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História Colors - JJP - Capítulo 8


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Notas do Autor


olá olá, eu volto, vcs sabem que eu sempre volto então vamos logo para o Capítulo.
BOOOAAA LEEITTTURRAAA

Capítulo 8 - Laranja


Eu estava a pelo menos 1 hora encarando o teto do meu quarto/sala, tentando ter certeza se algumas situações da noite anterior tinham sido verdadeiras ou se havia sido o álcool. Jinyoung havia me dado um selar ou não, suas palavras “Estou feliz por não ser o único” realmente saíram da sua boca? Como ele sabia que aquele cara era o Mark? Ele conhecia o Youngjae fazia poucas horas, eu duvidava que mesmo sendo tão comunicativo o mesmo o havia mostrado uma foto do ex.

Pelo menos não precisava lidar com Jinyoung em casa enquanto tentava montar todas as peças do quebra cabeças curioso da noite anterior. Eu havia acordado com o barulho do outro na cozinha tomando café, e ele logo saiu. Nem notou que eu estava acordado lhe observando com a coberta me cobrindo a cabeça.

Suspirei, desistindo de ficar ali me torturando, eu precisava de respostas e sabia quem poderia me dar elas, pelo menos algumas. Me levantei em um impulso e peguei meu casaco, já havia tomado um banho e o cheiro de álcool não estava mais em mim. Peguei minha carteira e fui até um ponto de táxi que tinha perto do campus, não era muito longe. Minha viagem até a casa de Youngjae foi curta, mas pareceu durar uma eternidade para mim e meus pensamentos conspiratórios.

O irmão dele, Yongye, que atendeu a porta. Eu o cumprimentei rapidamente me dirigindo direto para o quarto de Youngjae, ele provavelmente ainda estava deitado, era sempre assim depois que bebia, se tornava um inútil por um dia inteiro, inútil e às vezes mau humorado, talvez fosse o caso naquele dia já que seu irmão tentou me alertar de algo, apenas murmurei um “eu estou acostumado” antes de abrir a porta do quarto.

— Youngjae nós precisamos conversar sobre uma coisa séria então levanta dessa… — as palavras morreram no fundo da minha garganta quando eu constatei que Youngjae não estava sozinho, ou com roupas. Madeixas loiras surgiram debaixo dos lençóis e eu realmente rezei para estar errado quanto a quem era, mas a aura laranja entorno dele já o haviam entregado.

Youngjae se sentou em um pulo e ficou me encarando, pelo menos eles estavam com tudo coberto, eu não queria ficar traumatizado. 

— Jaebeom — foi o que meu amigo amarelo respondeu em tom de alerta, suspirei enquanto encarava o laranja que finalmente havia exposto seu rosto — Jaebeom — de novo Youngjae me alertando, ele não parecia estar com raiva, mas incomodado. Resolvi me virar e sair do quarto.

— Vou esperar na cozinha, os dois — digo baixo antes de fechar a porta.

Eu não gostava dele, eu não sabia o que realmente havia acontecido para eles terminarem, mas já havia vislumbrado algumas lembranças de quando os dois estavam juntos. Mark era o filho mais velho de um grande empresário do ramo de entretenimento, e seu pai queria que ele assumisse os negócios da família. Ele trabalhava na empresa já e por isso ninguém sabia do relacionamento dos dois. Mark não queria assumir para a família que era gay, que tinha namorado, ele usou a desculpa da imagem da empresa inúmeras vezes pelo que me lembrava. Os encontros dos dois eram sempre no apartamento de um ou na casa do outro, ou Mark usava de seu privilégio de ser um herdeiro para alugar restaurantes e salas de cinema unicamente para eles. Youngjae achava fofo de início, mas depois aquilo começou a lhe incomodar. Dizer às pessoas que estava namorando, mas não poder apresentar o namorado, doía. Eu tinha quase certeza que o término envolvia algo assim, mas eu nunca quis pesquisar muito a fundo, já bastava que eu havia descoberto aquilo tudo sozinho enquanto estava em sua cabeça.

— Obrigado pelo aviso — resmunguei quando passei por Yongye e ele riu.

— Eu tentei te avisar, mas você não quis me ouvir — disse rindo e me acompanhando até a cozinha. Apenas suspiro — quer um café? Recém passei.

Aceno com a cabeça positivamente em resposta.

— Sua noite não foi tão boa pelo jeito.

— Minha namorada mora no fim da rua, eu dormi lá — ele enche a xícara e a coloca no balcão, puxo um banco e me sento lá — você sabe, não é?

— Que é o ex dele? Sei.

Yongye para na minha frente e se inclina na minha direção adquirindo um tom baixo ao falar.

— Quando eles terminaram foi horrível, Youngjae ficou muito mal, sei que vocês ainda não eram amigos e não sei o quanto ele te contou sobre, mas preciso que me mantenha informado e seja o policial mal — estou pronto para perguntar “o porque” quando ele me responde — eu não posso me envolver, temos uma regra de não nos envolvermos nos relacionamentos um do outro.

— Não precisa me pedir isso, eu vou bancar de qualquer forma, mas não se preocupe, lhe mantenho informado — Yongye não diz nada, seus olhos se erguem e ele se afasta. Ouço o som de passos e sei que os dois estão a caminho. 

Encaro minha xicara, me sinto um babaca intrometido, mas eu não gosto daquele cara, ainda não tinha tido tempo de lê-lo para considerar suas intenções e com toda a certeza não queria fazer isso naquele momento, suas memórias mais recentes incluíam um dos meu melhores amigos nu e eu com toda a certeza não queria ver aquilo. Bebo meu café e me viro para me deparar com os dois sentados na mesa, Yongye os serve como o bom anfitrião que é, mas me lança um olhar que nenhum dos dois nota.

— O que você quer? — Youngjae me questiona e lanço meu melhor olhar de reprovação sobre ele. Ignorando sua aura e emoções, sei que ele está incomodado com tudo isso sem precisar lê-lo. Sinto hostilidade jorrar do laranja, mas não lhe olho, “que idiotice, somos adultos, porque realmente estou sentado aqui?” são os pensamentos que rondam sua cabeça. Respiro fundo tentando me desligar dele, não deveria ser tão complicado, mas laranjas carregam uma forte aura e costumam tornar minha vida um inferno, eles parecem inofensivos, mas são um porre. Eu tinha sorte de ser cercado por rosas e amarelos, eles eram tão mais fáceis de lidar.

— Saímos ontem para você não pensar nesse cara e eu me deparo com essa cena na manhã seguinte, sério Youngjae?! — por meio segundo a imagem de uma mãe irritada com a mão na cintura enquanto dá sermão nos filhos vem a minha cabeça. Droga Yongye, colabora comigo, por favor?

— Eu tenho um nome, sabia? — Mark resmunga e me encara de cara feia.

— Quem disse que eu me importo? — finalmente lhe encaro de volta, tendo extrema dificuldade em evitar seus pensamentos e lembranças da noite anterior, elas pareciam querer jorrar pra cima de mim — Vamos deixar claro uma coisa aqui bonitão, eu conheço seu tipo, já conheci vários como você, você já o machucou uma vez, e sequer merecia uma segunda chance, mas já que parece que ele deu essa segunda chance eu quero que você saiba que se você fizer qualquer coisa que o magoe. Eu vou atrás de você, e você não faz ideia do tipo de pessoa que eu sou e do que eu sou capaz de fazer Mark Tuan — enfatizo seu sobrenome, Youngjae nunca me disse ele, e eu sabia que tinha peso, havia pesquisado sobre na internet, apenas representava a empresa do pai dele, a Tuan entertainment. 

Às palavras geram a reação que eu desejava, vejo sua mente embrulhar enquanto considera se Youngjae me contou e o que aquela ameaça representa. Youngjae está ainda mais surpreso, e um pouco irritado, mas não digo nada enquanto me levanto e deixo a casa. Yongye teria que lidar com o resto, eu havia plantado a sementinha.

 


Notas Finais


Espero que ninguém queira me matar após esse cap pq n tem interação Jjp após a festa, mas tem Markjae rsrs que farão parte do nosso enredo. iupiii palmas para eles e espero que tenham gostado.


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