermelha queria mais, ela sabia que a Rainha Branca, apesar de partilhar tudo, tinha o afeto do Rei um pouquinho a mais. – Franzi o cenho. – Ela queria experimentar um pouquinho o que era ser a primeira, não apenas a segunda no coração do Rei.

 

— Mas isso a faria egoísta, não? – Indaguei imersa na historia. – Afinal, a Rainha Branca dividia tudo com ela, até mesmo o amor de seu marido.

 

— Sim, mas a Rainha Vermelha não enxergava assim, afinal, em sua concepção, sempre fora a segunda, sempre pegava os restos e tomava apenas as sobras de afeto que o Rei lhe mostrava. – Arregalei os olhos. – E foi em uma das batalhas do Rei, que deixando as duas em seu Palácio enquanto lutava pelo povo, a Rainha Vermelha, com a ajuda de seu próprio General, matou a Rainha Branca, envenenada com seu próprio chá. – Ela completou.

 

— Meu Deus. – Tampei a boca assustada. – Mas o que aconteceu depois disto?

 

— O Rei voltou imediatamente assim que soube da morte de sua Rainha Branca. – Ela continuou. – Mas mesmo assim, amava demais a Rainha Vermelha para manda-la á forca, restando-lhe a única solução de manda-la para um exílio juntamente com seu General e seu soldado de confiança. – Completou. – Mas o Rei não sabia que na realidade, a Rainha Vermelha acabara de descobrir que logo a Rainha Branca lhe daria um filho que tanto almejou, mas o ciúme e a inveja falaram mais alto. – Bebericou mais um gole de seu chá. – O Rei estava tão desesperado com as lembranças que se trancou por dias, não comia ou bebia e sequer tomava banho. – Ela me fitou. – Ele começou a tomar remédios para dormir e logo evoluiu para demência. – Eu tentava imaginar aonde toda aquela conversa me levaria. – E logo o Rei, já não tinha mais o controle de suas ações, entregando tudo nas mãos de seu Ministro.

 

— Mas que historia... – Acabei soprando.

 

— Ele tentava enterrar as lembranças e com isso trancou a estufa quanto a biblioteca e proibiu que alguém entrasse lá. – Completou. – Até que em um ato de tentativa de salvar o Reino, seu mais leal e fiel General e amigo, lhe pediu que fizesse uma escolha entre as mais belas e virgens do Reino para que fosse a nova Rainha, assim de alguma forma, ele se animaria outra vez e restabeleceria o controle e a paz em seu Reino e principalmente em seu coração. – Terminou.

 

— Ella... – Disse. – Você está falando de Namjoon? – Indaguei.

 

— Sim, querida. – Ella respondeu. – A Rainha Branca era a Rainha Suuh, o Rei a amava tanto que trouxe sua Dama de Companhia, SanHa ao castelo e a fez sua segunda esposa. – Ela disse. – Mas não porque ele sentia alguma coisa por SanHa, mas porque a Rainha a tinha como uma irmã e não suportava ficar longe da amiga. – Eu fiz um “O” em confusão. – SanHa logo ganhou a afeição do Rei por sua inteligência e sempre ganhava ótimos presentes e mimos por parte do Soberano. – Continuou. – Mas ela queria voar mais alto, e mesmo que era chamada de Segunda Rainha, sabíamos bem que a Rainha titular seria sempre a Suuh. – Bebericou mais um pouco de seu chá. – Mas a inveja a corroia por dentro e a matava aos poucos, até que cometesse essa atrocidade.

 

 

— Estou perplexa. – Essas foram as únicas palavras que consegui dizer.

 

— Todas nós ficamos. – Ela respondeu. – Tanto eu que era a concubina Real, quanto Soohyun que era a Dama da Corte. – Completou. – Mas nem mesmo ela e muito menos a Princesa Akari, aceitavam que foi SanHa com a ajuda do General Woo que mataram a Rainha. – Continuou. – Para elas, era banal demais e não conseguiam acreditar nisso, muito menos o soberano, que relutava contra tudo isso e apenas exilou os envolvidos.

 

— Mas e você Ella? – Indaguei. – Qual a sua historia nesse palácio? – A vi se assustar um pouco mas logo sua face relaxou. – O que te trouxe até aqui.

 

— Vamos fazer o seguinte. – Ela sorriu. – Amanhã, depois que todo o palácio ir dormir, lhe contarei com mais detalhes o que quiseres. – Completou. – Mas agora, se me permite, irei me recolher, já está meio tarde e o Rei não irá precisar de mim. – Levantou-se e logo repeti seu ato.

 

— Mas ele irá ficar trancafiado naquele quarto por mais tempo? – Indaguei curiosa e preocupada.

 

— Não se preocupe. – Ela sorriu enquanto caminhávamos para fora do recinto. – Amanhã pela manhã, o Soberano sairá daquele quarto e voltará as atividades normais.

 

— Como tens tanta certeza disso? – Perguntei.

 

— Minha querida. – Ela me olhou brincalhona. – Eu o conheço, sei bem do que eu estou falando. – Completou.

 

[...]

 

Depois daquela estranha conversa, fui para meus aposentos e tratei de tomar um bom banho e vestir uma das camisolas de cetim em tom avermelhado, guardando após meu livro que havia ganhado, vesti um Hobbie em mesmo tom calçando minha pantufa e indo até a porta de Nam.

Seria loucura? Seria. Eu poderia ser ameaçada de ser presa outra vez? Poderia.

Mas eu queria vê-lo, queria abraça-lo e dizer que eu estava ali, por ele e com ele, queria ser alguém para ele, pelo menos naquela noite.

 

Caminhava incerta por aqueles corredores, mas eu deveria tentar, certo?

 

— Desculpe senhorita, mas já a avisamos que não pode passar por essa linha. – Um dos guardas me impediu de me aproximar da porta.

 

— E eu já escutei. – Disse rude. – Mas eu realmente preciso falar com o Rei. – O fitei.

 

— Digo-lhe mais uma vez que não será possível. – Falou pegando em meu braço. – Terás que se retirar daqui, senhorita. – Ele falava rude. – Guardas, a levem daqui.

 

— Não! – Os guardas começaram a vir em minha direção e pegar em meu braço. – Eu só quero ver o Rei. – Comecei a gritar assim que me levantaram pelos cotovelos.

 

— O que está acontecendo aqui? – Vi Hoseok e Nam sair na porta de seu quarto.

 

— Meu Rei. – O guarda começou a falar. – Essa senhorita está perturbando a ordem e a paz desse castelo, então a levaremos para a  prisão do palácio. – Completou.

 

Namjoon me fitou confuso enquanto eu o olhava com os olhos assustados.

Era só dizer para me soltarem, era só isso, mas o seu silencio me agoniava e me fazia acreditar que a qualquer momento eu seria mandada a forca. Hoseok também parecia impaciente e preocupado, foi então que me toquei que era a primeira vez que via os dois desde a morte da Princesa Akari.

— Não. – Sua voz grave se vez audível. – Soltem-na. – Ordenou.

 

— Mas Rei, ela... – O guarda tentou contestar.

 

— É uma ordem, soldado! – Ele se impôs com a voz grave. – Soltem-na agora!

 

— Sim senhor. – Me soltaram por fim me colocando no chão.

 

— Nam! – Corri para abraça-lo apertando em meus braços.

 

— Não precisam disso. – Escutei ele dizer quando correspondeu ao meu abraço. – Eu a permiti. – Olhei de soslaio e vi que haviam levantado espadas para mim pelo meu ato.

Afundei-me mais em seus braços sentindo seu perfume e seu corpo quente no meu.

 

— Bem. – Escutei a voz de Hoseok se fazer presente. – Irei indo, até amanhã, Soberano. – O vi se encurvar e logo se retirar.

 

— Soldados... – Nam apenas acenou e entrou comigo em seus braços fechando a porta atrás de nós.

 

— Você é doida sabia? – E ali, vi meu mundo se acender ao ver seus olhinhos se fecharem em um sorriso fofo.

 

Não me contive e o abracei outra vez.

Apertava-o como se fosse a ultima vez que o teria ali, não como um Rei incansável e sim, como o homem que eu estava completamente apaixonada.

 

— O que você está fazendo aqui? – Indagou preocupado me soltando do seu abraço.

 

— Fiquei preocupada. – Disse. – E estava com saudades. – Dei um sorriso de canto.

 

Vi Namjoon se afastar um pouco e se colocar de costas pra mim, sua áurea mudou completamente e vi que tinha algo errado quando sua voz mudou de tom.

 

— Vá para seu quarto, Haneul. – Disse seco.

 

— Mas Nam... – Tentei retrucar.

 

— Anda, eu não quero você aqui. – Disse seco e ainda sem olhar para mim.

 

— Não! – Disse convicta indo até ele e o abraçando por trás. – Eu sei que está doendo, sei que está machucando e parece que nunca vai sarar. – Disse firme me apertando cada vez mais a ele. – Mas eu estou aqui, e se quiser chorar, chore comigo, se quiser gritar, grite comigo, se quiser se trancar, se tranque comigo, mas me deixe estar ao seu lado, pois eu já não suporto ficar longe de você. – Disse tudo em um alivio.

 

Nesse tempo que estive longe dele, coloquei na balança tudo que eu sentia, não era em vão, não era irreal e muito menos complexo, estava ali, palpável e sensível. Desde o primeiro dia que eu o vi naquele corredor, com os olhos confusos e medrosos, parecia fugir de algo, necessitando de proteção e cuidado, foi naquele instante que senti que precisava de mim.

 

— Você não sabe o que está falando, Haneul. – Se virou para mim se soltando dos meus braços.

 

— Sei, sei bem o que falo e também o que sinto. – Contrapus. – E mais do que isso, sei bem o que quero e almejo mais do que tudo.

 

— Você é apenas uma menina, não sabe nem a metade da vida. – Cruzou os braços enquanto trincava o maxilar. – Se soubesse, não estaria aqui.

 

— Ótimo. – Sorri. – É isso o que achas de mim, Namjoon? – O fitei.

 

— Sim. – Respondeu. – Imatura, inconsequente e que não mede esforços para... – O calei.

 

Enquanto ele falava, puxei as bordas de seu roupão e o beijei de forma calma e suave.

Os lábios de Namjoon eram macios e suavidade que eles me proporcionavam, me fazia flutuar em puro deleite. De inicio, o senti relutar, mas logo suas mãos foram a minha cintura e me deixei conduzir pelos seus atos seguintes.

Sua boca era gostosa e seu carinho era suave, Nam me beijava com ternura, mas não deixava de mostrar voracidade, sua língua adentrava minha cavidade bucal com maestria e me desvendava como um perfeito descobridor, sua mão percorria a lateral de minha cintura enquanto as minhas continuavam em seu roupão. O encaixe era perfeito e nossas bocas se conectavam em mais pura sintonia. Seus dentes mordiam meu inferior com cautela enquanto me trazia uma sensação de quer-mais, sua mão esquerda me puxou mais para si enquanto a direita, encaixou-se em minha nuca tentando fundir mais o beijo se isso era possível.

Com gostinho de saudade, mas ao mesmo tempo de lamuria, Namjoon transmitia naquele beijo o que guardou dentro de si há muito tempo. Cheio de dor e um choro reprimido, deixava-me saber seus maiores segredos em apenas um osculo. Mas como nem tudo é perfeito, o ar se fez presente em nossos pulmões, e em meio a selares relutantes, começamos a nos descolar daquele beijo.

 

— É isso o que eu acho de você. – Disse meio ofegante. – Eu te desejo, Nam. – Falava o fitando. – Eu te quero mais do que tudo e se eu não posso te ter ao meu lado, eu simplesmente nem quero ao menos existir, pois sem você, tudo se torna frio ao meu redor. – Finalizei tendo Namjoon atacando meus lábios outra vez.

De maneira assídua, me pegou pela cintura e deitou-me na cama ficando por cima. Seus lábios não se desgrudavam dos meus e suas mãos sabiam aonde e como me apertarem.

Sua língua percorria a minha em perfeita sincronia, e sentia-o a se encaixar no meio das minhas pernas.

Nossas intimidades começaram a se friccionar numa batida gostosa e estaria mentindo se eu não admitisse que eu queria me entregar para ele naquele exato momento.

Sua boca descolou da minha por míseros segundos e seu sorriso inocente me fez ir ao delírio.

 

 

— Está quente agora? – Sorriu mordendo meu lábio inferior.

 

— Com certeza, mas quero que meu corpo entre em combustão. – Eu disse de forma suave.

 

Onde eu estava com a minha cabeça para dizer aquilo? Eu simplesmente não sei, mas eu queria o Nam de todas as formas possíveis, queria aquele corpo somente para mim e naquela noite eu seria sua da melhor forma possível!

 

— Assim? – Mordeu minha orelha com carinho. – Ou assim? – Chupou meu pescoço enquanto apertou meu seio direito em sua mão e acabei por soltar um arfar sôfrego dos meus lábios.

 

— Assim. – Disse totalmente inebriada.

 

Sorrateiramente, Nam desceu com suas mãos pelo meu corpo o apertando com precisão enquanto sua boca, continuava um trabalho maravilhoso em meus lábios.

Sua mão apertou com certa força minha intimidade, tendo um gemido de meus lábios, movimentos de circulação começaram a ser feito por cima de minha calcinha.

 

– Você está tão preparada pra mim. – Disse rouco e baixo em meu pescoço. – Eu te quero tanto, Haneul. – Deu outra mordida leve em meu pescoço. – Mas eu não posso fazer isso com você. – Levantou de repente sentando na cama.

 

– O que? – Sentei confusa também. – Não estou te entendendo, Nam. – Peguei em sua mão.

 

Seus olhos eram tristonhos e olhando um pouco mais abaixo, vi um certo volume em sua calça de moletom.

Nam estava tão voraz a segundos atrás que eu me perguntava se eu era o motivo dele ter ficado assim, amuado, tão de repente.

 

– Eu não posso tirar sua virgindade, Haneul. – Falou simples.

 

Como dizer: “Não sou virgem mais, apenas me faz sua” sem que eu fosse para a forca por isso?

 

– Nam, eu confio em você. – Puxei seu rosto para mim. – Acabei de te provar que eu te amo. – Soltei exasperada e o vi olhar surpreso pra mim. – Que eu te desejo e te quero mais que tudo, então, apenas me faça sua e consuma o nosso ato de amor, huh? – Dizia meio em desespero.

 

O que eu queria afinal? Não era apenas sexo ou uma noite quente, não, não era isso. Mas era com esse ato que eu poderia ser dele, totalmente dele e de mais ninguém, mesmo que minha consciência continuava a afirmar que eu já havia me entregado a Jin.

 

– E é porque eu te amo que eu estou te negando isso. – Ele acariciou o meu rosto enquanto dizia sincero. – Se eu dormir com você hoje Haneul, amanhã você será apenas mais uma concubina que passou a noite com o Rei, e não, eu não quero isso pra você, quero te dar liberdade, liberdade de escolha para se casar com quem quiser e com quem você amar de verdade. – Ele dizia como se estivesse despedindo de mim.

 

– Nam. – Segurei com as minhas duas mãos em seu rosto. – Eu não vejo outra pessoa se não for você. – O fitei. – Quero te proteger, quero estar ao seu lado, como rainha ou concubina, não importa, mas eu só quero ter seu cheiro impregnado em mim, olhar para o lado e ver que você está comigo, poder te tocar e saber que cada pedaço do seu corpo é meu, olhar em seus olhos e saber que eu sou a dona deles, escutar a batida de seu coração e saber que eu sou a responsável por isso. – Eu me declarava e me expunha por completo para ele. – Porque mais do que nunca, eu tenho certeza do que eu sinto por você. – Completei.

 

– Ah Haneul. – Ele me abraçou forte. – Eu te amo tanto, mas tanto. – Ele disse baixo somente para mim.

 

– Eu também te amo. – Sorri baixinho.

 

Ele se acomodou na cama e deitando-se, bateu ao seu lado para que eu deitasse também. Sem pestanejar, deitei ao seu lado e ele me abraçou por trás me apertando em seu peito.

 

– Ás vezes, os Reis precisam tomar decisões que podem machucar o próximo. – Ele falava baixinho enquanto acariciava meus cabelos e eu fechei os olhos apenas apreciando. – Mas é tudo pelo bem da nação.

Me virei de supetão após sua confissão.

O olhava nos olhos enquanto o fitava minuciosamente, ele estava com medo e era nítido isso.

 

– O que você quer dizer com isso. – O indaguei baixinho acariciando seu rosto.

 

– Nem tudo que se vê, realmente é. – Respondeu. – Uma flor de lótus pode ser uma rosa e uma xícara de café pode ser uma xícara de chá. – Selou meu lábio fraquinho. – Então, não se engane com as aparências.

 

– Nam... – Tentei contestar mas ele me deu um selar forte me calando.

 

– Apenas lembre-se... – Me fitou enquanto acariciava minha bochecha. – Eu te amo e sempre, absolutamente sempre, vai estar no meu coração e meus pensamentos. – Completou.

 

Nam tinha tristeza em seus olhos, mas sorria como se quisesse esconder alguma coisa.

 

– Apenas acredite nisso e nunca duvide. – Completou me abraçando mais apertado enquanto acariciava meus cabelos.

 

– Também te amo, Nam. – Disse por fim aproveitando daquele carinho e logo adormecendo.

 

[...]

 

 

 

 

Abri os olhos lentamente recebendo a claridade em cheio. Espreguiçando-me, olhei ao redor notando certa diferença: Não era o quarto de Nam.

 

– Vai ficar deitada até quando, Haneul? – Ouvi Anna se pronunciar. – Anda, o Rei tem um comunicado a fazer e estão todos se direcionando para lá. – Ela disse me ajudando a levantar.

 

– Anna... Mas... Mas eu não dormi aqui ontem a noite. – Disse confusa a indagando. – Como vim parar aqui? – A fitei.

 

– O rei te trouxe no meio da noite, ele me pediu que te ajudasse a se ajeitar na cama. – Ela sorriu de lado. – E pediu segredo, não queria que ninguém soubesse que você estava no quarto dele. – Me fitou se abaixando em minha orelha. – Assim ninguém especularia que ele teria tirado sua virgindade e consumado a concubina dele. – Levantou o tronco. – Vamos garota, esqueceu que agora faço parte da guarda? – Disse fingindo certa braveza. – Se não o General Min vem me buscar pessoalmente.

 

– Tudo bem. – Sorri de canto. – E sei que está louca para saber o que aconteceu lá dentro. – A vi assentir enquanto pegava um vestido rosa bebê com espartilho marrom-couro. – Mas assim que acabar o comunicado, prometo que conto tudo. – Disse animada. – Em falar nisso, o que será que o Rei quer comunicar? – Mantinha minha formalidade mesmo com Anna.

 

– Estão todas querendo saber. – Ela completou me ajudando a me vestir. – Algumas especulam que o Rei dará a liberdade de escravos já outras... – Pausou enquanto puxava meu espartilho.

 

– Outras? – A incentivei a continuar.

 

– Que ele vai anunciar a nova Rainha. – Completou dando o nó em meu espartilho.

 

Meu coração palpitou.

Depois da noite que tivemos, cheia de confissões e promessas, sentia-me em nuvens.

Ele foi sincero comigo, se abriu e contou seus sonhos e o que mais queria, correspondi em mesmo tom e deixei bem claro o que eu realmente queria e a quem meu coração começou a pertencer.

Sim, eu tinha esperanças de que ele anunciasse que havia escolhido a Rainha e que ela seria eu.

 

[...]

 

Ao lado das demais concubinas, eu estava no salão do palácio real.

O trono estava alinhado ao meio, Hoseok e General Min estavam a direita enquanto Ella e Soohyun se encontravam a esquerda do assento real.

De um lado se encontravam os serviçais, soldados do exercito e alguns moradores, mais precisamente os chefes das vilas de Putin. Do outro lado, estavam a corte real, como os ministros e nós concubinas.

Namjoon entrou lindo e maravilhoso. Trabalhado no preto, sua roupa era incrível e a coroa em sua cabeça deixava nítida a sua imponência. Não posso negar o quanto ansiei por ele naquele momento, se eu tivesse em meu estado insano, o atacaria ali mesmo de tão charmoso e atraente que se encontrava naquelas roupas tão bem alinhadas e ajustadas ao seu corpo, deixando á mostra, o quão bem desenhado e dotado era seu corpo magro.

 

– Queria saudar a Putin, que atendendo a um pedido de urgência, veio até o Palácio para que lhes comunicasse algo de sumo importância. – Começou fazendo sua voz grave audível. – Durante alguns meses, estivemos observando e analisando dez concubinas. – Apontou para onde estávamos. – Com o intuito de que dentre elas, escolher a nova Rainha. – Olhou de relance para todo o povo quando voltou seus olhos para nós. – E em conjunto com toda a corte, meu conselheiro e General do exercito, Min Yoongi, com a aprovação das concubinas Reais Jeon Ella e Lee Soohyun, e com o apoio de meu irmão e príncipe, Kim Taehyung, já temos a escolhida. – Todos fizeram um “OH” em surpresa.

 

Meu coração parou.

Realmente era isso, ele escolheria a Rainha e um sorriso não saía de meu rosto.

Eu o fitava, era real, sim, real! Eu poderia gritar em plenos pulmões.

Não seria por interesses políticos, não seria por orgulho ou por ter sido mandado e sim por amor, Namjoon me escolheria como sua esposa, melhor, o Rei Kim me escolheria como sua Rainha e eu não poderia estar mais feliz, mas algo me incomodava.

 Enquanto eu sorria como uma garotinha de cinco anos, o via estar de maxilar preso e com um rosto serio e intimidador, ele estaria passando mal ou será que alguma coisa aconteceu?

 

– E de total apoio e mérito, Jung Maah é a escolhida. – Todos começaram a bater palmas, menos eu.

 

Então era isso... Jung Maah era a escolhida?

E nós dois? Foram mentiras todas as sua promessas?

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


E Então, o que acharam?
Depois desse love todo, foi a Maah? E essa historia da Rainha Vermelha e Branca eim?

Contem-me o que estão achando :)


Vamos lá para o nosso grupinho :) Quero bater um papinho com vocês :)
Prometo que não mordo, só se vocês quiserem hihihihi
https://chat.whatsapp.com/3hVGAyFSw6X0txc0zlX0Qz


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