História Com Amor Toni - Capítulo 1


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Categorias Riverdale
Personagens Antoinette "Toni" Topaz, Cheryl Blossom, Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Veronica "Ronnie" Lodge
Tags Camila Mendes, Cherly Blossom, Cherylblossom, Choni, Lili Reinhart, Madelinepetsch, Madnessa, Riverdale, Toni, Tonitopaz, Vanessamorgan
Visualizações 91
Palavras 1.700
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, LGBT, Magia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bem vindos ao primeiro Capítulo, espero que gostem.

Peço que deixem seus comentários e os votos de vocês.

Assim posso continuar a Fic, estando mais inspirada...

Boa leitura, beijinhos.

Capítulo 1 - Capítulo 1


 

 

POV Antoinette Topaz

É UMA CONVERSA estranha e sutil.

Quase não percebo que estou sendo chantageada. Estamos nos bastidores, sentados em cadeiras dobráveis de metal, quando Nick St Clair diz:

— Li seu e-mail.

— O quê? — Eu levanto o rosto e olho para ele.

— Mais cedo. Na biblioteca. Não foi de propósito, é claro.

— Você leu meu e-mail?

— Ah, eu usei o computador logo depois de você — diz ele.

— Quando acessei o Gmail, entrou na sua conta. Você devia ter encerrado a sessão.

Fico olhando para ele, assombrada.

— Mas, então... por que usar um nome falso? — pergunta ele, batendo com o pé na perna da cadeira.

Bem, eu diria que um nome falso serve justamente para impedir que pessoas como Nick St Clair fiquem sabendo da minha identidade secreta.

É óbvio que funcionou perfeitamente.

Ele deve ter me visto sentado ao computador.

E eu devo ser uma idiota monumental.

Ele dá um sorriso. — Enfim, achei que você fosse gostar de saber que minha irmã é lésbica.

— Hã. Na verdade, não.

Ele olha para mim, e eu pergunto:

— O que você está tentando dizer?

— Nada. Olha, Topaz, não tenho problema nenhum com isso. Não é nada demais.

Só meio desastroso, na verdade. Ou quem sabe uma merda de um desastre épico, mas isso vai depender da capacidade de Nick ficar de bico calado.

— Isso é muito constrangedor — comenta ele.

Não sei o que responder.

— Enfim — ele prossegue —, é bem óbvio que você não quer que as pessoas saibam.

Bem. Acho que não. Embora essa coisa toda de sair do armário no fundo não me assuste.

Acho que não.

É uma caixa gigantesca cheia de constrangimento, e não vou fingir que anseio por esse dia. Mas provavelmente não seria o fim do mundo. Não para mim.

O problema é que não sei como seria para Red. Se Nick contasse para alguém. Red é do tipo bem reservada. O tipo de mulher que não esqueceria de encerrar a sessão do e-mail. O tipo de mulher que talvez jamais me perdoasse por ser tão descuidada.

Acho que estou tentando dizer que não sei como seria para nós. Para Red e eu.

Mas realmente não consigo acreditar que estou tendo essa conversa com Nick St Clair. De todas as pessoas que poderiam ter acessado o Gmail depois de mim... Você precisa entender que, para começar, eu jamais teria usado o computador da biblioteca, só que bloqueiam o wi-fi na escola.

E hoje foi um daqueles dias em que eu não podia esperar até chegar em casa e usar meu laptop. Eu não podia esperar nem chegar ao estacionamento e abrir o e-mail no celular. Porque hoje cedo eu tinha mandado um e-mail da minha conta secreta para Red.

E era um e-mail meio que importante. Eu só queria ver se ele tinha respondido.

— Acho que as pessoas levariam numa boa — diz Nick.

— Você devia ser quem você é.

Nem sei por onde começar a responder.

Um hétero que mal me conhece está me aconselhando a sair do armário. Sou praticamente obrigada a revirar os olhos.

— Tá, tudo bem. Não vou mostrar para ninguém — acrescenta ele.

Por um minuto, fico estupidamente aliviada.

Mas aí eu me toco.

— Mostrar? Ele fica vermelho e mexe na manga da camisa. Alguma coisa na expressão dele faz meu estômago se revirar.

— Você… você fez uma captura de tela, por acaso?

— Ah, então, eu queria conversar com você sobre isso.

— Espera aí… você fez uma captura de tela? Ele aperta os lábios e olha para um ponto atrás de mim.

— Enfim — diz. — Eu sei que você é amigo da Betty Cooper e queria pedir...

— É sério isso? Acho que a gente devia voltar para a parte em que você me explica por que fez uma captura de tela dos meus e-mails.

Ele hesita. — Ah, é que estou aqui imaginando se você não quer me ajudar a falar com a Betty.

Quase dou uma gargalhada.

— Como é que é? Você quer que eu vá falar bem de você para a Betty?

— É, quero.

— E por que diabo eu faria isso?

Ele olha para mim, e de repente eu me toco. Esse negócio com a Betty.

É isso o que ele quer de mim. Em troca de não divulgar a droga dos meus e-mails.

E os da Red.

Meu Deus. Acho que, para mim, Nick era inofensivo. Um pouco nerd e esquisito, para ser sincero, mas não num sentido ruim. E sempre o achei meio hilário.

Só que agora não estou achando graça nenhuma.

— Você vai mesmo me obrigar a fazer isso...

— Obrigar? Fala sério. Não é assim.

— Então como é?

— Não é nada. Sabe, eu gosto dessa garota. E só estava pensando que talvez você quisesse dar uma ajudinha. Me convidar para alguma coisa quando ela estiver junto. Sei lá.

— E se eu não fizer isso? Você vai postar os meus e-mails no Facebook? Na merda do Tumblr?

Ah, não. O Tumblr creeksecrets: a fonte de fofoca da Creekwood High School. Em um dia a escola toda ficaria sabendo

Nós dois ficamos em silêncio, até que Nick acaba dizendo:

— Só acho que estamos numa situação em que podemos nos ajudar.

Eu engulo em seco.

— Chamando Nick — diz a sra. Albright, no palco. — Segundo ato, cena três.

— Pense no assunto.

Ele dobra a cadeira.

— Ah, claro que vou pensar. É uma oportunidade imperdível — digo.

Ele olha para mim. E fica em silêncio.

— Não sei o que você quer que eu diga — acrescento.

— Ah, sei lá.

Ele dá de ombros. E acho que nunca houve momento tão oportuno para encerrar uma conversa. Mas, quando seus dedos tocam a cortina, ele se vira para mim de repente.

— Só por curiosidade: quem é a Red?

— Ninguém. Ela mora na Califórnia.

Se Nick pensa que vou entregar Red, ele está doido.

Red não mora na Califórnia. Mora em Shady Creek e estuda na nossa escola. Red não é o verdadeiro nome dela.

Ela é uma pessoa que pode até ser alguém que eu conheço. Mas não sei quem. E não sei se quero saber.

Somos interrompidos pelos barulhos de saltos ecoando pelo bastidores.

Viro minha cabeça de perfil a altura do ombro, procurando de onde vinha esse barulho.

Meu olhar vai direto em seu scarpin vermelho, marcando aquela pele tão branca.

Ergo meu olhar percorrendo por aquelas pernas torneadas agora já mais próximas do meu campo de visão, meu olhar enfim encontra seu rosto.

O seu olhar era diretamente voltado para sua frente, andava com elegância e nariz empinado, ela não fazia questão nenhuma de virar seu rosto, não deixava seu olhar parar sobre nós, nem que seja por alguns segundos.

— Cheryl Blossom. — falo baixinho.

Travando minhas mandíbulas.

— Essa menina é um pesadelo. — penso.

E não estou com o menor saco de aguentar minha família hoje. Falta uma hora para o jantar, ou seja, uma hora tentando fazer meu dia na escola virar uma série de historinhas engraçadas. Sério. Não posso chegar e falar do cuecão que deram no professor de francês, ou que Archie deixou a bandeja cair no refeitório. É preciso toda uma performance. Conversar com meus pais é mais cansativo do que ter um blog.

Mas é engraçado. Eu adorava a falação e o caos antes do jantar. Agora, só quero que acabe logo. Principalmente hoje. Eu passo em casa e só fico tempo suficiente para colocar a guia na coleira de Yoshi e sair com ele. Estou tentando relaxar ao som de Tegan and Sara no iPod, mas não consigo parar de pensar em Red Nick St Clair e no desastre total que foi o ensaio hoje, principalmente por Cheryl Blossom estar nele.

Então Nick está a fim de Betty, assim como todos os outros nerds héteros das outras turmas. E ele só está me pedindo que eu o leve quando sair com ela. Não parece nada de mais quando penso por esse ângulo.

A não ser pelo fato de que ele está me chantageando. E, por extensão, chantageando a Red. É essa a parte que me dá vontade de sair chutando o que aparecer na minha frente.

Mas Tegan and Sara me acalma. Andar até a casa de Jughead me acalma. O ar está com aquela sensação fria de começo de outono, e as pessoas já estão colocando abóboras nas escadas das varandas. Adoro isso. Sempre gostei, desde criança.

Yoshi e eu atravessamos o quintal de Jughead e entramos no porão. De frente para a porta tem uma televisão enorme, na qual os templários estão levando uma surra. Jughead e Verônica estão cada um em uma poltrona de balanço, jogando video game. Parece que estão ali a tarde toda.

Jughead pausa o jogo quando eu entro. Isso é uma coisa legal nele. Jughead pode não largar um violão por você, mas pausa o video game.

— Yoshi! — exclama Verônica.

Em segundos, meu cachorro se acomoda, todo desajeitado, com a bunda no colo dela, a língua para fora e as patas da frente batendo. Ele fica que nem pinto no lixo perto de Verônica.

— Não, tudo bem. Pode cumprimentar o cachorro. Finge que não estou aqui.

— Ownn... Você também está precisando de uma coçadinha na orelha?

Eu abro um sorriso. Isso é bom, as coisas estão normais.

— Você encontrou o traidor?

— Matei o traidor — diz Jughead, dando tapinhas no controle.

— Legal.

Sério, não há nenhuma parte de mim que se importe com o bem-estar de assassinos, templários ou de qualquer personagem de jogos. Mas acho que preciso disso. Preciso da violência dos video games e do cheiro desse porão e da sensação familiar que Jughead e Verônica me transmitem. O ritmo da nossa fala e nossos silêncios. A falta de objetivo das tardes de outubro. 

— Antoinette, Jughead não ficou sabendo do cuecão.

— Ahhhhh. Le cuecão. C’est une histoire magnifique.

— Tradução, por favor? — pede Jughead

— Ou pantomima — diz Verônica.

— Fiquei sabendo que Cheryl Blossom atacou novamente. — diz Jughead.

— Quando o ensaio começa a fluir ela interrompe. — Verônica diz.

E a observo acarinhando Yoshi.

— Como sempre ela que ter autoridade sobre todos. ­— digo.

Reviro meus olhos ao pensar naquela garota.

Geralmente eu me dou bem com todas as pessoas. Mas Cheryl...

Ela fazia questão que todos os odiassem, e isso com certeza me incluía.


Notas Finais


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