História Colors - Lucas - Wong Yuk Hei ( NCT, WayV ) - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Lucas
Tags Colors, Drogas, Hate, Life, Love, Lucas, Lucas X You, Sex, Wong Yuk Hei
Visualizações 66
Palavras 4.691
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Festa, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hi my roses 🌹
Já havia um tempo que queria fazer uma fic com esse tema pro Lucas, espero que gostem..
Desculpem os erros...

Capítulo 1 - Colors - Capitulo Único


Fanfic / Fanfiction Colors - Lucas - Wong Yuk Hei ( NCT, WayV ) - Capítulo 1 - Colors - Capitulo Único

Sabem quando as pessoas que estão passando por problemas e dizem que não conseguem ver as cores do mundo?

Eu achava isso uma besteira, dizia a mim mesma que as pessoas exageravam ao dizer coisas assim, e falava que as mesmas eram ingratas, pois pessoas que realmente perderam sua visão é que não enxergavam, e essas pessoas querendo eu ou não ficavam chateadas.

Mas agora, vendo meu estado, vendo o quão acabada eu estou, percebo o que era que elas diziam, e realmente, o mundo perde todas as cores, cores que no momento pra mim são apenas azul e cinza, é difícil dar meu palpite aos desenhos da minha irmã sendo que apenas vejo essas duas cores.

Pra falar a verdade nem estou fazendo muita questão de tenta ver as outras cores, já estou me acostumando com isso, porque, se eu tentar voltar a enxergar, vou perceber que só será perca de tempo.

Então prefiro deixar do jeito que está, é melhor...

Pego o copo de café quente em cima da mesa, sinto o gosto doce, já que gosto dele com leite, observava os cachos loiros balançarem ao movimento da pequena em cima da cama incrivelmente branca, ela mexia nos lápis de cor que ganhara a 15 minutos atrás, eu que os escolhi, meu pai pagou por eles, já que perdi meu emprego semana passada.

Massageio meu ombro direito, estava insuportável aquela dor de uma noite mal dormida e ficar deitada em cima do lado direito do corpo, deveria ter pedido café puro, assim teria uma garantia de que ficaria acordada em pelo menos as três primeiras aulas.

- está tudo bem ____? - ergo meus olhos até o par de esferas castanhas, abro o melhor sorriso que consigo

- claro que está meu amor, por que a pergunta? - ela fica séria

- está pensativa de mais, e sei bem que quando você e o Nini ficam assim é porque não estão bem...

Antigamente ela não reparava tanto nas coisas, ela está crescendo tão rápido, não estou pronta pra isso....

- não é nada com o que você precise se preocupar linda, fique tranquila...

- então está me dizendo que não é sobre a mamãe?

Meu estomago se apertou, se revirou, e senti o café subir e travar no esofago, ela não é um bebê ______, ela já tem 10 anos, você que a trata como um, sendo que ela está parecendo você, na mesma situação de quando era criança.

- não, por incrível que pareça, não era sobre ela Alice - ela volta a olhar para o desenho enquanto escolhia uma cor

- então era sobre o Yukie? - e novamente ela joga sal na ferida, só que dessa vez quem se sentiu mal foi o coração, não o estomago

- você tem que para de ser tão intrometida - ela me dá a língua

- mas então por que ele parou de ir ver a gente?

Eu não queria brigar com ela, por mesmo que ela seja desse jeito, ainda assim é apenas uma criança curiosa como qualquer outra, eu não era muito diferente.

- porque as pessoas mudam meu amor, e ele mudou muito, assim como a ____ - sorrio, mas era um sorriso de tristeza e sei que minha irmã havia percebido, mas acho que ela também percebeu que já fez perguntas de mais

Sinto meu celular vibrar no bolso traseiro da calça, vejo que já estava na hora de ir para o colégio, maldito ultimo ano.

- já está na hora? - percebo seu tom de tristeza, ela não gosta de ficar sozinha em um hospital

- a vovó já está vindo, não precisa se desesperar, vou ver se consigo vir a tarde - falo me levantado pegando minha bolça, jogo o copo de café vazio no lixo, me aproximo da cama - eu prometo

Sinto seus pequenos braços enfaixados circularem minha cintura e afagar seu rosto em minha barriga, a abraço forte, depositando um ultimo beijo no topo de sua cabeça, perdendo meus dedos nos cachos dourados que a pequena herdou da genética de seu pai.

Fecho a porta contra gosto, tenho vontade de mandar esse colégio a merda, mas não quero trazer mais decepção ao meu pai, que paga caro pelo ensino.

Meus passos eram arrastados por cima da cerâmica limpa do hospital, particular, o qual meu pai estava pagando.

Acho isso tão admiravel do meu pai, ajudar as pessoas, meu pai nem é nada da Alice, e ele ainda está fazendo de tudo para ela se recuperar do que aconteceu e conseguir a guarda dela, já que o desgraçado do Elian desapareceu sem dizer nada, quando a pequena tinha quatro anos, devendo dinheiro pro meu pai, e uma familia pra minha mãe e pra minha irmã.

Ao chegar na recepção vejo uma ser de cabelos presos, roupas simples e seu famoso colete, seus olhos pareciam exaustos, e claramente não comeu nada.

- oi véia - ela abre um sorriso cansado, a abraço, sinto seu cheiro, o cheiro que tanto amo sentir, que é só dela - como está?

- cansada né filha, e ela? - suspiro

- também, ela odeia hospitais, queria poder a tirar logo daqui - digo abaixando meu olhar

- logo ela já estará morando com vocês - a olho 

- e quando a senhora virá morar também ? - foi a vez dela suspirar

- será dificil filha, ainda mais agora que seu tio vai entrar na clinica - sinto a decepção no tom de voz

Já era segunda vez que meu tio volta a utilizar drogas, das pesadas, francamente, como um ser desse pode ter uma filha, Thais foi louca de ter se interessado por um pé rapado como aquele cabeçudo.

- melhor eu ir, já passou da hora de eu estar indo para o inferno na terra - minha vó ri, mexo em minha bolça tirando algumas notas e esticando para a mais velha - nem venha recusar, está na cara que não come nada já tem horas

Contra a gosto ela pega o dinheiro, me despeço e vou até o estacionamento, abrindo o carro, massageio minhas temporas, não estou com o minimo de paciência, minha cabeça parecia uma bomba relógio, a qualquer momento vai explodir, e quero estar o mais longe possivel quando acontecer.

Respirando profundamente, ligo o carro, abro a janela e logo me afasto daquele lugar, minhas mãos estão suando mais que o normal, elas escorregavam pelo volante, isso me dava agonia, me irritava, tudo me irrita.

Não aguentando abro todos as janelas, deixando o vento gelado bater contra mim, estávamos no outono, vou acabar resfriada ou ate mesmo gripada, mas no momento parece nem todo o oxigenio do mundo é capaz de suprir minha necessidade por ar.

Tentava me focar na estrada, um acidente, logo agora, na situação que minha vida está seria ótimo ficar em coma por pelo menos alguns meses, mas precisam de mim acordada, não posso os deixar na mão, não agora, não posso, fiz uma promessa a Alice, e tenho de cumprir-la, tenho de voltar a tarde.

Não demorou muito tempo para chegar no colégio, estaciono em minha vaga, e tento me focar em não explodir, continue engolindo, nada de se demonstrar fraca, nem pense nisso ______, se ousar deixar algo acontecer, vou pedir a Brad me dar um soco no estomago, sem mais nem menos, um soco bem dado e seco.

Coloco a alça sobre o ombro esquerdo e travo o carro, pelo jeito vou ter que comparar um café, ou ate comer os grãos puros.

Passo pela porta principal, ando com calma até meu armário, o abrindo e meus livros caindo com tudo no chão, chamando atenção de quem estava por perto.

- merda - murmuro enquanto recolho os infelizes, tinha de ser matematica a tirar minha paz.

Ao me abaixar pegar os livros, um par de tênis branco para bem em frente, e só pelo gatinho desenhado na lateral de cada um ja sabia que se tratava de Helena, que esbanjava um sorriso de orelha a orelha, me levanto e ela continuava com aquilo.

- vai parar de ficar assim? já está me dando medo - falo sincera

- vou parar quando você abrir um também - rio com desdem

- então morra com esse sorriso, porque você não vai conseguir - digo enquanto arrumava meu armário

- ah qual é ____, deixe disso, não é só por que sua mãe fez aquilo que se é obrigada a viver em uma depressividade pelo resto da vida

Bato meu armário com força, fazendo ela dar um pulo, a olhava com ódio, ela não sabia como reagir ou o que fazer, eu apenas continuava a olhar, desejando que ela desaparecesse da minha frente, evaporasse.]

Percebo ela não ser a unica a se assustar com a pancada que dei no ferro, praticamente todos do corredor me olhavam, com curiosidade do porque eu ter feito aquilo, até ele estava olhando, como se não soubesse pelo que estou passando.

- Helena, cale a boca antes que eu faça esse favor a você e a mim - me viro e começo a andar

Posso ter sido grossa o suficiente com ela, Helena é uma pessoa bem, mas eu não estou bem para ela falar aquilo como se não fosse nada, eu ainda estava sensivel, poxa, minha vida virou de ponta cabeça em menos de um mês, tudo virou uma tremenda de uma merda em menos de 30 dias, como posso ficar feliz com tudo que está acontecendo.

Praticamente me jogo na mesa, sem ter vontade de fazer nada, sem ter nem vontade de viver, mas ai lembro da  pirralha, eu prometi voltar, assim como faço em todas as vezes.

Admito, faço a promessa de sempre voltar pois Ali está sendo uma das únicas coisas que ainda me faz ver a cor azul, pois ao contrario eu estaria em um verdadeiro filme em preto e branco, faço essa promessa para eu ter um motivo para pesar em minha consciência de que se eu não voltar, eu falhei com ela.

- eu preciso voltar - falo pra mim

- voltar para onde? - ergo minha cabeça rapidamente vendo Mark ali, com aquele sorriso acolhedor dele

- nada....é, só coisa da minha cabeça...

- sei - me olha desconfiado, sorrio fraco

- coisa minha e da minha irmã, nada a se preocupar - ele assente

- olha ____, eu te acho linda, mas você anda mesmo acabada, digo isso pois estou ficando muito preocupado com isso

Mark, se fosse só você que anda com preocupações na sua cabeça...

- que tal uma festa....- o olho com as sobrancelhas arqueadas

- não acho que seje o momento certo pra isso Lee - digo seria

- vai, se divertir, fumar um pouco - diz a ultima parte em um sussurro, reviro os olhos - só pensa no assunto flor

Assinto, ele vai para seu lugar, pego meu celular mandando um pedido de desculpas a Helena, ela só queria ver um sorriso, e eu acabei deixando um pouco da raiva extravasar, passo meus olhos pela sela, vendo se Brad havia vindo a aula, e pela minha alegria e infelicidade eu o avistei....


[...]


Nesse exato momento estou tentando chegar em meu armario sem sentir muita dor no estomago, o grandão fez exatamente o que eu pedi, e puta merda, que arrependimento do cão.

Abro a porta de ferro respirando fundo, meu deus.

Sinto celular vibrar, era Helena, me pedindo para virar para trás e ao fazer sinto ela me abraças forte, tento retribuir.

- o que aconteceu?

- Brad me deu um soco no estomago...

- não sabia que agora aquele gurila virou covar....

- clama, eu pedi - ela me olha confusa

- e por que caralhos você faria  isso ?

- havia falado a mim mesma antes de chegar que não descontaria minha raiva em ninguém, e acabei por descontar um pouco em você, então pedi a ele para fazer isso, ele não queria

Ela nega com um sorriso ladineo, e com isso ela começa a conversar comigo, e pelo corredor vejo ele passar por mim, nem ao menos olhou para mim, eu não sei como pode ser tão babaca, sério, eu já não estava aguentando esse jeito dele, esse "novo" Lucas...

Hele percebendo meu olhar sobre o rapaz alto, apenas revira os olhos, ela também estava magoada, assim como Mark, que nem fazia questão de estar no mesmo lugar que o chines, a não ser quando era obrigado, no caso, sala de aula, as quais ele mudou todos os horários para ficar perto de seus novos amigos.

- ele é um babaca - diz voltando seu olhar para frente

Eu ainda o olhava, e...acho que infelizmente ele conectou seu olhar ao meu...

- não, ele não é...- a loira me olha confusa - ele é bem pior que isso

Desvio meu olhar para o armário para pegar minhas coisas, não quero dar o gosto a ele de quero sua atenção, sim, eu queria que ele chegasse e dissesse que é um babaca, que só faz coisas erradas, mas para ser sincera, o quero o mais longe de mim e o ver sofrer...

Eu só queria descansar de tudo isso, poder dormir, pois quando se dorme, você pode ate não fazer os problemas desaparecem, mas pelo menos consegue fugir deles, assim como a morte, que é uma especie de sono, só que para sempre.

Segurando bem a alça da bolça sobre o ombro sem dor, andava pelo extenso estacionamento, arrastava meus pés pelo asfalto, estava com o corpo cansado, mas não podia dormir, ou ir para casa, tinha de ir ver Alice.

- prometi, vou cumprir

Eu havia fechado meus olhos por exatos 10 segundos e sinto bater contra alguém, alto e com um cheiro que eu saberia de longe que é ele.

Ao me ajeitar, o olho, ele estava com o olhar baixo, mas dava para ver que queria começar um papo comigo, coisa a qual não estou nem um pouco afim de realizar, suspiro e desvio meu caminho, voltando para ir ao meu carro.

- sério que nem um oi?

Eu paro com seu contestamento, não estava crendo que ele estava reclamando de eu ao menos dar um "oi" a ele...

Ignoro e continuo andando...

- ______ será quer você pode ao menos me dar atenção? - continuo andando - por favor?

Paro, me viro e respiro fundo, ele apenas suspira coçando sua nuca...

- eu....eu..

- não tem nada a dizer, como sempre, uma perca de tempo - digo já me virando para ir embora de uma vez

- você pode me dar tempo ou isso seria dificil de mais pra você?

- seria dificil pois estou sem tempo - abro o carro - ______ - segura meu braço

- Wong - digo com ignorancia, o que faz ele me olhar fixamente - não sei se andar com aquelas seres te deixou surdo ou tapado mesmo, mas já disse que estou sem tempo, tenho que ir a um lugar importante, então quer fazer o favor de ir embora?

- me diga que lugar e situação importante é essa? que lhe faz fugir de uma conversa de esclarecimento...

- 1° que se você ainda fosse meu amigo saberia as coisas que andam passando pela minha vida e o quão foda as coisas estão, e 2° que não há nada a esclarecer, tudo á está bem claro pra mim - ele fica parado me olhando, parecia está congelado com a verdade sendo jogada em seu rosto

- só...que....

- depois que quase oito meses você quer falar sobre ter trocado seus amigos pela popularidade? o quão idiota você conseguiu se tornar com essas pessoas perto de você, preferiu ficar perto de pessoas que nem ao menos se importam de verdade, só querem saber da sua beleza e dinheiro, mas caso um acidente ocorra com seu rosto, ou seu pai falir, duvido que eles iriam te visitar no hospital pu tenytar arrecadar dinheiro pra sua ajudar um pouco sua família.....

Ele não fala nada, não expressa nada, é assim, o ser humano percebe que está errado e quando alguém joga na cara a verdade das merdas que anda fazendo com sua vida social, tende a ficar sem reação, percebendo que....não tem como voltar atras nesse tipo de coisa.

Segurando minhas lagrimas, abro meu carro, entrando sem nem mesmo olhar para trás, e de pouco em pouco, enquanto eu me afastava, as lagrimas eram expulsas, escorrendo de vagar pela minha bochecha, é dolorido, sim, muito, eu queria poder ajeitar as coisas, mas a dor provocada em mim, não queria me deixar tudo passar tão facil e leve assim.

E de novo o vento gelado era batido contra meu rosto, enquanto meus pulmões tentavam pegar o ar que vinha, sempre é dificil respirar dentro do carro....

Chego ao hospital e vou direto para o quarto 207, e ao entrar vejo minha vó comendo aquele pão seco do lugar e Alice como sempre pintando, dessa vez fazendo o proprio desenho, pelo jeito é o por do sol que viu ontem, já que hoje sem chance dela ver, o céu estava nublado, tiro o saquinho de balas de goma que comprei no refeitorio do colegio e jogo em cima da cama.

Ela não demora para pegar, e sorri pra mim, me sento ao lado da mais velha que segura em minha mão...

- sua mãe não vai poder vê-la por um tempo....

Me solto para o encosto da cadeira poltrona e suspiro...

 

[...]

 

Estava praticamente sendo arrastada pelo Lee para uma festa que não tinha vontade alguma de ir, estava muito bem em casa, assistindo séries enquanto quase pegava no sono, mas ele estava me forçando a ir, dizendo que estava fazendo aquilo pelo meu bem, mas eu só queria ficar em paz, dormir é a escolha perfeita para fugir do caos...

Já tentei o convencer a parar o carro, mas ele nem ao menos tocou no freio, e isso está me deixando nervosa, com raiva, respirava a cada dez segundos para me acalmar e gritar ou chorar...

Chega de chorar......

Helena sai do carro praticamente pulando, e estava louca para entrar e começar a se divertir, já eu estava louca para me enfiar em um canto qualquer e começar a observar esses adolescentes idiotas se embebedarem e fazer merda, enquanto eu vou saber de tudo e ser uma testemunha a ser subordinada e ganhar uma grana em contando a verdade ou não....

Tinha muita gente, eu estava louca para voltar para casa andando, mas quem disse que o pirralho deixou, isso me fez bufar de raiva, e seguir logo para a escada, e assim se passando um pouco da noite, bebi um pouco, perambulei pelo lugar marcando quem estava lá, e logo sentei no telhado, vendo todos na área da piscina, eu havia trago cigarros comigo, então já estava fumando, enquanto assistia tudo, marcava tudo, gravava tudo....

Vi lucas chegar, olho para o relógio, 00:23....

- o que ele te fez? - ouço uma voz vinda da janela, era Johnny, era um amigo, e anfitrião da festa

- ele não fez só a mim, fez a Hele e o Mark também - digo dando uma tragada no cigarro

O mais alto se senta ao meu lado, pegando um em minha cartela e o acendendo no meu, solta a fumaça calmamente...

- me conte...

Johnny havia entrado depois de Wong fazer o que fez, e depois de tudo na minha vida dar um mortal e ficar com a cabeça para baixo.

- ele conseguiu ser o pior melhor amigo, nos trocou pela popularidade, nos trocou sem mais nem menos, e quando eu mais precisava, e sabe....o pior foi dizer que......que......- respiro - dizer que me amava e ver uma semana depois estar trasando com outra pessoa, tirando o amor que eu achava ser reciproco, entende como pode ser doloroso?

Ele assente, me olha e com toda a delicadeza do mundo limpa as lagrimas que haviam fugido e eu nem percebi.

- e por que ele te abandonou quando mais precisava? - abaixo a cabeça - claro, se quiser falar....

Respirando fundo e lembrando que John era um cara legal que me salvou em algumas situações no colégio, percebendo que eu não estava bem, e crio a coragem

- minha mãe é uma pessoa, que....quando quer ser o capeta na terra consegue, ela nunca se importou muito comigo e com meu irmão, ela só se importava com o dinheiro que meu pai trazia pra dentro de casa, e chegou um dia que ela simplesmente desapareceu de casa e eu estava com fome, e fui tentar mexer no fogão e.....sendo uma criança, acabei me queimando, parte dos meus braços tem cicatrizes, por isso é dificil me ver de camisa de manga curta....a vizinha ouviu meu choro e ligou para a ambulancia....

- e, onde ela estava?

Sorrio com decepção 

- fazendo compras comas amigas.....- ele me olhava, seu olhar mostrava que ele me dizia "sinto muito" - e com isso meu pai também descobriu que ela o traia, se separam, mas ela se envolveu em algumas coisas, que teve minha irmã, ela disse que estava mudada, o maldito do marido dela sumiu e ela começou a cuidar da Alice sozinha, só que o que aconteceu comigo aconteceu com ela agora, só que pior, de um jeito pior...

- que jeito?

Engolindo tudo que estava em minha garganta, para me assegurar de que não vomitaria...

- minha mãe estava se envolvendo com um cara, e esse cara era um....pedófilo, só que ela não sabia, e ele andava sondando minha irmã, e ela o deixou sozinho com a Ali, e ele a prendeu na cozinha e a primeira coisa que veio em sua cabeça foi jogar o óleo quente da penela nele, e com isso ele se irritou e pegou os braços dela e colocou fogo......- eu já chorava apenas de imaginar a cena - um vizinho ouviu os gritos, derrubou a porta da cozinha, entrou e espancou o cara.....

Sinto os braços de John me rodearem, ele me abraçava forte...

- é dificil ter de aguentar mais isso sabe, saber que sua mãe não presta, ela deveria ter vistos os sinais que Alice dava a ela, mas quem diz que aquela mulher se importa...meu pai está lutando para ter a guarda dela, e assim que eu for para a faculdade e morar sozinha ele não vai ficar sozinho, vai ter mais uma filha pra cuidar, mas mesmo que as coisas pareçam estar se ajeitando, minha cabeça esta fervilhando, eu estou a ponto de explodir a qualquer momento.....

- e o Lucas, que era seu melhor amigo te abandonou quando você mais precisava......que babaca....

Ele ainda ficou um tempo me reconfortando lá, mas teve de sair, era injusto eu prender ele ali comigo, sendo que tinha muitos amigos para dar atenção, eu então deixei que ele fosse fazer sem se sentir culpado...

- você sempre gostou de ficar escondida....- não precisava me virar para saber de quem se tratava, era obvio que ele me procuraria....bem, eu acho....

- engraçado você ainda se lembrar de algo assim....

- você ainda vai ficar disso...

- disso o que Lucas? - pergunto irritada - de ficar magoada com razão? pelo meu melhor amigo ter me abandonado, quando eu mais precisei? - ele não diz nada - engraçado, que você do nada cala a boca quando digo a verdade, não aguenta ouvir a merda que fez? ou o que?

Hesita...

- fico com vergonha de mim mesmo por ter feito algo que sempre prometi não fazer....

- pois é, você me provou de promessas são algo que para algumas pessoas não valem nada, é isso que eu sou pra você, um nada, assim como Helena, assim como Mark, você nos tratou como lixo....

- eu....eu não queria, mas.....sabe....

- não, eu não sei, porque nunca tratei um amigo meu, um melhor amigo meu, como um lixo, diferente de você - ele abaixa a cabeça - sempre que precisam de mim, eu estou lá, disposta....já você não sei, acho que merece estar com aquelas pessoas, você sempre falava que eles eram falsos, que suas amizades eram apenas de faxada, mas quer saber de uma coisa....- me aproximo - você por dentro, sempre foi um deles, alguém que não vale nada...

Vejo uma lagrima escorregar em seu rosto...

- chorar agora é facil, é tranquilo né....

- ____, você sabe que eu te amo...

- não, nem me venha com essa, porque enquanto a Celisse cavalgava no seu colo você dizia outra coisa, você agia de outra forma, você me tratava de outra forma, isso uma, uma semana, depois de ter falado que me amava....se isso é amor....eu nuca vou querer dividir meu coração com alguém...

Na hora em que iria sair ele me segura e me abraça, mesmo eu querendo o jogar de lá de cima, mesmo eu querendo distancia, querendo que ele fosse para o inferno, ele murmurava desculpas, ele cochichava....

- eu sou um babaca, eu não mereço você, e Hele e Mark, que são anjos nessa terra, mas por favor, não me trate assim, mesmo eu sabendo que mereço, mas por favor, não faça seu coração sentir ódio de mim, pois você é a unica coisa que eu realmente sinto algo que eu daria minha vida para ter você ao meu lado, para ter você pra mim, aquilo que eu fiz, foi tudo uma ilusão que eu achava ser algo verdadeiro, mas eu me deixei levar, e joguei fora as tres coisas que realmente se importavam comigo, as unicas pessoas que queriam meu bem.....

- e o que te levou a perceber a verdade?

- minha mãe faleceu semana passada.....

Eu congelei, ao parar de falar com Yuk, perdi o contato com seus pais, fazia tempo que não conversava com Jihnam, mãe de Yuk, me afasto e vejo que estava se afogando em lagrimas...

- ela havia perguntado de você, eu não soube o que dizer, e quando ela se foi....eles, trataram daquilo....como se fosse nada, pois eles nem ao menos se importavam, apenas perguntaram se era ela ou meu pai que levava o dinheiro para dentro de casa....

Dessa vez foi minha vez de o abraça-lo, de o reconfortar, a sra.Wong era uma querida, assim como seu marido, ranzinza, mas um otimo pai e marido, e eu sinto a dor de não ter ido ve-los.

- eu percebi a escolha errada que fiz, a maldita escolha, que resultou em eu ter que aguentar isso sozinho, sem saber como confortar meu pai, se tem ninguém para me apoiar....

- imagina isso pra mim, eu que fui abandonada sem ter feito nada, e estar passando por coisas assim...

- eu sei - o olho confusa - Johnny me contou que sua irmã não anda passando coisas boas, e isso me deixou pior ainda...- abaixo o olhar - você não imagina o quanto eu me odeio por ter feito isso com você....

Tentei me afastar, mas ele apenas me apertou mais....

- se você me der mais uma chance de ter seu amor, eu juro, que jamais o tratarei como um lixo, ao contrario, sera minha jóia mais preciosa, sera a coisa mais valiosa de mundo pra mim......por favor....me perdoa?

Eu pensei, hesitei, mas ele agora está aqui, implorando meu amor de volta, pedindo mais uma chance, a chance de fazer tudo direito dessa vez....

Devagar, balanço a cabeça minimamente, ele abre aquele sorriso que tanto amo...

Sinto seus lábios contra o meu, meu coração acelerar, o frio da minha barriga surgir, e toda aquela vontade de sorrir, sentir o calor de suas mãos, poder sentir as cores me abraçarem como uma velha amiga de muito tempo, eu estava mais feliz que nunca, eu tinha uma das razões de sorrir de volta a mim....


Wong Yuk Hei......eu te amo seu tapado....


Notas Finais


Terá um bônus, só calminha kkk
Fiz em uma pegada mais deprêzinha, mas no final ficou fofa...
Espero que tenham gostado, e deixem sua opiniãozinha, gosto de ler comentários..
fiquem bem...
kissus na bundinha ❤️🌹


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...