História Com Amor - Capítulo 1


Escrita por: e Nullark

Postado
Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Shouto Todoroki
Tags Acidente, Admirador Secreto, Fluffy, Icyhotproj, Romance, Shintodo, Shouto, Teatro, Tema Bimestral, Vizinhos
Visualizações 96
Palavras 2.135
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Fluffy, LGBT, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Fiquei muito surpresa quando plotei rapidamente com os temas, normalmente sofro uehueheu
Espero que gostem <3
E Ñ TEM ANGST (dessa vez)

Capítulo 1 - Único


Contemplava as estrelas sobre o céu, sem nenhuma nuvem atrapalhando a vista. A Lua crescente brilhava magnificamente, trazendo um certo aconchego em seu coração, e a brisa suave balançava os seus fios bicolores, dando-lhe conforto. 

Soltou um curto suspiro e voltou a caminhar, no caso, rastejando. Levou seu cigarro até seus lábios, dando uma última tragada para depois jogá-lo no chão e pisar na bituca. Estalou o seu pescoço e, em seguida, suspirou novamente. Não via a hora de chegar em casa e praticamente jogar-se em sua cama — agradecia que amanhã seria sábado, pois não precisaria ir para a universidade e poderia focar em seus estudos antes de ir trabalhar. 

Sua rotina era tão puxada que, às vezes, apenas queria ficar enfurnado dentro de casa e entrar num profundo coma. Era exaustivo demais acordar cedo e ficar o dia inteiro na universidade, após isso, ir trabalhar como barista até às dez da noite, para, enfim, poder estudar um pouco ou simplesmente desmaiar na cama —  até mesmo no sofá.

É claro que Shouto sabia como o curso de medicina era difícil e exigia muito do aluno, juntando isso com um trabalho, era inevitável não ficar podre de cansaço. E quando chegava final de semana, qualquer um dedicaria ao estudo e descanso, mas, como sempre, esse não era o caso de Todoroki, que aproveitava esses momentos para estudar e fazer horas extras, já que as contas não possuíam pena de si.

Um suspiro de alívio e um grito interno saiu de si quando finalmente avistou a porta de sua residência, criando forças para correr até a ela. A vontade de abraçá-la era deveras, mas não queria ser tachado de esquisito pelos vizinhos bisbilhoteiros.

Assim que virou a chave e abriu a porta, gemeu satisfeito ao entrar. Não ligando para a limpeza, retirou seus tênis, deixando-os no canto, e jogou sua bolsa ao lado — não estava a fim de ver nenhum livro e nenhuma anotação naquele instante.

Após dar o primeiro passo, sentiu algo estranho debaixo de seu pé. Franzindo o cenho ao vislumbrar um pequeno envelope — fofo, em sua opinião —, agachou-se para pegá-lo, já abrindo-o. Ficou surpreso: era uma carta.

Por mais que seja complicado, jamais devemos desistir. O cansaço é um grande inimigo nosso, mas não carecemos sucumbir a ele. 

Sua semana foi tão longa e exaustiva que deixou-lhe abatido, então, por que não relaxar um pouco neste fim de semana? Uma caixa estará à sua espera na praça da cidade perto da fonte. Espero que goste e que te anime nesse tempo desalentador. 

Com carinho e respeito, seu admirador secreto.”

Teve que piscar várias vezes e reler a carta para acreditar que seus olhos não estavam imaginando coisas. Sentiu uma quentura em seu rosto e uma batida falha em seu coração. 

Ele jamais imaginou que receberia uma carta de um admirador.

Shouto sempre achou que isso era algo extremamente frívolo, sequer cogitou receber ou enviar algo do gênero. Mas, do jeito que sua rotina era, saber que tem alguém olhando para si e se dando ao trabalho de fazer algo meigo, definitivamente não poderia achar esse tipo de ação estúpida, não mais.

Compreendeu a sensação que muitos diziam sobre admiradores secretos. Era um sentimento completamente diferente e único; aquele formigamento bobo e a sensação de ter alguém sempre atento em ti, como se estivesse cuidando.

Shouto certamente iria até a praça.

[ . . . ]

Ok, talvez estivesse extremamente nervoso com a situação, e o seu quarto cigarro era a prova viva disso. A praça era perto de sua casa, mas não conseguia nem ao menos sair do portão. Permanecia ali, parado feito uma estátua fumante, querendo, de alguma maneira, cessar aquela maldita ansiedade que percorria por seu corpo. 

Quando estava prestes a acender seu quinto cigarro, parou no ato e suspirou, voltando a guardá-lo em seu maço. Não poderia continuar fumando para esperar passar: tinha que agir.

Não conseguia acreditar que estava fazendo isso. Poderia ser muito bem alguma peça, mas algo no fundo dizia que não — por algum motivo, acreditava nessa vozinha.

Quando chegou na praça, vendo-a completamente cheia, seguiu rumo até a fonte, encontrando a caixa. Ao apanhá-la, sentiu-se nervoso e perguntou-se como que ela estaria ali ainda. Qualquer pessoa pegaria, não? E o fato de pensar que talvez o admirador estivesse ali o fez arregalar os olhos e olhar em volta. 

E era óbvio que o tal admirador não iria acenar para si.

Com a caixa em mãos, retornou para casa, não percebendo um certo olhar fixo em si.

[ . . . ]

Um colar.

Tinha ganhado um colar com o pingente de uma âncora. Um singelo presente que aqueceu seu coração. 

Passou seu polegar sobre a âncora, sentindo um casto sorriso surgir em seus lábios. Voltou o seu olhar para a caixa, encontrando uma carta.

Deixando o colar de lado, abriu a carta com uma certa euforia.

Que essa âncora esteja com você, trazendo-lhe força e tranquilidade para sua rotina exaustiva — não se deixe abalar por coisas frívolas. Que ela dê-lhe apoio necessário para o que der e vier.

Com carinho e respeito, seu admirador secreto.”

Duas cartas e um presente em menos de 24 horas. Era nesse momento que deveria achar extremamente bizarro e começar a acreditar que era algum stalker. Mas, no fundo, Shouto sentia que não era um perseguidor ou alguma pegadinha de algum universitário: acreditava que, de fato, alguém estava gostando de si.

[ . . . ]

O tempo foi passando, e Shouto, todo dia quando chegava em casa do trabalho, completamente cansado, encontrava a pequena carta por debaixo de sua porta, deixando-o com um sorriso bobo nos lábios. 

Mas, com a semana de provas, seu estresse estava no limite. Nem mesmo as cartas de seu admirador estavam deixando-lhe menos ansioso — também, os cigarros sequer o ajudavam.

Como odiava essas semanas! E odiava ainda mais ter que ficar sob estresse. Em momentos como esse, chegava de até mesmo a chorar de raiva. 

Antes de entrar em casa, jogou fora o seu cigarro, encontrando novamente a carta de seu admirador. Como todas as vezes, sorriu — apesar de não acalmá-lo, já era o suficiente para sentir-se melhor depois de um longo dia.

A carta daquela vez era diferente. Sabia que seu admirador era homem, mas, ao lê-la, conseguiu uma nova pista sobre ele.

Sei que está em pânico e nervoso com a semana de prova, mas lhe ver fumando desta maneira não tranquiliza-me. É nesse período que seu vício aumenta, e saber que não está tendo apoio necessário preocupa-me. Não ter ideia de como posso ajudá-lo deixa-me sem amparo.

Você é inteligente o suficiente, vai se sair bem nas provas. Não deixe essa preocupação envolver-lhe, pois irá prejudicar-lhe. Eu acredito em seu potencial.

Com carinho e respeito, seu admirador secreto.”

Assim, descobriu que seu admirador estava ciente de seu vício.

Shouto sempre foi alguém reservado, então poucos sabiam que fumava — apenas seus vizinhos, o pessoal de seu trabalho e, possivelmente, alguns universitários que esbarravam em si em algum canto isolado. Mas ele tinha certeza que ninguém do seu trabalho era o admirador, e era pouco provável que fossem os universitários, pelo menos em sua concepção. Sobrando, por fim, seus vizinhos.

Ponderando, Shouto percebeu que não conhecia nenhum vizinho. Por Deus, como alguém que vive há dois anos no mesmo local não os conhece? E se fosse mesmo um deles, o jovem Todoroki certamente era um péssimo vizinho, e, pelo fato de talvez um deles ser seu admirador, o faz pensar que alguém está olhando-o, preocupado com sua saúde.

Soltou um longo suspiro. Por mais que quisesse continuar recebendo essas  cartas, precisava descobrir quem era o indivíduo. Por isso, pegando uma folha de seu caderno, escreveu um bilhete para o seu admirador — e já que ele sempre deixa por debaixo da porta, colaria o papel nela.

[ . . . ]

Foi uma grande surpresa chegar em casa e não ter uma envelope à sua espera, acontecimento que amargurou-lhe. Porém, nada superou quando, no dia seguinte, lá estava a carta. 

Peço desculpas por não ter deixado nada ontem. Eu fiquei deveras impressionado quando li o bilhete que pedia para conhecer-me, e admito que fiquei bobo, tanto ao ponto de não te entregar uma carta. 

Estive perguntando-me uma forma de como nos conheceríamos. Talvez eu queria algo clichê, mas espero que goste.

Com carinho e respeito, seu admirador secreto — ainda.

Junto à carta, tinha um convite para uma peça teatro, algo que, secretamente, Shouto gostava. Um sorriso bobo desenhou em seus lábios e uma palpitação atingiu-lhe. 

Deu uma leve gargalhada, sentindo-se um adolescente apaixonado — nem parecia que já estava beirando aos 25 anos —,  mas precisava admitir que aquela sensação era leve e boa.

[ . . . ]

No bilhete dizia especificamente para esperá-lo sentado, já que as cadeiras eram reservadas. Seu admirador, de fato, queria fazer uma surpresa. Bom, ele conseguiu, mas não foi num bom sentido: Shouto levou um bolo, e um dos grandes.

A decepção foi imensa. Tinha criado tantas expectativas, até mesmo pediu folga no trabalho, e nada, absolutamente nada. Seu admirador não havia dado sinal de vida desde aquele dia. 

Já se passou uma semana, e ele simplesmente sumiu, sem deixar nenhum bilhete de desculpas. A sensação de ter sido usado era angustiante, sentia-se um peixe fora d'água.

Segurava o colar que tinha ganho, passando o polegar delicadamente sobre o pingente, e, por incrível que pareça, seu coração acelerou. Crispou os lábios, achava ser um tolo por ficar daquele jeito.

Era óbvio que algo assim não daria em nada.

Suspirou. Como poderia pensar em algo tão bobo como admirador secreto? Sentia-se uma piada naquele momento.

Antes que pudesse continuar remoendo seus sentimentos, completamente debruçados pelo sofá, a porta de sua casa tinha sido aberta sem mais nem menos. Era  a sua irmã.

— O que faz aqui? — indagou, confuso.

— Vim ver como estava. Eu soube do acidente que ocorreu perto do teatro que você foi e vim perguntar se sabia de algo. — Completamente à vontade, Fuyumi apossou-se da cozinha do bicolor.

— Acidente?

— É, Shouto, acidente — dizia, enquanto abria a geladeira e retirava os legumes de dentro, e o bicolor simplesmente franziu o cenho,

Foi quando um lampejo acendeu-se e a palavra “teatro” brilhou como um farol.

— Você disse “perto do teatro”? 

— Isso… Pelo o que ouvi dizer, foi o seu vizinho ao lado quem sofreu, mas queria ver se é-... — Não pôde continuar, porque Shouto saiu correndo, deixando-a confusa.

O bicolor literalmente saium em disparada para a casa ao lado esquerdo — a casa à sua direita era um casal de idosos que morava. Quando parou em frente à porta, travou. Deveria tocar a campainha?, perguntava-se.

Deus! Estava começando a ficar nervoso. 

Passou a semana inteira pensando mal do seu admirador sem saber que ele tinha sofrido um acidente… É claro que existia a possibilidade de ele não ser o admirador, e Shouto definitivamente não queria essa opção.

Balançando a cabeça, tocou a campainha, sendo prontamente respondido com um “entre”. O bicolor questionou mentalmente se ele não teria medo caso fosse um bandido.

Ignorando esse pensamento, entrou, pedindo licença. Foi quando seu olhar bateu no seu possível admirador, que estava despojado no sofá e com a perna direita engessada; usava uma calça moletom e, por Deus, estava sem camisa — aquilo era para enlouquecer o bicolor. Os cabelos arroxeados estavam completamente bagunçado, e Shouto precisava admitir que achou extremamente sexy a cara tédio que ele fazia enquanto  trocava de canal.

Talvez estivesse fugindo um pouco do foco.

Deu uma leve tossida, atraindo atenção do outro, que, quando olhou para o bicolor, arregalou brevemente os olhos, antes de dar um sorriso caloroso.

— Oi. Sente-se — indicou a poltrona que tinha perto de si. Ao acomodarr-se, Shouto ficou encarando-o, o que fez o homem dar uma leve risada. — Você está se questionando se eu sou o seu admirador, não é?

A resposta que obteve foi um rosto vermelho, arrancando outra risada do arroxeado.

— Possivelmente — murmurou, desviando o olhar. 

— Não tivemos a oportunidade de nos conhecermos devidamente. — Sua voz saia tão serena que aquecia cada vez mais o coração do bicolor. — Prazer, Shinso Hitoshi, seu vizinho há dois anos, que, de maneira bizarra, passou a te observar. 

— Todoroki Shouto, o pior vizinho que existe nesta face da Terra. — Ambos riram. 

— Eu ia te convidar para um café, mas seria muito transtorno eu te fazer me acompanhar. Espero que não se importe em tomar café instantâneo — convidou, levantou-se em seguida.

Shouto apenas negou e o fez sentar-se novamente. 

— Espero que não se importe se eu ocupar a sua cozinha para preparar o café — disse com um pequeno sorriso em seus lábios, sendo retribuído.   

E o restante do dia, Shouto ficou conhecendo Shinso — e esquecendo completamente a sua irmã. Por mais que não soubesse nada sobre o seu admirador, mas já possuísse uma afeição por ele, amaria conhecê-lo ainda mais.


Notas Finais


Agradeço ao anjo @soursweetyGirl pela betagem incrível e por ter aguentado os meus erros por ter escrito pela madrugada <3
E obviamente agradeço ao meu anjo @Zixuaan POR ESSA CAPA MAIS CUTE DO MUNDO <3


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