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História Com amor, Sakura - Capítulo 5


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Notas do Autor


Vocês já se perguntaram o porquê da capa do capítulo IV ser mais predominante o filtro cinza do que os capítulos anteriores? Não? E está desse capítulo, ser totalmente cinza?

Fiquem a vontade para criar teorias.

Capítulo 5 - Cap V - O que poderíamos ter sido


Fanfic / Fanfiction Com amor, Sakura - Capítulo 5 - Cap V - O que poderíamos ter sido

 

ωιтн ℓσνє, ѕαкυяα 

(Capítulo recomendado a ler no tema escuro)

*


Você era vermelho e gostava de mim porque eu era azul

Você me tocou e de repente eu era um céu lilás 

Então você decidiu que roxo apenas não era para você - ċoʟoяs   



Tóquio

Narrativa por Sakura Haruno

ʊʍa sɛʍaռa ɖɛքօɨs 



O Vidro Embaçado Me Impedia De Ver Qualquer Coisa Se Não As Incansáveis Gotas De Chuva Que Deslizavam Pela Janela. Eu até mesmo poderia me vislumbrar encharcada na porta de casa - isso se eu desse sorte. 

A semana passou rápido e isso desagradou a todos. Todo mundo estava atolado de lições e atividades, e por mais que eu me mantivesse em um mantra de "Vai dar tudo certo", tenho certeza que alguma hora vou explodir. 

Quem funciona sobre pressão, afinal?

O ocorrido com Neji e Shion ainda estava marcado a ferro quente em minha mente. Por que ele nunca nos contou? Ainda não era algo muito sério?

Aposto que está sério até demais.

Dúvidas me rondavam e eu não sabia como verbaliza-las. Mas, sempre que Neji me flagrava fitando-o descaradamente, ele ria, como se soubesse exatamente meus pensamentos.

Talvez ele fosse se anunciar em breve.

Eu espero.

A cantina do colégio nunca me pareceu tão chata ou infeliz como hoje. Os alunos estão cansados, preguiçosos e estressados, além de burros. Ao contrário do que todos pensavam, os cursos não eram molezas como a descrição dava aparência. E esse ano, pelo jeito, os professores vieram com o plano "Passa ou Reprova". Sem meio termo.

E com isso, chegava as consequências.

— O que vocês vão fazer hoje?— Tenten pronunciou-se, uma tentativa falha para aumentar o astral do grupo.— Podemos ir no estúdio...

— Não dá, vou ajudar minha mãe no restaurante hoje.— Naruto disse, fazendo um pequeno bico.— Ela vai fazer eu lavar um mooontee de prato.

Coitado dos pratos.

— Boa sorte.— Neji ironizou, piscando discretamente para mim.

Sorri genuína.

— Deixa para próxima...— Minha atenção foi para Sasuke, que murmurava baixo, e eu poderia jurar estar vendo ele quase nervoso.— Vou maratonar um jogo novo aí.

— Esses garotos.— Karin bufou e revirou os olhos, jogando os cabelos para trás.— Mas eu tenho que dispensar também, vou treinar hoje.

Em outras palavras, ninguém poderia ir no estúdio.

A mesa mergulhou em um silêncio perturbador tendo vez ou outra algum assunto começado e não acabado.

E meus olhos não saiam de Sasuke.

Ele estava estranho.

Muito estranho.

Vou conversar com ele depois.




*



Me vi guardando meu material rapidamente. Acabei dormindo na última aula, e sem me avisar ou sequer me acordar, Sasuke já havia saido da sala. Naruto, sentado ao meu lado, me olhava com um semblante confuso ao tempo em que eu parecia uma condenada recém liberta.

Meu caderno nem tem culpa e estou quase rasgando-o para entrar na bolsa.

— Sakura-chan, por que a pressa?

Soltei um palavrão baixo.

Merda! O estojo não quer entrar!

— Tenho que alcançar o Sasuke-kun, preciso conversar com ele.— Respondi em um fôlego.

Em um instante,pude ver sua feição mudar instantaneamente.

— Pode ir. Eu deixo seu material na sua casa depois.

Ofeguei, parando o que eu fazia, atônica.

— Mesmo?

— Sim.— Ele sorriu.

Pulei em seus braços, lhe dando um beijo casto na bochecha antes de me levantar e sair correndo.

— Te devo essa!— Gritei já saindo da sala.

— Vou cobrar!— Ele devolveu antes que eu disparasse para fora.

A maioria dos alunos já havia saído quando deslizei entre os corredores parcialmente vazios com meu All Star. A chuva ainda não tinha parado, mas não me preocupei, ainda que após sair do colégio me vi alvo dos pingos fortes.

Pude reconhecer o único guarda-chuva preto de Sasuke em meio aos coloridos de outros alunos enquanto sentia meu cabelo já molhado chicotear em minhas costas. Minhas canelas já ardiam pelo meu extremo esforço para correr e algumas pequenas gotas de suor caíam pela minha nuca, mesclando-se aos da chuva. Minha respiração descompassada, minha voz rouca, minha roupa encharcada e meu desespero genuíno...

...Tudo isso foi suficiente para Sasuke arregalar os olhos quando segurei seu ombro e pude vislumbrar seus ônix me fitando com surpresa.

— S-Sasuke-kun!


*



— Aonde você estava com a cabeça?! Poderia ter pego uma pneumonia!— Sasuke grunhiu pela centésima vez.

Me encolhi sob seu olhar indignado antes que ele suspirasse e se agachasse a minha frente, acariciando minha cabeça por cima da toalha que rodeava meus fios róseos recém lavados.

Eu vou explicar o que aconteceu.

Naquele hora, perdi minha reação e quase infartei quando ele simplesmente soltou seu guarda-chuva e me rodeou instintivamente com seus braços longos. Ele não fez qualquer pergunta, apenas praguejou e me jogou igual a um saco de batatas no ombro, passando a correr até o caminho de sua casa. Porém, bastou que cruzassemos o hall para que Sasuke me soltasse e começasse a ditar sermão, me empurrando no banheiro para que eu tomasse banho, ainda que atordoada. Quando sai, quase pude vislumbrar fogo saindo de suas narinas.

Ele estava puto.

Então começou a bufar e rosnar, me fazendo diversas perguntas retóricas. Eu ouvi calada, de cabeça baixa enquanto corava vez ou outra.

Como agora.

— Me desculpe por isso. Eu só queria...— Perdi a voz, me remexendo.—... Te alcançar. Você saiu sem me acordar da última aula. Por que tanta pressa? O jogo que você vai zerar é tão Importante assim?

Dessa vez, quem pareceu desconfortável foi ele.

— Não, olha só... Eu... Tá, esquece. Você ainda está com febre? Vou fazer um lanche.

Sem esperar resposta,ele se levantou, e prontamente o segui até a cozinha aonde o mesmo passou a buscar diversos ingredientes na geladeira e nos armários. Aproveitei e sentei em uma banqueta, movimento este que fez o blusão de Sasuke subir alguns centímetros da minha coxa.

Minha roupa ainda estava molhada, então fui obrigada a vestir as cortinas que ele chama de blusa. 

Não que estivesse reclamando, na verdade.

Elas eram confortáveis e eu poderia sentir o perfume másculo dele impregnado no tecido.

Sacudindo minha pernas, observei-o fazer um chocolate quente e esquentar alguns bolinhos, em seguida fazer dois sanduíches. Sentando a minha frente, me encarou com as duas orbes intensas, as quais depois de anos passei a reconhecer  emoções que se escondiam por detrás das feições passivas.

Nesse instante, ele estava ansioso.

Inclinei a cabeça ligeiramente para o lado, uma mania de dúvida. Peguei a xícara com o chocolate quente, tomando um longo gole e gemendo de satisfação ao sentir o gosto adociado em meu paladar.

Sasuke sorriu convencido.

Ele odeia doce, mas é a melhor pessoa que conheço que consegue mexer com isso tão bem. 

— Esta muito bom, Sasuke-kun.

— Eu sei. — Cruzou as mãos, gozador.— Eu ainda me lembro da primeira vez que você comeu meu cookie. Tínhamos acabado de nos conhecer e minha mãe te convidou para entrar aqui em casa. Na hora, eu estava ajudando-a a fazer o biscoito. Seus olhos brilharam quando viu a fôrma cheia, e quando comeu um, você literalmente viu estrelas.

Sorri amarelo.

— Não é pra tanto...

— Você correu pela cozinha inteira e bateu a testa na quina da mesa, Sakura! — Sua boca abriu, soltando uma gargalhada sonora.— Você desmaiou!

Lhe dei a língua, pegando um bolinho com ódio, inflando minhas bochechas.

Calado, Sasuke!— Resmunguei de boca cheia.

Ele não responde, pois seu olhar irônico diz tudo.

Termino meu lanche e corro para a sala, aonde me jogo no canto do sofá e me cubro, enrolando-me no edredom totalmente emburrada. Sasuke vem vagarosamente, esbanjando seu egocentrismo. Ele senta no outro oposto, o tronco inclinado para frente enquanto procura algo na tevê.

Pode mais que eu tente, não consigo evitar um bocejo que escapa da minha boca. Percebo seu olhar analisar esse gesto de soslaio, suspirando em seguida.

Posso fitar por um segundo suas orbes amarguradas antes que ele se levantasse, pegando o violão até então guardado dentro do case ao lado do armário.

Espera, amarguradas?

Que raio estou vendo?

Ignoro tudo quando Sasuke volta a se sentar, estremecendo quando vejo seus braços agarrarem a barra da camisa e move-la pra cima, deixando seu tronco nu. Limpo a garganta, mas é impossível.

O seco de cima a baixo, hipnotizada.

— Vem cá. Está chovendo e eu te esquento melhor que esse pedaço da pano.— Sua voz é aveludada a cada palavra.

Percebo sua mão apontar para o edredom, e em seguida dar batidinhas ao seu lado, pedindo para que eu sentasse ali.

Sem protestos, mas ainda sim hesitante pela proximidade , fui.

Estar grudada a Sasuke vestido é uma coisa.

Estar grudada em um Sasuke de tronco nu é completamente diferente.

Ele passa o braço esquerdo por meu corpo trêmulo e ainda sim  consegue facilmente alcançar as cordas do violão posicionado no meio de suas pernas. Derreto-me em seu toque acolhedor, deitando minha cabeça em seu ombro.

A garoa lá fora está fraca quando Sasuke começa a dedilhar as cordas do violão, nossos corpos grudados e entrelaçados de uma forma que apenas na infância eu costumava sentir. Mas agora ele está aqui, novamente. Sua voz rouca e baixa começou a cantar perto de meu ouvido uma melodia que eu não conhecia.



Eu prometo que um dia vou ser presente

Vou mantê-la protegida e a salvo 

Agora está uma loucura 

E eu não sei como parar ou ir mais devagar


Franzi o cenho, mas não interrompi. Sasuke cantava como algo intimo, algo que eu não conseguia decifrar.

Então, abalei-me pelos versos seguintes.



Ei

Sei que temos alguns assuntos a tratar

Mas eu não posso ficar 

Então me deixe te abraçar mais um pouco 


Ele recuperou fôlego, sua voz tomando uma entonação acentuada e carinhosa.



Pegue um pedaço do meu coração

E torne uma parte sua 

Assim, quando estivermos separados

Você nunca se sentirá sozinha

Você nunca se sentirá sozinha



— Essa música me parece uma despedida...— Sussurei, fechando meus olhos.— Para quem é, Sasuke-kun?

Ouço sua respiração controlada, então seu riso soprado sem emoção antes que ele depositasse um beijo no topo da minha cabeça, polido.

— Para o meu passado.



*




Eu não fazia noção de quando havia dormido e me dei conta disso apenas quando acordei, sem o calor de Sasuke me rodeando. A sala estava vazia, uma atmosfera gelada que nem notei, mesmo após levantar atordoada.

— Sasuke?

Não obtive resposta.

Subi as escadas, indo até seu quarto, este vazio.

Ele saiu?

Peguei um moletom do armário e vesti, voltando a sala rapidamente. Peguei meu celular, bastando apenas toca-lo para o mesmo desligar, com a notificação explícita e clara de que estava descarregado.

Ótimo.

Decidi deixar um bilhete avisando já ter ido embora, sorrindo após colocar um pequeno coração na minha assinatura no final da folha. Peguei todos os meus pertences e sai, estremecendo com o vento gélido que bagunçou meus cabelos. Esfreguei minhas mãos e apressei o passo.

A casa de Sasuke era longe da minha.

Enquanto a minha ficava a direita do colégio, a dele ficava a esquerda. Então, naturalmente após andar alguns minutos, encarei o portão do colégio.

A surpresa deve ter ficado visível em meu rosto quando deparei com um aceno ao longe.

Shion.

— Sakura! Tudo bem?— Ela dissequando me aproximei.

Como sempre, ela se vestia elegantemente com um cachecol nude pendurado no pescoço. Seu sorriso era radiante, parecia estar muito feliz.

— Oi, tudo.— Respondi baixinho. Sentia minha garganta fechada.— O que você está fazendo aqui, nesse frio?

Ela deu de ombros, mas não diminuiu o sorriso.

— Neji está doente então vim pegar e entregar alguns trabalhos pendentes dele, aproveitei para conversar com meu pai. — Justificou. Shion é filha do diretor, é até compreensível. Em seguida, completou.— E você? Esta com a cara amassada, Sakura.

Ri.

— Estava na casa do Sasuke-kun... Bem, dormindo, apenas.

— Eu acabei de ver ele entrar... Que estranho. Bom, não é da minha conta. — Me abraçou, dando dois beijinhos, sem dar conta da minha expressão confusa. Ele estava aqui? — Tenho que ir. Aquele chato que eu tenho como namorado pode ser insuportável as vezes.— Deu um risinho.— Vá lá em casa outro dia. Te espero, viu?

— Claro...— Murmurei, antes de vê-la entrar em seu carro e sumir entre esquinas.

Me voltei para o portão.

Sasuke estava ali.

O que raio ele estava fazendo ali em plena sexta-feira, após as aulas terem acabado?

1

2

3

Claro! As atividades extra-curriculares!

Sorri animada, nunca vi o Sasuke dançar. Adentrei o colégio a passos animados e logo estava correndo silenciosamente corredores a dentro.

Queria fazer uma surpresa.

Não foi difícil me guiar levando em conta que o som que tocava, Shape Of You - Ed Sheeran, ecoava alto. Logo, eu estava frente a porta fechada mais escondida das outras nos fundos do colégio, da onde vinha a música.

Prendi a respiração, circulando o trinco devagar, tendo o mínimo de sigilo para abri-lo lentamente. Meu sorriso mal cabia na cara apenas de imaginar Sasuke dançando, e somada a ansiedade, espreitei a sala através da fresta.

Suspirei admirada com a visão que contemplei.

Sasuke e Karin dançando juntos, acompanhando a melodia como verdadeiros profissionais. Ele circulava a cintura dela e ela mantia as mãos nos ombros dele, sendo guiada. 

De alguma forma, notei a angústia em seus olhos acastanhados.

Um alerta sinalizou meu subconsciente de repente.

Merda.

Franzi meu cenho.

A troca de olhares, os corpos grudados com possessão, o claro sinal de nervosismo.

Nem pensar.

Para, Sakura!

Remexi a cabeça agressivamente. Amigos, Sakura. Amigos. Nada mais. Karin é sua confidente. Sasuke seu baú de segredos. Seus melhores amigos. Prendi o ar e ameacei dar um passo a frente, mas algo me impediu.

Paralisei, sentindo minhas pernas falharem por algum segundo. Eu simplesmente parei, meus olhos fixos nas silhuetas que terminavam de dar seus últimos giros de dança. 

Minha mente entrou em pane.


Sakura off

Autora on



Segurou a porta com força desnecessária, fazendo a ponta de seus dedos esbranquiçaren a medida em que as pequenas gotas de suor que se acumulavam na palma da mão encostassem no ferro velho preso em seus dedos. As borboletas no estômago nunca pareceram tão desagradáveis, e a ânsia na boca tão vívida.

Seus olhos correram desde os pés descalços do casal submerso nos sons de suas próprias respirações, até seus cabelos desgrenhados por conta dos movimentos constantes. Então, fitou com um gosto metálico na boca as mãos entrelaçadas.

Estava mordendo seu lábio com tanta força que agora poderia ser visto um filete de sangue escorrendo na leteral.

Pensou em entrar, mostrar que ela via todo o momento pessoal deles, mas não teve coragem.

Era uma maldita covarde que estava duvidando de seus amigos mais próximos.

As atitudes de Sasuke, as hesitações de Karin, as estranhas coincidência de escolhas entre eles...

Talvez...

Talvez não conhecesse tão bem Sasuke como imaginava.

Seu olhar vibrou em tensão quando os vou se indireitar, transformando a atmosfera em algo insano.

— Sasuke... — A ruiva pronunciou baixo, mas não o suficiente para não conseguir ouvir — Eu não posso... E-eu...

— Karin, o tempo acabou.— Nunca vira Sasuke tão sério como naquela hora. Seu coração perdeu uma batida quando o observou, ao longe, dar um passo a frente.— Deus, não me peça para ignorar! 

— Você está sendo egoísta.— Sua amiga ajeitou os óculos de grau, dando um olhar monstruoso ao moreno.— Porra, ela é nossa amiga! Minha amiga!

— Caralho, Karin!— Ambos aumentaram o tom, fazendo até mesmo Sakura, que apenas escutava, se encolher.— Por ela ser nossa amiga que ela vai entender. Vai deixar que o seu medo interfira no que podemos ter?! Vai se foder!

— Você é um idiota! Ela ama você!

Sakura confunde sentimentos! Ela não me ama!

O mundo girou. Sua garganta prendeu um grito tão alto que sentiu sua falta de ar abrupta. Seus joelhos bateram no chão enquanto sentia seu corpo tremer e vacilar. Estava chorando. Chorando tão baixo que se não sentisse as grossas lágrimas descendo por suas bochechas, duvidaria estar na pior crise da sua vida após a morte do pai e fuga do irmão de casa.

Arrastou-se até a parede, escorando-se ali com pesar. Não havia ouvido aquilo, não é?

Sasuke...

Soprou um riso fraco.

Tombando a cabeça para o lado, ainda ouviu alguns palavrões, um arfar alto e então um grito baixo. O silêncio predominou por algum instante antes que ela mesma sentisse os espasmos de seu corpo. Seu coração, a poucos instantes tão devagar, tribolou em seu peito e passou a bater em um ritmo frenético.

Sua pressão estava caindo...

Ofegou, desesperando-se.

Merda. Merda. Merda!

Estava sem forças,mas queria espernear.

Estava confusa,mas nunca tudo esteve tão claro.

Era a vilã. Coadjuvante de um clichê. Um clichê que não era seu, como sempre sonhou. O cara que ela ama a achava louca e infantil, tachando seu sentimento como algo fútil, depois de tantas demonstrações, palavras, momentos...

Se sentia estúpida.

Então desistiu. Não tentou se mexer, não tentou falar, sua mente estava branca.

Mas algo se aproximou. Passos pesados que em segundos se tornaram desesperados e então conseguiu ver o borrão de uma fisionomia a sua frente, olho no olho. Não conseguiu sequer entender o que a pessoa disse, mas quando notou, já estava aconchegada em braços fortes.

Forçou a visão, ocasionando seu desmaio.

Mas antes de alcançar a inconsciência, viu explicitamente os lábios de Sasuke esmagando os de Karin, esta prensada na parede, e então o relance de fios...







Ruivos.


***


- CAPÍTULO NÃO REVISADO -

(Pode conter erros ortográficos)


Notas Finais


AAAEEEEE CARAMBA

Demorei, eu sei. Miiillll perdões, mas eu não queria escrever esse cap LKKKK ai meu coração. Tadinha, velho. Mancada.

Enfim, aqui damos por ENCERRADO o "Arco SasuSaku", ou seja, Sasuke agora vai virar um secundário para Sakura e eu não poderia me importar menos, ate pq fui eu quem criou ele cretino desse jeito. Ah, que pena, viu? Enfim, espero que vocês tenham gostado, e muitíssimo obrigada pelas visualizações, comentários e favoritos. Eu amo a sensação que dá sempre que chega alguma notificação.

É isto. Até a próxima ♡


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