História Com Amor Toni - Capítulo 2


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Categorias Riverdale
Personagens Antoinette "Toni" Topaz, Cheryl Blossom, Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Veronica "Ronnie" Lodge
Tags Camila Mendes, Cherly Blossom, Cherylblossom, Choni, Lili Reinhart, Madelinepetsch, Madnessa, Riverdale, Toni, Tonitopaz, Vanessamorgan
Visualizações 42
Palavras 1.834
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, LGBT, Magia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi meus bichinhos, bom dia é uma ótima semana para vocês.

Peço que comentem e deixem seus votos.

Assim vejo que estou gostando e continuo a escrever.

Boa leitura, beijos 😘

Capítulo 2 - Capítulo 2


DE: [email protected]

PARA: [email protected]

ASSUNTO: Resposta: quando você soube.

É uma história bem sexy, Toni. Sabe, o ensino fundamental é um show de horrores sem fim. Ah, talvez não sem fim, porque já acabou, mas deixa marcas na psique da gente. Não importa quem você seja. A puberdade é impiedosa. Não sei muito bem como foi comigo. Foram várias coisinhas. Por exemplo, um sonho estranho que tive com Cameron Dias E a obsessão que eu tinha pela Avril Lavigne no fundamental, que depois percebi que não era bem por causa da música.

No oitavo ano, tive um namorado. Foi um daqueles “namoros” em que você nem sai com o menino fora da escola. E, mesmo na escola, não faz nada. Acho que ficávamos de mãos dadas. Fomos ao baile de fim de ano juntos, mas meus amigos e eu passamos a noite toda comendo Doritos e espiando as pessoas debaixo da arquibancada. Em determinado momento, uma garota aleatória chegou para mim e disse que meu namorado estava na frente do ginásio me esperando. Eu tinha que ir até lá me encontrar com ele, e acho que a gente devia dar uns amassos. Daquele jeito de colégio, beijo com a boca fechada.

Meu momento de maior orgulho: saí correndo e me escondi no banheiro, feito uma criança ridícula. Fiquei dentro da cabine, com a porta fechada, encolhida em cima do vaso para minhas pernas não aparecerem por baixo. Como se as garotas fossem invadir o banheiro atrás de mim. Juro para você, fiquei lá a noite toda. E nunca mais falei com meu namorado.

Ainda por cima, era Dia dos Namorados. Porque uma coisa que eu tenho é classe. Então, para ser totalmente sincera, eu já sabia naquela época. Só que tive mais dois namorados depois disso.

Sabia que este é oficialmente o e-mail mais longo que já escrevi? Sério. Você deve ser a única pessoa que recebe mais do que 140 caracteres de mim. Isso é meio incrível, né? Enfim, acho que vou acabar por aqui.

Não vou mentir. Hoje foi um dia meio estranho.

TONI.

                                                                                                                           ENVIADO 17 OUT 00:06

PARA: [email protected]

DE: [email protected]

ASSUNTO: Re: quando você soube.

Eu sou a única pessoa? É meio incrível mesmo. Me sinto honrada, Red. É engraçado, porque também não costumo mandar e-mails. E nunca falo sobre essas coisas com ninguém. Só com você.

Acho que seria bem deprimente se o momento do qual você mais se orgulha na vida tivesse sido no ensino fundamental. Você nem imagina quanto odiei essa época. Lembra como as pessoas olhavam para a gente com aquelas expressões vazias e diziam “Então táááá” depois que você terminava de falar? Só para deixar claro que, não importava o que você estivesse pensando ou sentindo, estava completamente sozinho. A pior parte, claro, era que eu fazia o mesmo com os outros. Fico meia nauseada só de lembrar. Basicamente, o que estou tentando dizer é que você devia pegar leve consigo mesmo. Éramos todos horríveis nessa época.

Acho que a pergunta é meio óbvia, mas vou fazer mesmo assim: se você sabia que era Lésbica, como acabou tendo outros namorados? Que pena que seu dia foi estranho.

RED.

                                                                   ENVIADO 17 OUT 20:46

DE: [email protected]

PARA: [email protected]

ASSUNTO: Re: quando você soube.

Red,

Lembro bem, o temido “táááá”. Sempre acompanhado de sobrancelhas lá no alto e a boca retorcida em um cuzinho condescendente. E é verdade, eu também falava. A gente era muito ridículo no fundamental.

Acho que a coisa dos namorados é meio difícil de explicar. Tudo foi acontecendo. O relacionamento do oitavo ano foi uma confusão, claro, então foi diferente. Quanto ao outros dois: basicamente, eles eram amigos meu, aí eu descobri que gostavam de mim e começamos a namorar. Depois, acabou. Foram eles que me largaram, e foi tudo bem indolor. Ainda sou amiga do cara que namorei no primeiro ano.

Mas, sinceridade? Acho que no fundo namorei esses meninos porque não acreditava cem por cento que era lésbica. Ou achava que não seria algo definitivo. Sei que você deve estar pensando: “Táááá.”

TONI.

                                                                                               ENVIADO 18 OUT 23:15.

PARA: [email protected]

DE: [email protected]

ASSUNTO: O obrigatório…

Táááááááááááááááááá.

(Sobrancelhas, boca de cu, tudo.)

RED.

                                                             ENVIADO 19 OUT 8:01

POV CHERYL BLOSSOM

Abro um sorriso relendo aqueles e-mail na tela do meu notebook, estou adorando falar com Toni, coloco meus cotovelos em cima da mesinha apoiando meu queixo em minhas mãos.  

Será quem é ela?. Tento pensar em alguém da nossa escola, mas não tenho ninguém em mente que poderia ser ela.

— O que tanto faz na frente desse computador.

Meus pensamentos são interrompidos assim que vejo minha mãe Penelope, parada na porta do meu quarto me olhando de braços cruzados.

— Apenas uma pesquisa. — respondo.

Ela era um dos motivos mais fortes para esconder o que tanto sentia.

— O jantar está na mesa. Desça não gosto de esperar. — diz secamente.

Reviro meus olhos com suas palavras rudes, não se damos bem uma com a outra. Minha mãe é tipo a vilã dos filmes e novelas, que sempre implica com as mocinhas da historia e gosta de aterrorizar todos.

Confesso que eu levava um pouco disso comigo, mas estou tentando mudar. Não quero ser como ela é. Não quero ser mais uma vilã. 

Na escola a maioria me odiava enquanto o restante ficava ao meu lado apenas por status, por ser uma pessoa popular, e temida pela maioria.

 

POV Antoinette Topaz

 A PIOR COISA nessa história do Nick é que não posso contar para Red. Não estou acostumada a guardar segredos dela. Claro, tem um monte de coisas que não contamos uma para a outra. Nós conversamos sobre todos os assuntos importantes, mas evitamos detalhes que possam revelar nossa identidade, como nomes de amigos e qualquer coisa específica demais sobre a escola. Todas as coisas que eu achava que me definiam. Mas não penso nelas como segredos. O que temos é mais uma espécie de acordo tácito.

Se RED fosse mesmo uma aluna do segundo ano da Creekwood, com armário, boletim e perfil no Facebook, tenho certeza de que eu não estaria contando nada para ela. Claro que ela é mesmo um aluno do segundo ano na Creekwood. Eu sei disso. Mas, de certa forma, ela mora no meu laptop. É difícil explicar...

Fui eu que a encontrei. Logo no Tumblr. Foi em agosto, bem quando as aulas estavam começando. Os alunos postavam confissões anônimas e pensamentos aleatórios secretos no creeksecrets, e as pessoas podiam comentar e tudo o mais, e ninguém julgava você. Só que entrou em decadência: virou um buraco de fofocas e poesias ruins e citações bíblicas escritas errado. Mas é meio viciante mesmo assim.     

  Foi lá que encontrei a postagem da Red. Acabei me identificando. E acho que nem foi só a coisa de ser lésbica. Sei lá. Tinha umas cinco linhas, mas tudo escrito em uma gramática correta, além de estranhamente poético, e diferente de qualquer outra coisa que eu já tivesse lido. 

 Acho que foi a solidão. E é engraçado, porque não me vejo como uma pessoa solitária. Mas havia algo muito familiar no jeito como Red descreveu o sentimento. Foi como se ela tivesse arrancado as ideias da minha cabeça. 

Ela falou sobre como você pode decorar os gestos de uma pessoa, mas nunca saber o que se passa na cabeça dela. E ter a sensação de que todos somos como casas com aposentos enormes e janelas pequenininhas. Sobre como você pode se sentir muito exposto, de uma forma ou de outra. Sobre como ela se sente tão escondida e tão exposta, em relação a ser o que é.

  Senti um pânico e uma vergonha estranha quando li essa parte, mas também uma faísca de empolgação. 

Ela falou sobre o oceano entre as pessoas. E que o objetivo de tudo é encontrar uma margem até a qual valha a pena nadar. Eu precisava conhecer essa garota.

Demorei um pouco, mas reuni coragem para postar a única coisa em que consegui pensar, que foi: “É ISSO.” Em letras maiúsculas mesmo. E coloquei meu endereço de e-mail. Da minha conta secreta do Gmail.   

 Passei a semana seguinte obcecada, me perguntando se ela entraria ou não em contato. E ela entrou. Um pouco depois, me contou que meu comentário a tinha deixado meia nervosa. Ela é muito cuidadosa com as coisas. Bem mais cuidadosa do que eu, diga-se de passagem. Resumindo: se RED descobrir que Nick St Clair tem capturas de tela dos nossos e-mails, tenho certeza de que ela vai surtar. Mas de um jeito bem Red.   

  Ou seja, vai parar de me escrever. 

Eu me lembro exatamente da sensação de ver aquela primeira mensagem dela na caixa de entrada. Foi meio surreal. Ela queria saber mais sobre mim. Durante os dias seguintes na escola, me senti um personagem de filme. Quase conseguia imaginar um close do meu rosto projetado na telona. É estranho, porque na realidade eu não sou a protagonista. 

Talvez a melhor amiga.

Acho que nunca me considerei interessante até me tornar interessante para Red. Então, não posso contar para ela. Prefiro não perdê-la.  

Fecho meu notebook levantando da cadeira em sua frente. Me olho no espelho do quarto ajeitando um pouco meus cabelos compridos em um coque, está um pouco quente. Está na hora do jantar então resolvo descer para dar o ar da minha graça.

Nick Durante a semana inteira, na aula e no ensaio, percebo que ele tenta fazer contato visual comigo. Sei que é um pouco de covardia. Essa situação toda faz com que eu me sinta uma covarde. E uma idiota, porque já decidi que vou ajudá-lo. Ou ceder à chantagem. Como você preferir chamar. Isso me deixa com o estômago embrulhado.   

Passo o jantar inteiro distraída. Meus pais estão bem alegres, porque é noite de The Bachelorette. Estou falando muito sério. O reality show, sabe? Nós todos vimos o episódio de ontem, mas hoje nos reunimos por Sky pe com Alice, que está em Wesleyan, para comentar o que aconteceu. É a nova tradição da família Topaz. Eu não poderia estar mais ciente do quão completamente ridículo é isso. Mas sei lá. Minha família sempre foi assim.  

  — E como estão NicaVero e  HeadJug? — pergunta meu pai, mordendo o garfo. 

  Mudar o nome de Verônica e Jughead é um clássico do humor do meu pai.

— Estão ótimos — digo.

  — Risos, pai — comenta Nora.Sem graça.

 É minha irmã mais nova. Ultimamente, ela vem soltando expressões típicas da internet durante as conversas ao vivo, embora não as use na internet propriamente. Acho que está tentando ser irônica. Ela olha para mim e diz:  

  — Simon, você viu Jughead tocando violão no pátio?  

  — Acho que Jughead está tentando arrumar uma namorada — diz minha mãe.   

Engraçado, mãe, porque, olha que coisa... eu estou tentando impedir Jughead de ficar com a garota de quem ele gosta para que Nick St Clair não conte para a escola toda que eu sou lésbica. Por acaso já comentei que sou lésbica?  - penso olhando para ela.

  Por onde começar a contar uma coisa dessas? 

 



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