História Colorful Enmity - Capítulo 1


Escrita por: e kittaey

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bottom!taehyung, Hate/love, Kooktae, Kookv, Softkookv, Taekook, Top!jeongguk, Vkook
Visualizações 834
Palavras 10.935
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


bem vindos ao meu debut no softkookv e à fanfic q me deixou sem dormir e quase sem cabelos dikddkkdk, escrevi ela em uma madrugada e particularmente gostei muito do resultado, então espero que gostem bastante também❤️ ódio e amor é minha especialidade então foi gostoso escrevê-la
tenham uma boa leitura e até as notas finais ^^

Capítulo 1 - Capítulo Único


Taehyung

 

Um. Outro. Mais um. E mais outro de novo. Reviro os olhos em um ódio descomunal ao perceber que me faltam três coisas no momento. Concentração no que o professor está falando, foco para tomar notas do que está escrito na lousa, e paciência para lidar com a infantilidade do ser humano atrás de mim, o qual no momento está se divertindo chutando a minha cadeira.

Jeon Jeongguk é conhecido no campus como o bad boy mais gostoso de toda a universidade, com seus ombros largos, braços fortes e tatuados até a ponta dos dedos escondidos por camisetas brancas de algodão e jaquetas de couro preta, coxas grossas apertadas em jeans escuros e sempre com coturnos pretos nos pés. Ele é o típico babaca galinha por quem todas babam nos filmes de adolescentes da Netflix; motocicletas, tatuagens, sorriso cafajeste e cigarros sempre no canto da boca, a composição barata do ser dele é o que me enoja quando passo por ele no campus ou sou obrigado a aguentá-lo sentado atrás de mim nas aulas que temos juntos, por estarmos cursando música na mesma turma.

Me viro para o desgraçado pronto para arrancar os dentes dele com um alicate, observando sua expressão falsamente alheia com ódio antes de ameaçá-lo com a voz mais baixa e fria que consigo sonorizar sem gritar no meio da aula. — Chuta de novo que eu faço suas bolas subirem para a garganta.

O garoto arqueia a sobrancelha em desafio, um sorriso ladino invadindo sua boca ao que ele ergue os pés cobertos por coturnos e os empurra contra minha cadeira outra vez. — Para qual garganta? A sua?

Reviro os olhos.

— Nem nos seus sonhos, Jeon, eu tenho muito mais com o que me preocupar.

— É, tipo qual modelinho da Gucci vai usar amanhã. — Ele joga, em deboche, o que eu só confirmo quando dou de ombros, não fazendo questão de dar qualquer tipo de atenção a ele quando me viro para frente outra vez. — Eu sugiro uma calça bem larga, para caber essa sua arrogância e prepotência toda. — Completa, fazendo questão de se inclinar na mesa para sussurrar as palavras no meu ouvido.

Arregalo os olhos e entreabro os lábios, completamente ofendido com a fala do garoto, deixando qualquer pose fria cair por terra quando lhe dirijo um olhar completamente assassino por entre os cílios estreitos. Se me deixar irritado é o que esse puto quer, conseguiu numa boa.

— Do que me chamou? — Me levanto, virando para de ele e chamando a atenção da classe toda, inclusive a do senhor Choi.

— Eu gaguejei? — Ele provoca, o sorriso cínico não deixando seus lábios por nem um segundo sequer.

— Repete, seu escroto.

— O que? Ofendi o principezinho? — Ele leva a mão ao peito em um sinal falso de arrependimento, e isso só faz com que eu cerre os punhos em puro ódio. — É o que você é, Kim, não sei por que fica surpreso, não passa de um arrogantezinho mimado que se acha melhor que todo mundo.

— Olha quem está falando! O escroto que tenta diminuir todo mundo para bancar o maioral! Me poupe, né, Jeon, tira essa cabeça do rabo e se enxerga.

— Vai me dizer que ficou irritadinho só porque eu disse a verdade? — Jeongguk me encara por alguns segundos, e quando reviro os olhos com ódio, solta uma risada falsa, inclinando a cabeça para trás. — Quer um pedido de desculpas, é, príncipe Kim?

— Eu quero você embalado em um caixão, de preferência por minha causa. — Digo entre dentes, meus punhos coçando para acertar um soco tão forte na cara desse babaca que eu não me importaria em quebrar todos os dedos no processo. — Você me enoja. — Termino, contraindo os lábios em uma careta desgostosa.

— Sei que quer dizer o contrário, principezinho. — Consigo sentir o cinismo despontar da ponta de sua língua e quase cedo à minha vontade de arrancar a cara dele com as unhas.

Quando entreabro os lábios para responder com uma acidez a altura, o professor se coloca entre o Jeon e eu e mantém os braços estendidos para que não nos aproximemos um do outro. — Parou aqui, Kim e Jeon. Eu estou cansado das provocações baratas de vocês na minha aula, toda semana é assim, sempre por um motivo tosco. — Abaixo a cabeça com o tom autoritário e intimidante do mais velho, e encaro a expressão entediada do Jeon com os olhos semicerrados em irritação. É tudo culpa dele. — Os dois estão dispensados da minha aula hoje e quero vocês na sala do reitor. Chega de agir feito jardim de infância na minha aula. Anda, peguem o material e saiam.

Quero protestar e gritar que a culpa não foi minha, mas sei que vou ser visto ainda mais como um garotinho do jardim de infância se fizer isso, então apenas arrumo minhas coisas em silêncio e levanto para sair de sala, fazendo questão de esbarrar no ombro largo do moreno em revolta e recebendo um assobio irônico do mesmo.

Sigo pelo corredor e obviamente desvio da sala do reitor, afinal, o professor não nos acompanhou, então não vai saber se formos mesmo a sala dele ou não. Procuro usar esse tempo restante da aula como ponto de paz, andando devagar pelo corredor vazio dos bebedouros e encostando à parede ao lado deles, onde solto minha mochila. Seria tudo muito mais calmo, se não fosse pela voz que ecoa atrás de mim no segundo seguinte.

— Vejo que ficou mesmo estressadinho, Kim.

Jesus, mandando a real aqui, o que caralho eu fiz de tão errado para merecer um escroto desse na minha cola? — É o que pergunto mentalmente, olhando para o céu antes de, devagar, e sem o menor animo, me virar para o mais novo com a minha expressão mais assassina.

— Sério mesmo que veio até aqui para torrar minha paciência? Você realmente não tem nada para fazer, não?

— Na verdade, não. — Ele estreita os olhos em uma expressão falsa de quem está pensando, e eu levo uma das mãos até a testa em descrença. Não é possível ser tão cínico. — Além disso, te ver irritadinho já me faz ganhar o dia.

— Você é um cretino cínico, puta merda, como consegue? — Digo, exasperado de tanto ódio.

— Até que essa não foi tão ruim. — Ele nem ao menos se abala com meu xingamento, dando de ombros como se não fosse grande coisa enquanto enfia as duas mãos dentro dos bolsos da calça. — Já me chamou de coisa pior enquanto sentava em mim.

Arregalo os olhos, me aproximando do maior o mais rápido possível enquanto estico a mão para tampar a boca dele. Olho em todas as direções possíveis em busca de testemunhas da fala do imbecil e agradeço a todos os seres cósmicos do universo por estarmos tão isolados que praticamente ninguém consegue nos ver aqui.

— Esse teu cérebro minúsculo resolveu ficar menor? Tá louco de falar uma coisa dessa alto desse jeito? — Aperto meus dedos em sua boca e observo o garoto sorrir malicioso apenas com os olhos pouco antes de sentir sua língua deslizando devagar pela minha mão de um jeito provocante.

Retiro-a imediatamente de perto de sua boca e me afasto como se o garoto fosse portador de alguma doença venérea, o que parece diverti-lo, pois ele sorri de canto assim que volto meus olhos para ele. — O que foi, Kim? Não quer que ninguém saiba que o principezinho senta no “suburbano” e não em um mauricinho por aí? É isso?

Solto um bufar tão alto que sinto fumaça saindo dos meus ouvidos enquanto forço as palavras a saírem de forma baixa e não em gritos altos da minha boca. — Sim, é exatamente isso, e não se esqueça de que é o suburbano babaca, que se submete aos meus caprichos de “príncipe”. — Termino, com acidez escorrendo por entre meus lábios, meu corpo inconscientemente mais próximo ao do garoto.

— Você é mesmo um mimadinho mesquinho. — Ele estala a língua no céu da boca, o sorriso dando uma vacilada ao que seus braços se contraem para cruzar em frente ao peito.

Me distraio quando os músculos avantajados e cobertos por tatuagens se contraem e o peito musculoso fica praticamente à mostra pela camisa branca e fina, fazendo com que minha língua deslize lentamente pelos lábios ao lembrar do que esse corpo é capaz de fazer.

Balanço a cabeça quando observo o sorriso do Jeon crescer em convencimento por saber que estou secando seu corpo e dou um grande passo para trás quando ele se aproxima ainda mais de mim, quase cobrindo meu corpo com o dele. — E... E-E você... — Engulo em seco, sentindo ele cada vez mais perto de mim, ao ponto de eu já não conseguir raciocinar muito bem com o calor que emana dele e de sua maldita respiração quente contra mim. — Você continua um imbecil cheio de si! — Consigo terminar, desviando do mesmo e encostando meu corpo na porta do almoxarifado atrás de mim, finalmente conseguindo a sensação de respirar normalmente outra vez, já que o corpo do maior se afastou do meu no processo.

— Eu sou imbecil e você não passa de um mauricinho cheio de capricho. — Ele parece perder a paciência com o fato de eu ter fugido de si, deixando de lado a pose imponente e parecendo disposto a me irritar.

— E você não passa de um escroto sem escrúpulos.

— Mimadinho.

— Babaca.

— Idiota.

— Imbecil.

— Nojentinho.

— Cretino.

— Gostoso. — Ele solta, e só então percebo que durante nossa troca de insultos, acabamos por ficar frente a frente um com o outro novamente, e pior ainda, agora estamos totalmente dentro do almoxarifado vazio, onde ninguém pode nos ver, em hipótese alguma. Vejo que o sorriso presunçoso do garoto voltar a tomar conta dos lábios rosados, e isso me tira do sério ao ponto de eu querer arrancar aqueles dentes um por um.

— Cala a boca. — Um sussurro.

— Cala você. — Um murmúrio.

— Vem calar. — Desafio.

— Pode deixar. — Ele mal termina a frase e já embrenha os dedos pelos meus cabelos para me puxar para um beijo faminto logo de cara.

Prendo a respiração, sentindo a boca faminta pressionar contra a minha lentamente, primeiro beijando meu lábio inferior e depois acertando meus lábios em conjunto. Jeongguk cobre o meu corpo com o dele e enfia a língua na minha boca com conhecimento, sem ao menos esperar que eu entreabra os lábios totalmente para dar espaço a seu músculo úmido. Sua língua macia trespassa o espaço entre meu inferior e superior e resvala contra a minha, fria, molhada, e extremamente gostosa.

Solto um gemido baixo contra a boca do mais novo, sentindo-a se mover lentamente conforme a ponta de seu músculo úmido faz cócegas contra meu céu da boca, se esfregando com o meu e o rodeando devagar e de uma forma extremamente sexy, o que me faz soltar um gemido mais alto e esticar o braço para alcançar os fios negros e lisos da nuca dele, puxando-o para mim o mais perto que a física permite.

Jeongguk sorri contra a minha boca, chupando minha língua devagar já fora da minha boca e rodeando-a novamente antes de trazer o beijo outra vez para um ritmo devagar e ainda assim intenso dentro de nossas cavidades bucais. Suas mãos assumem minha cintura e os dedos longos fincam com força na carne quando ele me pressiona na porta — agora fechada — e afasta minhas pernas para se encaixar entre elas, sua língua avançando dentro da minha boca e seus lábios aumentando a pressão contra os meus.

Sinto a pressão do corpo dele sobre o meu e quero desesperadamente apertar minhas pernas à sua volta para fazer com que ele esfregue o pau que eu sinto já duro contra minha coxa, em mim. Suas mãos estão em todos os lugares, seus dedos cravam na minha pele como se ele deixasse claro que passara por ali e que voltaria quantas vezes fossem necessárias. Sinto os dígitos longos dele agarrarem minha bunda em reconhecimento, apertando-a tão forte que sinto o local doer com a pressão. Logo em seguida, o maior desce as unhas pelas minhas duas coxas nas laterais, desde a curva entre minha bunda, até a parte de trás dos meus joelhos, onde ele agarra e enrola mais em volta da sua cintura, uma pegada firme, assim como ele sempre demonstrara ter.

Nos afastamos em questão de poucos segundos, os cabelos dele estão embrenhados entre meus dedos apertados, uma bagunça completa. Seus lábios resvalam pelos meus conforme ele tenta recuperar o fôlego tirado no nosso beijo, logo depois deslizando o inferior pelo meu queixo, linha do molar e curva da mandíbula, até o lóbulo da minha orelha, onde ele morde delicadamente entre os dentes frontais.

Me arrepio da cabeça aos pés, sentindo suas mãos em estado frenético contra meu corpo, uma delas indo em direção ao meu rosto, o polegar contra minha bochecha, pressionando para trás para que minha cabeça fique inclinada, dando-lhe mais acesso ao meu pescoço, onde ele enterra o rosto, aproveitando para deslizar a ponta da língua desde a base da minha garganta até meu pomo-de-adão, onde chupa com vontade. Mordo o lábio inferior, gemendo entre dentes e aproveitando a deixa para deslizar os dedos para baixo da camisa branca e fina do maior, sentindo os músculos bem talhados de suas costas se contraírem contra as pontas dos meus dedos, onde coloco pressão em um arranhão que com certeza deixa vergões pelo caminho, dos ombros até sua cintura.

— Eu tava louco... para calar essa sua boca linda. — Ele segreda contra a pele do meu pescoço, seus lábios sugando uma parte do local que me faz apertar suas costas com força contra o meu corpo. — Você fica muito mais lindo com outra coisa nessa sua boca gostosa.

— Vai se foder, sério. — Reviro os olhos, puxando seus cabelos com força para que o mesmo volte a ficar com o rosto na frente do meu, capturando seus lábios novamente e chupando o inferior do mesmo devagar, gemendo baixinho com a sensação que tenho quando ele me suspende um pouco mais para cima na porta.

— Eu vou te foder, é diferente. — Ele diz debochado, as mãos deixando minhas coxas e subindo lentamente em direção à barra da camisa larga que uso, seus dedos brincando com o tecido por alguns segundos antes do maior levantar a mão por dentro dele e acariciar minha barriga com a ponta dos dígitos.

— Cala a boca e não me testa, Jeon.

— Ah, testo, você fica mais gostoso quando te tiro do sério. — Ele murmura, o nariz resvalando sobre a minha pele enquanto tudo nele me invade como um soco na cara. Seu cheiro, sua voz, seu corpo. Porra.

Sinto uma fisgada no baixo ventre, meu pau pulsa em desejo, e quero fazê-lo se ajoelhar e me chupar bem ali, para provar que aquele é o lugar dele, ajoelhado e submisso às minhas vontades. Porém, meus pensamentos maliciosos e nublados em desejo por aquele filho da puta gostoso são dissipados ao me lembrar exatamente da onde estamos, e que daqui a pouco o sinal para a troca de horários irá bater outra vez.

— Espera, espera, espera! — Dito, empurrando seus ombros minimamente conforme sinto seus lábios famintos em meu pescoço. — Agora não.

— Então quando? — Ele pergunta, suas mãos desesperadas me apertando como se eu fosse desaparecer a qualquer momento, não disposto a me soltar tão fácil.

— Hoje à noite, às 19, eu passo na sua casa, okay?

Ele leva alguns minutos para se convencer, mas no fim me deixa ir com a condição de que eu realmente apareça em seu apartamento mais tarde para terminar o que começamos, porém me chama antes que eu possa sair. — Espera! Antes de ir... — Me surpreendo quando os dígitos do moreno alcançam meu cotovelo e me viram para si, sentindo logo em seguida o toque rápido de sua boca pressionando a minha, antes que ele se afaste com a expressão arteira.

Arregalo os olhos para ele, batendo em seu peito em um meio empurrão antes de me afastar ainda mais dele para envolver a maçaneta da porta com os dedos. — Eu vou primeiro, você espera uns minutos e sai, entendeu?

— Sim, senhor. — Ele confirma, batendo continência, e eu só reviro os olhos pela milésima vez seguida e me viro para a porta, respirando fundo antes de abri-la, colocando apenas a cabeça para fora para observar a movimentação.

Como não há ninguém no corredor, saio devagar do local, mas não sem antes sentir um aperto forte no meu traseiro. Viro com o olhar assassino na direção do Jeon, mostrando o dedo do meio para o mesmo antes de bater a porta com força na sua cara, saindo dali como se nada tivesse acontecido, mas com a consciência mais pesada do que nunca.

 

 

⚜️

 

 

 

— Mais uma e você perde. — Jeongguk se aproxima de mim por trás quando aponto com o taco de bilhar na bola branca, minha mira se estreitando para acertar o buraco no extremo direito da mesa.

— Não vou perder, na verdade, vou chutar esse seu traseiro convencido e te humilhar. — Essa é a maior mentira de todas, porque, apesar de saber jogar bilhar muito bem, obrigado, Jeongguk infelizmente era um filho da puta muito bom no que fazia e estava me dando uma surra do caralho no jogo. Porém, sou orgulhoso e vou manter minha integridade intacta, mesmo que perca para esse babaca.

— É, claro. — Ele não dá bola para minha ameaça e sinto o calor de seu corpo contra o meu quando ele se aproxima para tocar minhas costas com seu peitoral, seus dedos deslizando pela lateral do meu corpo até se firmarem ao redor do meu quadril, o qual ele puxa em sua direção enquanto se inclina sobre mim para deixar os lábios grudados na minha orelha. — Se concentra para não errar, Kim. — Desgraçado. Sinto sua respiração quente contra a parte sensível atrás da minha orelha e sua pélvis pressiona meu quadril contra a mesa, deixando meus pensamentos difusos e minha mira comprometida conforme minha concentração se vai e foca mais em como os músculos do abdome e peitoral dele estão pressionados contra minhas costas, e com isso, a sensação de tê-los abaixo do meu toque tiram completamente qualquer chance de mirar corretamente.

Acabo por empurrar para trás na intenção de acertar a barriga do maior, porém o taco volta contra a bola branca quando seus dedos fincam em meu quadril e no susto, erro o alvo e acabo por encaçapar a bola branca no lugar da verde dentro do buraco do meio, perdendo a jogada completamente.

Solto um grunhido frustrado ao mesmo tempo em que sinto um beijinho de leve sendo pressionado na minha nuca, causando-me um arrepio extremamente indesejado conforme me viro para o moreno, cruzando os braços em frente ao peito e pronto para cometer um assassinato ali mesmo. — Perdeu, né?

— Você é um imbecil. — Dou um leve murro em seu braço tatuado e o empurro para colocar o taco contra a mesa, esperando o idiota se afastar com um sorrisinho cafajeste conforme ele me joga um beijo no ar e me espera jogar o taco em sua direção.

Faço questão de me aproximar e empurrar o objeto com força contra seu peito, recebendo em troca um assobio debochado antes de me virar, encostando contra a parede e observando o Jeon fazer sua última jogada. — Olhe e aprenda, Kim.

— Vai se foder e joga logo essa merda. — Me revolto, revirando os olhos diante seu convencimento e arqueando a sobrancelha, a espera de sua jogada.

Jeongguk prende a língua entre os dentes e se inclina sobre a mesa, recuperando a bola branca e a reposicionando próxima ao taco. Seus músculos retesam quando ele posiciona o objeto entre o médio, indicador e polegar, e tenho que afastar os pensamento de como eles delineiam quando ele me segura contra a parede para me concentrar em seus passos. Para de pensar com o pau, Taehyung.

O garoto inclina o taco um pouco para trás, e o empurra rapidamente contra a branca, essa que bate com força contra duas bolas e acaba encaçapando a número 6 vermelha e a 8 azul no extremo esquerdo e no do meio direito, respectivamente, em uma tacada certeira. Arregalo os olhos com a sorte maldita do mais novo e já posso ver o sorriso convencido preenchendo seu rosto antes mesmo que ele se vire para mim exatamente dessa forma, brincando com o taco entre os dedos como se fosse o dono do mundo. Gostaria de arrancar esse sorriso besta na base do soco. Convencido do caralho.

— Parece que eu ganhei, Kim.

— Você é um filho da puta trapaceiro, isso sim. Ficou me distraindo o tempo todo de propósito pra me fazer errar.

— Cada um usa a arma que tem, chorão. — Ele diz brincalhão, os dedos se infiltrando nos fios da minha franja e bagunçando-a como se estivesse falando com uma criança de cinco anos.

— E você usa a trapaça, né, babaca? Não me admira, você é o maior cara de pau mesmo, não dá uma a dentro, só sabe fazer as coisas na base da ment— Sou interrompido quando o maior se inclina sobre mim e agarra meu quadril com força, me virando contra a mesa e erguendo o meu corpo do chão para me sentar em cima dela, deslizando os dedos para baixo para apertar minhas coxas e afasta-las, ficando entre minhas pernas no instante seguinte, a testa pressionada contra a minha e a respiração quente batendo em minhas bochechas.

— Desculpa interromper o discurso, mas parei de escutar assim que você abriu a boca. — Arregalo os olhos, ofendido com a audácia do moreno ao mesmo tempo em que ele arranha minhas coxas devagar, desde o início delas até a parte de trás dos meus joelhos, onde ele puxa mais para si para que possa ficar ainda mais perto de mim. — Você fica extremamente gostoso quando tá puto comigo, Kim.

— Filho da p— Ele novamente não permite que eu termine, já que leva uma das mãos até meu rosto e se inclina para pressionar a boca na minha.

Nosso beijo não é calmo, é faminto, intenso, como se estivéssemos ainda em plena discussão e nossas línguas fossem aliadas em uma guerra onde apenas os dois lados sairiam ganhando. Sua língua se enfia entre meus lábios com violência, explorando o interior da minha boca como se quisesse me devorar bem ali, ela circula a minha, a ponta deslizando lentamente pelo piercing no meu músculo úmido e rodeando-a em uma provocação suave que me arranca um gemido arrastado contra seus lábios.

Jeongguk sorri de lado antes de chupar minha língua devagar para dentro de sua boca, entreabrindo os lábios para que eu veja o ato, já que nossos músculos se encontram fora da cavidade bucal. Ele abre os olhos e faz mais uma sucção em meu músculo, fazendo um som alto de chupada antes de apertar o corpo contra o meu conforme volta a penetrar a língua na minha boca e inclina a cabeça um pouco para o lado para avançar com mais fome contra meus lábios.

Ergo uma das mãos na direção dos cabelos escuros do mesmo e deixo a outra se guiar para sua cintura, apertando a carne do local com força enquanto ele move a língua com gula contra a minha, fazendo cócegas leves no céu da minha boca com cada movimento, devo ressaltar, delicioso. Me afasto um pouco para poder capturar o inferior do mais novo entre os dentes, arranhando a carne lentamente e deixando-a deslizar por entre eles até a pontinha, envolvendo-o com meus lábios e chupando-o lentamente, meus olhos atentos a reação de Jeongguk, que solta um gemido arrastado e delicioso.

Assim que solto seu lábio inchado com um olhar selvagem, o moreno enfia os dedos por entre os cabelos da minha nuca e mergulha na minha boca outra vez, dessa vez de uma forma quase voraz, sua cabeça inclinada para o lado para me abocanhar melhor enquanto sua língua avança sobre a minha, me dominando com seu gosto forte de cigarro, menta e perigo. Puxo seu corpo contra o meu pelas pernas enroladas em volta de sua cintura e finco as unhas contra a pele de sua nuca, arranhando-o próximo ao couro cabeludo antes de puxar os fios entre meus dígitos, arrancando um gemido alto do garoto, já que esse é um dos seus principais pontos erógenos.

O moreno devolve empurrando meu corpo um pouco para trás ainda com sua boca colada na minha para que possa subir na mesa junto a mim, mesmo que ainda esteja entre as minhas pernas. Deito sobre o veludo verde, sentindo as bolas sendo empurradas para fora do local conforme Jeongguk se afasta minimamente dos meus lábios, meu inferior preso deliciosamente entre os seus em uma sucção lenta, que ele faz questão de fazer olhando diretamente nos meus olhos.

Meus dedos se apertam em seus cabelos quando sinto-o mover o quadril contra o meu ainda com os olhos fixos em mim, e meu lábio ainda confinado entre os dele. Sinto-o ali, duro sob a calça jeans e pressionado contra minha própria ereção, então levo minha mão antes em sua cintura na direção de seu quadril, abrindo mais as pernas e incitando-o a se mover novamente para me proporcionar a sensação de alívio quando ele se esfrega contra mim.

Jeongguk retira os dedos dos meus cabelos e posiciona as mãos ao lado do meu rosto sobre a mesa para conseguir apoio, seu rosto se afasta do meu e ele solta meu lábio com um estalo que ecoa na minha mente assim como o gemido baixinho que solto com a sensação que isso causa. Seus bíceps se contraem quando ele força um rebolar lento contra meu corpo, seu pau pressionando o meu por cima do jeans e causando uma sensação de êxtase inexplicável, que percorre meu corpo em ondas de um prazer intenso.

— Porra... — Mordo o lábio inferior e inclino a cabeça para trás quando ele ondula o quadril entre minhas pernas, de novo, de novo e mais uma vez, até que eu esteja seguindo seu ritmo e indo de encontro a seu corpo por conta própria, minhas coxas pressionando suas laterais enquanto busco por mais prazer em seu corpo ondulando sobre o meu.

A respiração ofegante do maior desliza contra minhas bochechas quando ele enterra o rosto em meu pescoço, seu lábio inferior resvalando pela pele arrepiada desde a base, até a pele fina atrás da minha orelha, a qual ele desliza a língua por entre os brincos presos na cartilagem e mordisca a ponta, eriçando os pelos na minha nuca. Jeongguk agarra meu quadril com as duas mãos e desce com a língua pelo meu pescoço, deixando um rastro úmido que contorna em movimentos circulares a linha do meu molar e termina na ponta do queixo, onde ele morde com um sorriso arteiro.

— Você é gostoso demais... — Ele geme, as mãos apertando tanto o meu quadril que sinto que a marca de seus dedos permanecerá na minha pele por um longo tempo. Continuo pressionando seu quadril em mim e sinto que meu pau vai rasgar a calça que uso de tanta vontade que eu sinto de me ver livre dessas roupas e estar contra ele sem nada me impedindo, mas me contento por enquanto em apenas enrolar meus dedos livres em seus fios negros e ondular o quadril contra ele em movimentos circulares e desesperados.

— Tira essa porra. — Dito autoritário, cortando a seriedade com um gemido ao que subo com meus dedos por dentro do tecido da camisa branca fina que Jeongguk usa, minhas unhas cravando na pele de músculos retesados de suas costas desde a curva da cintura até a parte abaixo de seus ombros, usando a mão livre para puxar o tecido para cima e passá-lo por sua cabeça.

Observo o peito desnudo e coberto de tatuagens do Jeon, a carpa em cores escuras descendo desde a base de seu pescoço até a lateral de sua cintura fina, misturados a desenhos de arte japonesa. Escritas em gaélico e diferentes personagens da cultura ocidental contornam cada músculo que compõem a pele pálida do maior, a qual mesmo tendo explorado incessantemente, ainda faz com que entreabra os lábios pela beleza pintada que é a tela da pele do moreno.

— Fecha a boca que a baba tá escorrendo, Kim. — Reviro os olhos para a frase convencida do Jeon e me apoio sob os cotovelos para voltar a envolver seus cabelos negros entre meus dedos e tomo a iniciativa quando deslizo a ponta da língua pela pele tingida com uma rosa vermelha e chamativa em seu pescoço até a linha que divide sua mandíbula, onde arranho de leve com os dentes para logo em seguida circular meu músculo úmido no local e chupar uma porção de pele dali, deixando uma marquinha vermelha por onde passei.

O quadril do Jeon continua a se movimentar contra mim e sinto tanto minha respiração quanto a dele se alterarem conforme ele acelera a ondulação nos quadris e simula uma estocada certeira contra meu corpo, como se estivesse me penetrando da maneira selvagem que sempre faz, o que me faz retirar o rosto de seu pescoço apenas para gemer entre dentes de forma entrecortada. — Jeon...

— Eu sei, baby... — Ele geme, puxando minha mão de seus cabelos e a guiando por seu pescoço, peito e tórax, até estender dois dos meus dedos para logo em seguida colocá-los no cos de sua calça, incitando-me a fazer o resto. Sem cerimônias, adentro o tecido com facilidade usando meus dedos e consigo sentir seu pau quente e macio contra meus dígitos desesperados. — Isso, Kim, pega...

Fito o suor deslizando devagar por sua têmpora quando envolvo seu caralho na mão, apertando o falo rígido em uma pressão média antes de movimentar meus dedos nele, de cima para baixo, sentindo a pele macia se esfregar contra minha pele conforme rebolo o quadril contra seu jeans, recebendo um prazer imensurável com isso.

Gemidos baixos e os sons que meus dedos fazem contra o pau do Jeon ecoam na sala e ele se afasta minimamente para ficar de joelhos entre minhas pernas, os dedos em minha cintura se firmando no local conforme sua mão livre se infiltra dentro da camisa de algodão que uso, os dígitos longos fazendo pressão sobre as minhas costelas ao que ele os sobe lentamente pelas laterais, até que o tecido não está mais sobre meu tronco.

O frio que o ar-condicionado causa contra minha pele arrepia meu corpo, mas não é o suficiente para acabar com o calor absurdo que a excitação causa em mim quando o Jeon se inclina sobre meu tronco para envolver um dos meus mamilos com a boca, sua língua rodeando a aréola eriçada e me arrancando um suspiro longo antes que ele chupe o local com a pressão certa. Meus dedos se retiram de sua calça e voltam a enlaçar seus cabelos, pressionando seus lábios com mais força no meu peito ao que ele guia os dedos livres até o outro mamilo, apertando-o com o polegar ao mesmo tempo em que mordisca o outro, e causando um frenesi no meu corpo que somente ele consegue causar.

Jeongguk sorri contra minha pele, sabendo exatamente o tipo de sensação que me causa, e aproveita meu momento de sensibilidade para beijar delicadamente cada pedaço disponível no meu peito, para logo em seguida abrir espaço entre os lábios com a língua, deslizando-a devagar pelo meu abdome até a altura do cos da calça jeans. Os olhos ônix dele capturam os meus por questão de segundos, então ele guia os dedos até o fecho de pressão ali posto e agarra o tecido junto à cueca pelas laterais do meu corpo, deslizando-o pelas minhas pernas até a altura dos calcanhares.

O mais novo retira meus sapatos e aproveita para descer da mesa e se livrar dos dele também, assim como a calça jeans preta e a boxer vermelha em volta de seu quadril, logo segurando meus tornozelos com uma das mãos enquanto usa a outra para retirar totalmente a calça e cueca do meu corpo. Respiro fundo, tentando conter um gemido arrastado quando ele me segura com força pela parte abaixo dos meus joelhos para alcançar minha perna com os lábios. Jeongguk distribui selares com uma pressão suave desde meu calcanhar até a dobra da articulação do joelho direito, sua mão guia minhas pernas a se enrolar em volta de seus ombros, e ele mordisca a parte interna da minha coxa com adoração, como se cultuasse meu corpo.

— Essas suas coxas me tiram tanto do sério, Taehyung, eu poderia passar o dia todo fodendo elas que pintaria essa sua pele gostosa de gozo de novo e de novo. — Mordo o lábio inferior com sua fala rouca de desejo e estico os dedos para tocar os cabelos do moreno quando ele dedilha a tatuagem de flores de sakura pintadas ao longo da lateral da minha coxa, até a altura do joelho. — Essa sua tatuagem... parece que você foi feito sob medida para acabar com a minha sanidade, Kim.

— Se eu te deixo tão louco... — Deslizo a língua pelos lábios, encarando-o. — Por que não acaba logo com isso e me chupa de uma vez?

— Tsc, tão mandão. Você tem que parar de ser tão mimado, Kim, nem todo mundo vai fazer o que você quer, na hora que quer. — Reclama, mesmo que ainda esteja com a boca sedenta distribuindo chupões e vergões por toda a extensão das minhas coxas.

— Bom, você se submete aos meus caprichos de garoto mimado sempre que eu quero, não vejo motivos para não me obedecer agora. — Dou de ombros, sentindo que ele para o trabalho nas minhas pernas apenas para me encarar com uma das sobrancelhas arqueadas, tendo um sorriso convencido meu em resposta. Está na hora de ser provocado agora, Jeon.

— Ah, é? Então o que vai ser, majestade? — Sorrio com a petulância dele e ergo o olhar quando ele novamente se coloca entre minhas pernas, os dedos segurando minhas coxas com firmeza e possessão, característicos de seu toque. — Quer que eu te chupe aonde, hm? — Ele sussurra com a voz rouca, se inclinando sobre mim para alcançar meu pescoço e deslizar a língua pelo meu pomo de Adão, deixando um chupão tão forte na pele que me faz estremecer abaixo de si. — Quer que eu te chupe aqui... — Toca meu pênis completamente ereto e negligenciado, deslizando os dedos pela extensão quente e apertando a fenda com o polegar para logo em seguida rodear a glande com ele, para espalhar um pouquinho do líquido pré-seminal que escapa dali. Solto um gemido um pouco mais alto dessa vez, não só com o prazer, mas pelo alívio de finalmente ser tocado ali. — Ou quer que eu te coma com a língua, bem aqui? — Seus dedos resvalam sobre as minhas bolas, mas pressionam meu períneo com firmeza, fazendo com que eu arqueie as costas em ângulo, assim que ele circula minha entrada com o indicador, brincando com o local sensível e sorrindo quando solto um suspiro deleitoso com sua ação.

— Você sabe o que eu quero. — Tento impor firmeza na voz, mas quando seus dedos deixam de me tocar ali para envolver meu quadril, tudo o que quero dizer se dissipa e nada mais passa pela minha cabeça a não ser Jeongguk. Sua voz, seu cheiro, seu toque, tudo nele, apenas.

— Fica de quatro, Kim. — É sua ordem, e ele me auxilia com as mãos posicionadas no meu quadril, me deixando na posição desejada assim que viro de costas para si, encarando agora a parede branca atrás da mesa de bilhar onde estou.

Jeongguk segura minha cintura com força, deixando meu quadril inquieto parado para que possa começar com seus toques. Os dedos longos deslizam pela pele das minhas costas, pressionando pontos específicos para me deixar mais entregue conforme ele deixa beijos suaves por cada local que passa, minha nuca, pescoço e ombros, depois com mais pressão na linha da coluna, costelas e enfim, os piercings nas duas covinhas da linha do meu quadril, os quais ele ama tanto quanto a tatuagem ao longo da minha coxa.

Sinto sua mão envolver minha bunda, enchendo-a com a carne macia do local conforme ele circula meus piercings com a ponta da língua para depois descer com a mesma em direção a seus dedos. Ele mordisca a região, raspando os dentes de leve e me entorpecendo com a sensação gostosa de antecipação que isso causa. Seus dedos afastam os lados dela para que ele possa enterrar o rosto entre o local, dando uma lambida experimental desde o períneo até a entrada contraída.

Arranho o veludo, descontando o prazer que sinto quando ele endurece a língua e a penetra no anel de músculos ao que agarra a divisa entre minha bunda e coxas com força enquanto força o músculo úmido contra minha entrada, fodendo-me com ele. — Porra, Jeon! — Solto um grunhido, quase como um gemido esganiçado, e arqueio as costas para levar as mãos até os fios escuros do mais novo, apertando-os entre os dedos ao que rebolo contra seu rosto e língua com vontade. — Isso, assim... — Sorrio com a sensação, sentindo uma fisgada no meu pau com cada movimento circular e de entra e sai de sua língua na minha entrada, ao que giro o quadril em busca de mais, cada vez mais.

O moreno se afasta minimamente, e quase solto uma reclamação alta quando ouço um barulho de plástico rasgando, só para sentir um dos dedos longos do mais novo fazer pressão contra minha entrada, este estando besuntado com algo viscoso e frio, o que deduzo ser lubrificante. Jeongguk penetra o médio no local, e sinto ele massagear a parte interna do meu corpo com uma experiência que eu amaldiçoo por ser tão gostosa de sentir. Ele continua inclinado sobre a mesa, e sua respiração atinge o início das minhas coxas quando ele desliza a língua pela parte de trás delas. Seus lábios chupam a zona erógena ao mesmo tempo em que ele gira o dedo em ângulo e adiciona mais um no processo, fazendo com que eu solte um arfar misturado a um gemido engasgado de prazer e jogue a cabeça para trás com força, apertando seus cabelos entre meus dígitos em um desespero para alcançar o orgasmo com tantas sensações juntas.

— Isso, baby, geme gostoso para mim, vai. — Sua voz rouca me dá mais tesão, e me seguro com força na mesa para rebolar mais contra seus dedos enquanto ele distribui beijos e chupões intensos contra a pele das minhas coxas, com meus dedos ainda infiltrados entre seus fios úmidos de suor.

— Tem camisinha aí? — Solto com um gemido arrastado, não aguentando mais um segundo de estimulação assim. Preciso desse imbecil dentro de mim nesse momento ou vou explodir.

— Sabe que tenho, Kim. Mas não vou te foder agora, ‘cê tá ligado nisso.

— Por que não, droga? — Pergunto, irritado. Seus dedos aumentam absurdamente a velocidade com que me fodem e sinto minhas pernas fraquejarem com a força que ele usa para fazer isso. Estou a ponto de implorar que ele se apresse, mesmo que isso seja completamente humilhante. Eu preciso dele dentro de mim. Agora.

— Você sabe o que vem na promessa de sexo do caralho, Kim. Primeiro eu faço gozar com a minha língua, depois faço gozar no meu pau. — Ele dita, e quase solto um gemido mais alto com o teor sexual que envolve não só sua fala, mas o jeito com o qual ele a pronuncia.

— Eu só... eu quero... puta merda, Jeon! — Grito, sentindo seus dedos se esfregarem em pontos gostosos demais para ignorar no meu corpo. Rebolo com força, jogando o quadril contra seus dígitos enterrados dentro de mim e choramingando com a vontade de ter algo a mais ali. Algo maior. — Eu vou gozar, Jeongguk!

— Goza gostoso, Kim, pode vir. — Sinto a sensação do orgasmo vibrar em cada nervo do meu corpo, e assim que seus dedos livres deslizam para baixo para apertar meus testículos e massageá-los em movimentos alternados, qualquer barreira que estiver me impedindo se esvai e gozo com força, notando o líquido transparente e viscoso escapar em abundância da fenda.

Minhas costas permanecem em arco, e tento normalizar a respiração desregulada e os músculos fraquejando pelo meu corpo todo ao que escuto Jeongguk se posicionar em cima da mesa novamente. Seus dedos se retirando de dentro de mim para acariciar minhas costas delicadamente em movimentos circulares.

Ele acaricia minha nuca, deixando selares suaves pela pele arrepiada antes de me auxiliar a virar sobre a mesa, ficando novamente com as costas contra o veludo verde, para que ele possa me encarar nos olhos outra vez. — Precisa de água? Sei bem como eu canso as pessoas.

— Sim, você me cansa pra caralho, mas eu tô bem, só preciso recuperar o fôlego.

— Eu tenho essa mania de tirar o fôlego dos outros, aqui não existem só músculos fascinantes.

— É, também existe um cérebro do tamanho de uma noz. — Corto sua fala convencida, observando seu olhar mudar de prepotente para falsamente ofendido quando ele leva a mão ao peito em puro teatro.

— Você diz isso, mas acabou de gozar gostoso só com meus dedos em você.

Reviro os olhos.

— Nunca disse que você não fode bem. — Dou de ombros, deslizando os dedos pelos cabelos castanhos e úmidos grudados em minha testa.

— Nem tem porquê dizer isso, eu sou o máximo no quesito.

— Você é um convencido do caralho.

— E você gosta, porque sabe que eu faço gostoso. — Seu tom desce um pouco, agora um pouco mais rouco, e carregado de desejo. O garoto se inclina sobre mim para beijar meu pescoço, circulando a pele com a língua conforme desce a mão na minha cintura para meu abdome, depois dedilhar a parte debaixo do meu umbigo para alcançar meu pênis semi-desperto, envolvendo a base com uma suave pressão.

Ele aperta a cabeça, movimentando os dedos em uma massagem lenta ao que gira o dedo em torno da fenda, o que me causa uma onda de prazer intenso outra vez. Endureço em sua mão, os dedos frios fazendo contraste com a pele quente e a glande sumindo e desaparecendo entre o punho fechado do mais novo.

A língua dele trabalha em meu pescoço de uma forma completamente erótica, e afasto suas mãos de mim só para passar uma das pernas por cima de suas coxas grossas e encaixar o pau dele bem embaixo do meu. Jeongguk captura minha intenção no ar e agarra meus quadris com as duas mãos para me guiar, mesmo com o rosto ainda enterrado no meu pescoço. Faço o primeiro movimento experimental, rebolando lentamente em cima dele com o auxílio de seus dedos firmes em minhas ancas, sentindo a pressão quente de seu pau contra o meu e segurando a vontade de circular os quadris mais rápido e com mais força em seu colo.

Seus dígitos exploram minhas laterais, dedilham minhas costelas e voltam suaves até a curva da minha cintura junto ao meu rebolar que aumenta o ritmo de uma forma mais erótica, e afasto meu pescoço de sua boca para inclinar a cabeça para trás em puro êxtase com o quão gostoso isso é. O Jeon geme arrastado, me arrepiando dos pés a cabeça ao que se inclina para sentar na mesa ainda comigo em seu colo, logo em seguida envolvendo nossos pênis juntos em uma masturbação dupla.

Seu punho envolve ambas as extensões e ele pressiona nossas glandes entre os dedos e uma na outra, arrancando um gemido duplo de nossas bocas entreabertas. O polegar dele brinca com minha fenda e com a dele em pressões intercaladas, então ele passa a nos punhetar em um ritmo já acelerado, o que se une ao meu rebolar intenso em seu colo e leva o tesão aos limites do controlável. Meu quadril faz círculos cada vez mais rápidos com o auxílio de sua mão livre e enlouqueço com o tanto de sensações gostosas que me acolhem ao mesmo tempo.

Desço o olhar para entre nossas cinturas e quase solto um gemido mais alto ao salivar com a visão do pau pulsante do mais novo contra o meu, então me inclino sobre ele para segredar minha vontade em seu ouvido, sentindo seu cheiro amadeirado saturado ao suor invadir minhas narinas. — Eu quero te chupar.

Jeongguk geme alto com minha fala rouca de desejo, e rapidamente para os movimentos em nossos pênis para me dar espaço para que eu cumpra com minhas intenções.

Mordisco a ponta de sua orelha, brincando com minha língua entre os piercings na cartilagem antes de percorrer sua pele com a ponta do músculo úmido até a curva do pescoço, onde chupo devagar e com vontade, sentindo seu gosto invadir meu paladar. Deslizo mais para baixo, saindo de cima de suas coxas para contornar com os lábios cada elevação dos músculos tensos de seu tronco até o V de sua cintura, um caminho imaginário até seu pau completamente duro entre as pernas. Envolvo a base com os dedos e encaro o garoto nos olhos quando me inclino para pressionar a ponta da língua na fenda, recolhendo o líquido pré seminal que dali escapa e deslizando o músculo pelos lábios para sentir melhor o gosto levemente salgado dele.

Jeon se apoia nos cotovelos e me encara com o inferior preso entre os dentes, o que me motiva a apertar seu falo entre os dedos conforme resvalo a língua ao redor da glande inchada três vezes antes de abriga-la entre os lábios, sentindo-o quente contra meu paladar. O garoto inclina a cabeça para trás e leva os dedos até os meus cabelos, apenas acariciando o local para me dar liberdade para comandar o ritmo enquanto me sinto encorajado para descer os lábios até metade sua extensão, notando a glande roçar no céu da minha boca.

Volto os lábios para cima devagar, não deixando de encarar os olhos escuros nem por um segundo ao que faço uma sucção lenta e intensa na extensão até que só a glande esteja abrigada em minha boca outra vez. O piercing presente na minha língua roça frio contra a pele sensível do maior e sei que isso causa um prazer intenso nele, pois sou agraciado com um gemido mais alto de sua parte.

Assim que tomo o ar pelo nariz e consigo relaxar a garganta, desço a cabeça novamente e dessa vez consigo abrigar mais que a metade de sua extensão na minha cavidade bucal, a partir de então conseguindo iniciar os movimentos de vai e vem lentos e passando a acelerar conforme os gemidos constantes de Jeongguk aumentam. Dessa vez ele enrola os dedos entre meus fios e os puxa, segurando a vontade que eu sei que tem de controlar meus movimentos ao que levo meus dedos até suas bolas e as massageio de acordo com o ritmo que sigo com o boquete, o que parece enlouquece-lo.

— Caralho, Kim, deixa eu foder essa boquinha gostosa, vai? — Reviro os olhos em convencimento com seu pedido, mas relaxo mais a garganta para permitir que o imbecil controle a agilidade com que o chupo, sentindo seu quadril se elevar ao mesmo tempo em que ele empurra minha cabeça na direção de sua pélvis.

Solto um gemido proposital, sabendo que isso envia vibrações adicionais para sua extensão e aumenta seu prazer conforme ele me corresponde com um ainda mais alto, suas duas mãos assumindo meu couro cabeludo e seu quadril se movendo desesperado contra minha boca. — Porra, Kim, quem diria que essa sua boca suja seria tão gostosa?

Aperto seu pau entre os dedos e massageio seus testículos com mais força para que ele cale a boca, o que funciona perfeitamente pois o garoto geme alto e segura meu rosto no lugar, seu pau engolfando minha garganta em um ritmo frenético e desesperado, relaxo mais o local, esperando que ele goze a deduzir pela forma rápida com que ele comanda meus movimentos, porém ele me afasta rapidamente, separando o quadril de perto do meu rosto com um barulho de chupada e deixando com que a única conexão que permaneça entre minha boca e seu pau seja um fio saliva quase transparente.

Encaro seu rosto em uma expressão misturada de prazer e fome e sorrio quando ele se inclina para apoiar-se sobre os cotovelos antes de bater em suas coxas com um sorriso safado. — Se eu não meter em você agora, vou explodir. Vem cá, garoto, senta em mim.

Me arrepio com a frase sendo jogada no ar e mordo a parte interna do lábio inferior antes de me mover devagar sobre a mesa para sentar novamente sobre as coxas do mais novo. Jeongguk envolve as laterais das minhas pernas com os dedos tingidos de tatuagem e me encara firme nos olhos, me estendendo o pacote de camisinha antes deixado de lado por si em cima da mesa. Recolho o objeto de seus dedos e sorrio malicioso, levando a embalagem até os lábios e rasgando-a com os dentes. Jeongguk sorri sacana e morde o lábio cheinho ao mesmo tempo que me observa deslizar a camisinha por sua extensão, deixando claro que sentiu o aperto que deixei em seu falo quando o encaro após ter abandonado seu pau entre os dedos.

Suas mãos sobem suave pela pele das minhas coxas, circulando o desenho das sakuras até que seus dígitos envolvem meu quadril com possessão, seus olhos me encarando em desafio. — Senta gostoso, como se me odiasse, Kim.

— Isso não vai ser tão difícil. — Respondo, um sorriso ladino tomando conta dos meus lábios quando encaixo sua glande na minha entrada já lubrificada e preparada, me arrepiando por antecipação. — Eu realmente te odeio. — Então desço de uma vez em sua extensão, soltando um gemido esganiçado com a sensação de estar sendo preenchido finalmente e a leve dor que isso causa sendo ignorada por minha parte.

Me apoio sobre o peito musculoso e pálido do moreno, apertando as unhas no local conforme vou subindo e descendo devagar, mas forte em seu pau. Jeongguk joga a cabeça para trás, agarrando meu quadril e incitando meus movimentos a aumentarem de ritmo. Começo a cavalgar assim, montado em cima dele e sentando com força, mesmo que lentamente em seu colo, até que ele erga o quadril e empurre seu pau contra mim ao mesmo tempo que eu desço nele, arrancando gemidos altos de ambos no processo.

É aí que o ritmo passa a ganhar força e eu inicio quicadas após a outra em seu caralho, descendo os dedos até seu abdome para que possa me estabilizar e arranhando o local com desejo ao que rebolo, subo, desço e cavalgo nele em movimentos frenéticos. Quando o moreno ergue o quadril e me puxa para si em uma sentada violenta, sinto-o atingir com tanta força minha próstata que ignoro qualquer outro pensamento e passo a me movimentar desesperado, quicar sobre ele como se não conseguisse parar em busca de mais da sensação fodidamente gostosa que seu pau pressionando aquele ponto causa. Puta que pariu, caralho.

— Quem te visse quicando assim no meu pau... nem imaginaria que você me odeia, Kim. — Jeongguk provoca, agarrando meu quadril com ainda mais força e arremetendo contra minha entrada de maneira selvagem, mesmo que ainda gostosa pra caralho.

— Cala a porra da boca e fode mais forte, imbecil. — Reclamo, rebolando em movimentos circulares e desesperados ao mesmo tempo em que o mais novo envolve meu pau entre o punho fechado e passa a me masturbar num ritmo já acelerado, seu riso abafado contra a pele quente do meu pescoço, onde ele usa e abusa de beijos, mordidas e chupões, causando uma onda intensa de sensações inexplicáveis no meu corpo. Pior que o filho da puta fode bem.

— Você adora me xingar, né, será um fetiche escondido? — Sussurra em meio a um gemido rouco contra minha pele, seu quadril e o meu movendo junto, quase como em uma dança, enquanto minhas unhas cravam seu abdome com força, deixando vergões em vermelho vivo em contraste com a pele leitosa. — Puta merda, se continuar sentando assim, eu vou gozar.

— Eu tô quase! — Grito, e o mais novo passa a me punhetar mais forte, e mais rápido, quase que de modo frenético, assim como minha cavalgada em seu pau aumentam a frequência, velocidade e força, até que eu sinta o prazer vindo em ondas, subindo em direção à minha fenda rapidamente.

Quando Jeongguk estoca com uma força inexplicável e sua glande faz uma última pressão na minha próstata, meu prazer jorra entre nosso abdomes e o mais novo inclina a cabeça para trás ao mesmo tempo, gemendo alto e apertando minha pele entre seus dedos, os dentes cravando em meu pescoço e seu orgasmo quente, mesmo que dentro da camisinha, pode ser sentido por mim quando ele chega a seu limite.

Permanecemos na mesma posição por longos e tensos minutos, normalizando a respiração e encarando partes diferentes da casa enquanto isso. Fisicamente cansados. Psicológica, natural e literalmente fodidos.

 

⚜️

 

Termino de ajeitar minhas roupas e cabelos no espelho da sala de estar do apartamento do Jeon enquanto o mesmo me encara sentado no grande sofá ali disposto. — O que foi? — Pergunto, olhando para o mesmo através do espelho e observando o modo inquieto com que ele me olha.

— Nada, não. — Ele responde de imediato, o que me faz arquear a sobrancelha para si e me virar em sua direção com o olhar dúbio. Ele sabe que essa não cola comigo. — Só uma coisa engraçada que pensei, nada demais.

— Hm. — Respondo, desinteressado, andando até o canto da sala para pegar minha mochila encostada perto da porta de entrada do apartamento. — Me ilumine com seus pensamentos revolucionários.

— Junghyun. — Ele cita o irmão mais velho, o qual já vi umas três ou quatro vezes no apartamento quando faço minhas visitas casuais ao Jeon, ele é um dos caras mais legais que já conheci, e me ajudava a falar mal do irmão mais novo quando estava afim de azucrina-lo.

— O que tem ele?

— Ele acha que a gente tá junto. — Responde, analisando meu rosto com cautela. Prendo uma risada engasgada em escárnio, porém tenciono também com sua reação quanto a informação, já que nós nunca discutimos o que éramos além de inimigos que de vez em quando fodem. — Hilário, né? Você não faz meu tipo nem de longe, e ele sabe disso.

Com sua fala, um tipo estranho de sensação aflora dentro de mim e deixo a raiva transparecer quando ele diz isso, a raiva em relação a ele, é sempre mais fácil de controlar. — Pois é, você também não faz meu tipo em aspecto algum.

Termino de ajeitar os fios desalinhados da minha franja e não espero para ver sua reação quanto ao que disse quando abro a mochila para retirar de lá meu celular e os fones de ouvido brancos enrolados em volta dele. — Como assim não faço seu tipo? Eu sou o tipo de todos.

Reviro os olhos, me virando para ele com uma expressão de puro deboche conforme observo em um vislumbre — apesar da possibilidade de ser apenas coisa da minha cabeça — um brilho de insegurança passar por seus olhos negros. — Você tem idade de adulto, mas é só um moleque, Jeon, um bem cretininho, por sinal. Meu tipo são homens, bebê, não moleques. — Pisco para ele, sendo ácido em cada palavra que digo, e deixando-o surpreso com a minha fala, ao que fecho o zíper da mochila, e posiciono os fones nos ouvidos. — Vou indo nessa, Jeon, espero que morra enquanto dorme.

Jogo um falso beijo no ar para o maior, e já sabendo o caminho, abro a porta de seu apartamento e fecho-a com força assim que passo por ela, com a imagem perfeita da expressão em choque do mais novo no sofá. Bom, se ele sabe jogar esse jogo, eu também sei, e claro, como um bom jogador, eu nunca perco.

 

 

⚜️

 

 

Estou arrumando minhas coisas no armário da universidade quando sinto um braço tocar meu ombro e me virar brutalmente com as costas batendo com violência nele, antes de a porta ser fechada com força, o aço inoxidável do armário amassando e fazendo um barulho alto com o impacto. — Que porra é essa de você estar saindo com o Hyungsik?

A voz alterada do Jeon pergunta, e observo o olhar de alguns estudantes se voltando para nosso pequeno show ao que encaro os olhos raivosos do mais novo com um ponto de interrogação acima da cabeça.

— Primeiramente, bom dia, seu ogro imbecil, segundamente, isso não é da sua conta, né, dá licença. — Reviro os olhos para a audácia do garoto e tento voltar a ajeitar as coisas no meu armário quando o idiota volta a me virar para si e me encara com os olhos estreitos.

— Você não respondeu minha pergunta.

— E nem tenho. — Perco a paciência que já não tinha, encarando o garoto com uma careta desgostosa. — Você não é meu pai, Jeon, não te devo satisfação de nada na minha vida.

— Eu só quero saber por que caralho você tá ficando com esse mauricinho.

— E eu quero saber o que caralho você tem a ver com isso, deu de ficar correndo atrás de mim agora, Jeon? Pensei que Jeongguk não corresse atrás de ninguém.

— E eu não corro! — Ele se defende, exasperado, como se tentasse explicar o porquê de vir querer tirar satisfação de algo que diz respeito apenas a mim.

— Então pronto, assunto encerrado. — Dou de ombros, desistindo de tentar abrir meu armário já que o babaca fez questão de quebrar a tranca e ignorando sua presença quando passo por ele, fazendo questão de esbarrar em seu ombro quando passo por si para ir para a classe do senhor Jung. Eu mereço agora esse imbecil querendo se meter na minha vida.

Eu não estava saindo com Hyungsik, ele era apenas um amigo, e como os boatos por essa escola correm soltos, provavelmente deduziram que estava tendo algo com ele como sempre fazem com qualquer um que se aproxime nessa faculdade. Mas é claro que não vou dar o gostinho de desmentir ao Jeon, aonde já se viu querer se intrometer na minha vida assim? Pois que fique achando que tô com o Sik mesmo, para aprender a cuidar da própria vida daqui para a frente.

Alguns alunos me encaram com os olhos arregalados pelo show que o Jeon dera de graça para eles e finjo não ver ao que passo por todos eles e me sento na cadeira do fundo da sala, arrumando meu material sobre a mesa enquanto o resto dos alunos enchem a sala.

O professor Jung está prestes a fechar a porta da sala quando uma mão se intromete entre a porta e o batente e o mais velho encara a figura do Jeon com uma das sobrancelhas grisalhas arqueadas, porém não questiona o motivo do atraso do maior quando apenas tranca a porta e inicia sua explicação. Jeongguk segue para seu lugar de costume atrás de mim e por cinco minutos, penso que nossa discussão no corredor finalmente me fez ganhar paz quando meu celular vibra em cima da carteira.

Deslizo o ecrã disfarçadamente e franzo o cenho ao perceber que a mensagem a qual recebi a notificação veio justamente do Jeon.

Babaca

Foi mal, Kim

Babaca

Sei que eu vacilei

Babaca

Não tenho nada a ver com sua vida ou o que você faz

Babaca

É que você, sei lá, velho, às vezes me tira do sério

Babaca

Eu não gostei de saber que você tava saindo com aquele cara

Babaca

E para de me ignorar, eu tô vendo você visualizando pela tela de bloqueio

Rio baixo, balançando a cabeça com a cara de pau que esse garoto tem, mas me digno a apenas deslizar o ecrã para mandar uma resposta rápida para ele, na intenção de que ele me deixe em paz. “Para de usar o celular na aula”, é o que eu digo, depois disso, deixo o aparelho de lado e continuo a focar na aula.

Não demora nem alguns segundos, e o imbecil me acerta com uma bolinha de papel, esta que cai em cima da minha mesa, próxima ao celular, o qual vibra com mais duas mensagens dele logo em seguida.

Babaca

Qual é, Kim, já pedi desculpas

Babaca

Você acha que eu não levo a sério, que eu sou moleque, mas tô tentando, pelo menos colabora

Babaca

Dá pra no mínimo ler o bilhete? Não vai cair o dedo do príncipe, eu juro

Reviro os olhos e estalo a língua contra o céu da boca em irritação, pegando a maldita bolinha de papel amassada e desenrolando-a até que possa ler o que está escrito com o garrancho quase ilegível que é a letra do Jeon.

Jeon Jeongguk não corre atrás de ninguém, mas eu estou correndo atrás de você.

O papel pesa toneladas na minha mão quando o enrolo novamente, bem devagar, me virando para trás somente para encarar o Jeon me observando com o olhar cheio de uma expectativa que eu nunca vi nas íris negras antes. Balanço a cabeça em negação para ele, desacreditado no jeito moleque desse garoto e recebendo em troca um sorriso ladino cheio de promessas perigosas e desafios petulantes, um novo jogo o qual ele quer arriscar só pela forma que está me encarando agora, e o qual eu não perco por nada, afinal, se eu entrar nessa, vai ser para ganhar.

Após me virar para frente novamente e, dessa vez, finalmente conseguir me concentrar na aula até o final, escuto o sinal alto incitando a troca de classes bater do lado de fora e me apresso a arrumar o material em cima da carteira para poder ir para o próximo período, no andar de cima. A sala está vazia, tirando mais uns três alunos, e nessa eu incluo o babaca atrás de mim, e o professor Jung. Olho para baixo da mesa, observando o bilhete colocado ali por mim por alguns segundos antes de puxá-lo e colocá-lo dentro do bolso de forma desajeitada, para fins de ameaça mesmo, não porque ele significa alguma coisa, pois não significa.

Não presto muita atenção no caminho até a porta da sala e só percebo que não existe mais ninguém no local além de mim quando sou barrado por um tronco forte na entrada do local. Encaro o Jeon com a sobrancelha arqueada, nem me dando ao trabalho de pedir licença porque sei que ele não vai sair da frente. — O que foi? — Pergunto de uma vez, querendo apenas saber o que ele quer para que possa ir direto para minha sala, não estou com paciência para lidar com Jeongguk agora, não depois daquele bilhete. Crio coragem para encarar o rosto do mais novo, e observo sua expressão corriqueiramente convencida ser substituída por um brilho intenso de insegurança. O que deu nele?

— Você vai voltar no meu apartamento amanhã, não é?

Franzo o cenho para o maior ao ver o receio transformar sua expressão ao que eu bufo, revirando os olhos como se a resposta fosse óbvia. — Claro que não, Jeon, não tenho mais tempo para ficar perdendo com você.

Quando tento passar por Jeongguk, o mesmo se aproxima com um sorrisinho malicioso e toca meu braço com os dedos longos, me encarando com a sobrancelha arqueada em descrença, mesmo que a insegurança esteja ainda ali, encoberta. — Você sempre volta, ‘cê sabe que não aguenta.

— Repete isso para si mesmo todos os dias, Jeon, quem sabe você se convence. — Respondo ácido, arrumando o material contra os braços ao que o empurro pelo peito com força em irritação ao seu convencimento e me apresso pelo corredor sem ao menos olhar para trás uma única vez.

E bom, é claro que eu voltei em seu apartamento no dia seguinte, e na semana seguinte, e em todos os meses até o fim do ano, e nós transamos em todas essas vezes, em todos os lugares do apartamento. Só que continuamos a nos odiar, isso é fato, nós sempre nos odiaríamos, o negócio é que quando o assunto é nós dois entre quatro paredes, nós só nos tornamos mais compreensíveis um com o outro, nada muito além, mesmo que tenhamos começado a namorar depois de um ano, e eu praticamente esteja morando em seu apartamento. O ódio continuaria ali para sempre. Certo?


Notas Finais


espero que tenham gostado da fanfic, visitem o perfil do projeto e sigam-no para mais informações
beijinhos!

betagem: @gcfmagics
capa: @Ggvk


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