História Com amor, Simón. - Capítulo 12


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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Simón
Tags Âmbar, Lutteo, Matteo, Romance, Simbar, Simon, Sou Luna, Soy Luna
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Palavras 2.054
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 12 - 12. Com amor, o cara das lágrimas


Me tranquei no armário para chorar. Merda. Eu estava completamente perdido e aquele foi o lugar mais discreto que veio a minha cabeça. Mas não era, por que em menos de 2 minutos, três pessoas diferentes bateram na porta. Na quarta vez, quando a fúria já estava por me consumir por completo e eu quase arranquei a porta, me deparei com Ambar.

Sorridente.

Linda.

Radiante.

Mas ela tinha destruído meu coração, como ele fosse apenas um pedaço de papel amassado.

-Simón, está tudo bem? –Ela entrou sem pedir permissão, e eu não reclamei. Não reclamei porque por mais que eu tentasse, ela não sabia que eu sabia e nós ainda éramos namorados. Ainda. Eu ainda possuía a mentira guardada na minha cabeça. –Ontem foi incrível, não foi? –Ela abriu um sorriso. –Eu acho que foi o melhor dia da minha vida.

Por que eu acreditava naquelas palavras?

E porque as lágrimas eram tão involuntárias?

-Simón, você está chorando? –Ambar perguntou com um tom de preocupação, ao perceber que eu estava sendo evidente, limpei o rosto com força. –Simón o que houve? Aconteceu  algo?

-Ambar. –Solucei. –Você.

-Eu?

-Você. Você ouve. –Quase gritei.

-O que? Eu falei algo ontem que você não gostou? –Ela já tinha lágrimas nos olhos também, parecia que sabia exatamente quais seriam as minhas palavras.

-Ambar eu sei sobre você e o patins da juliana. –Falei duro.

Ela se paralisou.

-Eu sei que você quebrou. –Respirei. –E eu sei que você provavelmente deve ter tido ajuda de alguém nisso.

-Simón... –Ela respirou. –Eu posso explicar, deixa eu explicar...

-Não Ambar, não quero explicações, na verdade, eu não quero nada! Isso tudo era o que? Um plano seu? Era plano seu? Era tudo uma mentira? Eu entreguei meu coração por inteiro e agora não sobrou nada, por que você fez isso comigo? –Saí correndo.

Eu estava fugindo. E ainda não sabia do que exatamente. 

Correndo sem destino.

Mas no meu mundo sem rumo, Ambar me seguia.

-O que você está fazendo? –Gritei.

-Eu estou tentando ser ouvida! Eu estou tentando te explicar, eu não...

-Chega de mentiras! –Me alterei um pouco no tom de voz, eu não estava conseguindo me controlar, as lágrimas se derretiam rapidamente.

-Eu...

-Ambar. –Respirei. –Ambar eu não quero ouvir mais nada.

-Eu te amo. Entende? Eu te amo. –Ela tinha lágrimas no rosto também. Até daquela maneira, eu conseguia no fundo, acha-la linda.

-Como pode falar de amor se está cheia de ódio?

A decepção não te mata, mas faz todos os seus sentimentos bons morrerem.

E sabe por que ela dói tanto?

Por que ela nunca vem de um inimigo. Ela sempre vem de alguém que você ama e ama com todas as forças.

 

 

Não saber para onde está indo era meu novo lema de vida. Eu estava realmente perdido. Mas perdido dentro de mim e dos meus pensamentos. Não consegui trabalhar, não consegui comer e não conseguir olhar nenhum ser humano na cara sem ter vontade de chorar litros sem motivo algum.

Resolvi que talvez dormir era a melhor opção. Acordaria daquele pesadelo ileso.

 

Uma pena que não era um pesadelo. E eu acordei.

-Simón? –Pedro checou minha respiração, talvez eu nunca tivesse dormido tanto quanto a ele dia.

-Oi. –Solucei.

-Aconteceu alguma coisa? A Juliana estava te procurando para o ensaio e eu não te vi com a Ambar, por sinal, eu acho que ela não anda muito bem, ela saiu chorando e tomou uns remédios esquisitos e saiu correndo. –Pedro falou com naturalidade.

-Anram. –Respondi apático.

-Que? Vocês brigaram?

Balancei a cabeça

-Acho que não éramos para ser. Nós já sabíamos desde o começo, quer dizer, eu já sabia, eu sabia que isso era uma piada, um inferno e eu estava me metendo com fogo. –Respirei.

-A Ambar fez alguma coisa com você?

-Fez.

-O que?

-Me fez perder toda a razão e controle.

-E isso é ruim?

-Muito ruim. Por que eu fiquei cego pro mundo, o amor te deixa cego né? Faz você parar de ver o obvio. –Falei .

-E o que seria esse obvio? –Pedro perguntou curioso.

-Ela quebrou os patins da Juliana. –Falei de uma vez. –E eu não sei como lidar com isso.

-Ela o que? –Pedro colocou as mãos na boca. –Nós temos que falar para Juliana agora. Nós temos que contar isso, você sabe, não sabe?

É, eu sabia. Mas não queria.

-E sabe o pior? Eu acho que ela era cumplice do Benicio. –Falei.

-E porque você acha isso?

-Por que. –Chorei. –Por que eu os vi logo depois que saíram dos lockers, na mesma minutagem. Ele estava  lá. Ele estava lá. Ele sempre esteve, e ela nunca, nunca me disse.

Pedro me abraçou, talvez estivesse tentando me ajudar.

-Vai ficar tudo bem amigo. –Ele disse. –Você merece o melhor, talvez ela não fosse o melhor.

Talvez.

Talvez algum dia eu superasse.

Talvez um dia pararia de doer.

Talvez.

Merda, ela tinha feito que todo o meu ser desacreditasse no talvez.

 

 

 

Deitado no meio do nada, olhando para as estrelas e pensando em exatamente tudo o que eu tinha vivido nos últimos meses notei o quão idiota eu fui.

Eu realmente pensei que ela tinha se apaixonado por mim? Eu realmente pensei que ela não era a mesma garota arrogante e mimada de sempre? Eu realmente pensei que o que tínhamos éramos real?

Eu me dei o luxo de me iludir?

Olhei para o céu estrelado com desprezo. Ele era tal como ela. Lindo, te fazia querer ficar ali para sempre apreciando, te fazia vivo, mas escondia segredos, segredos que talvez não quisesse descobrir, mas no fim, precisava.

 

 

Entrar no roller já não era a mesma coisa. Eu sabia a verdade, mas não me atreveria a contar, não me atreveria a estragar o que nem era meu, a chance dela de viajar ou de fazer alguma coisa com a patinação.

As atitudes que Juliana tomaria seriam muito graves. Fiquei dividido entre ser um profissional e ser apenas o Simón, o cara que está perdidamente magoado.

 

-Então... –Nico me olhou um pouco atrevido. Possuía o olhar de quem queria contar algo.

-Então o que?

-Já está sabendo? –Ele parecia pedir permissão para contar.

Eu estava fora do mundo há 24 horas. Não sabia de muita coisa.

-Do que exatamente? –Perguntei tentando fingir indiferença e rezando por dentro para que ninguém descobrisse o que havia acontecido.

-Da Ambar. –Ele relaxou os músculos.

Merda.

Sabiam.

-Da Ambar?

-Dos patins da Juliana. Ela e o Benicio estão extremamente encrencados, os dois estão na pista sendo massacrados por ela. –Nico falou com extrema naturalidade.

-O que? –Perguntei desesperado. Não, eu não queria que ninguém tratasse Ambar mal, ainda que ela merecesse.

 

Me desloquei até a pista com pressa. E me deparei com Juliana furiosa de frente para Ambar e Benicio que possuíam uma cara de desprezo imensa. Os dois pareceram por um mínimo instante, a mesma pessoa. E eu odiei.

-E então, você acharam que fariam isso e ficariam impunes? –Juliana gritou. –Vocês dois são jovens insolentes e mesquinhos, que não tem futuro algum como patinadores e todo esse ego vai afundar vocês.

-Se você quiser falar todo esse discurso, me manda por fax, o numero é de 1999. –Ambar desdenhou.

-Você não acha que eu estou falando sério, não é, mocinha? –Juliana olhou Ambar dentro dos olhos. –Você acha que é apenas mais uma brincadeirinha?

Ambar não abaixou a cabeça.

-Você está expulsa do roller. Você não pode mais patinar aqui, não fará mais parte da equipe e com certeza não irá para a competição final. Você destruiu a lembrança do meu sonho, parabéns, acabou de destruir o seu, por completo. –Juliana falou com seriedade.

Suas palavras me arrepiaram, como facas espinhosas. Era horrível. Os olhos de Ambar se encheram de lágrimas rapidamente e ela saiu correndo.

Eu sabia que no meio da casca dura que ela possuía, havia fragilidade. E eu queria, queria desesperadamente ir atrás dela, mas não podia, não podia porque estaria indo contra todos os meus princípios, não podia por que ela tinha me machucado de mais e eu não tinha forças para aguentar.

Não podia por que ela tinha me dado uma sensação nova.

Uma sensação que eu nunca tinha experimentando. E eu ainda não sabia bem como lidar com ela.

A raiva.

A raiva não me fazia bem, mas ao mesmo tempo me libertava.

Eu tinha raiva de Ambar Smith. Tanto quanto a amava.

 

 

Os dias pareciam mais longos que o normal. Eu ia trabalhar, treinava, comia, voltava para casa. Nada de novo. Nada de bom. As vezes, me pegava olhando no celular conversas antigas minha e de Ambar, e me martirizava, me martirizava por ser tão masoquista.

Por que parecia ser tão lindo enquanto durou.

-Eu tento parar de pensar em como é legal ter sua companhia, mas não consigo. Eu não sei o que está acontecendo, nem o motivo, mas quando eu percebo, você está na minha cabeça e não quer sair. (Escrita por mim)

-Isso dever ser ótimo, quer dizer que os seus pensamentos estão completamente dominados por quem interessa. Eu. (Escrita por ela)

 

Ah, se ela soubesse.

 

-E o Matteo? Ele ainda está na sua casa? (Escrita por mim)

-É, acho que sim, acho que ele se interessa bastante pela arquitetura do quarto da Luna. (Escrita por ela)

-E isso não te dói?

-Deveria?

-Não sei, achei que o passado de vocês fosse algo importante...

-Algumas coisas simplesmente não servem mais, Simón. Temos de dar um chega. Por que guardar roupa velha dentro da gaveta é quase a mesma coisa que ocupar o coração com quem não lhe serve. Perda de espaço, tempo, paciência e sentimento. Tem tanta gente interessante por aí querendo entrar. E eu pretendo deixa o novo entrar, entrar na gaveta, no coração e na minha vida. (Escrita por ela)

 

Aquela Ambar, era aos meus olhos a coisa mais nobre que eu havia conhecido.

Meus olhos estavam vendados, eu sei.

 

 

-Simón! –Luna gritou ao pé do meu ouvido. –Você não está muito concentrado nos seus passos, nós vamos viajar amanhã, isso tem que ficar perfeito. –Ela disse se posicionando na minha frente.

-É? –Perguntei um pouco confuso. Eu não andava muito em órbita.

-É. –Ela riu. –Sabe, desde que...

-Não fala. –Pedi baixinho.

-Tudo bem. –Ela entendeu. –Está tudo bem, eu entendo. Eu só quero que você se concentre na competição, é muito importante para todos nós e temos que dar tudo, tudo o que temos. Cancun nos espera, não é emocionante voltar?

Era.

Era realmente incrível.

Era tudo o que eu precisava. Ver minha avó, meus pais e poder cochilar numa rede a beira da praia. Um cenário perfeito para mim. Assim, eu esqueceria tudo o que tinha acontecido, talvez ligasse para uns amigos, saísse para alguma fogueira. Era uma ideia genial.

-É. –Abri um sorriso. –É incrível voltar, os tacos, aaaaaa, os tacos. –Falei com todo ansiedade que havia no meu peito.

 

 

Os meus pensamentos eram incontroláveis. Eu não queria pensar nela, tentava com todas minhas forças não pensar nela, mas apenas de olhar pela janela do avião e contemplar o céu azul, os lindos olhos de Ambar vinham na minha cabeça como dois faróis.

Os olhos dela eram joias. Joias raras de mais.

Cogitei no meu mais intimo perdoa-la e esquecer absolutamente tudo o que aconteceu. Talvez eu estivesse sendo severo de mais, e o mundo já tinha dado a ela a sua punição devida.

E eu não queria puni-la. Pelo contrário, queria dar todo amor que estava guardado em mim. Mas e se ela não quisesse? Eu não tinha sido um exemplo de boa conduta, não tinha a deixado explicar, não tinha feito muitas coisas boas.

Talvez o perdão, no fim, tivesse que ser mutuo.

-Senhores passageiros, bem vindos a Cancun, o tempo está ótimo, 30 graus, o céu está limpo e azul. As previsões permanecem assim durante toda semana. Espero que Ambar esteja Ambar e que Ambar fique com vocês. –O piloto falou.

O piloto falou isso.

-Ambar? –Gritei. –Ambar? –Estava atordoado.

-Simón, você está bem? –Pedro me acalmou ao meu lado.

-Você não ouviu isso? Ele disse Ambar! –Falei perplexo.

-Quem disse Ambar? –Pedro pareceu confuso.

-O piloto. –Falei como se fosse obvio.

-O piloto? –Ele riu. –Ai Simónzinho, se acalme, o Ambar ainda nem começou.

O olhei confuso. 


Notas Finais


E aí? EU TO AMANDO A NOVELA GENTE TO MT FELIZ, ALGUÉM ME SEGURA?


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