História COLOSSO. - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 500
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Droubble

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura.

Capítulo 1 - Único;


Desde que me conheço por gente, penso se existe vida após a morte, mas na verdade eu nunca vivi, então não sei dizer.

Sou eu, aquela criança que queria sair do planeta e conhecer a lua; mas sequer conhece o próprio bairro, nunca sai de casa, na verdade, de seu quarto.

É, o tal do melhor da classe, o mais inteligente e o mais rejeitado; os olhares estranhos viravam para o garoto de pele avermelhada.

As roupas ensangüentadas, de poucos amigos, com remédios sem efeito enfiados na goela.

Uma criança de 9 anos com o coração partido e uma mente diferente das outras, cada dia era uma luta.

E os sadboys se acham deprimidos apenas porque a mamãe não lhes deu bom dia.

O esforço as vezes parecia não valer nada, lembro quando meu pai mandou eu morrer, mas isso não é importante.

Mãe, sempre foi meu abrigo, meu pedaço de universo, queria que soubesse que só você esteve comigo nos meus piores dias.

Com o tempo percebi que o mundo não é um bom lugar, e que meus sonhos seriam subjugados.

Enfim, eu, um filho de merda, vi que meu máximo é menos que o mínimo.

Desmotivação é segundo nome, mal me olho no espelho, só consigo enxergar desgraça no meu interior.

O coração até hoje continua partido, decepcionado e machucado com relação ao amor, sinto que isto não é pra mim.

A dor de em um relacionamento amar por si só é horrível, só você se importar, só você se esforçar, só você ser humano.

Mas já passei por tanto que conviver com isto é comum.

Lembro de quando tinha 9 anos, moribundo, deitado em um sofá, possivelmente nos meus últimos dias de vida.

Ver minha mãe chorando enquanto me via definhar em suor e febre me agoniava, queria levantar e abraçá-la, mas não pude. Nenhuma força ainda comigo existia.

7 dias, 7 quilos, 7 vezes morto por dentro; Será que valeu a pena fazer isto por mim se eu iria me tornar um "filho de merda"?

O filho planejado só trouxe desgostos, despesas e angústia a família.

Não me considero digno de nada, fraco, inútil, dependente, deprimente.

As vezes entro em um purgatório, amigos me motivam a estar aqui mais um dia; mesmo que nem sempre nos vejamos, vocês são o motivo de eu estar aqui hoje.

Saber que ano que vem eu não lhes verei mais torna tudo ainda mais fodido e desgraçado.

Um sorriso falso na sua cara e tudo está bem para eles; uma lágrima no rosto e tudo está bem para eles.

Almas robotizadas, que não sentem, não vêem, não falam, apenas coexistem no vazio.

Cicatrizes na minha alma, cicatrizes no meu corpo; comprimidos em minha garganta, ócio eterno.

Já não me reconheço, onde foi parar a criança que queria conhecer novos planetas?

Leve embora o que me tornei, traga de volta o que era, leve embora minhas mágoas, traga de volta minha plenitude.

Será que se me olhar no espelho verei uma outra pessoa? Já não sei quem sou, no fim das contas, nem me lembro de quem fui, não encontro resquícios em mim mesmo.

Quem sou eu?


Notas Finais


Acho que nunca escrevi algo tão pessoal sobre mim.
Espero que tenham gostado.


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