História College Kitty - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~Otpeotp

Postado
Categorias EXO
Personagens Chanyeol, Kai, Sehun
Tags Colegial!au, Exo, Kai, Otpéotp, Pwp, Sehun, Sehun!híbrido, Sekai, Sekaiéotp
Visualizações 254
Palavras 7.082
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Fluffy, Lemon, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OLÁ! Eu não consegui me segurar para postar isso, ficou tão bonitinho, além de ser meu primeiro lemon postado oficialmente.

Eu amei esse plot desde quando eu eu vi, eu queria me desafiar escrevendo algo que eu nunca tinha feito.

Agradecendo desde já a pessoa que criou esse plot maravilhoso, e toda a equipe! A minha senha era: umsekaidessesbicho.

E eu gostaria de dizer que na mesma semana que eu comecei a escrever College Kitty, eu ganhei um gatinha com as mesmas características que Sehun, mas ela infelizmente veio a falecer um pouco antes de eu terminar a história.

Mas, deixando o papo mórbido de lado, desejo a vocês uma boa leitura.

Capítulo 1 - Gatinhos e mais umas coisinhas.


Sinceramente, morar a mais ou menos 18 quilômetros da faculdade, onde o único ônibus que passa é aqueles de rodoviária sabe, que são os olhos da minha cara mais meus dois rins, esse mesmo.


É um inferno.


Pagar 18 reais e 50 centavos todos os santíssimos dias de ida e volta é um tremendo saco. Meu bolso não aguenta! 18,50 vezes 5, fora os dias que sou obrigado a ir nos finais de semana por causa de algum maldito trabalho em grupo, ou trabalhar na cafeteria de esquina no centro da cidade, o qual só ia às vezes porque era simplesmente mais vazio que o trem fantasma.


Mas nada que impedisse meu maravilhoso intelecto de pensar em alguma solução. Em conversas paralelas na aula de desenho nas quartas-feiras, cujo era para ser o único dia que era pra ser totalmente livre, mas não, a maldita recuperação me fez ser obrigado a fazer aulas de desenho extras nas quartas-feiras. O que infelizmente me fez perder uma hora de dança.


Um hobby tosco, divertido que passa o tempo e é mais interessante do que muitos imaginam.


Voltando ao assunto da resolução de problemas, no meio dessas conversas, ouvi que haviam dormitórios a poucos quarteirões da faculdade. Acredita que eu nunca soube? Culpa total do fato de sair de casa às 5 horas e chegar na faculdade às 8h estourando o horário da primeira aula, e sair de lá às 19h, com um trânsito do capeta, chegando em casa na beirada das 23h. Não há santo que aguente, ou resumindo melhor, não há santo que tenha disposição para andar pelo campus no dia seguinte.


Então eu descobri o endereço exato, e soube que haviam vagas disponíveis nos dormitórios, anotei tudo mentalmente e prometi a mim mesmo que não iria de forma alguma esquecer, é claro que não esqueci; só esqueci o endereço, mas isso é o de menos.


E na quarta-feira, depois da maldita aula de desenho extra, corri até a diretoria do prédio e agendei um horário, avisei com antecedência à academia que não poderia ir naquele dia, já tendo em mente que demoraria ali.


E de fato, agendado o horário para duas horas depois, fui devidamente atendido, 3 horas e meia depois, uma delícia de organização essa faculdade, huh?


Conversei com o diretor do meu curso, expliquei toda a minha catastrófica situação, coloquei meu curso de teatro em dia, e adicionei um draminha, quase fiquei de joelhos implorando por um quarto, independente de ser dividido ou não.


Porque vamos combinar, passar a adolescência onde o mínimo que você quer é um pouco de privacidade, se é que me entende, com duas garotas 4 anos mais velhas que você, estás preparado para tudo.


Entretanto, não fui ouvido, claro, criei falsas esperanças, e sai da sala resmungando o máximo que pude, e mais alto também, tudo isso para ter a certeza que meus altos resmungos ficassem muito bem fixados em seus pensamentos.


Alguns outros alunos me encararam e riram de mim, claro, mas isso faz parte.


Me direcionei ao ponto de ônibus e sentei totalmente irritadiço, plugando meus fones, colocando a playlist mais pesada possível, e esperando o ônibus que passava na minha casa, onde eu chamava carinhosamente de fim dos tempos.


E dias e dias de luta e derrota, meu nome foi pronunciado do lado de fora da minha casa pelo carteiro, muito conhecido. Bairro pequeno, conhecemos até as formigas.


Recebi uma carta feita a mão como nos velhos tempo, estranhei, passei pela possibilidade de ser dos meus pais, mas lembrei que passavam férias calorosas no sul da Inglaterra. Pensei na possibilidade quase nula das minhas irmãs, mas então lembrei que moravam em um bairro afastado da Coreia com suas respectivas famílias e sequer lembravam que havia um irmão mais novo.


Agradeci ao correio com um aceno e sentei nos degraus da escada que dava acesso à minúscula varanda, virei-a de todos os lados até achar o remetente.


Nada. Apenas meu nome e endereço.

Curioso.

Para alguém sem muitos amigos, e que a família cagava para existência. Curioso. Quem sabe cobrança do banco?


Abri a carta relutante, tendo a mínima possibilidade de ser uma ameaça de morte, pedindo sei lá quantos bilhões de reais e o meu corpinho bronzeado.


“Kim JongIn,


Hm… Olá, meu nome é Oh Sehun, faço faculdade de design de interiores, no mesmo campus que você, só que em um prédio diferente (é óbvio).


Esses dias vi você na diretoria geral, você estava a procura de um dormitório, ouvi toda sua história sofrida também, e sinto muitíssimo pela sua história e por ter ouvido a conversa com o supervisor da sua área.


Mas é sempre bom lembrar que ali eles não resolvem nada, são um tanto incompetentes, não há outra forma de dizer a não ser essa.


(Se você tem algum problema importante para resolver, vou lhe dar duas dicas. Primeiro: Se for algo relacionado a estadia, que ocasionalmente é o seu caso, em frente ao prédio do dormitório masculino (tanto quanto o feminino) há vários papéis alugando quartos, papéis de farmácia e dos mais diversos restaurantes; a única coisa exigida é o crachá de aluno. Segundo: Se for algo mais sério, de problemas de financiamento, família, suicídio, sabe, esse patamar? É mais recomendável que você fale com o reitor, sabe aquele que fica na cabine do 1° andar afastado de tudo? Ele pode parecer inútil algumas vezes, mas pode resolver todos os seus problemas.)


Então me sensibilizei com seu caso.Cheguei em casa e fiquei pensando um pouco, meu colega de quarto acabou o curso e saiu do meu dormitório, estou com um quarto vago. Aqui os dormitórios não são muito grandes, mas acho que é mais que o suficiente para dois garotos como nós.


Se tiver interessado, tem aqui meu número: XX XXXX XX90, e o endereço do dormitório masculino: Rua xxxxxxx, n° 25, dormitório 651.


E, ah, caso se pergunte o porquê de eu ter conseguido seu endereço, tenho que frisar novamente que a diretoria geral é um tanto incompetente, foi facílimo persuadir a secretária para que me desse a sua ficha por alguns instantes.


E se tiver de fato interessado, me avise no kakao quando você tiver disponível para a mudança, vou tentar lhe ajudar.


É sempre bom frisar, que sou um híbrido de gato, me desculpe se você tiver algo contra.


Abraços,

Oh Sehun.”


Senti-me totalmente lisonjeado pelo fato de ainda existirem pessoas com um coração bom.


Tratei de pegar o celular e adicionar o tal garoto híbrido. Mas calma… Tal informação havia me deixado com a famosa pulga atrás da orelha, nunca vi um híbrido na vida.


Não sei como são, ou se são pessoas normais que se denominam assim, ou que nascem como parte de algum animal, há um leque de possibilidades.


Me preocupa começar a viver com um, e se tiver alguma coisa diferente? Cuidados diferentes, comidas diferentes… E se eu magoá-lo? Minha mente é uma perfeita confusão de como Oh Sehun deve ser.


E felizmente, antes mesmo de confirmar com o garoto, já havia cancelado a luz e a água, que foi rapidamente cortada, já que quando se trata de cortar luz e água, a companhia era mais rápida que o flash, mas quando o assunto eram contas, se faziam de desentendidos enquanto você não pagasse.


Além de ter cancelado com muita dor no coração, a minha inscrição na academia de ballet. Não pude evitar de derramar falsas lágrimas quando sai do local.


E depois da onda do cancelamento, finalmente fiz um acordo com o garoto, falei minha situação mais uma vez e ele aceitou de bom grado minha estadia.


Sem muito o que fazer, comecei a arrumar minhas bagagens, que não seriam muitas — já que morar num cubículo no meio do mato tem lá suas vantagens — e mandei uma mensagem para Sehun, dizendo que iria no dia seguinte, e ele aceitou, sem dizer muita coisa.


Eu nunca fui dormir tão empolgado na minha vida.


[...]


Durante a viagem dentro do ônibus careiro, tentei dormir diversas vezes, mas nada que o sacolejar do veículo deixasse.


Sem mais nem menos, sacrifiquei aquelas 2 horas de sono para utilizar todos os meus poucos créditos com pesquisas sobre híbridos. Que infelizmente não deram em muita coisa.


Chegando ao destino, desci do ônibus e vislumbrei o prédio, deixei que os olhos percorressem ao seu entorno, vendo a cidade grande com outros olhos. Olhos mais calmos e a mente mais limpa.


Olhei de relance os papéis que Sehun tinha citado; ficavam colados em um painel de cortiça, bem na entrada do prédio alto, e podiam ser vistos do lado de fora.


Adentrei o prédio alto com o crachá do curso em mãos onde havia um chip, que dava acesso há algumas áreas; o dormitório sendo uma delas.


Parei subitamente com a única mala abraçada ao peito, olhando mais uma vez ao entorno interior do prédio.


Era bonito, decorado milimetricamente, com móveis claros e escuros, dando um belo contraste com as plantas de porte longo. Sorri assim que dei conta que daqui a instantes, moraria por ali. Quer dizer, por ali não, no mesmo local.


Dirigi-me para a área dos elevadores com um certo medo, não é de hoje que tinha um medo tremendo de tal, preferia subir de escada, mas não aguentaria subir todos os dias seis lances de escada.


Pedi o elevador panorâmico, que chegou claramente vazio. Agradeci mentalmente por tal fato e segui com meus pensamentos desordenados até o 6° andar.


Eu ia observando totalmente inquieto o elevador subir e passar por todos os andares, e aos poucos entrando mais universitários. É confortante, mesmo que seja só um elevador. Fugir um pouco da correria que vivi em apenas 1 ano de faculdade.


Andava com passos curtos até o quarto 51, olhava tudo ao redor, vendo as pequenas áreas abertas para todos usarem. A área de conversação do andar, onde dava uma visão para a mesma área, só que dormitório feminino, a lavanderia, e os banheiros compartilhados.


Logo após visualizar todo o corredor, achei a porta 51, não tinha nada de especial como as outras. Algumas tinham o esboço de projetos realizados colados nas portas, fotos dos colegas de quarto, cartas, e tudo que se pode imaginar. Mas a de Sehun — futuramente minha — era totalmente de madeira sem desenho ou paparico algum.


Bati na porta, me afastando por um segundo esperando pelo garoto vir atender.


E assim que mentalizei o híbrido, o mesmo apareceu na porta sorrindo adorável.


Sehun não era muito diferente do que imaginei, apenas mais adorável. O corpo esguio e um pouco mais alto que eu. Os cabelos negros e escorridos quase tampando os lindos olhos pequenos e caídos negros. Por cima do cabelo negro, um belo par de orelhas também negras, com algumas partes brancas e muito bem felpudas. Logo atrás de si, uma extensa cauda negra com alguns falhados, totalmente brancos e fofinhos.


— Oi, eu sou o JongIn. — sorri e acenei com a mão um pouco tímido.


— Ah, oi, JongIn, não sabia que iria chegar tão cedo.


Era claro pelo estado de Sehun que estava dormindo, a calça branca de pijama, a blusa amarrotada, os olhinhos um pouco mais inchados e a cauda inquieta.


— Desculpa por ter chegado muito cedo, eu não aguentava mais ficar naquele fim de mundo. — confessei.


— Não, de boa, eu que dormi demais, esqueci de arrumar aqui, se não se importa. — o híbrido bufou. — Ah, to te fazendo ficar plantado aí, entra.


Obedeci e entrei no quarto um tanto relutante. Varri o local com os olhos, observando cada detalhe.

Assim que atravessei a porta, vi um pequeno sofá bege com diversas almofadas coloridas de frente para uma televisão relativamente grande e um rack com miniaturas de séries.


Logo mais a frente havia a cozinha, pequena, porém bem maior a qual eu estava acostumado. A cozinha era tão simplista, mas tão bonita, toda branca. Mas a geladeira azul chamava toda atenção.


Ao lado de tais espaços, haviam duas portas, uma que provavelmente levaria ao quarto e a outra que levaria ao banheiro.


Espalhados nos cantos vazios, haviam porta-retratos e alguns quadros de jogos e séries.


— A primeira porta é o quarto que vamos ter que dividir, se não se incomoda. — Sehun mordeu o lábio inferior. — E a segunda é o banheiro, cuidado com a torneira, você pode se confundir e acabar ligando o chuveiro e se molhando. É sempre bom avisar antes. — sorriu, mostrando alguns dentes um pouco mais afiados que o normal. — E eu fiz uma cópia da chave ‘pra você, tá no chaveiro atrás da porta.


— Ah, muito obrigado. — coloquei a mala no chão, que antes estava grudada ao meu peito.


— Você pode ficar a vontade, eu tenho aula daqui a minutos, a qual eu ‘to um pouco atrasado. Mas pode comer o que quiser e mudar o que quiser na decoração também, agora isso aqui é parte seu. — as orelhas de Sehun tremiam um pouco na medida que ele falava, eram adoráveis.


Sehun saiu andando um pouco mais rápido até o quarto, enquanto eu fiquei parado no mesmo lugar ainda admirando o dormitório. Só pude me mexer novamente quando Sehun passou quase voando ao meu lado com a mochila presa às costas totalmente torta e algumas cartolinas enroladas no braços, murmurando um “tchau” meio atrapalhado.


Segui andando por cada espaço, admirando as coisas, e como era amplo. Entrei no quarto e soube na certa qual era a minha cama; a que estava sem nenhum lençol e o estado um pouco mais batido.


Coloquei a mochila, esquecida em minhas costas em cima da cama, junto com o meu corpo, fazendo uma pequena análise mental de como aquele colchão era bom.


Antes mesmo de deixar com que meus olhos pesassem e me levassem até um sono profundo, busquei na sala a minha mala, voltando para o quarto, observando no caminho com mais detalhes os quadros de vários jogos e algumas séries, que até eu mesmo gostava.


Voltando ao quarto, que não era lá grandes coisas, duas camas (por cima da cama do outro, havia um quadro de matemática, uma bela ironia), separadas um criado mudo de duas gavetas, e contra as camas, um guarda-roupa pequeno, que agora era metade meu.


Abri a mala, vendo o quão desastrosa ela estava, a uma cueca de explodir. Explorei o armário antes de colocar as minhas coisas. Afinal, tinha que ter certeza de onde as coisas iriam em qual lugar.


Tentei arrumar o mais coerente possível com um armário de uma pessoa normal, porque nem mesmo o armário de Sehun era arrumado assim.


E durante a arrumação, não evitei de olhar algumas vezes para o lado do híbrido, que era bem mais desorganizado que o meu.


E depois de terminar a organização — um tanto mal feita — deixei com que o meu corpo tenso descansasse na superfície da cama macia. Sem lençol nenhum, apenas eu e a cama.


[...]


Com o passar dos dias a atmosfera foi se aliviando e eu, me acomodando cada vez mais.


Deixei com que a minha bagunça se apoderasse de todo o local, que a música fluísse dos cômodos, as mil e uma sequências de piruetas, as sapatilhas extremamente gastas, esquecidas sempre perto do sofá da sala.


A bagunça no guarda-roupa, que querendo ou não, Sehun acabou aderindo por minha causa.


Mas, sabe, Sehun não ligava. Quer dizer, mal nos falávamos, para poder ter o poder de advertir o outro.


Com o tempo, também fui desvendando algumas coisas; Sehun era quieto e muito calmo, mesmo com a música alta, a minha bagunça desgovernada, ele se mantinha sério. Às vezes ele até sorria de uma forma discreta quando em algum final de semana podíamos nos ver normalmente, sem uma correria.


No dia a dia nós só falávamos coisas muito mais que robóticas um para o outro, como: “Bom dia.” “Boa noite” “Boa tarde” “Posso desligar a luz?” e a melhor de todas: “Você comeu meu pudim de leite?”. Nenhum contato direto, era meio confuso, poderia ser a timidez, ou até a falta de tempo para terem uma conversa sensata.


Mas não, eu não me atrevia a comer o tão falado “Pudim de leite”. Sehun, mesmo que não se comunicasse muito comigo — culpa total dos horários totalmente diferentes — demonstrava todo o amor pelo tal pudim, na verdade, por qualquer coisa que continha leite. E eu respeitava, mas pelos horários loucos do híbrido os pudins ficavam tão parados na geladeira que estragavam, então eu, que ao mesmo tempo que bagunçasse em tempo integral, adorava arrumar, jogava a montanha de pudins fora.


Em um desses dias loucos, que por milagre do destino, eu fui liberado mais cedo.


[...]


Mas a carência era demais para um corpo só. Após sair horas antes do que o esperado em uma sexta-feira chuvosa. Pensei comigo mesmo que poderia colocar em dias noites de sono que passei estudando matemática II, ou os sábados que passei trabalhando na cafetaria que não era nem um pouco movimentada, mas muito cansativa.


Mas não consegui, por mais que as minhas costas doloridas, os olhos quase se fechando e os pés inchados — por parte, era culpa dos ensaios excessivos de coreografias inventadas — denunciassem que aquelas horas livres eram muito mais que abençoadas para descansar.


A correria não cessou, mesmo que eu  estivesse muito mais perto da cidade.


E no mesmo dia, a saudade não deu trela. Eu comecei uma independência muito precoce, meus pais que felizmente ganharam na loteria e passaram a viajar pelo mundo, enviando algumas vezes cartões postais, e as irmãs mais velhas, que viveram comigo até completar 18 e puderam finalmente se verem livres para criarem uma família e cuidarem de uma casa.


E não foi fácil ‘pra mim, fui relativamente “abandonado” pela família, aprendi tantas coisas em um curto espaço de tempo. Ingressei na faculdade o mais rápido que pude e precisei continuar a vida.


Mas independente desses acontecimentos, sentia falta da mãe, quem sempre deu todo o amor e carinho que precisou, o apoio emocional e os puxões de orelha. O meu pai, que me cativou a entrar na dança aos poucos, que ensinou que não existe gênero para qualquer estilo de dança, ou que precisaria necessariamente de um porte físico específico para fazer aquilo que gosta. Ou até das minhas irmãs, que fui obrigado a dividir o quarto quando a família se mudou para o meio do mato, que adoravam apertar minhas bochechas quando eu era menor, de brincarmos de pique no quintal de trás, mesmo elas alegando que já haviam passado da idade. Existiam memórias boas, que infelizmente, aparentavam serem esquecidas pelos outros membros da família.


Mas eu não esquecia em momento algum aquelas lembranças que vinham agarradas em meu peito, e assombravam a minha memória de uma maneira inesquecível.


Me senti carente e apegado àquelas memórias mais do que nunca, mas não sabia como dissolvê-las mais uma vez.


Levantei-me da cama, dando-me como derrotado com as lágrimas prestes a brotar dos olhos. Dirigi-me até a cozinha limpando os olhos molhados e pensando em algo para distrair a mente, como comida e um bom filme. Analisei a geladeira e o armário, e mais uma vez anotando em meu bloquinho mental que deveria fazer compras. Peguei os resquícios dos resquícios de um milho, que aparentava estar mais que esquecido no fundo do armário. Agarrei a panela e derramei um pouco de olho demais no seu fundo, aguardando um pouco para esquentar pelo fogo recém ligado.


Aos poucos derramei o resto de milho que ainda tinha no pacote, com um pouco de sal, e tampei a panela. Esperei bons e demorados 2 minutos, rezando para não ouvir mais nenhum barulho de estouro.


Apaguei o fogo e abri a panela, inalei o cheiro gostoso de pipoca quentinha, grunhi ao pensar em como aquilo ia ficar gostoso com um bom punhado de manteiga derretida.


Sorri e agradeci aos céus por ter manteiga na geladeira. Derreti um pouco na panela ao lado e joguei por cima da pipoca quente, escutando um estalo gostoso.


Coloquei em um pote e segui para a sala, desliguei as luzes e me acomodei no sofá com um cobertor de linho que havia carregado junto comigo quando saí do quarto. Liguei na Netflix, que passou a dividir de total bom grado com o gatinho.


Vasculhei por um bom tempo as várias “playlists” que a Netflix disponibiliza, em seu diversos catálogos. Mas vasculhar me agradava, parecia um pouco monótono demais.


Eu engolia a pipoca a seco, já que havia esquecido de pegar qualquer líquido que fosse para acompanhar.


Um tempo mais para frente, Sehun chegou coçando as orelhas e ronronando, os olhos fundos, as olheiras tanto escuras e a mochila daquele jeito desequilibrado. Acendeu as luzes, me assustando, já que assistia um filme de terror e minhas feições travaram em perfeito enquadramento de espanto. Tendo propriamente uma cena de filme, as luzes se acendendo e o outro totalmente apavorado jogando o resto que sobrara da pipoca para o alto.


Sehun não segurou o sorriso cheio de dentes. Largou a mochila do lado da porta, trancando-a no momento seguinte.


— Você quer assistir comigo? — eu encarei o gato com uma expressão mais pacífica.


— Hm… Claro… Vou trocar de roupa. — agarrou novamente a mochila pesada, claramente indignado e caminhou tranquilo até o quarto, logo depois o banheiro.


Eu me mantinha 100% atento às ações do gato (literalmente), enquanto meus olhos eram grudados no filme assustador.


E mais uma vez o híbrido saiu do banheiro com as madeixas negras meio úmidas e um típico pijama de inverno; calça e blusa com estampa de pinguins.


Sehun passou direto por mim totalmente amedrontado e agarrado ao cobertor grosso verde musgo. Foi em direção a cozinha fazer o que tanto gostava, e que eu também já tinha observado e anotado no meu bloquinho mental. Pegou uma caneca branca com uma estampa de girafa e encheu de leite até o topo. Despejou em uma leiteira, também de bichinhos e aguardou esquentar apoiado na bancada que dividia a sala da cozinha, olhando de relance a televisão.


Assim que esquentou, tratou de colocar na caneca de volta, respingando algumas gotas ferventes na pia, fazendo aquele famoso “psiiiiii” com o atrito.


Agarrou a caneca e se acomodou no sofá pequeno ao meu lado, que por acaso estava muito assustado e agarrado à coberta escura.


— Pode pegar um pedaço da coberta para se cobrir, eu sei que você gosta das cobertas de linho. — ofereci, cravando os olhos no gatinho bebericando o leite quente.


Sehun virou o rosto ‘pra mim e abaixou as duas orelhas, puxando o restante da coberta para cima de si. Os nossos pés gelados roçando em baixo do cobertor, a cauda negra, um pouco inquieta e nós dois um tanto desconfortáveis um do lado do outro no micro-sofá bege.


E com o passar das horas, vários sustos e várias caretas ao ver as cenas horrendas que o filme não deixava escapar foram registradas com uma câmera imaginária.


[...]


Instantes depois do filme acabar, nossos peitos subiam e desciam em uma respiração descompassada e agitada. Havia um pouquinho de leite no chão, junto com a pipoca derramada a horas atrás. Nossos rostos suados de medo, as faces sem expressão, já que não sabíamos o que sentir ou pensar.


Nos entreolhamos e soltamos uma risada meio sem graça. Nos desfizemos do ninho de cobertas, deixando com que ar frio arejasse as nossas pernas também suadas e pudessem respirar um pouco.


— Eu nunca mais quero assistir isso. — Sehun se pronunciou suavizando a expressão e desdobrando as pernas para que tocassem o chão gelado.


— Nem eu. — bufei. — Desculpa por te fazer assistir isso. — confessei encarando o híbrido que brincava com as pantufas azuis e as orelhas inquietas.


— Por mais que tenha sido muito assustador, foi legal que a gente tenha feito algo juntos pelo menos uma vez. — penetrou as orbes negras em mim.


— A gente quase não se fala. — me levantei espreguiçando e murmurando algo inaudível.


— É porque nossos horários são muito diferentes, fica um pouco difícil manter uma relação de amizade. Nem tive tempo de te perguntar se você gosta de alguma série.


— Eu vi que você gosta de muitas, pela quantidade de quadros. — concordou com a cabeça. — Eu gosto da maioria que tem aqui. Mas minhas favoritas mesmo são Sense8, que infelizmente foi cancelada pela Netflix. Supernatural, How met your mother, hm… Acho que Grey's’ Anatomy também…


— Meu caro… Temos muito em comum e muito a conversar. — sorriu cúmplice.


E naquela noite, nós dois perdemos muitas horas de sono para colocarem assuntos dos mais variados tipos em dia, que a gente não faziam ideia de que tínhamos em comum.


E quem diria que nós formaríamos um belo complô?


Comecei a passar diversas noites em claro conversando com Sehun, sobre todos os assuntos existentes na face da terra, falamos até sobre “Necrofilia”, (cujo é muito errado!!!!!!!!!!). Me sinto como se tivesse achado o nescau do meu leite e a manteiga da minha pipoca de cinema.


Ao decorrer dos dias, assistimos episódios atrasados juntos, dividimos segredos e intimidades, como não fazia a muito tempo, além dele ter dividido o pudim (ma-ra-vi-lho-so) de leite comigo!


Descobri fatos incríveis sobre Sehun, e híbridos em geral, como: em uma noite dessas que fomos colocar em dia ‘Grey’s Anatomy’ e qualquer outra série que nos chamasse atenção, Sehun andava meio triste por conta da nota de Estética, as orelhinhas andavam abaixadas e o biquinho muito avermelhado aparecia com mais frequência.


Seu lado gatinho deixava transparecer todas as suas emoções, a qual havia decorado, costume e falta do que fazer. Quando animado, orelhas em pés, e a cauda inquieta. Quando triste, tadinho, todo murchinho e manhoso e no dia-a-dia, normal, andava um pouco sério, menos pela parte de quando chegava em casa e sentia o cheiro da comida chinesa do anterior sendo esquentada no micro-ondas.


O híbrido, cujo era mais novo que eu, andava triste por conta da nota, e assistindo o último episódio lançado da temporada 14, acabou desabando e desabafando alguns acontecimentos frustrantes.


Me senti mal e frustrado pelo gatinho, não era tanto de demonstrar essas emoções por livre espontânea vontade (seu lado gatinho denunciava tudo).


E no meio da confusão de cobertas, o corpo magro do outro repousou sobre meu colo, minhas mãos faziam um pequeno afago na raiz dos seus cabelos, e ele soltava um ronronar baixo, subi minhas mãos lentamente até o meio das orelhas, e afaguei com mais calma e carinho, tendo o corpo do outro bem mais relaxado sobre mim, os ombros menos tensos e um ronronar mais alto e arrastado. Os olhos iam se fechando devagar, e o sono vindo com mais facilidade, até o menor dormir.


E temos aqui, um gatinho que adora afago entre as orelhas, e que dorme com o carinho. Fato muito bem guardado e anotado no bloquinho mental, tudo para se usar em outras ocasiões.


[...]


Tinha também o incrível fato de como ele era inteligente, me chocava a facilidade e a rapidez de resolver contas grandes em segundos.


Tudo bem que eu não sou aquela pessoa tão burra, mas eu sou um cara esforçado.


Sehun passava algumas noites em claro, a agilidade de aprender era tanta, que ele devorava vários livros em apenas 1 noite.


Inclusive também era de impressionar a sua facilidade de aprender comandos de jogos em pouco tempo, enquanto eu demorava uns 4 a 5 horas só para aprender a segurar o controle.


Eu babava no híbrido, a esperteza e agilidade me impressionava, assim como seu poder gatuno de saltar alto, que... Ah, inclusive temos belas histórias de Sehun dando saltos milenares por conta de baratas voadoras. Zoar um pouquinho os amigos faz parte!


Mas também tem suas desvantagens em Sehun, como quando bebe álcool. Um ótimo exemplo foi neste dia:


Fazia pouquíssimo tempo, o que explicava por completo um pouco a tensão aqui do dormitório.


Eu estava estudando para uma das provas mais difíceis da minha vida, arquitetura desafia todos os meus parâmetros de inteligência, o que me dá ainda mais vontade aprender e me aprofundar, mas não o raio da matemática II.


Sehun não estava em casa para me ajudar, ele havia saido pra uma festa com um amigo, um tal de Chanyeol, também híbrido, só que shiba, uma fofura, porém demais para a minha cota de fofura diária, Sehun já enchia ela por completo. Hahahahahahahaha.


Eu nunca me senti tão focado na vida, o último semestre do 2° ano, os meus óculos esquecidos na cabeceira da cama, agora, quase escorregavam pela ponta do nariz.


Eu estava afogado em tanto livro, caderno de anotação, que eu jurava de pé junto que estava mais difícil de respirar.


Era tantas anotações, livros que eu peguei emprestado que eu nem lembrava de quem eram.


Eu estava sedento em sentar e me embolar com as cobertas e Sehun para assistir uma série e tomar chocolate quente, hábito irritante que peguei do gato.


Porém, assim que caiu a madrugada, eu desisti por completo de estudar, meus olhos estavam pesados e meu corpo exausto, meu cérebro tadinho, nem aguentava raciocinar o que era 1 1.


Ouvi a porta sendo aberta com brutalidade, achei estava com meus dias contados, nem tive tempo de comer meu calzone de doce de leite. Ok que eu tenho quase certeza que ele já estragou, mas vai valer cada migalha pelo preço que eu paguei.


Fui nas pontas dos pés, muito abençoadas por 4 anos de ballet a porta escancarada e as chaves de Sehun, também com seu fofo chaveiro de ursinhos, o fato de Sehun adorar animaizinhos era compreensível e fofo.


Mas continuando, o outro estava sentado no chão da cozinha apoiado na parte baixa da bancada com os joelhos junto ao peito.


Senti um aperto no coração, mas sabia que ele estava bêbado, o cheiro de álcool estava muito forte, mas o que a gente não faz por um parceiro maratonista de Grey’s Anatomy?


E ele começou a desabafar um monte sobre a festa, umas pessoas que faziam bullying com ele por ser um híbrido, e não ter conseguido fazer o leite, já que só pegou o leite e desistiu de todos os outros processos.


Mas isso me irritou de uma forma descomunal, ele chorava sem parar, às vezes escapavam alguns miados sofridos bem baixos e arrastados.


Acabei por levar o gato daquela forma mesmo para o quarto, ele não ficava quieto por um minuto, a cauda inquieta batia contra a cama, o esfrega-esfrega da cama dele e o corpo cansado e elétrico.


E no outro lado do quarto, eu estava com um travesseiro em cada orelha, com as cobertas cobrindo-me até a ponta do nariz.


E eu não aguentei, ou e explodia e matava esse gato, ou eu dormia na sala, o que não iria acontecer, porque o sofá me daria uma bela dor nas costas e pioraria o meu estado físico e mental para a prova no dia seguinte.


Mas havia uma solução bem mais fácil e viável, talvez me cause uma dor nas costas, ok, a gente resolve com algum remédio.


Deitei atrás do garoto meio adormecido e meio acordado na cama dele, coloquei-o entre o meio das minhas pernas, e claro, fiz aquilo que adorava fazer naquele gatinho, o carinho entre as orelhas, bem devagar, era bem claro o quanto ele relaxou ao toque leve.


E eu fiquei sem dormir quase a noite inteira. Fiquei completamente incomodado, pensei no gato que dormia nos meus braços, ainda sobre o efeito do álcool.


E eu perdi o exame.


O gato tomou conta de todos os meus sonhos e pensamentos, não tive coragem de levantar.


Sehun já tinha levantado e saído pra aula, que era muito provável naquela segunda-feira, demoraria anos para chegar, é o dia que ele ficaria mais tempo fora.


E no fim das contas, eu estava sentado na confusão de cobertas, com uma bela ereção entre as pernas. Era culpa de Sehun, que provocava tudo na minha na minha mente com seu lado gato.


Olhei algumas vezes para os lados, decidindo se ia ou não fazer aquilo. Olhei para baixo também assim como cai em alguns pensamentos reflexivos.


Talvez fosse errado se masturbar pensando em um amigo, mas também poderia ser ainda mais prazeroso.


O cheiro das cobertas chegavam até o meu nariz, exalando o perfeito cheirinho de leite morno.


A minha ereção ficava cada vez mais tesa ao pensar e inalar o cheiro do híbrido.


Minhas mãos foram parar no cós da calça do pijama, muito mais tensas que o normal.


Desisti de toda a enrolação e desci a calça junto com a cueca azul marinho, encarei a ereção totalmente tesa. Olhei mais algumas vezes para os lados, averiguei que não teria ninguém, quer dizer, Sehun.


No meu criado mudo havia um tubo de lubrificante, assim como eu já tinha visto várias vezes, no criado de Sehun também havia.


Espremi um tanto na mão, assim como no membro duro, sentindo o líquido gélido envolvendo-o.


O líquido gelado dava cada vez mais tesão, o membro ficando mais duro mesmo sem nenhum tipo de toque.


E minutos de tortura depois, envolvi minha mão esquerda no membro e senti um arrepio na espinha. Comecei a fazer movimentos lentos e a tensão subindo por todo meu corpo. O tesão e aquela sensação gostosa irradiando por todo o corpo.


Ouvi o barulho de chave rodando na maçaneta, mas meus movimentos intercalados de rápidos e devagares, eram demasiadamente bons demais para parar e prestar atenção no que acontecia fora do quarto.


Os olhos quase se fechando, a cabeça tombando para trás, um gemido escapulido no nome do híbrido, as pernas bambas, e as mãos adquirindo cada vez mais força.


Um orgasmo prestes a vir.


— Nini…? — Sehun bateu algumas vezes na porta, abrindo-a no segundo seguinte.


Meus olhos arregalaram, talvez por vergonha, e também por insatisfação, um orgasmo tão próximo.


— Não esperava que fosse chegar tão cedo… — Balbuciei sem jeito.


— Minha ressaca está horrível, não vou aguentar assistir todas as aulas. — lambeu os lábios, sentando-se ao lado do moreno. — Nini, deixa eu te ajudar com isso aí…? — lambeu o lóbulo da orelha do outro, dando uma mordidinha no final dela.


— Ah, Hunnie… — arfou soltando a mão do membro, tendo o membro possuído pela mão do gato.


Sehun lambia aquela região da orelha com a língua mais áspera que o normal, sem esquecer do pescoço livre de panos.


Meu corpo era quente, fervilhando a cada toque. A língua de Sehun estimulando o meu pescoço, tendo todos os pelos do meu corpo eriçados.


Minha bunda não foi esquecida, foi estimulada pela cauda felpuda.


A mão de Sehun tinha uma velocidade incrível, causando uma sensação deliciosa, se alastrando por todo o meu corpo.


— Sehun-ah… Eu vou…


Não pude terminar a frase, gozei na mão do gatinho, vendo o sorriso arteiro se formar em seus lábios.


Meu corpo não relaxou, continuei tenso e com um calor indecifrável, o suor escorrendo pela minha face, e um sorriso impiedoso vindo de Sehun.


Sehun também transpirava, a blusa branca social estava grudada ao peito definido, a sua ereção era notável por cima da calça Jeans.


Sua cauda era inquieta, denunciando total empolgação em continuar. As orelhas apontavam para a minha direção empinadas, e os olhos esverdeados cravados no meu crânio, acenei com a cabeça. Aquilo era um aceno para que continuasse, foi o que presumi com suas expressões.


Sehun chegou mais perto e marcou um beijo roxo no meu queixo, deixando ali resquícios de sua excitação. Subia a trilha de beijos até meus lábios enquanto estimulava meus mamilos com os dedos.


Tirou minha blusa devagar, jogando-a em um canto que não era importante agora, pôde também ter mais liberdade com meus mamilos, chupando-os sem dó. Arrancando de mim um gemido sem som.


— Geme pra mim, amorzinho… — Sehun sussurrou em minha orelha, passando a língua áspera pelo local. — Eu vou te fazer gozar quantas vezes você quiser hoje… De todas as formas possíveis…


Eu gemi seu nome, como foi pedido. Parei a mão e os seus beijos, pulando para cima do colo do gatinho, descendo alguns beijos até a sua boca, dando vários selares repetidos.


Arranquei sua blusa com mais voracidade, eu estava afoito.


Sehun tomou conta de meus lábios com rapidez e instantaneidade assim que retirei sua blusa, grudando nossos troncos um no outro.


Sehun foi me empurrando para trás aos poucos, sem desgrudar daquele ósculo impiedoso. Meu corpo encostou por completo na superfície macia, mas não relaxou, continuou focada em dar prazer ao gatinho.


— Seu corpo é lindo, Nini. — Sehun balbuciou com a testa colada, e cheia de suor na minha.


Sehun sorriu ao ver a minha bunda morena, assim como enfiou-lhe um tapa nela, aumentando ainda mais o sorriso com o meu grunhido arrastado.


Sehun sorria cada vez mais, um sorriso safado era muito presente, o que não fazia parte do cotidiano do gato.


Ele dava prioridade em beijar cada canto do meu corpo, sem esquecer da cauda, que estimulava sem pressa minhas partes, eram movimentos calmos e circulares, estimulado cada vez mais.


Sehun sentou sobre meu colo, e eu parei mais uma vez para observar a beleza do garoto.


O torso não era definido, mas esguio, a pele branca e clara, sem nenhum tipo de ranhura. Os olhos eram muito bem desenhados e pequenos, as pupilas negras como noite e os cabelos pretos sedosos, grudados pelo suor decorrente na testa.


— Não é justo que só eu fique nu… — balbuciei. Levei minhas mãos até o cós da calça jeans do outro.


— Nini… Você é muito rápido… — ele subiu minhas mãos até o torso magro e fervilhando em emoções.


Sehun mais uma vez atacou minha pele com os lábios finos e os dentes afiados, deixando marcas muito bem visíveis sobre o meu pescoço e peitoral.


— Por favor, hunnie… Não é… é.. justo! — tive algumas dificuldades em dizer por conta das cauda ágil e os lábios rápidos demais sobre meus mamilos e minha bunda.


Sehun sorriu mais uma vez antes de de arrancar toda a roupa, deixando com que a ereção se tornasse livre do jeans pesado. O único tecido que nos separava, e que nos impossibilitava do toque mais íntimo.


Pude observar aquele corpo como uma obra de arte e delineada delicadamente pela Santa trindade, sem deixar de fora os traços masculinos e bem marcados, como a clavícula funda, e as coxas quase torneadas.


Sehun olhava como um verdadeiro felino para a minha intimidade ereta, e estimulava cada vez mais as minhas bolas com um carinho lento, salivando em cima delas. O rosto muito perto do meu pau, a adrenalina irradiando para todos os lados, nossos corpos exalando como brasas, um por cima do outro.


— Sehun… Isto é uma tortura, podemos ir direto ao ponto…? — puxei-o com a força restante dentro de mim, deixando com que nossos lábios roçarem um nos outros, e as ereções também.


Sehun ronronou e caiu sobre meu corpo, ronronando bem baixo no meu ouvido palavras sujas, sem deixar de lamber o local enquanto soltava mais e mais palavras.


Eu apalpava toda a suas costas, em busca de algum apoio, marcava minhas mãos ali também quando me provocava com aquelas palavras sujas.


— Fica de quatro ‘pra mim… — Sehun soltou junto com um ronronar rouco e pouco arrastado.


Obedeci e pus a me ajoelhar na cama de solteiro, e depois largar meu corpo para frente, apoiando minha cabeça no travesseiro, para que a minha bunda nem um pouco esquecida ficasse mais empinada e exposta.


Sehun demorou alguns segundos até alcançar o lubrificante que ficava escondido atrás de alguns bichinhos de pelúcia na estante acima de sua cama.


Lambuzou as mãos e a minha entrada. Salivou enquanto acariciava minha bunda e minhas coxas fartas.


Enfiou-me um dedo com rapidez, estocando com voracidade, enquanto meus gemidos eram abafados pelo travesseiro que estava na minha boca.


— Não precisa abafar, quero ouvir você gemer e gritar meu nome o resto do dia. — Sehun balbuciou enfiando-me mais um dedo, o mais fundo que podia.


Levantei meu rosto do travesseiro e soltei um gemido rouco, preso em minha garganta.


Sehun continuou me estocando sem piedade, e aos poucos colocado o 3° e último dedo. Já me deixando no ápice da insanidade.


Gozei o líquido viscoso e quase transparente, sendo lambido no segundo seguinte pela língua mais áspera que o normal de Sehun.


Logo, lambuzou o próprio pau com o restante de lubrificante, rasgando um pacote de camisinha com aqueles dentes afiados e enfiando sobre o membro ereto.


Posicionou o membro sobre a minha  entrada, aguardando com que minha respiração normalizasse para que pudesse continuar.


— Continua… Vai… — implorei em um fio restantes de voz, que rapidamente foi substituído por um resmungo sôfrego de dor.


Sehun ficou parado acariciando meu quadril e distribuindo beijos castos sobre minha pele, enquanto eu me acostumava com a dor.


Sinalizei com mais um resmungo para que ele pudesse continuar, meu corpo quente como brasa, o suor escorrendo por ambas testas. Meu interior queimando ainda mais e meu coração pulsando como minha intimidade.


Sehun se movia devagar, indo e voltando com mais intensidade. Sentia o membro se mover dentro de mim, como um movimento enlouquecedor e suave.


Com o acostumar das coisas, o ritmo aumentava, meus gemidos e gritos preenchiam o quarto pequeno, a cama se movia em movimentos acelerados, assim como nossos corpos suados e exaustos.


Subi meu torso e sentei sobre o colo de Sehun, que agora estava sentado sobre os joelhos. Ele implantou seus dentes afiados em meu pescoço, prendendo um gemido longo.


Eu subia e descia em seu colo, às vezes com mais força, fazendo o outro miar e delirar em prazer.


Sehun chegou ao ápice mais rápido que eu. Desfez-se dentro de mim, caindo na cama exausto, e eu assim que vi-o cair com o suor caindo pela face pálida e o peito descendo e subindo descompassadamente.


A visão era tão bela e perfeita, que foi o suficiente para completar meu orgasmo, dando variadas sensações por todo o meu corpo, logo caindo exausto na cama também.


Sehun virou o corpo para o meu lado ainda de olhos fechados, segurando minha cintura com tremenda delicadeza, beijando minha bochecha com os lábios frágeis.


— Desde quando você chegou aqui eu soube que eu amaria cada pedacinho de você. — confessou com um sorriso branco, e os olhinhos fechados e bem delineados. — Eu gosto tanto de você. Eu gosto de quando dança pela casa, da sua bagunça organizada, do seu chocolate quente e como cuida de mim mesmo sem perceber. Você trouxe tanta alegria ‘pra essa casa, eu não consigo vê-la sem você, assim como eu não consigo me ver sem a sua companhia todos os dias.


Abracei com força seu tronco, afundando meu rosto em seu pescoço, inalando seu cheiro suave de leite e a pele macia como veludo.


— Eu também gosto muito de você, e de toda a sua quietude, suas orelhinhas, sua cauda, seu jeitinho manhoso que você diz que é mentira, mas é verdade sim. Eu amo você, na verdade, eu amo seu jeitinho, e não me arrependo de nada. — disse contra a pele macia do seu pescoço.


E nós ficamos assim pelo resto dia, agarrados, curtindo os carinhos e palavras suaves que dizíamos uns aos outros.


Notas Finais


Me perdoa por esse lemon ruim, e foco na intenção, aaaaa.

Espero que tenham gostado e lido com bastante carinho.

Beijoooooooos!


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