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História Coliseu - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olá, essa é a minha primeira histórias. Espero que você goste da leitura. Eu pretendo postar semanalmente cerca de 2 capítulos. (pretendo rs) E a minha história tem como intenção mesclar com música (não, não é um musical hahaha) estou apenas avisando e você provavelmente vai entender como pretendo fazer essa mesclagem. Estarei sempre aqui para dúvida, elogios e até criticas (desde que sejam construtivas, pois eu já sou muito boa em me colocar para baixo, não preciso de ajuda nesse aspecto :P) No mais, também posto essa história naquela outra rede no qual não vou mencionar o nome hahahahaha mas não é plágio caso voces vejam algo lá na laranjinha. Beijos e abraços!

Capítulo 1 - Another One Bites the Dust


Fanfic / Fanfiction Coliseu - Capítulo 1 - Another One Bites the Dust

 

Encontro

substantivo masculino 1.ato de encontrar(-se), de chegar um diante do outro ou uns diante de outros."o e. dos amigos" 2.junção de pessoas ou coisas que se movem em vários sentidos ou se dirigem para o mesmo ponto.

3. 3  Acontecimento marcado. não pelos os envolvidos. mas pelo destino. 

Eu não gosto de festas muito tarde. Acho uma perca de tempo e só fortalece o cansaço rotineiro que eu já sinto. Se tudo tivesse início às 18 horas e terminasse às 23 horas o mundo seria um lugar melhor. Contudo, nem todos tem tanto tempo para problematizar isso como eu tenho, porque todos estão ocupados demais se preparando para as festas para pensarem sobre isso. Eu também estou nesse exato momento na mesma condição e acredito que não deveria estar pensando sobre isso.

"Não fique com essa cara, essa festa é tudo que você sonhou." Disse Angel tentando me consolar. consolar. eu precisava de consolo para ir em uma festa? Que tipo de pessoa eu me tornei?

"Eu não estou com essa cara. Está tudo bem, só não sei se a minha roupa está de acordo."

"Roma? É uma festa dos anos 90! Se você quiser ir pelada portando apenas um cigarro na boca você vai estar a caráter."

"Você tem razão." Deixei minha mala de raciocínio lógico para trás. Eu estava apenas indo a uma festa com as pessoas que eu gosto, não há motivos para inseguranças.

"Vocês estão prontas?" Disse Robert. 

"Sim" Eu estava sem criatividade para minha roupa. Odeio a subjetividade do anos 90 porque é uma linha muito tênue entre ser estilosa e ser apenas uma pessoa brega. Coloquei uma moon jeans clarinha, dobrando a barra da calça para que a minha meia calça vermelha ficasse a mostra e um top preto. O melhor era o meu acessório: um óculos velho onde dizia feliz anos 2000. Provavelmente eu iria perdê-lo pois em 30 minutos eu já estaria na minha terceira caipirinha sem saber nem o meu segundo nome. Prioridades.

Quando chegamos na festa era o mesmo pessoal de sempre da capital. Não muda muito. A mesma galerinha querendo se provar como diferente. Não que isso seja de fato um defeito. A decoração é a mais colorida possível. Neon de todas as cores. E a música é boa. Você sentia a nostalgia. E eu me peguei sentindo saudade do que eu nem sequer havia tido oportunidade de viver. A noite seria ótima.

Eu já estava no quinto drink na minha contagem regressiva. Faltava mais cinco e eu já poderia ir embora. tudo certo...ou não. É engraçado olhar para as pessoas bêbadas estando bêbada. É quase como se eu pudesse ter acesso a áurea de cada uma delas e conseguisse absorver toda sinceridade que o álcool me permitisse alcançar. Enquanto eu tirava minhas conclusões sobre pessoas desconhecidas me senti observada. Fiquei receosa achando que eu apenas estava enlouquecendo, mas quando olhei para o outro canto da festa, notei que um rapaz de camisa branca me observava. Eu não possuo autoconfiança suficiente para perpetuar um flerte, então logo desvio o olhar. E tento prestar atenção na música. Começa a tocar another one bites the dust do Queen. A música me distrai mas não alivia a apreensão que eu sentia tendo aquele olhar sobre mim. Tomo um gole do meu drink para criar coragem para encara-lo. Ele me distribui um sorriso e começa a cantar uns versos da música que são ofuscados pelo barulho da festa, mas a leitura labial que eu estava fazendo era suficiente.

"Steve walks warily down the street with his brim pulled way down low.."

Eu sou acometida por uma coragem desconhecida e dou continuidade a música mantendo meus olhos fixos nele. Esse desconhecido poderia realmente está cantando para mim. Ou eu apenas estou muito bêbada.

"...Ain't no sound but the sound of his feet machine guns ready to go..."

"...are you ready, hey, are you ready for this? Are you hanging on the edge of your seat?.." Ele não só continua como também se aproxima do meio da pista e eu fico efervescente. Eu não estava delirando.

"Out of the doorway the bullets rip ro the sound of the beat, yeah!" Eu me divirto e completamente desacreditada resolvo me aproximar cantando. Ficamos frente a frente, seguindo a nossa interpretação pessoal daquela música e nós completando.

"...another one bites the dust!..." E o grande climax chega. Nós não nós beijamos. Ele me vira e começamos a dançar o refrão. Construímos uma sintonia que eu jamais havia sentido. Foi tudo extremamente intenso naqueles 3 minutos que a música durou. Parecia que eu acordava com ele todos dias e que nós nos conhecíamos há anos. Poderia ser só uma dança e provavelmente eu nunca o veria de novo mas eu nunca conseguiria esquecer aquele olhar que me escolheu no meio da multidão. Claro que silenciei todas esses meus sentimentalismos quando saímos para o terraço para conversar. Não queria assustar ninguém com o meu sentir, muito menos que ele acreditasse que eu queria me casar com ele. Até que deu vontade, mas ele não precisava saber disso agora.

"Você dança muito bem."

"Você também." Agradeci timidamente. Não que timidez seja um traço da minha personalidade. Muito pelo contrário, se você me der corda eu me solto mais do que deveria. Entretanto, é difícil se soltar quando você consegue sentir que realmente estão prestando atenção em você. Estava sendo tudo mais difícil com aqueles olhos com tons verdes mantendo contato visual sem nenhum pudor.

"Você fuma?" Ele perguntou enquanto acendia um cigarro.

"Não." A realidade é que eu era uma chaminé, mas eu estava tão eufórica que eu não iria conseguir nem segurar o cigarro direito.

"Acompanhada de uma melodia você me parece mais solta."

"Eu posso parecer muitas coisas para você hoje, principalmente, porque você não me conhece." Desvio o olhar e tento me entreter com a paisagem que aquele terraço me oferecia. Ele se aproxima e com sua mão coloca novamente meu rosto em seu campo de visão.

"Eu adorei você." Eu estava completamente enfeitiçada. Olhar para seus lábios e seus olhos era o meu delírio. Estávamos compartilhando a mesma respiração e isso me deixava ainda mais entorpecida. Contudo, o que estava destinado a mim era o desejo e não a concretização.

"H, temos que ir." Um rapaz aparentemente mais velho nos interrompe. Droga. Ele acaricia meu rosto e se despede sem dizer nenhuma palavra. E eu o observo deixar o terraço e rapidamente desaparecer na multidão.

 



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