História Colorindo seus dias cinzas - Capítulo 2


Escrita por:

Postado
Categorias Titans
Personagens Dick Grayson (Asa Noturna), Garfield Logan (Mutano), Koriand'r (Estelar), Personagens Originais, Rachel Roth (Ravena)
Tags Azarath, Gar, Garfield Logan, Mutano, Rachel Roth, Raven, Ravena, Titans
Visualizações 15
Palavras 1.622
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoas, peço desculpas pela demora. Estou muito agradecida que tenham lido, de verdade, obrigada. Estou tendo algumas dificuldades para escrever, mas não vou parar. Bom, chega de enrolar, espero que gostem. Bye

Capítulo 2 - Um dia cheio


••.••

Garfield continuou apreciando a exposição. Apesar de ter um estilo diferente do  seu, tinha algo na arte de Rachel que lhe chamava atenção. Ele estranhava o quadro lhe transmitir tanta falta de algo, mas não era de talento, pois ela era umas das melhores artistas que ele já tinha conhecido.

– Você ainda está aqui? – Kory se aproximou do amigo. – Está se sentindo culpado?

– Não é isso... O que você sente quando vê os quadros dela? – encarou a amiga.

– Nada. Eu não sei, não sou uma pessoa complexa e intelectual como você ou a Rachel, então não posso nem opinar.

– Cada pessoa interpreta as coisas do seu jeito. Ninguém é igual a ninguém. Tente ler o quadro, me diga o que você acha...

– Ah, Garfield, você sabe que eu não sou capaz. – encarou o quadro. – Ah... Sei lá, Rachel pinta muito bem, pinceladas leves? Uma tinta muito boa, um papel muito bom também... É um quadro bem profundo, cheio de significados- foi interrompida.

– Você sabe os significados?

– Eu não. Rachel podia estar pensando em qualquer coisa quando pintou isso. De alguém morto até uma borboleta voando.

Garfield suspirou. – Não é assim que a mente de um artista funciona... Como ela está?

– Está bem. Não precisa se preocupar, ela não ficou magoada nem nada, ela “não tem sentimentos para ferirem". – brincou.

– Que?! Como assim?

– Isso é algo pessoal sobre a Rachel, eu não posso falar. É sobre a infância dela. Eu fiquei sabendo pelas freiras do orfanato onde ela foi criada... Apesar de nos conhecermos há cinco anos, ela nunca me falou nada sobre sua vida pessoal.

Garfield encarou a amiga, que sorriu. – Ela é estranha...

Kory suspirou. – Ela já ouviu isso muitas vezes, não diga perto dela. – tirou o celular do bolso. – Eu tenho que ir, vá arrumar suas coisas, amanhã eu te levo no complexo.

•• Dia seguinte ••

– Como assim nossa turma foi cortada?! – Garfield perguntou batendo as mãos na mesa.

– Infelizmente é isso mesmo que você ouviu. Nossa turma de artes foi cortada da faculdade. De acordo com o diretor, a faculdade está com despesas demais. Além da nossa, duas turmas de teatro e uma de música foram cortadas. – explicava o professor. – O clube de esportes também foi reduzido, e o de moda foram todos cortados.

– Mas e agora?! Esse curso era tudo que eu tinha...

– Não precisam se preocupar, tem uma outra turma de artes, é um pouco diferente da nossa, mas ainda é arte. – o professor tentava acalma-los. – Fica no segundo andar, é a turma da professora Megan.

Garfield conheceu a professora quando entrou na faculdade, seu estilo não o agradou, pois ela trabalhava mais a parte teórica e esculturas  do que a pintura.

– Eu vou passar uma lista, os interessados em mudar de turma podem assinar seus nomes. – o professor passou a folha.

– Eu prefiro sair do curso do que ter aulas com Megan. – uma das garotas levantou, sendo seguida por alguns colegas.

Garfield suspirou. Sua paixão era pintura, arte. Ele queria aprender mais, se aprofundar mais em sua área, mas se não era possível, teria que ficar com que ofereciam, pelo menos por enquanto. – Fazer o quê...

•• intervalo ••

– Cara, que chato. – Kory sentou ao seu lado, comendo um hambúrguer. – E agora? Você vai ter aulas com a chatinha?

– Eu vou... – suspirou. – Se eu não fizer isso, então não terei mais nada para fazer, serei um imprestável.

– Que dramático. – brincou.

– A pintura é minha paixão, minha expressão, um pedaço de mim. Sem ela eu não sou nada, absolutamente nada.

– Bom, agora você nem pode fazer atuação, o clube também foi fechado.

Garfield a encarou, sem interesse.

– Hm... Aqui, o endereço do complexo. – entregou um pedaço de papel. – Eu não vou poder ir com você, mas já falei com a senhoria de lá, tem um quarto vago e já é seu.

– Vou ter que levar minhas coisas sozinho?! – a encarou.

– Estou com pressa... Até depois. – terminou de comer seu hambúrguer e saiu.

– Sempre com pressa. O que você tanto faz? – viu a amiga se afastar. – Um dia...

••.••

Garfield foi até o tal complexo. Levou uns dez minutos da faculdade até lá, o que tornou a caminhada mais lenta foi ele levar as malas e suas coisas. O lugar parecia calmo, todo banco. Um amontoado de casinhas brancas, chamou assim.

– Quarto quinze... – andava pelo corredor, olhando as portas. – Te achei.

Foi carregando suas coisas até lá. A senhoria o estava esperando, explicou as “regras de convivência”, sobre pagamentos, cortes de água e energia, e por último entregou a chave.

No meio de todo aquele branco, a única diferença era a porta marrom e o mini-refrigerador cinza. Garfield entrou em seu quarto, observando de uma parede a outra. Um único cômodo, com um quarto pequeno que ele tinha certeza que caberia apenas a de solteiro. O banheiro, um cubículo de vidro com um vaso e uma pia, o chuveiro era daqueles próximo ao vaso.

– Casa pequena, com uma sala pequena, quarto pequeno e um banheiro menor ainda... Agora eu entendi Kory... Você só me mete em furada, mas considerando o preço, até que não posso reclamar. – voltou para a sala, se jogando no chão.

Aquele branco todo o estava incomodando. Levantou indo arrumar suas coisas. Olhou ao redor, imaginando o que poderia mudar. – Para um artista nada é tão pequeno que não se possa trabalhar. – fez um desenho de como arrumaria seu cubículo, e uma nota do que precisaria comprar.

••.••

Após confirmar com a senhoria se tinha permissão para alterar algo no quarto, Garfield foi até uma lojinha de construção. Comprou prateleiras, tintas, lixas, pincéis, canos, barras.

– Agora para o quarto... Vou comprar um saco de dormir... talvez três, um lençol e um travesseiro, duas almofadas pequenas, dois pufs... E cruzetas para as roupas. – riscou a nota. – Sim, preciso economizar! Vou me virar só com isso.

Voltando para seu cubículo, como decidiu chamar temporariamente, deixou as coisas no chão e começou a por em prática o que tinha em mente. Primeiro ele cobriu o piso com plástico e vários jornais, depois pegou o pincel, enfiando na tinta laranja e o jogando na parede. Fez o mesmo com a tinta amarela, vermelha, azul e continuou com as tinhas que tinha comprado.

Ia de pinceladas leves até diversas e repetitivas pinceladas brutas na parede. Ele fazia um desenho e respingava com tinta por cima. Toda sua mágoa e frustação estavam sendo colocadas para fora durante aquela pintura. Passadas quase três horas naquele trabalho, enfim terminou. Sua arte estava estampada na parede, sua marca, sua pintura respingada.

– Isso sim que é arte, Rachel. Expressar sentimentos por meio de uma pintura. – olhava orgulhoso para as cores. Apesar de não ter gostado do branco, uma parede da sala ele não conseguiu pintar, deixou-a em sua cor original, contrastando com o resto da sala.

Ele colocou algumas prateleiras na sala, e colocou os pufs no chão. Ele tinha comprado uma mesa de centro redonda e a posicionou próximo a parede branca, usando duas almofadas como bancos.

Depois da sala, seguiu para o quarto. Pegou os vários jornais respingados e os transformou em papel de parede. Colocou prateleiras no quarto para seus livros, e algumas mais altas que ele para suas roupas. Colocou canos na parede para suas roupas sociais, e a barra na porta do quarto para se exercitar. Jogou os três sacos de dormir no chão, fazendo deles um colchão, colocou o travesseiro e arrumou o lençol.

Estava terminado o trabalho na sala e quarto. Restava o banheiro. Garfield pegou uma tinta spray verde-escura e pintou todo o vidro do lado de fora.

– Agora sim... – olhou orgulhoso para tudo o que fez. – Agora sim parece com o Garfield Logan. Eu vou te chamar de Paraíso do Gar... Sim, está perfeito. – olhou em seu celular, já eram sete e meia da noite, precisava ir atrás de comida.

Guardou tudo em seu devido lugar, arrumou o lixo, e foi tomar banho, passando quase tinta minutos para tirar a tinta de seu corpo.

– Nota mental, sempre use roupas quando for pintar algo... Principalmente se for demorar.

•• Dia seguinte ••

Seis e meia da manhã, Garfield acordou com o som de seu despertador. Tinha dormindo sem nem perceber. Após voltar de jantar, se jogou no colchão improvisado e adormeceu.

Levantou bocejando. Precisaria comprar seu café da manhã na faculdade, pelo menos enquanto não arrumasse um espaço para ser sua cozinha.

– Próximo ao quarto vai ficar ótimo... – disse enquanto escovava os dentes, já pensando na próxima reforma. Por mais que tenha sido trabalhoso, foi também muito gratificante deixar o lugar com sua personalidade.

Se vestiu, pegou sua mochila e foi em direção à porta. Depois de abrir a porta, o silêncio foi terminando. Pouco a pouco foi sendo substituído pelo barulho de carros motos e pessoas.

Suspirou tomando coragem e saiu, trancando a porta.

– Quarto quinze! – ouviu uma voz chamar. Virou o rosto na direção, encontrando com Rachel, que o encarava sem expressão, trancando a porta de número dezesseis.

– O que... O que você está fazendo aqui?! – a encarou confuso.

– Eu moro aqui. Achei que estava bem óbvio. – se aproximou. – Da próxima que for fazer uma reforma, avise primeiro.  Minha tarde de meditação foi por água a baixo ontem. – dizia sem demonstrar emoção.

– Eu falei com a senhoria, pensei que era o bastante.

– Ela vai se incomodar muito sendo que mora no outro andar, não é? – o encarou. – Da próxima vez, tenha consideração por mim, diferente de você, eu preciso de paz e calma para pintar. – dito isso foi embora.

– O que eu fiz? – a seguiu com os olhos. Rachel era um pontinho preto no meio de todo o branco. – Como um sorvete de flocos... – sorriu com o pensamento.

••.••


Notas Finais


Oi, oi. Peço desculpas se deixe passar algum erro, não estou muito bem para escrever, mas vamos tentando. Acho que fpi um pouco chato ler esse capítulo, peço desculpas também. Vou melhorar para escrever algo bom, do jeito que planejei inicialmente. Até, abraços e beijos 💜😘💜😘💜😘


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...