História Collateral Damage - Klaroline (AU) - Capítulo 21


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Categorias The Originals, The Vampire Diaries
Personagens Caroline Forbes, Klaus Mikaelson
Tags Klaroline, The Originals, The Vampire Diaries
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Palavras 5.455
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Famí­lia, Festa, Ficção, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Leiam as notas finais por favor e respondam o que eu pergunto lá. Boa leitura e perdão caso haja erros ortográficos que atrapalhem a leitura.

Capítulo 21 - 20


Fanfic / Fanfiction Collateral Damage - Klaroline (AU) - Capítulo 21 - 20

— Senhor tem um bloqueio logo adiante. — O motorista chamou atenção de Stefan, que estava entretido demais lendo as mensagens em seu próprio smartphone. Ele se virou para ter uma melhor visão e conseguiu ver, a uns 500 metros, homens parados na estrada, todos com o mesmo estilo de roupa, aparentemente.

— Pode prosseguir. — Ele falou, e a velocidade do veículo retornou à mesma que anteriormente.

Assim que chegaram na barreira, um homem se posicionou ao lado da porta do motorista, que logo tratou de abaixar o vidro.

— Documento, por favor. — Pediu, olhando para dentro do veículo. Assim que avistou Stefan no banco traseiro, pediu o dele também. Com o vidro abaixado, ele o chamou.

— Você é novo aqui? — O Salvatore perguntou. Com um aceno do homem, ele continuou. — Bem, então acho que você não tem conhecimento, mas eu quero te avisar que não preciso de permissão para entrar nessa área. Eu sou Stefan Salvatore. — Falou, mostrando a identidade.

O funcionário olhou ao redor, depois voltou o olhar para dentro do carro novamente.

— Desculpe senhor Salvatore, mas eu recebi ordens do senhor Marcel e ele não deixou seu nome autorizado para prosseguir. — Informou.

Stefan bufou. — Marcel não precisa deixar, eu não preciso de nenhuma permissão, como já falei. Onde está o seu superior? — Perguntou e o homem se virou, chamando o nome de outro.

Bem, aquele Stefan conhecia, infelizmente.

— Salvatore, que bom vê-lo por aqui! Tendo problemas com o nosso novo homem? — Diego, um dos braços direitos de Marcel – e acredite, aquele polvo tinha muitos desses – perguntou, com toda a sua falsa simpatia mesclada com sua arrogância habitual.

Stefan riu. — Pelo visto sim, mas não me lembro de ter sido informado que novas barreiras haviam sido postas pela cidade.

Diego fez uma expressão de pesar, se encostando no carro.

— Bem, talvez seu amigo não esteja sendo tão honesto com você quanto pensa. — Disse, deixando a frase no ar, mas Stefan entendeu perfeitamente o que ele quis dizer e a "intriga" que ele estava tentando formar.

Aquilo não daria certo, no entanto.

Stefan ainda não havia entendido como ainda estava salvo dos ataques de irá de Marcel e seus homens. Quando o Salvatore mais novo apareceu em Chicago, cinco anos atrás, Klaus o tornou seu braço direito – assim como companheiro em várias matanças – e logo ele estava com Rebekah, de quem Marcel não conseguia disfarçar que era apaixonado. Se fosse qualquer outro, já teria se livrado de Stefan a muito tempo, mas Marcel era um tipo diferente de adversário.

Ele era astuto. Ele preferia usar seu charme e dom de fala e conhecimento do que força bruta, ou seu exército de homens, o qual ele não media em esbanjar pela cidade.

— Talvez você esteja certo. Por que não vai questioná-lo pessoalmente sobre sua honestidade? — Desafiou, estreitando os olhos, vendo Diego se afastar, se irritando facilmente.

Ele até poderia estar certo sobre o domínio e território de Marcel no momento, mas sabia perfeitamente que Klaus ainda era o dono de toda aquela cidade sangrenta e, quando ele não estava presente, Stefan assumia seu lugar e, mesmo estando mais controlado ultimamente, não era bom desafiar o "Estripador".

— Deixem-no passar. — Diego gritou para os homens armados que bloqueavam o caminho. — Bom passeio, Salvatore. — Disse com um tom irônico e então deu algumas batidas leves no carro, quando o mesmo começou a se mover.

— Siga até a casa principal, Joseph. — Ordenou e o homem assim o fez.

Assim que o carro parou no pátio principal e Stefan saiu dele, outros homens igualmente uniformizados foram até o mesmo.

— O senhor pode encostar, por favor? — Um loiro falou, apontando para o carro. Com um suspiro, Stefan fez. O outro rapaz o revistou rapidamente, tirando do coldre de couro que estava na parte de trás da calça uma pistola. — Nós ficaremos com isso, você terá de volta quando for embora.

— Agora me siga. — Disse o loiro novamente. Vendo que Joseph se moveu na intenção de o seguir, Stefan interviu na ação.

— Me espere aqui. Não vou demorar muito.

Já dentro da casa de Marcel, Stefan não teve nenhuma novidade. Bom, não além dos diversos segurança tanto fora quanto dentro dela.

— Porra Marcel, eu preciso que alguém me leve para casa, você pode me conseguir isso com um estalar de dedos, então faça logo. — Uma voz histérica gritou.

— Eu não vou mover nenhum dos meus homens por alguns dos seus caprichos. Chame um táxi. — E então lá estava Marcel Gerard, descendo as escadas atrás de sua puta, Sophie Deveraux. — Tome, pague com isso. — Falou, segurando o braço dela e colocando alguns dólares em sua mão.

— Eu não sou a sua puta, Marcel.

Mentira! Stefan pensou, apenas como um espectador do espetáculo.

— Eu realmente pensei que você já tivesse entendido isso. Guarde seu dinheiro para alguma vadia que possa pagar nas boates da cidade, mas eu não sou uma delas.

A próxima coisa que Stefan viu após a fala de Sophie foi a cara irritada de Marcel enquanto ela saia da casa.

— Ah Salvatore... — Marcel começou, fazendo uma pausa quando o som estrondeante da porta batendo preencheu a sala. — As mulheres, sempre tão dramáticas.

Terminando de descer os degraus como se estivesse pisando em barras de ouro, Marcel se dirigiu até o mini bar montado bem próximo da escada.

— Bourbon? — Perguntou, levantando um copo para Stefan, como em uma indicação.

— Não, estou bem, obrigado.

— Devo admitir que quando fui informado que você estava vindo em direção à minha propriedade, fiquei confuso e me perguntando: "O que traz o Estripador até minha casa? Será que finalmente alguém veio cobrar por meus pecados?" — Riu no final da sentença, que continha todo o estilo de dramaturgia que o próprio Klaus havia ensinado para o bastardo.

Infelizmente ainda não, Stefan quis dizer sobre o discurso.

— Mas ainda não estou certo disso... Me diga, Stefan, o que o traz aqui? — Perguntou, tomando um generoso gole da própria bebida.

Stefan se sentou no sofá atrás de si, Marcel fez o mesmo, mas na poltrona de couro próxima do bar.

— Klaus pediu para que eu viesse, na verdade. Pretendo falar com Davina, ela está?

Marcel semicerrou os olhos. — Que assunto você pretende falar com ela?

— Olha Marcel, eu sei que você é o responsável por ela, mas Davina já tem idade suficiente para cuidar de seus próprios negócios, agora economize o meu e o seu tempo e me diga: ela está ou não? — Perguntou novamente, mas dessa vez sem qualquer paciência.

Marcel ficou em silêncio por alguns segundos, seu olhar fixo no copo que segurava, antes de se levantar. — Ela está na sala de estudos, venha.

— Conduza o caminho. — Disse Stefan se levantando e seguindo Marcel até o corredor e, no fim dele, encontrou Davina em um dos quartos, escrevendo em alguns papéis que estavam postos sob a escrivaninha.

Assim que os viu, ela levantou a sobrancelha direita, deixando ainda mais visível os belos olhos.

— O que fazem aqui? — Ela perguntou.

— Stefan precisa conversar com você, a mando do Klaus. — Respondeu, caminhando até a porta. — Vou deixar vocês dois a vontade. Seja educada, Davina. — E assim ele se foi, fechando a porta.

Stefan avançou alguns passos. — Eu não me lembro de ter negócios a serem tratados com você, ou com Klaus. O que você quer? — Quis saber, nem um pouco educada.

Stefan se sentou de frente a ela, com uma perna sobre a outra.

— Na verdade eu não estou aqui para conversarmos sobre negócios, Davina, nem ao menos sabia que você administrava algum. Eu vim aqui para conversarmos sobre Kol e, qualquer coisa relacionada com os Mikaelson é de interesse do Klaus, ainda mais quando se trata de um novo relacionamento. — Explicou, atendo às reações dela.

Olhando-o diretamente, ela perguntou: — Do que você precisa saber?

A medida que o carro ia se distanciando das ruas movimentadas de Richmond, os buracos aumentavam e com isso, o balanço dentro do carro.

— Por quanto tempo mais continuaremos em estrada de terra? — Klaus perguntou ao taxista.

— Até chamarmos à prisão, senhor. — Respondeu o homem o olhando pelo retrovisor.

Merda.

Caso aquela viagem até a Virgínia não tivesse sido feita de última hora, talvez ele não teria quem estar naquele desconforto, talvez até mesmo poderia usar um helicóptero e pousar em cima da cadeia, mas não havia programado nada e, caso fizesse aquilo sem antes uma negociação com o diretor da Smithsonian, ele poderia ser preso ali, e ninguém iria perceber. Mas veja só: comprar alguns guardas e o supervisor do dia era o suficiente para fazer com que sua visita sumisse no ar.

— Chegamos senhor. — Informou o motorista, parando o carro em um acostamento quase lotado que ficava do lado de fora da prisão. Ao longe, Klaus podia enxergar uma fila enorme que continha jovens, mulheres e crianças, todos para entrar na cadeia.

Ah, e escolher bem o dia também era algo importante.

Quando foi informado que Logan Fell não recebia visitas, Klaus soube que estava com sorte. Quem se importaria com as visitas de um estuprador? Ninguém, certo?

— Dia de visitas senhor, você terá uma longa fila de espera pela frente. Quer um cartão para que possa me ligar quando terminar aí? — O taxista perguntou, estendendo um cartão para Klaus.

Ele negou com a cabeça. — Não, obrigado. Na verdade, — Ele fez uma pausa, estendendo a mão até a mala que estava no outro assento e abrindo-a. — eu estava pensando em te dar quinhentos dólares agora e, caso você estiver aqui quando eu sair, mais quinhentos. O que acha? — Sugeriu, inclinando-se para poder olhar nos olhos arregalados do homem ao ver a mala cheia de dinheiro.

— Ma-mas é claro que aceito. Vou estar esperando aqui. — Falou sorridente, desligando o carro.

Klaus sorriu, tirando da maleta a quantia prometida, colocando-a na mão do homem. — Bom, então acho que temos um acordo.

Um com o diabo.

E então pegou o cartão do homem, sorrindo e saindo de dentro do carro amarelo, carregando sua maleta, claro.

Até pode-se pensar: 'Que idiota, pagou muito mais do que a corrida custou e sem garantia de como voltar para a cidade depois.' Bem, Klaus não pensava dessa maneira. Ele sabia perfeitamente como funcionava a mente de um homem comprado, ele ultrapassava até mesmo seus próprios valores morais por algumas notas. Um verme, ele podia garantia e esses não tinham limites.

— Senhor Mikaelson, fico lisonjeado com sua visita à nossa penitência.

O homem estendeu a mão para Klaus, esperando por um provável aperto, que nunca veio. Ele tossiu.

— Infelizmente nosso diretor, o senhor Soaréz, não pode estar presente por conta de algumas reuniões. — E da propina que Klaus havia pago a ele. — Mas acredito que conseguirá resolver o que for necessário comigo, senhor. — Disse o supervisor.

— Eu também penso assim. E então, já posso falar com o detento Logan Fell? — Perguntou, já impaciente.

— Sim, tudo está pronto, ele já foi transferido da solitária para a cela comum, como o senhor Mikaelson pediu.

Ou seja, mandou.

Klaus parou, um olhar de estranhamento no rosto. — Eu não me lembro se ter mandado que fizesse isso, senhor Morgan. — Sibilou.

O homem deu uma risada como se tivesse achando alguma real diversão, continuando a andar pelos corredores cinza. — O senhor Elijah telefonou no início da tarde dizendo isso e que o senhor havia dado a ordem. — Explicou. Klaus apressou os passos para o acompanhar, digerindo a informação nova.

— Ah sim, Elijah.

Foi tudo o que ele disse.

Como sempre seu irmão se metendo em seus negócios, provando o ponto de que na família não haviam assuntos pessoais, como o próprio Klaus dizia. Era amargo provar do seu próprio veneno. A pergunta que permeava era: qual o interesse de Elijah naquilo?

Klaus estava disposto a descobrir isso.

Ao passar pelas celas no corredor, Klaus viu muitos olhares curiosos sendo direcionados a ele; alguns ele conhecia, eram almas que ele só viu uma vez e depois esqueceu da existência e, a maioria ali, o conheciam.

— Vejam se não é O Lobo passando por nós, garotos. — Uma voz arrastada disse de dentro de uma cela.

— Será que ele finalmente estará se juntando a nós, meros mortais? — Outro questionou.

Isso Klaus poderia garantir que não.

— Senhor Mikaelson, o companheiro de cela de Logan está presentes mas ele foi instruído a não interromper. — Explicou o supervisor. — Aqui está a chave da cela. Esses dois guardas estarão do lado de fora para algo que precisar, mas mesmo assim o senhor ainda terá o controle.

Klaus assentiu, não dando muita importância.

Ele pariu em frente à porta da cela, que continha apenas uma minúscula abertura, provavelmente com o dever de possibilitar que a comida chegasse até os homens dentro. Durante a caminhada até o local, Klaus notou que ali, onde Logan estava, era uma área de segurança máxima, ao invés de ser juntamente com os outros estupradores.

Curioso.

Ao mover a fechadura, a porta foi aberta e Klaus parou na entrada do local, analisando-o.

Não era uma cela tão pequena como Klaus esperava. Era um cubo médio, com uma beliche em sua lateral direita, uma privada na esquerda e uma cadeira no meio, direcionada para a beliche, a qual Klaus imaginou que tivessem colocado para que ele sentasse. As paredes continuam um escuro tom de cinza que contrastava perfeitamente bem com todos os detalhes verde que estavam na porta, janela e lençóis da cela.

— Veja Logan, sua visita chegou. — A voz veio até os ouvidos de Klaus, que notaram a diversão exercida pelo dono. Quando seus olhos percorreram até o alto da beliche, notou lá a diversão no rosto do homem.

Christopher Montenegro, um chileno-americano. Seus pais haviam saído do Chile quando ele tinha apenas 2 anos, mas o espanhol ainda era falado na casa, o que o ajudou a ingressar no que chamavam de "Turma de Massachusetts", um cartel de drogas fracassado que havia falido três anos antes, o mesmo tempo em que o chileno estava na cadeia.

Ao olhar para a cama inferior, Klaus pôde ver Logan Fell, encolhido em um canto, parecendo entretido o suficiente com suas próprias unhas.

Dando alguns passos à frente, para poder olhar melhor o homem, Klaus constatou que era a mesma figura que havia visto em algumas fotos, mas com a barba maior.

— Então você é o ilustre Logan, de quem eu ouvi falar. — Klaus falou, com um sorriso – bastante forçado – no rosto, esperando que o homem o olhasse.

Nada.

— Você sabe quem eu sou e o que venho fazer aqui, Logan?

Nada.

— Você se lembra de quem feriu para acabar aqui?

Aí estava.

Logan moveu a cabeça, olhando para Klaus, mas não para seu rosto, mas sim para seus sapatos. Era o que parecia, pelo menos.

Klaus começou a observá-lo e realmente se controlou para não pular na cama e estrangulá-lo ali mesmo, até a morte.

— Ele não vai responder, senhor Mikaelson. — O outro falou. — Ele não fala com ninguém, apenas consigo mesmo e... — Ele parou.

Nesse momento Klaus o olhou.

— Ele o quê?

O homem suspirou, ponderando se deveria prosseguir ou não.

— Que merda ele faz, Christopher? — Perguntou, dessa vez com um pouco mais de impaciência presente na voz.

O homem arregalou os olhos, surpreso – não tanto – com o fato de Klaus Mikaelson saber seu nome. O que ele não saberia, afinal? Caso ele não falasse, Klaus o faria fazer.

— Tem noites que ele fica gritando pela garota. Acredito que seja a que ele bateu, você sabe, fora daqui.

Klaus estreitou os olhos, perguntando para Christopher, mas olhando para Logan. — E então o que acontece?

— Bem, os guardas usam a arma de choque para que ele fique quieto, mas tem vezes que o levam para outro lugar... Eu pensava que o levariam para a psiquiatria, mas dever ser a solitária, porque ele sempre volta. — Disse.

Curioso, muito curioso.

— Você sabe se ele já recebeu visitas aqui?

— Sim senhor, ele já recebeu, pelo menos foi o que eu ouvi dizerem, porque desde que estou aqui ele nunca saiu nos dias de visita, muito menos recebeu algo.

Certo, ele pensou, mas não falou.

Vendo que não teria a conversa desejada – nem a morte – com Logan naquele dia, Klaus começou seu trajeto até a porta, até que algo o fez parar.

Uma voz o faz parar.

— O nome é Caroline, a garota que ele fica gritando aqui.

Ele suspirou.

— Mas acho que você já sabe disso, certo? Você sabe o que ele fez com ela exatamente?

É claro que ele sabia.

— Ele quebrou ela.

Foi tudo o que Klaus disse, e Christopher assentiu, entendendo perfeitamente.

Klaus continuou seu caminho até a porta e saiu dali, sem olhar para trás. Assim que a porta foi fechada novamente, o homem na parte superior da beliche escutou uma voz se pronunciar, uma a qual ele tinha que conviver todos os dias, mas aos gritos, estridente, mas não da forma como estava escutando naquele momento.

— Eu consertei ela, foi isso que eu fiz, majestade.

No momento em que seus pés se deslocaram da escada do jato até o solo da pista de pouso, ele se arrependeu de estar ali, naquela cidade fria, sem Sol.

Não era como se Nova Orleans estivesse diferente, logo que os norte americanos também estava enfrentando um rigoroso inverno, mas aquela cidade era diferente, era sempre aquela tempo abafado e escuro.

— Senhor. — Um homem vestido com termo preto, um M gravado nele e uma gravata verde horrível apareceu em sua frente – de forma que parecia muito com Elijah –, estendendo um casaco. — O clima está mais frio do que prevíamos.

E realmente estava.

Os pelos do corpo de Klaus estavam arrepiados, por conta do vento gélido e da falta de casaco. No entanto, ele não aceitou o que o homem oferecia. — Eu não ficarei aqui por muito tempo. — Justificou. — O carro já está pronto?

O homem assentiu em concordância, apontando para um carro preto – como de praxe – que está a apenas alguns metros de distância de onde estavam.

Já dentro do veículo, o homem começou a dirigir para onde Klaus havia ordenado. Era longe do aeroporto particular que ele tinha comprado, era longe de tudo. Longe das ruas movimentadas e mórbidas de Londres, dos turistas, do London Eye, do rio Tâmisa e de todos os outros lugares que atraiam jovens em ficção. A realidade era que a Inglaterra era um lugar frio, que formava cidadãos frios que assim que crescessem iriam para longe da pátria, infectar alguns americanos que os recebiam de braços abertos. Foi assim com toda a América, certo? Cidadãos como Niklaus Mikaelson, cidadão britânico, londrino, criado por um monstro e treinado por outro, sendo esse último a quem ele estava indo visitar.

Ao ver uma placa indicando que estavam longe dos limites da enorme cidade, o homem sentiu um aperto no coração, vendo enormes pinheiros aparecendo em seu caminhos, eles estando plantados em meio a toda neve que caia naquela época natalina.

Era até bonito de se ver, as árvores decoradas para as festividades finais. Mas ali, naquela região, não tão longe de Londres, nada era encontrado, era apenas uma região esquecida pelos moradores, ainda mais por conta dos boatos de ser uma área amaldiçoada.

Era hilário quando as pessoas contavam sobre os corpos encontrados ali a cerca de 15 anos atrás. Pessoas decapitadas, estranguladas, torturadas, todas mortas. A polícia escolheu por fechar os casos como sendo ataques de lobos, lobos esses que nunca haviam sido encontrados, não naquela floresta. Eles não estavam totalmente enganados. Havia sido realmente um lobo, mas um de tipo mais... Humano.

Ao chegarem a um motel, Klaus ordenou que o homem saísse do carro.

— Senhor, eu não estou entendendo...

Klaus sentiu uma enorme vontade de revirar os olhos, mas resistiu a ela.

— Saia do carro e fique no hotel até que eu retorne. Agora me dê as chaves.

O homem parecia perplexo. — Senhor, eu fui contratado para levar o senhor e sua família onde me mandassem, mas isso...

— Você realmente sabe para quem está trabalhando, Bruce? — Questionou Klaus, com um tom ameaçador. — Eu creio que não, já que você está contestando a minha ordem. — Falou zangado e frustrado.

O motorista respirou fundo e logo o carro estava desligado. Ele estendeu a chaves para Klaus. — Aqui está, mas senhor, lembre-se de quem me mandou sair. — Falou, todo temeroso, abrindo a porta do carro e saindo do mesmo.

Medroso, Klaus pensou, se deslocando para o banco do motorista.

Ótimo, agora começaria a pior parte de toda a viagem.

Dirigir até a casa de Bill Forbes.

— Então eu apenas tenho que dizer para que ele deve me acompanhar para esse iate a qual fui convidada? — Uma confusa Davina perguntou, não sabendo muito bem se havia entendido tudo o que Stefan havia dito.

— E ele terá que te acompanhar porque Marcel não poderá ir por conta de outro compromisso. Entendeu?

Ela assentiu.

— Ótimo. Aqui está o convite com os detalhes. — Ele tirou um envelope e depositou na escrivaninha. — Não se esqueça de parecer convincente. — Falou ele, se levantando, dando como encerrado o acordo.

— Mas e a minha parte? — Ela quis saber.

— Você receberá seus papéis assim que chegarem ao iate.

Ela ia perguntar outra coisa, estava na ponta da língua, mas antes que pudesse, Stefan já não estava mais ali, o som da porta sendo sua única companhia.

Caroline saiu de seu quarto olhando para os lados, checando se havia alguém por ali. Mas é claro que havia. Um segurança estava parado praticamente na frente de seu quarto e havia outro a poucos metros. Eles não se moviam. Ela passou por ambos e assim que chegou nas escadas se preparou para começar a descê-las.

Isso não aconteceu, pois logo uma voz soou atrás dela, fazendo-a parar exatamente onde estava, com um pé já em movimento para descer o primeiro degrau.

— Caroline Forbes. — Mais um sotaque britânico, ótimo. Essa voz, assim como as outras, destacavam o seu sobrenome nos lábios. Ela não se lembrava de ser incomum seu sobrenome entre os ingleses.

Ela se virou, se deparando com ninguém mais ninguém menos que Finn Mikaelson, o membro da família que ela mais tinha aversão, depois de Esther, claro.

— Finn. — Ela falou simplesmente, esperando que apenas o cumprimento bastasse.

— Pensei que você sairia com Niklaus, já que está cumprindo muito bem o papel de cadela dele. — Ele falou, com um sorriso bastante audacioso e cínico.

Ele realmente havia a chamado de cadela? Ele havia mesmo usado aquela específica palavra?

— O que você disse? — Ela perguntou, com uma braveza que sempre continha dentro de si para usar em momento em que sua pele estava em um total tom de vermelho e seus punhos estavam cerrados juntos ao quadril, igual naquele momento, simbolizando sua evidente raiva.

Ele deu um passo a frente, seu sorriso apenas aumentando. — Se sentindo ofendida? Qual é, o que você pensa que todos dentro dessa casa pensam além de que você, uma garota desconhecida que apareceu aqui sendo carregada por Klaus, é uma cadela dele? Daquelas que ele vai se livrar o mais rápido possível, assim que conseguir o que realmente quer? — Ele riu, se divertindo bastante com a raiva da loira.

Assim que ele insinuou sobre o que Klaus realmente queria, ele notou que o olhar de Caroline se desviou. Rápido o suficiente para passar despercebido, mas não por o especialista em analisar pessoas nos negócios da família. Finn era um puto psicanalista de merda, então é claro que ele notaria aquilo.

— Ele já conseguiu, não é? — Perguntou, e aquele maldito sorriso continuava ali, com até mesmo um pouco da coisa que Caroline mais odiava. Pena. Finn não precisava de resposta, o rosto desconcertado da loira revelava muito bem qual era ela.

Houve um silêncio entre eles e então um passo a frente da parte dele, que cruzou os braços, e um para trás de Caroline, que segurou no corrimão para que não rolasse escada abaixo.

— Me escute. — Começou em um tom sucinto. — Acredito que você, uma jornalista, saiba perfeitamente o que Klaus está fazendo, que é te ignorar. Ele nesse momento está em outro estado e fui informado que ele irá para outro país em seguida, então creio que ele realmente esteja te dando um, como é que você americanos chamam mesmo? — Ele fez uma pausa pensativa, como se fosse ser sarcástico em seguida. — Ah sim: gelo. Essa é a palavra.

Caroline o escutava atentamente, absorvendo as informações. Então Klaus sairia do país apenas porque eles haviam transado e ele não conseguia mais encarar a pessoa que ele havia colocado em apuros? E todo aquele papo de confiança? Ela sentiu seus olhos queimarem com lágrimas mas fechou-os, antes que se enchessem e ela chorasse ali, na frente de outro cretino, como o irmão.

— Pois bem, minha mãe, se preocupando com a sua segurança, decidiu mandá-la para outra cidade, em outro país, onde temos total controle e ninguém poderá te achar.— Ela não comprou a ideia da preocupação de Esther, mas não interrompeu. — Você estará dentro de uma casa longe de sua casa, mas assim você já está aqui, não é? A diferença é que você não terá que ver uma pessoa que não consegue nem ao menos te encarar. Assim que tudo estiver resolvido, você estará livre para seguir sua vida normalmente e, se precisar, poderemos arranjar para você um passaporte e nova identidade.

Bem, aquilo era uma proposta muito tentadora. Ela semicerrou os olhos.

— Mas? — Perguntou, encarando-o.

Ele deu uma risada anasalada. —Garota esperta. Nós só temos uma condição, nada que irá arrancar seus braços ou algo assim, mas isso minha mãe irá te esclarecer mais tarde. E então, o que acha? — As sobrancelhas dele estavam arqueadas, na expectativa de uma resposta.

Caroline mordeu o lábio. Não havia muito o que pensar. Finn estava certo, estar isolada ali ou em qualquer lugar do mundo não fazia qualquer diferença. Bem, na verdade havia.

Ele.

Assim que sua mente passou por Klaus Mikaelson, ela balançou a cabeça, tentando se livrar de seus pensamentos. Ele realmente não se importava, afinal ele não havia feito nada além de mandá-la esperar cada vez mais.

Ela respirou fundo.

— Quando eu irei embora?

— Na virada do ano. — Respondeu.

— E isso é daqui a seis dias.

Sim, exatamente dali a seis dias.

Ótimo.

Finn ficou ali, encarando-a, esperando por uma resposta.

— Está bem, eu aceito.

Um sorriso satisfeito apareceu em seu rosto. — Ótimo. Daqui à três horas me espere no hall principal, será quando os outros convidados terão chegado. Vamos encontrar minha mãe em seguida. Não se atrase.

E então ele virou as costas, deixando-a ali, no topo da escada, como anteriormente mas, dessa vez, com muitos outros pensamentos perturbadores.

A arma em seu coldre fazia uma pressão em seu quadril que o dava uma sensação de conforto, como se naquele momento as coisas estivessem certas. E estavam. O carro já havia atravessado os limites de Marcel e um suspiro saiu de sua boca quando não teve que encontrar com o moreno nesse processo.

Seus pensamentos estavam na segurança que teria de ser reforçada no réveillon, tudo por conta de uma briga infantil de poder entre os Mikaelson e os Petrova.

Desde que Stefan conhecera Klaus em Chicago, quando ele estava no fundo do poço por seu irmão mais velho – Elijah – ter o traído juntamente com sua noiva – atualmente morta – e toda a família o ter virado as costas e estar depositando tudo isso em mortes por toda a cidade, assim como Stefan, que Klaus falava como tinha uma vontade inexplicável de colocar uma bala no meio da testa de Silas.

Stefan não o culpava, nem um pouco na verdade. Todas as quatro vezes que encontrou pessoalmente o homem nas reuniões do Alto Consulado, teve a mesma vontade. O clima entre ele e Klaus estava sempre tenso e o Salvatore não sabia como o Mikaelson ainda não o havia matado. Bem, na verdade sabia sim, todos sabiam e agradeciam por esse fato que impedia desse confronto acontecer.

Agora Stefan não sabia se em um iate do próprio Silas isso poderia ser evitado, mas ele esperava, realmente, que isso acontecesse.

Stefan estava com a cabeça encostada no vidro olhando para o lado de fora da janela, foi então que viu uma figura conhecida caminhada pela estrada que dava para os bairros da cidade.

— Joseph, pare. — Ordenou e o motorista assim o fez, sem retrucar.

Quando a mulher estava prestes a passar pelo carro parado, com um passo apressado, Stefan abaixou o vidro e a ofereceu uma carona e, vendo quem era, ela não recusou.

Sophie sentou ao seu lado e eles ficaram em silêncio até que o carro voltasse ao movimento.

— Então você estava falando sério sobre não aceitar o dinheiro dele. — Stefan observou, vendo como ela estava suada.

— E quando eu não estou? — Ela revirou os olhos, virando-se para a janela e abrindo a mesma. — Posso? — Perguntou, mostrando o cigarro para Stefan.

— Como quiser. — Disse, retirando um isqueiro do bolso da calça e acendendo o utensílio tóxico na boca de Sophie. — Você tem algo para mim? — Ele perguntou, aguardando por uma resposta da morena.

Ela riu. — Esperando precipitadamente pelo presente do Papai Noel, Stefan? Pensei que fosse mais paciente.

Ele deu um sorriso, forçado, mostrando seu descontentamento. — Seja rápida e diga se tem.

Sophie bufou. — E eu pensando que você era o mais calmo deles. — Fez uma pausa. — Certo, hoje é seu dia de sorte.

— Eu já notei isso. — Seu sorriso alargou.

— Uma loira esteve no bar hoje, com a Sage e justamente nesse dia Marcel resolveu dar um de seus shows. Adivinhe quem ele foi pessoalmente cumprimentar? — Perguntou, mesmo sem esperar uma resposta. — Exatamente, as duas. Até aí tudo bem, mas ele se irritou em algum momento. Eu não entendi ao certo o motivo, mas vi que a estranha acabou aborrecendo ele, você sabe como ele é quando não consegue esconder a antipatia por alguém e acredite, ele não gostou dela.

— O que mais? — Ele perguntou.

— Quando elas estavam indo embora Sage falou para ele o nome da loira. É verdade o que ela disse? — Ela questionou para Stefan.

— O que ela disse? — Mesmo sabendo exatamente para onde aquela conversa estava indo, ele quis saber.

— Que o nome dela é Caroline Forbes. Isso significa que...

— Ela é filha de Bill Forbes, sim, é verdade.

Sophie ficou em silêncio por alguns segundos, digerindo aquilo. Logo, eles já estavam em frente ao prédio onde ficava o apartamento dela.

— Deus, Marcel está tão ferrado.

E ele realmente estava.

O cheiro proporcionando pela neve era sufocante. Seus pulmões eram pressionados e sua pele não aceitava tão calorosamente aquela temperatura. Seus sapatos estavam atolados pela neve e ele quase conseguia sentir como se água estivesse molhando seus pés. Quase. Em sua frente estava uma casa, uma casa estranhamento comum, pouco diferente das americanas por conta da falta de madeiramento na estrutura externa, sendo isso substituído por diversos tijolos alaranjados que dava um ar ainda mais quente àquele espaço, por mais que tudo estivesse coberto pela neve.

Ele estava parado em frete a porta, seu dedo percorrendo a minúscula distância até a campainha, mas então sua mão se fechou e sua mente se abriu, lembranças tomando conta dela.

“Quem são os Petrova?” Ele perguntou olhando para Bill, esperando por uma resposta.

Ele pareceu pensar um pouco antes de responder.

“Bem isso é relativo.” Ele riu. Vendo que o garoto não entendeu, ele prosseguiu: “Eles podem ser seus melhores aliados em um momento de precisão, mas lembre-se: eles são como baratas, e você sabe o quão difícil é matar essas miseráveis?”

Klaus estava ansioso para saber.


Notas Finais


Então gente, o que acharam? Por favor, me digam o que acharam de cada detalhe desse capítulo que foi feito com tanto carinho pra vocês!

Me digam o que esperam dos próximos (e últimos até) capítulos.

ESTAMOS NA RETA FINAL.

Me respondam: querem uma segunda temporada e, se sim, o que esperam para ela?

Beijos!


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