História Colors - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Palavras 4.121
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, LGBT, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


IAE, boa leitura <3
Não desistam de mim

Capítulo 1 - 01. sad but fab


c h a p t e r     o n e
s a d   b u t   f a b

Eu estava triste, porém fabulosa com  meus longos cabelos azuis recentemente tingidos, que eu poderia facilmente jogar na cara de Chloe Bourgeois para mostrar o quanto eu estava maravilhosa, já que a loira não mudou quase nada desde o primeiro colegial. Quer dizer, eu não a odeio mais. Na verdade, somos até amigas graças aos poderes que ela recebeu da Queen Bee. Mas ela ainda continuava chata e mimada

Muita coisa mudou depois de dois anos, desde a evolução dos meus poderes até os novos heróis, mas eu ainda continuava presa numa paixonite pelo Adrien Agreste, minha melhor amiga continuava a ser Alya e ela até estava namorando Nino.

Porém imprevistos acontecem. No segundo colegial, Adrien fora transferido para um internato militar, pois Gabriel queria que o filho entrasse nos "eixos", e isso resultou numa profunda tristeza e dificuldade de nossa parte. Quando digo nossa parte, refiro-me à Alya, Nino, Chloe e a mim para acabar com os akumas, e acabamos seguindo em frente sem o loiro. Eu não os culpo, afinal Adrien antes que comunicava-se com nós diariamente, depois de dois meses o mais velho nunca mais mandou sequer uma mensagem para nós. Isso fez com que nós quatro perdêssemos as esperanças. 

Isso me fere até hoje.

Foi por isso que o Mestre-Fu resolveu distribuir novos Miraculous, e entre eles estavam o da raposa, da abelha e o da tartaruga. Arduamente, Mestre-Fu resolveu renunciar seu Miraculous, afinal o mesmo já estava velho . Nossas batalhas estão ficando cada vez mais escassas, porém quando aparece um akumatizado, ele é muito pior, chegando a ser comparado ao próprio Hawk Moth. Está próximo da batalha final, e então, estamos treinando cada vez mais.

Mas como tudo é uma desgraça em minha vida, o motivo de eu estar triste é que nós descobrimos que Adrien estará de volta esse ano ao Françoise Dupont, o que me faz estremecer por completo a cada momento que eu lembro de nós dois. Talvez eu seja uma tola, com certeza ele nem se lembre de minha pessoa.

Eu ainda lembro do seu olhar penetrante, sua voz grave e seus sorrisos, seu perfume embriagante e também lembro perfeitamente do nosso primeiro beijo. 

Cocei os olhos para afastar esses sentimentos, acabando de vestir a roupa que antes se encontravam em cima da minha cama. A camiseta cinza da NASA que comprei recentemente combinava perfeitamente com o short preto e o timberland, sem esquecer do choker preto e da jaqueta jeans enorme que pertencia ao meu melhor amigo – Luka Couffaine, vulgo irmão da Juleka que eu conheci neste inverno quando fomos esquiar. Tikki estava no centro de massagem do Mestre-Fu junto aos outros kwamis, fazendo reuniões para descutir estratégias de duração maior dos Miraculous assim que os portadores estiverem os usando.

— Marinette, a Alya já chegou. — a voz suave de minha mãe atingiu meus ouvidos assim que a mesma abriu o alçapão que dava acesso ao meu quarto. Alya subiu o alçapão, olhando maliciosamente a jaqueta. Ela já sabia que pertencia ao Luka.

— Ui, jaqueta do Luka né?

Revirei os olhos, jogando nela o meu boné preto que ela havia me pedido emprestado mais cedo. 

— Não é nada disso Cesáire. Você sabe muito bem que ele me emprestou naquele dia chuvoso. — retruquei, jogando a mochila holográfica nas costas. 

Alya agora estava duas vezes mais alta. Um metro e setenta e dois, sessenta quilos e um corpo com várias curvas que deixam qualquer garoto babando. Os cabelos castanhos-escuros cacheados com um degradê que dava as pontas uma cor mel e a pinta perto da testa, destacando ainda mais seu rosto. Os lábios carnudos hoje estavam na cor vinho graças ao batom. O cropped sweater também vinho dava ao seu busto grande mais forma e a saia jeans de cós alto com bordados de flores no verso dava uma impressão outonal, junto com seu converse preto de cano alto nos pés. 

— Dias chuvosos marcam bem a sua vida, senhorita Dupain-Cheng. — riu soprado, colocando o boné preto em seus cachos baixos. 

— Larga de ser imbecil! — dei um tapa fraco na pele bronzeada da morena, que fez uma careta estranha digna de um meme. — Pegou a mochila?

— Já. — mostrou a sua mochila preta com spikes prateados, dando um sorriso maroto. — Aposta quanto que a da Bourgeois é amarela?

— Nem vou apostar. Chloe gosta mesmo de um amarelo. — ri descontrolada. Coloquei o dedo sob as orelhas para sentir se os Miraculous estavam em minhas orelhas. — Como vai Trixx? — perguntei, me referindo ao seu Kwami.

— Ela 'tá bem. Estamos preocupados com o que possa vir. — suspirou, tocando seu colar. — Nino e eu estamos juntos ao Mestre-Fu para tentar pesquisar sobre os Miraculous desaparecidos. Bem, vamos chegar chegando naquele muquifo que eu chamo de colégio.

Eu realmente imaginei que o primeiro dia de aula seria "O" primeiro dia de aula, mas acontece que tudo terminou na aula irritante da Ms. Mendeleiev, a professora mais chata de toda a escola. 

— Então, esse semestre não vou admitir nenhum desrespeito. Anotem o primeiro trabalho do ano em dupla de ciências que vai valer conceito. Sobre os planetas do sistema solar. Para cada um planeta, duas duplas. O melhor é que estudem muito, pois...

— Blá blá blá. — imitei a mulher com gestos da minha mão, fazendo Alya rir. — Realmente, eu não vou aguentar essa mulher. Eu vou mesmo é ouvir música.

— Cuidado pra não ser pega. Você sempre tem seus fones confiscados. Você não é ninja. 

— Claro que não, Alya. Ninjas são japoneses. — mostrei língua. — Eu sou decente de chineses.

Aish. — Alya reclamou, prestando atenção no monstro de meia idade que dava aula à nossa frente.

Abri meu caderno que continha a frase "Young Forever", capa do álbum dos Bangtan  Boys e fingi estar copiando como eu sempre fazia. Coloquei os fones brancos do MP4 nos meus ouvidos, aumentando a música Cry Baby da banda The Neighbourhood no final, não me importando se meus "coleguinhas" iriam ouvir o solo de guitarra do começo da música. 

No embalo da música, peguei duas canetas para usar minha bateria improvisada – a mesa enquanto eu me sentia extasiada pela voz sexy de Jesse Rutherford, vulgo meu marido.

— I think, I talk to much — imitei a bateria com as minhas canetas. Senti um cutucão, mas com certeza era Alya, e assim, acabei batendo na mão dela. — i need to listen baby, i need to listen baby... — movimentei meu corpo de acordo com as batidas viciantes da música. Mais outro cutucão. Bati novamente na mão, fechando os olhos e jogando a cabeça para os lados. Movimentei meus braços me imaginando num show. — i need to listen good.

Brutalmente meus fones foram tirados do meu ouvido, me fazendo dar um pulinho de susto. A minha frente estava o monstro de meia idade dos cabelos roxos com seus olhos sem vidas cravados em mim junto aos outros alunos, que com gosto olhavam para ver o desfecho da nossa briga.

— Você realmente precisa escutar bem mesmo! — cuspiu as palavras, se referindo ao último verso da música que eu cantei. — Logo no primeiro dia de aula, senhorita Dupain-Cheng? 

— D-desculpa professora. Sabe como é que é, né? — sorri amarelo. 

— Não sei como é, Marinette! — a mulher esfregou as têmporas. — Já é a quinquagésima vez nesse ano. Realmente, vá para a diretoria. Você vai levar uma advertência dessa vez!

— Por favorzinho... Se você escutar a voz do Jesse, vai saber do que eu estou falando.  Aliás, falando nisso, você tem que arrumar um namorado pra deixar de ser mesquinha e...

— Diretoria agora! — berrou. — Leve isso consigo.

Entreguei derrotada o Jesse Jr, o meu MP4 para a mulher que praticamente jogou a advertência no meu rosto, sorrindo debochada. 

Eu odeio a Ms. Mendeleiev.

Françoise Dupont High School

Advertência ao aluno (a) Marinette Dupain-Cheng por:

(  ) Desobediência ao professor

(  ) Atividades incompletas

(X) Uso de objetos não permitidos em classe

(  ) Agressão

(  ) Outro:                                                                                               .

observações: Ao seu MP4 ser confiscado apresentou desrespeito e também insinuou que a professora Mendeleiev precisava de um namorado para deixar de ser mesquinha ao receber a advertência.

Assinatura dos pais:                                                                         .

— Droga, essa mulher não é da terra, só pode! — revirei os olhos ao ler a advertência. — Aquela mulherzinha irritante me paga, e...

— Marinette? — a voz grave fez com que eu automaticamente olhasse. 

O coração disparou e meus lábios secaram. O seu perfume delícioso adentrava minhas narinas, causando-me uma sensação incrível de nostalgia. O verde intenso de seus olhos me encaravam junto a sua sobrancelha esquerda com dois risquinhos na mesma arqueada de surpresa.

— Adrien, eu... — me levantei do banco mofado de espera da secretaria. — S-senti sua falta.

As mãos enormes do mais velho me puxaram para mais perto, envolvendo meu corpo com seus músculos num delicioso abraço. Embriaguei-me novamente pelo perfume do loiro. O mesmo acariciava meus cabelos azuis, me fazendo sentir confortável. Era o que eu sentia com ele. Confortável.

Separei do abraço, fitando-o.

Era incrível e perceptível a mudança dele. Ele estava mais alto, mais forte e se possível, mais bonito. Os cabelos se encontravam uma bela bagunça, a língua rodeava lentamente sua boca pequena e avermelhada e a mandíbula estava mais quadrada. Seu pescoço estava coberto de tatuagens e mesmo que eu não consiga ver as outras por causa da jaqueta de couro preta, eram muitas por sinal. A calça jeans preta rasgada nos joelhos também combinavam com o coturno preto. Eu realmente estava surpresa. 

O garoto levou suas mãos aos cabelos, bagunçando-os ainda mais enquanto também me fitava. 

— Afinal, o que faz na secretaria?

— MP4, The Neighbourhood e uma professora que necessita de um homem. Por mais que eu seja feminista, ela realmente precisa de alguém para ela. — mordi os lábios. 

— Deixa eu ler. — disse, puxando da minha mão a advertência antes que eu contextasse. — "e também insinuou que a professora Mendeleiev precisava de um namorado para deixar de ser mesquinha ao receber a advertência." Você é demais Marinette!

Disse simplista.

Um silêncio constrangedor bateu sobre nós, me fazendo gelar inteira. O olhar intenso que as orbes verdes do garoto me lançava, estava me levando a loucura. 

— Eu tenho tanta coisa pra te perguntar, e... — respirei fundo. — por que nos deixou, por que me deixou? 

Ele baixou sua cabeça, soltando um longo suspiro. Mordeu seu lábio inferior e novamente olhou para mim.

— Coisas que você nunca entenderia. 

— O que eu nunca entenderia, ein Agreste? — alterei a voz, me aproximando do garoto sem medo. A diferença de altura era impressionante, afinal, eu tinha apenas um metro e setenta e ele com certeza mais que um metro e oitenta. 

— Não é da sua conta. — o loiro disse ríspido, tateando o bolso da calça. — Você nunca iria entender mesmo. — retirou de lá um maço de cigarros e um esqueiro.

Abismada. Era o que eu estava. 

Prendeu um cigarro entredentes, acendendo-o lá mesmo. Meus olhos se arregalaram e minha boca fez um perfeito "o". 

— Tira isso da boca agora. — gritei, indo para cima dele. 

O mesmo se desviou e segurou meu pulso fortemente. Soltei um gemido de dor fraco. Os olhos do loiro me encararam friamente enquanto ele tragava o cigarro. As lágrimas começaram a brotar de meus olhos, tanto pela dor presente em meus pulsos quanto a dor de ver o garoto que eu amava se matando lentamente por meio da fumaça tóxica aos seus pulmões. O loiro soltou meus pulsos fortemente, me fazendo dar um impulso para trás. Não havia expressão facial e seus olhos antes intensos agora estavam sem vida. 

— Me larga! — rebateu com sua voz grave, soltando uma grande quantidade de fumaça. Junto a essa fumaça, minhas lágrimas caíram. Elas eram pequenas e silênciosas. — Me deixe sozinho apenas. Não quero te machucar ou machucar os outros. Pode ser perigoso.

— E eu não quero que você se machuque... — sussurrei. 

— E-eu quero que leve isso com você. — pediu, retirando o anel prateado de seu dedo anelar longo. Estendeu a mão com o anel, mas eu ignorei.

— Não. 

— Marinette, apenas pegue.

— Eu já disse que não Adrien! — alterei a voz novamente, mordendo lentamente os lábios. — Você é o único e verdadeiro Chat Noir. Você é ágil, inteligente, criativo. Eu nem sei o que seria a Ladybug sem você. Tudo ficou difícil sem você, mas nós conseguimos por um tempo. Espero que entenda que não passa de apenas uma brincadeira. É tudo importante, o Hawk Moth pode...

— Droga, a culpa não é dele! — alterou mas ainda sua voz que até então era calma e serena. O olhei desconfiada e ele desviou o seu olhar. 

— Adrien, o que você sabe que as Quantic Kids não sabem? — me referi ao nome do nosso grupo de heróis, qual nome foi dado por Nino.

Seus olhos estavam baixos e a sua respiração vacilava. A aura do mais velho era uma aura confusas assustada e tinha muita culpa. Ele tinha algo a dizer. Meu sexto sentido não falhava, ainda mais que eu tenho treinado-o junto ao Mestre-Fu.

— Eu...

— Marinette, o diretor quer falar com você. — pediu a secretária. Depois, lançou um olhar julgador para Adrien, que continuava tragando seu cigarro.

Segui-a pelos corredores. A mulher tinha sua meia idade, óculos redondos e os cabelos negros presos em um coque perfeito e alinhado. A blusa social branca combinava com a saia preta de linho e os scarpins pretos e com o salto baixo. 

A mulher bateu duas vezes delicadamente na porta de madeira e um "entre" da voz áspera do diretor fora escutada. Ela abriu a porta, permitindo que eu entrasse e depois saiu, fechando a porta sem ao menos comprimentar o diretor.

— Oh, novamente senhorita Dupain-Cheng? — perguntou, indicando com a mão que eu poderia se sentar de frente a ele e sua mesa cheio de adornos relacionados a caça, tal qual a cabeça de alce pendurada na parede que me causava repulsa: primeiramente por ser um animal indefeso que fora abatido para ser usado de enfeite e segundo por que quem em pleno século 21 teria uma cabeça de alce pendurada na parede? — O que fez dessa vez... Vamos ver. 

Então o Sr. Damocles pegou a advertência da minha mão, lendo-a cuidadosamente. Seus olhos âmbar se arregalaram ao terminar de ler a folha e ele apertou seus lábios para não rir. 

— Eu acho que estou encrencada. — suspirei, derrotada. 

— Sim Marinette. Quem insinua que a professora precisa de um... Bem, acho que você entendeu. — suspirou. — Marinette, essa é a sua terceira advertência desse ano letivo e você sabe o que significa. Não tenho outra escolha a não ser suspendê-la durante quatro dias.

— Eu não posso levar suspensão, meus pais iriam me matar! — coloquei a mão nos cabelos, desesperada a ponto de surtar. — Por favor Sr. Damocles, eu faço qualquer coisa! 

— Ok. A Ms. Mendeleiev comentou com os professores com um trabalho em dupla que com certeza você deve ter ouvido falar. Para quer retire todas as suas advertências, precisa ajudar algum membro da time de basquete da escola, que eu vou escolher. — ditou enquanto observava alguns papéis.

— Não, time de basquete não! — implorei, imaginando algum daqueles garotos tentando dar em cima de mim como sempre fizeram. 

— Te dou até amanhã para decidir, então pense muito bem. Todas as advertências desse ano, Marinette. Está dispensada. 

— Não creio!  — Chloe gritou, colocando a mão com as unhas decoradas perfeitas na boca.  — Marinette, eu daria t-u-d-o pra dar aulas particulares pra um dos garotos do basquete, principalmente para o...

— Kim, já sabemos Chloe.  — eu disse desinteressada do assunto da platinada.

— Aproveita a oportunidade! Sério, você Marinette, é legalzinha até, mas andar com esses rapazes pode te ajudar muito. — sorriu com seus lábios cheios de gloss labial de morango.

— O que você quer dizer com isso? — a encarei incrédula. — Que eu preciso de um bando de macho pra me tornar popular?

— Não era isso, mas entenda como preferir. — disse, colocando sua franja na orelha. — Mas se você quer continuar conhecida como a melhor amiga da Alya do ladyblog pra sempre, eu te entendo.

Revirei os olhos. Eu nunca almejei ser popular, afinal nunca gostei. Sempre preferi estar lendo um livro, ouvindo bandas que ninguém conhece ou fingindo ver o treino do basquete do Nino com a Alya enquanto conversávamos sobre coisas aleatórias. 

— Bem... Eu não sei. — confessei. — Talvez seria bom. Vão tirar todas as minhas advertências...

— Então aproveita. — Alya sorriu simplista. — Além disso, esqueceu que o Luka é do time e estava com notas baixas em ciências?

Um sorriso broou em meus lábios. Guardei o resto das minhas coisas no armário do corredor principal e andamos em direção ao refeitório do colégio. Pegamos nosso lanche: hamburguer com batata frita, se é que eu posso chamar aquela coisa murcha de batata frita e aquele pão seco com carne do mês passado de hambúrguer. Era ficar com fome ou morrer de intoxicação alimentar.

Era sexta, e às sextas a noite sempre tem reunião no clube das Quantic Kids. Essas reunioes jogamos jogar dardos, bebemos muita coca-cola e comemos pizza, enquanto discutimos teorias sobre quem seria o Hawk Moth ou coisas sem sentido. Era muito legal.

Q K hoje a noite. — confirmei para as garotas que afirmaram. 

Passei perto da mesa das líderes de torcida, mandando um tchau para a Chloe que iria se sentar com as garotas e também acenei para as outras garotas da mesa, que acenaram felizes para mim. 

Eu e Alya nos sentamos na mesa dos hipsters, e sim, minha escola tinham subdivisões e não, ninguém nos atacava ou brigava. Um respeitava o outro. 

— Fala aí, pessoal! — berrou Alya, fazendo high five com quase todo mundo, sorrindo em seguida. — Quem 'tá animado pra excursão pro Tomorrowland na Califórnia nesse verão?

— Todo mundo, meu amor. — Nino disse, dando um selar nos lábios carnudos de Alya. — Não vejo a hora. 

— Eu 'tô louca pra sentir as boas vibrações da Califórnia. — Alix imitou ondas do mar com a mão, me fazendo rir.

— Não sei se eu vou. Talvez eu vá a China. — mechi na batata, pensando em qual morte era mais dolorosa: fome ou intoxicação?

— A China é incrível! — Luka respondeu, sorrindo. — Eu amo assistir documentários e programas sobre lá. E, Marinette... — ele parou de gesticular e parou seus olhos na jaqueta. Mil vezes droga.

— Sim? — perguntei, fingindo não saber.

— Você 'tá com a minha jaqueta até hoje.

— E não vou devolver, ela fica linda em mim. — ri abobada e o mesmo me acompanhou com o sorriso.

— Eu shippo! — gritou Alix chacoalhando seus cabelos rosados e curtos. — Hum, que tal Mariluka?

— Lukanette também! — Mylene sugeriu.

— Parem com isso... E-eu e Marinette somos só amigos. — o moreno corou imediatamente, mordendo um pedaço do hambúrguer logo em seguida fazendo uma careta.

— Eu prefiro Adrinette. — mordi os lábios. O loiro se sentou ao meu lado.

— O que quer aqui, Agreste? — perguntei evitando o olhar. Contato visual nos entregava facilmente. E como ele está adquirindo poderes do Chat Noir, ele sente sensações nas pessoas que nem as próprias sentem, então não faz sentido eu ter tentado não transmitir nada.

— Não posso mais ver meus amigos? — me encarou, sorrindo sarcástico. — Nino, quanto tempo cara! 

— Sim, faz um tempão que não te vejo! — os dois então fizeram um cumprimento que só os dois sabiam. 

Os olhos de Adrien cravaram em Luka com todo o seu ódio. O verdes de seus olhos ficaram intensos e flamejantes, como se eles estivessem pegando fogo. O sorriso de Luka se desfazeu. Seus olhos azuis como a noite encarou os olhos de esmeralda do loiro.

— Luka Couffaine. — Adrien ditou o nome do garoto como se fosse uma ofensa para ele.

— Adrien Agreste. — Luka proferiu o nome do loiro como se estivesse executando uma maldição.

— Vocês se conhecem? — a rosada perguntou, chupando com o canudinho do resto do seu suco Detox, já que a mesma é vegetariana e gosta de coisas saudáveis e fitness. 

Todos do refeitório ficaram quietos, observando Adrien e Luka. Pareciam querer briga, como sempre.

Curiosa. Era o que eu estava.

— Não te interessa da onde eu o conheço. Só quero que fique longe dele. — tomou o hambúrguer de minha mão e comeu, fazendo uma careta. — O que colocam nesse hamburguer? Eca!

— Pode comer a vontade. — suspirei. — Eu só quero saber o por que  eu tenho que ficar longe do meu melhor amigo.

Adrien desgrudou os olhos do moreno e olhou para mim. 

— Melhor amigo? Desde quando Luka é amigo de alguém? — revirou os olhos. — Apenas fique longe dele.

— Há, há, há. Você acha mesmo que eu iria me afastar dele por você, Adrien? — coloquei as minhas mãos na mesa, impulsionando meu corpo para cima a fim de me levantar.— Já fiz tanta coisa por você e você me retribuiu se mudando pra eu sei lá aonde num internato militar para garotos depravados. — saí da mesa. — Quer saber? Vai se foder, Agreste. Você não precisa se meter na minha vida.

Saí dali correndo para onde meus pés me levarem. 

— Olá minha filha, como está? — meu pai perguntou, dando um beijo estalado na minha testa. Abracei-o de lado por que ele estava batendo uma massa com uma tigela grande, portanto suas duas mãos estavam ocupadas. 

— Eu 'tô bem papai. Só estou um pouquinho cansada. — deixei escapar, indo e direção da escada que dava para o primeiro andar da casa, onde ficava toda a casa – menos meu quarto, que ficava no segundo andar.

— Ok filha. Se tiver dor de cabeça, beba os comprimidos vermelhos da caixinha verde no kit de primeiros socorros na gaveta da sua mãe! — gritou lá debaixo enquanto eu subia as escadas. 

Joguei minha mochila no chão da sala pequena e decorada em tons de azul, vermelho, branco e amarelo, a qual dava referências ao tom das bandeiras da China e da França com a intenção de assistir alguma coisa, então entrei no site do DramaFever pela smart tv.

Selecionei a minha saída para os meus problemas que continham sete palavras, três sílabas e uma língua oriental.

Doramas!

— U a u. — silabei ao ver a beleza estonteante de Lee Min Ho atuando em The Heirs. — Um homão desses, bicho.

— Concordo. — a voz doce e amanteigada surgiu nos meus ouvidos, me fazendo saltar do sofá creme.

— M-mãe, eu... Ah mãe! — corada, virei o olhar para minha mãe que tinha os olhos vidrados em Lee Min Ho. 

— O que? Ele é bonitão mesmo! — deu uma risadinha. — Só não conte para o seu pai.

Lee Min Ho era tão gato, mais tão gato que ele havia efeitos até sob uma mulher bem casada e mais velha. Isso não me impressionava nem um pouco.

 — Mamãe, eu posso ir com Alya ao treino do time de basquete? — dei de ombros.

— Deixa eu adivinhar: Nino e Luka, certo? 

— A-Alya só quer dar um apoio ao seu namorado.

— E você ao Luka, certo? — colocou os braços curtos na cintura, sorrindo brincalhona. 

— Pode ser. — fingi desinteressada. — Quando Alya chegar, peça a ela para subir direto para meu quarto, ok? Vou finalizar um projeto de vestido para o aniversário da Juleka. 

— Tudo bem, meu amor. Só tome cuidado com aqueles garotos. 

— Preciso desligar a TV? — perguntei, vendo a cena de Cha Eun Sang brigando pela décima quarta vez naquele dorama com a Rachel Yoo. 

— Eu desligo. — disse, se sentando no sofá. Sorri soprado pegando minha mochila. Ela com certeza não iria desligar aquela TV agora. 

Subi a segunda escada, abrindo o alçapão de madeira, observando a beleza do meu quarto recém reformado e decorado. Pendurei a mochila no gancho das bolsas e me joguei na cama, olhando para o teto.

Adrien Agreste.

— Hey Marinette!

— Ah, oi Tikki. Deite-se aqui.  — eu disse para a pequena kwami vermelha. — Como foi a reunião?

— Bem, andamos avançando muito. Digamos que há novidades sobre o miraculous do pavão. Há alguém o portando, pois sua luz no cofre dos Miraculous não se apagagou.

— Como assim "luz no cofre"? 

— Será respondido hoje na reunião das Comic Kids. Só espero que nosso esforço não seja em vão! — a pequena suspirou, sorrindo gentilmente para mim.

— Eu também espero de todo meu coração. 


Notas Finais


Sentiu falta de mim, @?

Annyeonghaseyo Noirs, obrigada por quem não desistiu de mim. Senti que a fanfic precisava urgente de um renovo, e aqui está!.

♡ playlist de músicas da fanfic:
https://www.youtube.com/playlist?list=PLq5jcOg7F25e7BaKO3hmXpdufmn-sQbw7

♡ características das personagens no polyvore:
https://www.polyvore.com/mlb_fanfic_colors/collection?id=7150929

♡ siga meu perfil: @unicournx para mais notícias e para me mandar sugestões

♡ comentem o que acharam e favorito pra eu saber que estão gostando!

Espero que gostem, bbs <3
Fight like a girl! 🌙


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