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História Colors (JiKook - ABO) - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olaaaaa a todos!

Me veio um lapso de criatividade e decidi escrever, então os capítulos podem demorar a chegar, mas vão chegar, inclusive a história também será postada no Wattpad (e se, se, for necessário ela poderá ser migrada para lá, mas por enquanto tudo certo por aqui).
Um pouco sobre os personagens:
× Jeon JungKook [ÔMEGA LÚPUS] — atualmente tem 18 anos. (Tem suas características físicas como na realidade.)
Jeon é apaixonado pelas cores e hora ou outra ele dá um tom a alguém. Vocês vão entender isso ao decorrer dos capítulos. Ele também ama doces e neve. Tem uma personalidade um tanto quanto infantil e isso faz com que ele mantenha uma inocência que todos da família prezam.
× Jung Hoseok [ALFA LÚPUS] — atualmente 21 anos. (Tem suas características físicas como na realidade, aliás, isso será com todos os personagens da categoria BangTan Boys).
Hoseok é extremamente protetor com seu único irmão e ômega Jeon JungKook. Gosta de praticar qualquer esporte e dança muito bem. Adora sair nos fins de semana com sua família, seja para qualquer lugar.
× Jung Ha-eun e Jung Kawn [ÔMEGA E ALFA LÚPUS] são casados há vinte e cinco anos. O primeiro filho foi Hoseok, tentaram outras duas gravidezes que não deram certo, então adotaram JungKook quando ele tinha sete aninhos.

Bom, vamos a história, isso aqui foi apenas uma introduçãozinha básica.

Capítulo 1 - Capítulo 01


Fanfic / Fanfiction Colors (JiKook - ABO) - Capítulo 1 - Capítulo 01

A vida ao me redor é contagiante

Os pássaros de cores mistas cantam todas as manhãs, os cachorros amarelados correm atrás dos carteiros e a grama sempre está verde. Eu me deito nela sempre, é geladinha e agradável apesar de me espetar algumas vezes, mamãe sempre diz que correm bichinhos por ela, mas eu não me importo. Também sou eu que a corto duas vezes no mês. 

Meu nome é Jeon JungKook e sou apaixonado pelas cores e não sei porque meus familiares as vêem como algo comum. Meu irmão, Hoseok por exemplo, diz que é uma bobagem quando passo horas na internet procurando uma exuberante paleta de cores para pintar meu quarto, mas é realmente necessário, não é uma bobagem. 

Ele me chama de criança por também ficar encantado por coisas de crianças, eu não tenho culpa por gostar de coisas pequenas e infantis, apesar de já estar com meus dezoito anos. 


O início da minha infância foi bem conturbado. Meus pais nunca pareciam concordar com meu nascimento, ainda mais quando souberam que eu era ômega. Ômega lúpus — extremamente mais vulnerável e intenso em tudo —. Então eles me colocaram para a adoção. Morei no orfanato por sete anos desde a minha chegada, literalmente foi por todo esse tempo, até que em uma bela manhã de domingo azul, amarelo e verde, um casal quis me adotar. 

Jung Ha-eun e seu marido Jung Kawn, eles já tinha outro filho chamado Jung Hoseok, que é lúpus como o pai. Pelo que eu entendi Ha-eun sempre quis uma criança ômega, mas suas últimas duas tentativas de gravidez não deram certo, preferindo assim adotar um(a) ômega, e eles sempre contam essa história para mim. Dizendo que não se importam quem são meus pais biológicos, ou porque fui deixado no orfanato e só o que vale é o amor que tem por mim, e não meu sobrenome. 

Quando cheguei na casa deles como um cachorrinho amedrontado fui recepcionado por Hobi, que na época já tinha seus dez anos. Ele me recebeu com um abraço caloroso que me fez pensar que talvez fosse ser legal ter um irmão. Mesmo assim nas primeiras semanas passava praticamente os dias inteiros me escondendo das pessoas onde pudesse, odiava ter que ser encarado por eles com aquele olhar de coitadinho. Mas aos poucos foi me adequando ao lugar, os familiares de agora meus pais me aceitavam bem e me mimavam por ser o único ômega homem da família. Então eu realmente era muito mimado, recebia muito carinho, proteção pelos alfas — principalmente do meu hyung, que me tratava como sua prioridade máxima. Eu até gostava, sentia sossêgo sob presença dele. 


Eu não me dei muito bem na escola, na infância sim, mas quando nos mudamos para a capital quando eu já tinha quinze anos tive que ir estudar em outro lugar e quebrou todo o meu ritmo. Não conseguia acompanhar as matérias, e os professores eram sempre muito exigentes. Quando não estava em sala de aula, me trancava dentro do banheiro e chorava em frustração, não era mais novidade para os outros alunos, já estavam acostumados com meus soluços e grunidos, principalmente em dias de sexta-feira quando a matéria que mais odiava entrava em vigor. Era desgastante, muito desgastante. 

Hobi me ajudou nos primeiros anos estudantis, mas aí chegou o dia de sua formatura e agora eu vou estar sozinho nessa, ainda mais na faculdade. 


Quinta-feira, 20 de dezembro 

— Formatura

Acordamos cedo, hoje é o dia da formatura do meu hyung. 

Ele terminou um curso, vai fazer formatura, depois fazer outro curso e formatura de novo. Não entendo, mas o ciclo que ele quer é desse jeito. 

Papai e mamãe estão orgulhosos, espero que fiquem por minha causa também quando chegar o momento, que não demorará muito. Próximo ano serei eu a estar pegando o ônibus com os veteranos e calouros, não gosto nem de pensar nisso, me dá calafrios! 

Como todos os dias, despertei com o celular tocando um som agradável. Dá mais vontade de dormir do que realmente levantar. 

— Jeon, acorda querido — senti as mãos de mamãe em meu rosto, acariciando levemente minhas bochechas. 

— Bom dia. 

— Bom dia, meu bem. Levanta que hoje é um grande dia — sorriu. 

Sua animação é tão evidente que até contagia. 

Dei um beijo em sua testa enquanto me desfazia dos lençóis para ir ao banheiro. 

Usei água morna devido ao frio, estamos praticamente no início do inverno. Vesti calção e blusão, indo descer somente com as meias nos pés. 

— Bom dia, filho — papai já estava tomando seu café com leite, devido sua rotina ocupada ainda mais com os preparativos de festa que estão organizando para o Hoseok ele não ocupava muito o estômago. — Está animado para essa tarde? 

Mordi a torrada com geleia de morango e lhe olhei um pouco desanimado. 

— Sim... 

— Que foi? Você parece triste. 

Neguei indo para perto dele para me aninhar em seu colo, além de que queria sentir o seu calor. 

— Vai ter bolo? Que cor vai ser o bolo? 

— Bolo? Não sei se vai ter. Pergunte a sua mãe mais tarde. 

— Mas eu quero! 

Ele sorriu e nos separamos. 

Eu gosto muito de doces, principalmente os recheados com chocolate, me dá água na boca. 

O lúpus na minha frente se despediu e saiu logo em seguida, e depois Hobi tomou seu lugar. 

— Vem cá, JungKook. — Chamou-me com a voz um pouco grave. 

— Que foi? — Questionei baixo indo ao seu encontro. 

— Bom, você sabe que hoje é minha formatura e depois vai ter uma comemoração aqui em casa, então aqui vai estar cheio de alfas. Alfas que não são da nossa família. Entende? 

— Entendo. Mas o que tem? 

— Não fique perto de desconhecidos, ou que te chamem para ir para outro lugar, não é para sair daqui. 

— Vai ter bolo? 

Sorriu me abraçando. 

— Posso pedir um bolo a mamãe. Você vai seguir o que eu disse? 

— Uhum — concordei rapidamente. 

— Pois eu vou providenciar. Ah, antes que eu esqueça. É para ir de terno. 

— Odeio terno! 

— Eu sei, JungKook. Mas é preciso, a ocasião pede. Quero que te ver lá de terno. 

Travei o maxilar, com raiva. 

— Tá. Eu vou de terno. 

— Ótimo. Te amo, irmão. Mãe! — Gritou se distanciando e indo até a mamãe na cozinha. Eles cochicharam e depois ele voltou. — Estou saindo. Até mais tarde! 

— Mãe, eu odeio usar aquelas gravatas, elas me sufocam — indiquei com as mãos no pescoço. 

— Vou dar um jeito, querido. Agora termine seu café e vá arrumar seu quarto. Não é para deixar os livros espalhados pelo chão, JungKook. 

— Mas... 

— Sem mas. Você já é um homem, JungKook, deveria arrumar suas coisas e não deixá-las em qualquer lugar. Ah, me lembre de falar com você sobre a roupa que deixa no banheiro. — Bufei alto. 

— Isso é um saco! 

— Jeon! 

— Tá, já sei... vou arrumar a porcaria do quarto! — Sai à passos pesados, carregados com aquela raiva passageira. Sei que ela está certa, e eu tenho que obedecer mesmo, mas as vezes é muito chato ficar recebendo ordens. 

Comecei pegando o cesto de roupa e jogando meias, blusas e calças dentro e não sei como mas isso estava me acalmando. 

Aproveitei para já pegar os livros que estavam no carpete cinza, os colocando empilhados por tamanho na escrivaninha. Foram vinte livros apanhados, isso se eu tiver contado direito. Então depois de meia hora já estava tudo organizado, apenas levava as vestes para lavar. 

Olhei para o quintal reparando a piscina coberta enquanto separava as vestes. 

Lembro que quando não estava tão frio Hoseok me ensinava polo aquático. Ele costumava chamar seus amigos que eram todos alfas e eu ficava assistindo, até que decidi participar. No princípio funcionou, mas quando alguns dos outros passavam sorrateiramente as mãos em mim e meu hyung descobriu deu uma briga horrível. Dês desse dia seus amigos não vem mais para cá. Ainda me lembro do que Hobi disse. 

"Se tiver vindo para ficar aliciando meu irmão, faça favor de não voltar. Porque se isso acontecer de novo, vai ser bem mais que alguns socos distribuídos." 

Nossos pais também deram alguns sermões e eu fui praticamente proíbido de jogar polo aquático, Hobi não podia mais chamar os alfas, então não tinha com quem montar os times para jogar. 

Me sinto mal. Meu irmão perdeu seus companheiros por minha causa. Se eu apenas tivesse ficado assistindo-os isso nunca teria acontecido e estaria tudo bem. Mesmo que Hoseok diga que na verdade se livrou de más companhias, disse também que o que mais vale é minha segurança e que se ele pudesse me proteger, não importa quantos amigos perdesse. 

Esse senso de proteção é o que mais gosto no meu irmão, então é realmente bom ter alguém por mim. Como eu sempre quis. 


Notas Finais


Hii, deixem suas opiniões aqui para eu saber o que acham, é importante.
Faço a "descrição" de outros personagens a medida que eles aparecem.


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