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História College - UCLA BRUINS - Capítulo 22


Escrita por: badgalkel

Capítulo 22 - Should I stay or should I go?


Fanfic / Fanfiction College - UCLA BRUINS - Capítulo 22 - Should I stay or should I go?

Aquelas paredes acinzentadas e limpas passavam a sensação de frieza que condizia perfeitamente ao lugar. Cores neutras espalhavam-se por todas as partes e detalhes, mesmo os uniformes dos seguranças que faziam a vistoria dos presidiários. O cheiro de produto de limpeza barato causava-lhe certo enjoo e a cada puxada de ar que seus pulmões eram obrigados a fazer, mais ela se sentia tonta.

Makayla foi direcionada à uma sala igualmente cinza e parcialmente vazia. No local havia cadeiras dispostas em frente a cabines com vidros à prova de balas que dispunham de telefones que serviam de comunicação com a pessoa que estiver do outro lado, dois seguranças armados faziam a supervisão da conversa que viria a acontecer.

A jovem sentou-se em uma das cadeiras e aguardou.

Não se demorou muito até que um apito soasse, indicando a liberação da porta lateral que dava acesso à cabine, e que um abatido Nicolas Pierce passasse por ela usando o fatídico macacão laranja. Aquela era a única cor viva ali.

O rapaz não escondeu a surpresa que teve ao perceber quem estava ali, já com o telefone sob o ouvido e ansiosa por vê-lo. Rapidamente ele se sentou de frente à Makayla, separados pelo vidro, e pegou o telefone disposto do seu lado.

- Macky...

- Oi Nick. – ela disse sorrindo, com os olhos marejados.

- O que veio fazer aqui? – ele perguntou sentindo seus olhos encherem d'água e sua visão embaçar.

- O óbvio. – ela respondeu dando de ombros. – Vim te visitar.

- Por quê? – ele indagou confuso e envergonhado.

- Porque apesar de tudo você é meu irmão e não deixo de me importar com você.

Nicolas respirou fundo, desviando os olhos por um instante, a tempo de secar uma lágrima que escorrera de seus olhos.

- Que droga, Makayla. – ele resmungou, fungando logo em seguida.

- O que? – ela sorriu triste. – Pensou que mesmo aqui iria se ver livre da sua irmã caçula?

Nicolas ficou em silêncio por um tempo, apenas encarando uma das mulheres mais importantes da sua vida. Um pena que tinham que se encontrar em tais condições, ele sentia extrema vergonha agora.

- Pensei que estava puta comigo. – desabafou.

- E estou! – afirmou. – Isso tudo foi uma grande merda.

- É, uma das maiores. – ele refletiu. – Achei que nunca mais iria querer me ver.

- Eu deveria ter vindo antes, Nick. Me desculpe. – admitiu, sentida.

- Tudo bem, você precisava do seu tempo. Eu entendo isso. – ele sorriu.

- Eu só... – sua voz foi sumiu.

- Está se perguntando o porquê, estou certo? – Nicolas arqueou uma sobrancelha, sorrindo.

Ele conhecia a irmã como ninguém. Makayla sorriu.

- Tenho uma ideia, mas prefiro ouvir o seu ponto de vista.

Nicolas suspirou pesado, ganhando tempo para pensar em um motivo significante o bastante. Mas nada vinha à sua mente agora.

- No início parecia fazer sentido. – ele revelou. – Pensava que, como o papai nunca me daria a posse da empresa, eu teria que me virar para ganhar a vida.

- Com tráfico de drogas, Nick. Sério?

- É um dos negócios mais lucrativos de todo o mercado, querendo ou não. – informou, dando de ombros. – Incontáveis são os usuários e a quantia absurda que gastam com as drogas.

- Ainda assim, você não precisava disso. – relembrou.

- Não, não precisava. – ele sorriu triste. – Mas o papai estava me enchendo o saco, de que eu deveria fazer algo significante com a minha vida, ser mais um Pierce notável e fazer coisas grandiosas como ele e... Com você seguindo o caminho, ele não queria que eu fosse um fracassado.

Makayla engoliu em seco.

- Sinto muito que ele tenha te pressionado dessa forma por minha causa.

- Não foi... Por sua causa exatamente. Eu sei que ele teria pegado no meu pé de qualquer forma, você sendo a estrela da família ou não. Ele não é capaz de aceitar o fato de que nem todos nós somos espetacularmente brilhantes como ele que ergueu a empresa sozinho e "tals". Principalmente se for o próprio filho.

- E você foi para o lado negro dos negócios.

- Eu sabia que era errado desde o começo. Mas Macky... – ele suspirou. – Eu fui ficando prepotente, ganancioso... Todo esse poder de ter controle de coisas tão grandiosas me fez perder o controle de mim mesmo. Eu estava ficando obcecado por todo esse poder.

- E você... – ela interrompeu a própria fala, umedecendo os lábios antes de voltar a falar: - Seria capaz de machucar algum de nós para que tivesse todo o poder que queria?

Nicolas mirou a irmã nos olhos e isso o quebrou por completo. Ela tinha medo dele.

- Eu nunca... Jamais seria capaz de machucar vocês. – afirmou. – Apesar de ter minhas desavenças com o pai, eu nunca seria capaz de machuca-lo. Não fisicamente, ao menos.

Makayla respirou fundo.

- Você não sabia do que Charles era capaz...?

- Sim, eu sabia. – respondeu. – Por isso armei a coisa toda do meu sequestro. Porque ele queria ser mais persuasivo com o pai e, com isso, machuca-lo ou machucar você e a mamãe. Eu jamais me perdoaria se alguma coisa acontecesse a vocês e eu fosse o responsável.

Makayla sorriu triste. O silêncio tomou conta da sala novamente.

- Como ela está? – ele questionou. – A mamãe.

- Não sei, presumo que esteja bem. – Makayla deu de ombros. – Você tem falado mais com ela do que eu. Soube que ela te visita com frequência.

- Três vezes na semana. – afirmou sorrindo docemente. – Não pode ficar sem falar com ela para sempre, Macky. O que ela fez não foi certo, mas... Ela estava infeliz. E apesar de não ter sido uma boa esposa, ela sempre foi uma boa mãe.

Makayla ponderou por um instante, para então declarar: - Não tenho tempo para resolver isso agora. Depois que o papai me colocou como responsável interina pela parte judicial da empresa, eu mal tenho tido tempo para comer. – ela suspirou cansada. – Tive que desmarcar cinco reuniões para vir te ver hoje.

- Credo, por um minuto pensei que Richard Pierce estava na minha frente. – ele riu. – Ele vai acabar de consumindo. No final das contas, era o que ele queria. Que depois da faculdade você assumisse a empresa.

Eu nunca quis assumir a empresa. – revelou.

- Mas está se deixando levar e uma coisa vai levar à outra. – ele pontuou. – Está tão concentrada em organizar as coisas lá que parou a faculdade, Macky. Era para você estar se formando esse mês, não era?

- Sim, mas não vou deixar de terminar a faculdade. Estou vendo de fazer EAD para continuar aqui por Washington mais o próximo semestre. A empresa...

A empresa – ele a interrompe com uma voz afetada, rindo em seguida. – Vai ficar na empresa por mais esse semestre e depois no outro e no outro... Não era você quem queria sair desse lugar? Por isso tinha ido pra Westwood.

Makayla mordeu o lábio inferior, envergonhada.

- Sabe que se não sair agora nunca mais vai, não sabe? – Nicolas indagou suavemente. – O papai já está de volta, garanto que consiga segurar as pontas se você sair. Ele já fazia isso antes. Você não tem que ser babá dele Macky, ele é adulto e sabe se virar.

- Você não entende...

- Entendo. – ele assentiu sorrindo – Você está com medo de encarar a realidade fora da empresa e por isso se apoia nessa ideia de que tem que cuidar de tudo. Evita contato com a mamãe e aposto que nem com os seus amigos você fala mais.

- Isso não é verdade. – ela riu – Tenho saído com a Rachel e o Jackson todo final de semana. Aliás, vamos nos encontrar num happy hour mais tarde.

- Você sabe que não me referi aos amigos de Washington.

Makayla engoliu em seco e corou.

- Tenho falado com eles também. Aliás Josh, Jenna e Will me convidaram para a formatura deles no final do mês. – respondeu tentando não deixar transparecer a tristeza na voz.

- E você vai?

- Não tenho tempo...

- Sei. Tô sabendo. – ele assentiu compreensivo. – Só não se prenda á isso para sempre. Você tem que encarar o que vai ser daqui pra frente. Seja com seus velhos amigos ou fazendo novos.

Makayla sorriu compreendendo o porquê de de repente sentir a necessidade de visitar o irmão, mesmo sem ter ido uma única vez nesse um ano que ele está preso. Ela precisava de alguém que a apoiava, que fazia-a relembrar de seus objetivos e metas. Estava perdida com todas essas responsabilidades com a empresa da família sendo jogadas em seu colo e ela tendo que lidar com todas elas com maturidade.

Nicolas fora a pessoa que mais a apoiara quando ela decidira cursar uma Universidade do outro lado do país. Ele sempre fora um bom irmão, amoroso, respeitoso e atencioso. E a possibilidade de que essa pessoa havia se tornado um marginal, ela simplesmente não conseguia ver aquilo.

Por este fato Makayla demorou a visita-lo, não queria vê-lo naquele lugar desprezível, não queria ver que ele poderia ter se tornado uma pessoa completamente diferente da que conhecia. Mas agora que estava ali e comprovara que ele era ele mesmo, sentiu por não ter ido antes.

- Sinto sua falta, Nick.

- Eu sei. – ele sorriu convencido. – Sabe que eu sinto a sua também. Fico feliz que esteja aqui.

O celular de Makayla tocou dentro da bolsa.

Nicolas sorriu triste. Ele sabia que aquele era o sinal de que o tempo dela ali havia chegado ao fim.

- Prometo tentar voltar mais vezes. – ela sorriu.

- Não se preocupe com isso, eu sei que você vai voltar. Quero mesmo é que me prometa que vai dar um jeito de se libertar do papai. – riram juntos – Que vai seguir o seu caminho e que vai voltar a falar com seus amigos. Você precisa deles, Macky. E garanto que eles de você.

Makayla suspirou o sorriso desaparecendo do seu rosto.

- Principalmente aquele Kyle. – a jovem se surpreendeu quando o irmão citou o rapaz. – Fiquei sabendo que o garoto deu a vida pra te proteger. Você não pode simplesmente apagar alguém assim da sua vida.

Ela assentiu.

- Te amo, Nick.

- Também te amo, baixinha.

Makayla se despediu do irmão e saiu da sala acompanhada dos seguranças.

Era fato que Makayla não poderia apagar Kyle da sua vida tão facilmente, mesmo que a última vez que tivera notícias dele foi naquele fatídico dia no quarto do hospital há um ano. Makayla não tentara contato e o rapaz tampouco. Nas poucas ligações que tivera com Jenna, a amiga havia comentado algo sobre ele ter voltado a ser o canalha que era antes... Bem, antes de eles acontecerem.

Com o passar do tempo a rotina agitada da jovem e dos amigos foram os mantendo ocupados o bastante para ficarem mandando mensagens todo dia ou ligações semanais e eles acabaram se distanciando. Exatamente como Kyle havia dito que aconteceria.

Ele só estava enganado em uma questão.

Ela não conseguiu se esquecer dele. Não havia um dia sequer que ela deixara de pensar nele.

No entanto, toda vez que uma mensagem de Josh surgia na tela de seu celular à chamando para alguma viagem ou para que ela ao menos os visitasse, como havia feito no dia anterior à convidando para ir à sua formatura, ela se abarrotava de afazeres para poder dar desculpas convincentes que explicassem a sua ausência. Porque, na verdade, ela estava com vergonha de ter se afastado de todos por razões que, na época, pareciam incontestavelmente certas.

Sentia falta dos amigos, do calor da Califórnia, da rotina de universitária e, principalmente de Kyle.

O motivo que a fez dar um ponto final na relação parecia tão bobo e infantil agora. Imaginaria que ficaria um ou dois meses afastada e que esse tempo fosse necessário para que sua cabeça se organizasse. Mas a mudança só a fez se acumular de afazeres e retroceder para debaixo das asas de seu pai, e uma semana bastou para que concluísse que se afastar fora o pior erro de sua vida.

E ela se lamentava todos os dias por isso.

A rotina acabou a consumindo e a possibilidade de retornar e retomar de onde haviam parado foi se distanciando a medida que o tempo foi passando. Agora não tinha mais volta. Seria difícil demais voltar e saber que as coisas nunca mais seriam as mesmas.

Mas, assim como Nicolas acabava de comprovar, ela precisava dos amigos. Precisava fazer sua vida voltar ao sentido, voltar à trilha que ela estava percorrendo antes de tudo acontecer.

E ela precisava começar por algum lugar.

Já fora do presídio ela engoliu em seco antes de entrar em seu carro. Respirou fundo, irritada quando o celular voltou a tocar dentro da bolsa. Rapidamente enfiou a mão dentro da bolsa e tirou o telefone, ao menos olhando para a tela antes de atender: - Alô.

"Querida, pode falar?"

- Oi mãe. - ela revirou os olhos. – Olha, estou ocupada agora. Pode me ligar depois?

"Na verdade liguei para avisar que estou no seu apartamento. Rita me deixou entrar."

- O que está fazendo aí? – indagou confusa.

"Acredito que precisamos ter uma conversa. De mãe e filha. Um ano de silêncio foi um suficiente período de tempo para que pudesse refletir. Agora eu gostaria pudéssemos colocar os pingos nos i's e nos acertar, finalmente."

Makayla ponderou. Seria este o primeiro passo para retomar as rédeas de sua vida?

A começar pelo relacionamento desastroso que se tornou o dela com a mãe?

- Mãe, eu...

"Eu já liguei para o seu pai. Não há nada que tenha que ser resolvido na empresa que precise que você esteja presente. Estou te aguardando". – e a linha ficou muda.

- E lá vamos nós... – ela murmurou, dando partida no carro.

(...)

Um mês depois

Westwood, Califórnia.

Estados Unidos da América

A música continuava a tocar no salão que agora estava consideravelmente mais vazio. As luzes iluminavam a pista de dança, refletindo nas mesas dispostas ao redor dela, onde alguns dos convidados descansavam depois de uma longa e divertida noite de comemoração. A decoração do baile de formatura era luxuosa, com lustres caríssimos suspensos sob cada mesa que acomodou as famílias e amigos de cada formando.

O café da manhã foi disposto na mesa principal do buffet, visto que já se passavam das 6 horas da manhã, e os garçons continuavam a servir bebidas aos que restavam.

Na mesa ao canto estavam sentados Jenna, Josh e Will, descansando os pés que latejavam de dor devido às últimas horas sequencias de passos de dança. Jenna apoiava os pés no colo de Josh enquanto bebericava um champanhe na taça de cristal e Will se concentrava em não vomitar sob o tecido de seda que decorava a mesa à sua frente.

- Não acredito que ela não veio. – Josh comentou mirando a porta de entrada, como havia feito durante a noite toda.

- Ela disse que não viria. – Jenna o recordou.

- Eu sei, ainda assim esperava que ela aparecesse ao menos na última hora. – ele admitiu tristonho.

- Ela não veio nas festas de ninguém, porque achou que viria logo na sua? – Will indagou, despertando do transe em que estava. – Nem na do Kyle ela veio.

- Ele ao menos a convidou. – Josh pontuou. – Essa era a nossa última festa, todos juntos. E ela não apareceu. Candece foi embora mais cedo, Kyle foi trepar... Acho que nosso grupo tem outras prioridades agora.

- Ei, - Jenna chamou a atenção do namorado, puxando seu queixo delicadamente em sua direção. – nós estamos aqui. Nos divertimos para um caralho. É isso o que importa.

- Eu sei. - disse cabisbaixo.

- Nós ainda temos a viajem à Cancún, para finalmente aproveitar o Spring Break como formandos. – Will relembrou. – Esperamos por essa viajem desde o segundo ano, não desanima agora, bro.

- É. – Josh concordou tristonho, se desvencilhando delicadamente das pernas de Jenna para se levantar. – Mas não vai ser a mesma coisa.

Jenna e Will acompanharam Josh com os olhos até ele entrar no banheiro masculino.

- Eu não queria falar nada... – Jenna comentou à Will. – Mas ele tem razão. Nosso grupo não é completo sem ela, fica... Estranho. É como se ela fosse a cola que nos mantinha juntos e completos de uma forma que fazia sentido.

- Eu sei. – Will suspirou. – O Josh fica amoado, o Kyle se fechou completamente de novo, a Candece se afastou depois que começou a namorar...

- Ela finalmente encontrou o seu príncipe encantado e a Macky nem está aqui para zoar ela comigo. – a morena resmungou – Odeio admitir isso, mas precisamos daquela vaca. – Jenna sorriu. – Sinto muito a falta dela.

- Eu também. – Will concordou. – Não quero ir para Minesota sem vê-la. A Macky foi uma das primeiras pessoas com quem eu me senti realmente à vontade na universidade. Ela e o Josh que me integraram à vida universitária e fazer coisas que eu nunca tinha feito. – ele riu se recordando. – Devo parte da minha maturidade à ela, e ir embora sem me despedir parece... Errado.

Jenna arqueou uma sobrancelha atenta.

- Eu não digo isso muito, mas... sou grato por ter vocês na minha vida. – Will sorriu. – Não poderia ter me envolvido com pessoas melhores.

Era certo, ela teria que fazer algo sobre isto. Se não fosse por ela, por Josh, Kyle, Will e Candace que, apesar de não demonstrar muito, sente falta demasiadamente de sua amiga conselheira, a quem ela desabafava e a quem sempre tinha apoio.

Então Jenna decidiu. Ela traria Makayla de volta às suas vidas.

Na manhã seguinte os cinco amigos seguiram para o aeroporto com destino à tão esperada viagem ao paraíso dos universitários. As férias de verão traziam consigo aquele desejo de praia e badalação que só Cancún poderia os oferecer.

Não seria a primeira vez que os amigos visitariam a região paradisíaca, mas seria a primeira vez sem a sexta integrante do grupo. E isso lhes causava uma nostalgia tristonha.

No começo do voo eles conversaram sobre o que fariam, as festas que iriam e sobre os DJ's famosos que tocariam, extremamente empolgados. Já na metade do trajeto Jenna tentava animar um Josh hesitante enquanto Kyle dormia, Candece se distraía lixando as unhas e Will assistia à um filme de comédia.

Quando aterrissaram em terras mexicanas o grupo pôde sentir na pele a mudança de temperatura e logo despiram-se das blusas de frio que usaram no voo com ar condicionado. Um translado estavam os esperando e rapidamente providenciaram em carregar a van com seus pertences e se dirigirem ao Resort à beira-mar.

O céu estava sem nuvens e o sol escaldante, o que atenuava ainda mais a cor do mar, da areia, dos coqueiros e dava-lhe aquela brisa que os confirmavam que finalmente aproveitariam as tão aguardadas férias.

O translado os deixou na porta do Resort onde funcionários rapidamente se adiantarem em recolher suas bagagens e direcioná-los ao balcão para check-in.

- Esse lugar fica ainda mais bonito com o passar dos anos. – Candece comentou olhando ao seu redor.

- Vai nadar na fonte esse ano, Will? – Josh indagou risonho, indicando a fonte no meio da recepção espaçosa.

- Só se você for primeiro. – Will respondeu rindo junto com o restante do grupo.

Eles se posicionaram no último lugar da fila de turistas que aguardavam para fazer o check-in no extenso balcão da recepção, com cinco atendentes sorridentes dispostas a ajudar todos jovens animados para o final de semana mais esperado do ano.

- Candece, vamos ali na lojinha? – Jenna indagou, não esperando que a outra respondesse, agarrando-lhe pelo braço e caminhando na direção da loja do Resort.

- É... E nós ficamos aqui... Na fila. – Josh gritou, para uma Jenna que deu-lhe a língua com uma expressão sapeca no rosto.

- Mulheres. – Will murmurou rindo.

- Tá calado, Kyle. – Josh comentou depois de um tempo distraído. – Tá tudo bem?

- Tá, tá sim. – respondeu, despertando de seu transe. – É só que... – ele suspirou – Sei lá, qualquer canto que eu olhe desse lugar... Me lembra ela.

Will e Josh se entreolharam abatidos.

- Eu ia comentar, mas achei que Makayla era um assunto tabu por aqui. – Will comentou.

- Não tem como não falar dela aqui... – Kyle sorriu. – Parece que foi ontem que atravessamos esse saguão te carregando, porque não se aguentava em pé de tão bêbado.

- Tem que lembrar logo disso? – Will questionou. Os amigos riram.

- Ou quando fomos nadar em alto mar de madrugada e a Candece vomitou o barco todo.

Os três riram juntos.

- Ou aquela vez que decidimos fazer uma fogueira na praia e acordamos no spa do Resort. – Will comentou, causando gargalhadas nos companheiros.

- Enfim, tudo lembra ela. – Kyle sorriu. – Até aquela menina lembra ela.

Ele apontou para uma jovem pouco à frente da onde estavam, que gargalhava das palhaçadas que o amigo ruivo fazia enquanto, assim como eles, aguardavam sua vez.

- Eu sei. Parece que vamos esbarrar nela a qualquer momento e ela vai falar: "O que estamos esperando? É Cancún, já devíamos estar enchendo a cara!" – Josh disse com a voz afetada, na intenção de imitar a amiga, fazendo os outros rirem.

- É... – Kyle suspirou. – Não achei que ela levaria isso de "dar um tempo" por tanto tempo.

- Ainda assim, ela terminou com você, cara, não foi com a gente. – Josh atenuou chateado. – Achava que ela tinha mais consideração por nós.

- Valeu, irmão. – Kyle disse sarcasticamente.

- Desculpe, é que fiquei magoado por ela ter dispensado a viagem. Porra, era a nossa viagem! – Josh resmungou. – Achei que ela era madura o suficiente para deixar o passado de lado e vir curtir com a gente.

- É, foi vacilo. – Kyle concordou.

Os dois amigos começaram a pontuar tudo o que a morena poderia ter considerado antes de ter negado a viagem enquanto Will preferiu se isentar da conversa. Ele sabia que a amiga não se ausentaria por pura arrogância, sabia o quão ela se importava com eles e que devia ter motivos satisfatórios para não comparecer.

Foi pensando nisso que distraidamente pensou tê-la visto.

- Parece a Makayla ali. – Will comentou distraído.

- Eu sei Will, tudo faz lembrar dela. – Josh comentou, batendo nas costas do loiro.

- Não. – Will riu, piscando os olhos para ajudar a focá-los e comprovar que não era uma miragem em sua frente. – Olhem, é a Makayla ali!

Os dois amigos viraram na direção que Will apontava e não acreditaram no que viram.

O furação Makayla lentamente se aproximou dos três e soltou sorridente:

- E aí, meninos. O que estamos esperando? É Cancún, já devíamos estar enchendo a cara!


Notas Finais


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