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História Colisão - Capítulo 2


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Notas do Autor


Ola amores, tudo bom? então gente, esse ta curtinho mas ta como eu imaginei espero que curtam.

Capítulo 2 - Ironia


Fanfic / Fanfiction Colisão - Capítulo 2 - Ironia

A situação era surreal, assim que eu coloquei meus pés para fora do veículo, apenas encarei pela última vez seus olhos, de um negro profundo que me interrogavam com expectativa. Apesar do seu semblante frio e um tanto calculista, eu não me senti assombrada com a loucura daquele homem ou do momento mais estranhamente inusitado que já vivi, apenas me despedi e entrei em casa, chocada com o quanto as coisas podem mudar completamente da noite pro dia.

 

Ele era cotado como um dos caras mais desejados atualmente, estava entre as cinco figuras de maior interesse segundo a revista People desse ano, ele poderia ter qualquer uma mas, por algum motivo, parecia entediado demais para facilidades. Sasuke Uchiha aparentava ser um homem complexo, frio e naturalmente como todos os músicos tinha o seu toque de excentricidade, mas o que o levou a escolher a mim, dentre todas as mortais, sem dúvida era um mistério. Eu não possuía muitos muitos interesses ou aptidões além da medicina e mesmo assim, aqui eu estava, segurando um grande envelope um tanto quanto pesado em minhas mãos. 

 

Minha casa, parecia até mais silenciosa, enquanto meus pensamentos eram uma confusão. O silêncio em minha residência parecia intensificar o barulho em minha mente, aquilo era um completo desastre, eu sabia, mas era algo que eu não conseguia ignorar. Eu ainda não havia aberto aquele imenso pedaço de papel, mas ele parecia me chamar de cima da mesa, como quem dizia: “ dance comigo essa loucura”.

 

Tomei um longo banho relaxante, porém sem nenhum efeito sob meu corpo e mente exaustos pelo trabalho difícil que às vezes era a minha profissão. Ser médica tinha seus dramas e hoje eu teria que lidar com isso e mais os de Sasuke.

 

Suspirei pela milésima vez. Tomada pela curiosidade, fiz o que precisava, li finalmente o conteúdo com a maior atenção possível, eu não sabia como aquilo poderia ser verdade, mas era, era a minha pesquisa, o meu projeto, e mais... um contrato investindo não só nisso como em um novo centro para ela. 

 

Eu estava chocada, como ele sabia ? Como poderia ? 

 

“Faça pelas crianças” era o que ele havia dito, com seu maior tom de arrogância sabendo exatamente onde me atingir, para me convencer a aquela loucura. Ele era um manipulador, e bem eficiente.

 

Era incrível nossos caminhos terem se cruzado justo hoje, o destino è realmente algo impressionante, ri da ironia que era tudo isso. Eu entraria em combustão a qualquer segundo, aquilo era bom demais pra ser verdade. 

 

•••

14 horas antes 
            15:31 PM
            Hospital ...

 

Atendi o telefone temerosa, já sabia do que se tratava, mas esperei mesmo assim o início da conversa. Aquilo não era bom, eu odiava todo esse controle, mas aqui estava eu, completamente passiva perante ao telefonema do meu pai. 

Eu já era adulta e dona do meu próprio nariz, da minha própria vida e mesmo assim só isso não era o suficiente para me fazer dar voz aos meus pensamentos. 

 

— Sakura está me ouvindo ? — perguntou meu pai irritado do outro lado da linha, era óbvio que eu não estava, eu nem queria atendê-lo, mas eu era medrosa para decepcioná-lo com essa verdade. 

 

— Sim pai, eu estou. — respirei fundo. 

 

— Você já sabe!— alertou ele. — Seja confiante, esse è o fruto da sua dedicação. Não me decepcione. — ele disse quase como uma ordem. 

 

— Sim pai, — exclamei cansada respirando mais a vez profundamente. — Eu sei, farei o possível, obrigada.— foi o que eu disse antes desligar. 

 

A secretária me chamou e eu me dirigir a sala do superior responsável por esse tipo de requerimento. Eu havia trabalhado muito e finalmente estava pronta para iniciar as pesquisas com pacientes, porém eu precisava da autorização e do financiamento adequado, è claro, sem cash não teria como prosseguir. 

 

Adentrei na sala com o coração pulsando, em uma instabilidade que te faz suar e se perguntar mil vezes se tudo dará certo ou se questionar sobre si mesma, uma sensação suficiente para me deixar zonza. 

 

Encarei seus olhos de um castanho avermelhado intenso, que me petrificou instantaneamente, aquilo não poderia ser mais injusto. Suas intenções estavam nítidas e destacada naquele olhar tão cínico e amargo que me fazia querer vomitar... Ele não me daria o que eu queria. 

 

— Sente-se Dr. Haruno!! — Seu olhar acompanhou meus movimentos e se fixou momentaneamente na extensão de minhas pernas meio exposta devido a saia que eu usava. Não era segredo eu exibi-las vez ou outra e seu comprimento não abria margem a imaginação masculina, ela não era provocante ou algo assim, era social, do tipo adequada ao meu ambiente de trabalho e a essa entrevista, porém a conotação exibida em seus olhos me fez duvidar do meu discernimento. 

 

Ele cruzou as mãos sobre a mesa e suspirou profundamente quando eu me mexi desconfortável na cadeira. 

 

— Eu li seu projeto, ele é muito... — começou ele com um fino sorriso de prazer dançando em seus lábios — Interessante. 

 

Suspirei profundamente com a situação tentando não criar expectativa diante daquele suspense terrível. Eu sabia a resposta que viria a seguir. 

 

— Infelizmente sua proposta foi negada. — disse ele cínico sem nem se esforçar para esconder o seu divertimento, diante daquilo. 

 

Ele havia sido promovido recentemente, posição essa, que esbanjava para mim com superioridade agora, passando com um caminhão em cima do meu ego. 

Ele não era o mais ideal para aquele cargo, na verdade haviam profissionais muito mais qualificados para isso. Todos sabiam, na verdade até mesmo ele deveria ter consciência disso, mas o mundo é injusto. Ele era rico, filho de pais influentes, bonito e ainda por cima homem, não dá para competir com isso, infelizmente. Nós mulheres sabemos bem o que significa, às vezes é difícil ser do sexo dito como “frágil”, esse desequilíbrio é um saco.

 

— Entendo, obrigada... — me despedi com um aperto de mão e sai pela porta.

 

Eu queria me sentir frustrada por todo o meu esforço ser desvalorizado por um idiota, mas não me decepcionava, no fim sempre tem um pedaço de merda no seu caminho, são coisas da vida sabe? Hora a gente pisa, hora a gente desvia. Infelizmente dessa vez eu pisei. 

 

Hidan era exatamente como eu imaginava, eu não estava impressionava, só me irritava não ser capaz de fazer nada a respeito. Ele estava jogando sujo, queria me ver como uma de suas conquistas, como um de seus troféus empoeirados. Ele era mimado de mais para entender o significado da palavra não ou para aturar o meu talento anos luz na sua frente, ele queria poder encher seu peito para se gabar, queria me desvalorizar para seus puxa sacos e amigos, se é que tinha algum verdadeiramente. Nem seu charme e beleza natural eram o suficiente para esconder a sua prepotência e narcisismo e isso me dava pena. 

 

•••

14 horas mais tarde. 

 

Observei os primeiros raios de sol entrar pelo tecido fino da janela, o sono me alcançava com força, mas eu ainda permanecia desperta sob a maciez da minha cama e antes de me permitir abater pelo cansaço, sorri pela a ironia que era fugir de um louco correndo direto para outro. 

 


Notas Finais


Enfim, é isso gente, até o próximo cap, se houver erros me perdoe é que eles brotam juro kkkkk beijinho


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