História Colors - INTERATIVA - Capítulo 2


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Categorias A Rainha Vermelha, A Seleção
Tags A Seleção, Interativa, Rainha Vermelha, Romance
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Palavras 1.665
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fantasia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey, honeys!
Um obrigada do fundo do meu coração a todos os novxs leitorxs! Vocês fazem tudo valer a pena! E um obrigada especial à Neivbo, que mandou uma ficha lindíssima!
Estou esperando ansiosamente todas as fichas de vocês!
Boa leitura e até ali em baixo!

Capítulo 2 - 2. How it all went on


Em Breon, o maior símbolo de poder eram as capas que saíam dos ombros de seus governantes. É por isso que todos olhavam maravilhados às capas perfeitamente brancas e macias do Rei Thor e da Rainha Aurora, mantidos a milímetros do chão por guardas Purple. Ainda assim, não era isso que chamava a maior atenção da multidão reunida às margens do Tapete de Rosas, costume realizado em todas as cidades por onde a Família Real passava, um caminho digno apenas para eles. Eram os olhos tão azuis que eram quase transparente do Príncipe Gale, encobertos com a segurança de anos de treinamento, mas ainda assim escondendo um rapaz nervoso. Anciões ranzinzas tentavam perceber a menos falha o Herdeiro, cidadãos devotos os encaravam com admiração e jovens moças imaginavam aquele par de oceanos se apaixonando por elas.

Ainda assim, Gale soltou um ar que não sabia estar segurando quando atravessou a entrada grandiosa do Jardim Principal. A volta da Família Real de sua residência de verão em Valkoi era uma dos maiores eventos da capital no ano, havendo até mesmo pessoas que viam de outras cidades para ver seus governantes passeando pelas vias principais da cidade. Gwyn se enchia de feiras, com seus artesãos e mercadores vendendo de peixes a lindos colares de pérolas coletadas ao fundo do mar de Blue. Comerciantes vinham de todas as províncias de Breon procurando ganhar uma boa quantia de dinheiro dos moradores de White e dos turistas nacionalistas e amantes de seus reis.

Em contraponto, o policiamento ficava várias vezes maior, já que uma grande concentração de pessoas é perfeito alvo para um ataque rebelde. O feriado da Volta da Família tinha a tradição de ter todos os cidadãos utilizando a cor de suas províncias, o que colocava todos os olhos policiais em qualquer índice de uma camiseta preta.

Apesar disso, Gwyn parecia calma, sem nenhum comportamento desviando dos gritos dos feirantes mostrando os baixos preços das frutas e casacos, e das crianças correndo risonhas. Completamente o contrário do coração de Gale, que batia muito mais rápido que o normal. O príncipe nunca se incomodou com câmeras, multidões ou jornalistas. Na verdade, amava os feriados. Mas com a volta marcando um mês exato para o ínicio da Seleção, ele não podia evitar ficar nervoso. Embora se repetisse diversas vezes que tudo daria certo, que seus pais eram felizes e haviam se casado no mesmo processo, o medo de ataques, das participantes Black, de todos os olhares de Breon em suas costas e do maior acordo diplomático que faria na vida pareciam se apertar em volta do pescoço de Gale como um par de mãos geladas.

Normalmente, o momento a sós que tinha após a viagem da Volta da Família, na qual sempre fica extremamente sufocado com sua família (a ideia de passar quatro horas num avião de espaço extremamente limitado com sua mãe e Thalia brigando incessantemente tem o poder de arrepiar todos os pelos no corpo do príncipe), proporciona algum tipo de alívio e calma, mas, enquanto Gale se via em pé em frente à grande janela que dava para o Jardim Principal, sentia tudo menos calma.

Uma mão suave se enrolou em volta de seu braço tensionado, devido a forma como estava cruzado com o outro, e um perfume de lavanda imediatamente encheu as narinas de Gale, enchendo seu peito de um calor impressionante.

— Você vai acabar provocando uma tempestade desse jeito.

A cabeça loura de sua irmã encosta no mesmo braço no qual ela se apoia, e o coração do príncipe diminui um pouco de velocidade. Kalani sempre teve esse efeito calmante sobre ele - e, francamente, sobre todos.

Ela tinha razão. Os olhos azuis de Gale estavam involuntariamente encarando com uma tensão absurda o céu claro e limpo acima de Gwyn, e com a fama um tanto quanto tempestuosa do garoto, a possibilidade apresentada pela princesa estava longe de ser improvável. Nuvens densas lentamente se reuniam acima da feira, e quando Gale percebeu que seu poderes estavam se manifestando involuntariamente de novo, a libertação das nuvens foi também a da mandíbula do príncipe, que estava doendo de tão tensionada.

— Seria uma pena imensurável molhar todos esses doces que estão vendendo - continuou a princesa.

— Seria realmente. - Gale colocou uma mão sobre a da irmã, e a apertou um pouco. - Me desculpe, eu… eu acho que preciso de mais treinamento.

Kalani soltou uma risadinha e fez um sinal negativo com a cabeça, olhando nos olhos do irmão depois.

— Gale, não é sua culpa que seus poderes se adequam às suas emoções. Isso acontece com todo mundo, pelo amor dos deuses! Você acha que papai nunca destruiu uma plantação ou duas com raios? - os dois riem com a ideia de milhos queimados e Thor levando uma bronca dos pais. - Você não está sendo imprudente, está sendo humano.

— Não sei, Lani. Você e mamãe não perdem o controle assim.

— Você não perdeu o controle, Gale! Você sempre vai ter pessoas para te ajudarem. É para isso que família serve!

Kalani se solta do irmão e dá uns passos para trás.

— Vou sair com Ben, o que acha?

Ela sorri e dá um giro, estufando a saia do vestido branco composto de diversas flores pequeninas costuradas uma na outra. Gale se força a dar uma sorriso.

    — Linda, como sempre.

    Kalani dá um pulinho de animação.

    — Obrigada!

    A princesa dá um beijo animado na bochecha do irmão, apenas para correr pelo corredor, fazendo barulho com seu salto.

    Gale encara o céu por mais alguns minutos, até se forçar a sair daquele mesmo lugar e ir trocar de roupa, antes que sua mãe ordenar outro criado o mandar fazer isso.

 

 

Desde que Gale se conhece por gente, ele se sente simplesmente ridículo com roupas totalmente brancas. Ainda assim, foi um alívio tirar a roupa social que ele sempre tem que usar em viagens oficiais e colocar uma leve camisa de linho e uma calça caqui, combinados sapatos sociais brancos. Com as mangas da camisa dobradas, seu relógio prata que ganhara de aniversário de seus avós se destacava na pele clara do garoto.

    — Vossa Alteza, Sua Magestade a Rainha deseja falar com o senhor.

    O príncipe levantou os olhos do botão teimoso de sua camisa para encontrar os olhos azuis esverdeados que tanto conhecia, o que automaticamente abriu um sorriso no rosto de Gale.

    — Nos tratamos pelos títulos agora? Parece que vou ter que começar a te chamar de “Vossa Grandeza Idiota”.

    O homem na frente do príncipe deu uma risada em conjunto com o amigo, dando um soquinho em Gale logo depois. Os dois se deram um abraço em meio a risadas, depois começando a andar em direção ao escritório da rainha.

    — E aí? Como foi Volkoi?

    — A mesma chatice de sempre. minha avó não parou de reclamar um segundo - Gale deu uma risadinha. - E você, Finn? Como foram as férias? Como estão Jenn e o bebê?

    Os olhos do guarda automaticamente adquiriram um brilho absurdo ao pensar da esposa grávida.

    — Foi tudo bem. Tudo ótimo na verdade. Descobrimos que vai ser uma menina.

    Gale automaticamente parou de andar.

    —  O quê? O quê?! Meus deuses! Aahh! Meus deuses!

    Ele abraçou o amigo num gesto desajeitado de tanta animação que o príncipe tinha.

‘    —  Uma menininha! Ah, Finn, meus parabéns! Ela vai se chamar Gale, não é?

    Finn soltou uma gargalhada, se esticando para trás e tendo suas medalhas militares refletirem a luz dos lustres elegantes.

    — Vamos com calma, Vossa Alteza. Não sabemos o nome ainda, mas definitivamente não vai ser Gale. Não queremos dar para nossa filha o nome de um príncipe inútil. - Finn deu uma risada depois de receber um soco do amigo no braço. - E vamos logo. Sua mãe vai me matar se demorarmos muito.

 

 

A postura de Finn mudou drasticamente assim que entraram no escritório da rainha. Suas costas se endireitaram e todo o relaxamento que tinha perto do amigo se fora. Ambos fizeram uma leve reverência a Aurora, e o guarda ficou esperando sua dispensa do cômodo. Mas aparentemente a rainha estava muito ocupada em ficar irritada com o filho.

— Gale Athem, você poderia me explicar o porque do senhor demorar o triplo do esperado para fazer o que eu te peço?!

— Mãe, por favor! É a Volta da Família! Você não pode parar de cronometrar a minha vida só hoje?

Os gélidos olhos da rainha pareceram pegar fogo, se é que isso é possível.

— Gale Athem, fale direito com a sua mãe. E eu preciso que você analise esses relatórios de Anvor, chegaram hoje de....

— Na verdade, mãe, eu e Finn estávamos prestes a ir para a feira.

O guarda lançou um olhar desesperado para o amigo, como quem dizia “estávamos?!”.

— Peça para alguma criada colocar os relatórios na minha escrivaninha. Vou arrumar isso de noite.

— Gale, nós somos monarcas. Você bem sabe que não temos tempo para feriados!
     — Por favor, mãe! Você acha que eu não vou trabalhar? Um bom príncipe precisa conhecer o povo! - Antes mesmo de Aurora ter a oportunidade de responder, o príncipe já estava na porta. - E se for muito urgente, peça para Thalia. Ela nunca sai de casa, de qualquer forma.

A rainha gritou algum tipo de protesto, mas a porta já estava fechada.

 

 

— Você ainda vai acabar fazendo com que ela me demita - reclama Finn, depois de desviar de uma dupla de crianças brincando de pega-pega.

— O que é isso! Ela te adora! Ela vai é me demitir - os dois riem. - Quer uma bala de coco? - Gale indica a senhora que oferece doces aos dois. Finn faz que não com a cabeça.

Em meio a tantas risadas e novidades, o príncipe não conseguia evitar a tristeza e a preocupação no fundo de seu coração, vendo o amigo procurar as flores favoritas da esposa e ter os olhos brilhando quando passavam por alguma tenda de roupas de bebês. Será que algum dia teria aquilo?

 


Notas Finais


Por favor, divulguem a história a amigxs que achem que vão gostar!
E o tumblr da fic finalmente ficou pronto! Lá temos fotos e informações mais detalhadas de alguns personagens, e todo personagem novo que aparecer aqui estará lá também. Recomendo darem uma olhadinha toda vez que terminarem de ler um capítulo pois é muito provável que eu tenha colocado alguma coisinha nova, além de avisos se eu for viajar, etc.

https://colors-interativa.tumblr.com/


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