1. Spirit Fanfics >
  2. Com os Olhos da Alma-Park Jimin >
  3. Capítulo 30

História Com os Olhos da Alma-Park Jimin - Capítulo 32


Escrita por: e ParkJiminNano


Capítulo 32 - Capítulo 30


Jimin POV

Passamos o resto do dia de Natal curtindo a preguiça dentro de casa. Toquei algumas músicas natalinas no meu piano com a S/N todo tempo sentada em meu colo. Depois ficamos de frente à lareira apenas curtindo o momento. Foi um dia muito bom.

Pensei então em entregar o anel a ela, mas não parecia uma boa hora. Não sei por quê. Esse momento precisava ser... perfeito. Um pouco mais romântico talvez?

Fui fiel ao meu lema de não sair do meu moletom. Isso era uma espécie de tradição na minha família. Também era muito bom ficar vestido assim só para relaxar.

Não fizemos um grande jantar, somente uma coisinha íntima entre nós. S/N ajudou a minha mãe na cozinha, enquanto preparava um assado. Não é uma refeição tradicional para a data, mas nem por isso deixou de ser deliciosa.

Fiquei feliz no dia seguinte por estar tão descansado. Mas mesmo assim, resolvermos não sair de casa de novo. Acho que era exatamente disso que a S/N e eu tanto precisávamos. Ficar sentando à toa de frente para a lareira, ouvir música, ou ler. Essa coisa não era muito comum entre nós com a vida tão ocupada na faculdade.

Pensamentos sobre o futuro martelavam em minha cabeça. Estava pensando em sair do dormitório e comprar uma casa para nós. Eu adorei a idéia de morar com ela, sendo capaz de segurá-la em meus braços todas as noites, tendo a presença constante dela em minha vida.

Nesse exato momento estávamos no meu quarto; ela sentada entre minhas pernas e eu acariciando seu longo e sedoso cabelo.

-S/N, quer ir a um show comigo amanhã?

-Claro, quem vai tocar?-Ela se encostou em mim.

-Three doors down.- Eu disse num tom mais indiferente possível. Não queria ter contar que eu já tinha comprado os ingressos.

-Ah, isso seria fantástico! Eu adoraria ir! -Ela virou-se no meu colo e beijou meu queixo brevemente.

S/NPOV

Eu não sabia o que vestir para ir ao lugar. Quer dizer, eu sabia que tinha que usar algo casual, mas também estava um tremendo frio lá fora. Peguei uma calça jeans e as botas de couro preto que iam até os meus joelhos; jimin foi quem comprou esse par pra mim. Coloquei uma camiseta, um blusa de botão, e ainda um agasalho. Então vesti o meu novo casaco sobre tudo isso. Me sentia super volumosa. Olhei para o espelho e grunhi. Puxei o chapéu para baixo até que cobrisse meus ouvidos. Pra completar envolvi em meu pescoço um cachecol e vesti as luvas. Como é que esse povo agüenta ficar assim o tempo todo? Estava muito frio.

Eu saí do quarto e fui até a sala onde o jimin estava me esperando. Ele tinha tomado banho e se vestido antes de mim, dando-me um pouco de privacidade. Lógico que eu teria feito tudo isso com muito prazer na frente dele. Mas estávamos na casa de seus pais, então preferimos não exagerar.

Parei quando vi o jimin.

Ele estava tão lindo que ficaria babando horas por ele. Usava sua jaqueta de couro preta e um jeans que se ajustava perfeitamente em suas longas e malhadas pernas. Seu cabelo estava coberto por um gorro preto, contrastando lindamente com seu rosto lindo de anjo.

Ele parecia até um pouquinho mais alto em suas botas pretas. Ele deve ter me ouvido entrar, porque ele virou o rosto para a minha direção e sorriu.

Por que eu tinha agido daquele jeito no outro dia? Eu o amava, e isso era o que importava. Ele era perfeito do jeito que ele era. Não precisava mudar, seja por mim ou por qualquer outra pessoa.

-Olha parece que alguém está pronto pra enfrentar uma nevasca, hãn?!- Sukhan brincou. Eu corei e balancei a cabeça assentindo.-Mas você continua adorável, querida.- Ele tranqüilizou-me.

-Obrigada.- Disse rindo um pouquinho. Andei até o jimin e peguei o braço dele.

-O táxi deve chegar aqui em alguns minutos.- Ele se abaixou um pouquinho para beijar de leve minha bochecha.

Sugeri aos pais de jimin para deixar-me alugar um carro para nós, mas ele negou veementemente alegando que eu não sabia chegar aos locais e isso realmente não ajudaria. Eu tive que concordar com ele, claro. Afinal ele tinha razão. Mas, ainda assim eu me sentia uma grande aproveitadora.

Olhei pela janela do taxi as ruas bem iluminadas da cidade. Estávamos ambos calados e de mãos dadas. Estava imersa demais nos meus pensamentos para conversar com ele. Não demorou muito tempo até paramos de frente à Blues House. Jimin pagou o taxista antes de sairmos do carro. Eu me inclinei para jimin tentando me aquecer da neve.

-Jimin, eu quero pedir desculpas.- Eu soltei sem pensar.

-Pedir desculpas pelo quê?- Ele perguntou, confuso.

-Na festa. Eu fui péssima. Eu deveria ter conversado com você antes de ter ficado tão irritada.- Mordi meu lábio afastando meus olhos de seu lindo rosto.

-S/N, eu devia ter te falado sobre aquilo.- Ele acenou com a mão dele, num gesto como se me pedisse pra esquecer. -Além disso, isso foi antes de ontem.

-Quando chegarmos em casa, eu gostaria de conversar sobre isso outra vez. Por favor. Eu quero que você me explique como é ser cego de novo.-Eu apertei minha mão para mostrar-lhe que realmente eu estava falando sério.

-O que se tem mais pra discutir?- Ele grunhiu.

Eu suspirei.

-Quero aprender mais sobre a cirurgia. Quero saber por que você não deseja fazer isso. Eu quero que você me mostre como é ser você.

-S/N, você já sabe de tudo.- Ele me disse acidamente.

Nessa altura, estávamos sentados numa mesa na parte de trás da casa de show.

-Isso não é verdade e você sabe disso.

-Não quero incomodá-la com essas coisas.

-Você não me incomoda!-Eu disparei. Eu não queria que isso se transformasse numa briga, mas eu estava ficando muito aborrecida. -Pare de ser tão estupidamente teimoso! Eu só quero saber. Tem algo errado nisso?

-Você não precisa saber dessas coisas.- Ele disse calmamente, tão baixinho que quase não ouvi suas palavras no local lotado e barulhento.

-Jimin, por favor.- Eu implorei suavemente.

Ele baixou o rosto e suspirou.

-Tudo bem, vamos conversar sobre isso quando voltarmos para Louisiana.

-Ótimo, obrigada.-Eu disse sorrindo. Retirei meu par de luvas e as enfiei no meu bolso, junto com o meu chapéu.

A banda veio ao palco e logo depois começaram a tocar. Eles iniciaram o show com uma de suas músicas mais conhecidas.

¶Música traduzida""

Há outro mundo dentro de mim

Que você nunca poderá ver,

Há segredos nesta vida que eu não posso esconder,

Em algum lugar da escuridão

Há uma luz que eu posso achar

Talvez seja muito longe...

Ou talvez eu seja cego...

Talvez eu seja cego...

Então me segure quando eu estiver aqui

Me corrija quando estiver errado

Me abrace quando assustado

E me ame quando eu for

Tudo o que eu sou e tudo em mim

Quero ser o que você queria que eu fosse

Eu nunca a decepcionaria mesmo se pudesse

Eu desistiria de tudo se fosse para o seu bem

Então me segure quando eu estiver aqui

Me corrija quando estiver errado

Você pode me segurar quando eu estiver assustado

Mas você não estará lá sempre

Então me ame quando eu partir... ¶

Me remexi no assento, de repente me sentindo desconfortável e mordendo fortemente meu lábio. A reação do Jimin foi parecida. Ele suspirou e jogou sua cabeça para trás, passando seus pequenos dedos por seu cabelo ruivo. Sua boca estava numa profunda linha dura.

Ele bufou e logo depois me puxou da cadeira onde eu estava sentada me colocando em seu colo. Esta ação me surpreendeu e quase cai no chão, mas o seus braços fortes me pegaram.

-Estou morrendo de medo.- Ele disse ao meu pé de ouvido.

-De quê?

-Da dor, das mudanças. Será que você ainda vai me querer quando eu for normal? Será que gostarei do mundo que eu ver? Vou poder lidar com isso? Eu teria que aprender tanto! Você não sai simplesmente sabendo como as coisas são. Eu teria que aprender a ler e reconhecer os objetos. Basicamente voltaria a ser criança.

-Sim, mas por muito pouco tempo. Você aprenderia muito rápido.- Tentei tranqüilizá-lo.

-Provavelmente eu teria que trancar um ano na faculdade e ter aulas especiais.

-Isso seria tão ruim?

-Eu ia perder minha bolsa.

Eu reclamei.

-E desde quando o assunto dinheiro é problema pra você?

Ele suspirou e virou o rosto em minha direção.

-Certo, e se eu fizesse tudo isso, e nada funcionar? Teria passado por uma cirurgia dolorosa por nada!

-E se funcionar? Você só está pensando nos pontos negativos. -Corri meus dedos por suas bochechas. -Eu tenho certeza que você poderia pensar em alguns pontos positivos também.

-Claro que posso, Te ver é um deles. Eu ser uma pessoa normal na sociedade, eu não teria ser um estorvo constante para todos.

-Você não é um estorvo constante! Meu Deus jimin! Você é um dos homens mais incríveis que eu conheci. Por favor, não seja ridículo.

-Então por favor, não menospreze meus medos.- Ele virou o rosto pra longe, ligeiramente corado.

Eu me arrumei em seu colo para que pudesse abraçar sua cintura. Não me importava se estávamos no meio de uma casa de show.

-Jimin, eu não estou menosprezando-os, mas, você não deveria criar empecilhos.

-Será que você ainda me amaria se eu não quiser fazer tudo isto?- Ele se voltou em direção a mim. Uma única lágrima escorria em sua bochecha.

-Ah, jimin! É claro que eu amaria. Eu te amo pelo que você é. Eu só gostaria... bem, queria que você pudesse ver o quanto eu te amo. Mas o que importa mesmo é que você sinta isso.- Pousei minhas mãos sobre suas bochechas e me inclinei pra frente beijando sua boca profundamente.

Senti suas lágrimas quentes escorrerem pelo meu rosto enquanto continuávamos o nosso beijo.

O mundo ao nosso redor simplesmente tinha sumido. Percebi que a música tinha mudado e que era de uma batida mais pesada. Seus dedos prenderam mais forte o meu cabelo, me puxando ainda mais para perto, eu gemi em seus lábios.

-Eu quero você.- Ele sussurrou. -S/N, por inferno esse lugar, vamos pro um lugar mais íntimo, só eu e você

-jimin, tem certeza?- Perguntei-lhe calmamente, meus lábios passeavam da base de seu pescoço até sua orelha, ele gemeu um pouquinho quando eu trouxe o lóbulo da sua orelha em minha boca.

Jimin P.O.V

Eu não queria ter que discutir mais sobre isso, nunca mais, entretanto quando a música começou a tocar e eu ouvi a letra eu rosnei internamente, engoli o meu orgulho e decidi que era agora ou nunca. Eu peguei-a e trouxe para o meu colo.

- provavelmente este era melhor local para se ter essa conversa, já que com tanto barulho nem eu, ou ela ouviríamos direito o que precisava ser dito a partir de agora.

Ela rebatia cada um dos meus motivos, pedindo para que eu esquecesse minhas preocupações. Mas isso não era algo que eu poderia fazer facilmente.

-Será que você ainda me amaria se eu não quiser fazer tudo isto?

Eu não consegui parar uma lágrima que desceu dos meus olhos inúteis. 

-Ah, jimin! É claro que eu amaria. Eu te amo pelo que você é. Eu só gostaria... bem, queria, que você pudesse ver o quanto eu te amo, mas o que importa mesmo é que você sinta isso.- Então senti suas mãos em minhas bochechas e lábios dela na minha boca, me entreguei ao beijo e as minhas lágrimas.

Elas rolaram rápidas e fortes. Trouxe S/N o perto possível para que eu pudesse sentir todo gosto de sua boca, as vibrações de seus gemidos contra meus lábios fez algo explodir dentro de mim. Eu precisava sentir o amor que ela tinha por mim, precisava sentir cada milímetro dela.

-S/N, por inferno esse lugar. Vamos pro um lugar mais íntimo. Só eu e você.

-Jimin, tem certeza?- Ela sussurrou contra a minha pele. Se eu não a tirasse agora daqui, eu ia possui-la em cima da mesa.

-Sim. Venha. Vamos arrumar um quarto.

O hotel Sax era ao lado da House of Blues. Com certeza não era um dos melhores hotéis da cidade, não que isso agora importasse, não enquanto eu estava sozinho com a S/N.

Ela me orientou até a recepção. Eu imaginava o quão difícil ia ser obter um quarto de hotel nessa época do ano. Mas nós tivemos sorte o suficiente para conseguir um quarto simples mas bem confortável.

No momento que o elevador se fechou e eu tive a certeza de que ninguém entrou conosco, pressionei S/N contra a parede e a beijei como um louco. Ela literalmente gritou na minha boca, surpresa por eu ter sido tão rápido e isso me fez rir. Ao toca-la eu me sentia vivo.

Quando as portas se abriram, Bella agarrou a minha mão e me puxou para fora. Estavamos abraçados e completamente felizes. Ela roubou a chave-cartão da minha mão e abriu a porta.

-Oh, uau ...- Ela sussurrou enquanto eu fechava a porta atrás de nós.

-O que foi?- Perguntei embrulhando meus braços ao redor de sua cintura. Eu beijei levemente sua nuca até a parte mais baixa do pescoço.

-Este quarto é incrível. A vista é linda. Queria que você pude...- Ela começou mas eu a cortei.

-Shhh ... Talvez algum dia isso aconteça.-Eu disfarcei levemente.

-Eu não entendo.- Ela fez um pequeno silêncio. -Não é justo. Você é tão bonito em tantos sentidos. Você merece enxergar.- Ela soava como se estivesse prestes a chorar.

Eu girei seu rosto para mim.

-S/N, a única razão pela qual estou disposto me submeter a operação é para ver você.

-Eu não quero que você sofra por minha causa.-Ela enrolou seus braços em volta do meu pescoço e pressionou seu rosto no meu peito.

-Vale a pena. Toda dor da operação com certeza vale, só para vê-la por alguns minutos. Só pra dar algum brilho nessa minha vida escura. Se eu pudesse enxergar - nem que fosse somente por um segundo - e visse seu rosto... eu podia pelo menos, guardar a imagem na minha mente e no meu coração pelo resto da vida. Eu poderia colocar um rosto para a mulher dos meus sonhos.- Disse-lhe com firmeza.

-Não faça isso. Não por mim. Você deve fazer isso por você. E só se você quiser.- Ela soluçou baixinho, seu corpo se balançando devagar contra o meu.

-S/N, não vamos falar mais nisso esta noite.- Eu acarinhei seu rosto.-Por favor?

Senti quando ela assentiu no meu peito e a trouxe para minha boca novamente. O beijo foi lento e doce. Cuidadosamente retirei seu casaco e o deixei cair no chão. Senti suas mãos desabotoarem meu casaco.

-Você tem idéia do quão sexy fica nesse casaco?-Ela disse rindo um pouquinho, sua voz continuou grossa por conta das lágrimas.

Eu gargalhei.

-Se você diz eu acredito. Hmmmm, queria que em Louisiana fosse um pouco mais frio, assim poderia usá-lo para você com mais freqüência.

-Eu posso abaixar a temperatura do ar-condicionado do apartamento.- Ela brincou parecendo séria. Eu ri mais um pouco. Eu cuidadosamente alisei seu queixo, as bochechas e fui até sua testa, sentindo nos meus dedos sua pele lisa. Ela removeu meu casaco atirando-o perto do dela.

Ela pegou minha mão me levando para algum lugar. As costas do meu joelho bateram em uma coisa e me sentei lentamente, puxando S/N pra cima de mim. Aprofundamos nosso beijo, apaixonadamente. Eu sentia o meu coração bater forte como se fosse sair do meu peito.

Eu encontrei a barra da camisa de S/N e puxei sobre a cabeça dela. Encontrei outra camisa, de botões. Eu tentei abrir com cuidado, tentando não rasgar a blusa de tanta frustração. Grunhi quando senti outra camisa por baixo.

-Com quantas camadas de roupa você se vestiu?

-Voce já está acostumado.- Ela reclamou. -Eu estou me protejendo do frio.

Eu ri.

-Sim, mas não estamos numa estação de esqui ou coisa assim.

-Você realmente quer continuar me aborrecendo ou prefere tirar minha roupa?- Ela murmurou me dando um tapinha.

-Hmmm, apesar de gostar quando você fica com raiva ...- disse retirando - finalmente - a última peça. -Isso é bem melhor.

Ela riu e retirou a minha camisa. Abracei-a e ela suspirou enquanto arrastava suas unhas no meu peito nu. Ela me empurrou deitando por cima do meu corpo, e percebi pelo formato do móvel que estávamos no sofá. Ela me beijou suavemente, o seu cabelo macio fazendo cócegas nas minhas bochechas.

Ela continuou com a sessão de beijos descendo pelo meu peito e indo tão para baixo até que eu não mais sentir seu peso sobre mim. Ela descalçou minhas botas, o mais rápido possível. Ela rastejou de volta ao meu corpo, sua testa repousando um pouco acima do meu umbigo. Ela beijou-o lentamente, enquanto retirava sensualmente a calça e a boxers do meu corpo.

S/NPOV

Ele estava incrivelmente lindo e completamente nu no sofá. Eu rapidamente joguei fora do resto das minhas roupas para que eu pudesse me aconchegar em sua cintura novamente. Me inclinei sobre ele ouvindo-o gemer roucamente quando sentiu meus seios encostando em seu peito. Eu retirei seus óculos e coloquei-os na mesa ao lado do sofá.

-Eu queria que você não usasse esses óculos o tempo todo.- Admiti. -Você tem olhos lindos. Eu gosto de vê-los.

-Se você quiser eu não vou mais usá-los quando estivermos sozinhos.-Sua mão repousava na minha bochecha, acariciando-a com os seus longos dedos.

Eu avancei rapidamente para beijá-lo, mostrando o quanto eu amei essa idéia. Devorei sua boca, saboreando a doçura que eu sempre encontraria lá. Seus dedos se retorciam em meu cabelo, mantendo meus lábios firmes junto aos dele. Então eu me abaixei o sentindo entrar um pouquinho em mim. Ele gemeu alto na minha boca e eu não pude conter um sorriso.

Me afastei de sua boca para que eu pudesse me sentar completamente sobre ele. Eu encaixei meus quadris aos dele, rebolando um pouco quando me sentir preenchida. Notei o quanto ele jogou sua cabeça para trás tamanho o prazer. Sua mão começou a apertar o braço do sofá, como se ele dependesse disso para não explodir. Esse movimento fez todos os músculos em seu peito ficarem deliciosamente enaltecidos.

Eu peguei sua outra mão que estava em minha cintura e coloquei no meu seio. Ele imediatamente começou a massagear o mamilo instrumecido, mordendo seus lábios o tempo todo. Sentia-me sortuda ao poder vê-lo assim, estarmos assim conectados. Ele era lindo, um Deus grego esquecido.

-Meu Deus, S/N, talvez seja até bom eu não poder te ver agora...

-Porquê?-O comentário me surpreendeu e eu parei meus movimentos.

Ambas as mãos foram para meus quadris e cuidadosamente ele girou, se deitando por cima de mim. Ele baixou a sua boca e sussurrou ao meu ouvido.

 -Porque, eu acho que não iria durar muito tempo vendo seus belos seios subindo e descendo enquanto eu me enterro dentro de você.

Ele me penetrou de uma só vez enquanto dizia essas palavras deixando-me completamente louca. Eu gemi seu nome em voz alta, arqueando minhas costas em direção a ele, mas ele parecia não se importar com meus movimentos. Ele se movia cada vez mais e mais rápido, investindo pesado no meu corpo frágil.

-Jimin, por favor ... por favor. -Eu gemia implorando.

-O que S/N?- Ele perguntou, continuando o seu ritmo acelerado. Eu senti uma pressão forte no meu baixo ventre, tamanho o prazer que eu sentia -Diga-me o que você quer.

Minhas unhas cravaram em suas costas, demostrando o sinal da minha frustração. Aquilo era muito, mas muito bom, apesar de estar um pouquinho dolorido. Minhas pernas se torceram no seu quadril, num esforço para ficar o mais colada possível nele.

-Por favor ...- Eu gritei.

-Eu não leio mentes S/N.- Ele brincou comigo outra vez. Eu podia sentir seu sorriso contra a minha carne.

-Pare de me provocar...- Eu pedi suavemente. Eu poderia dizer que ele estava se divertindo muito com isso.

-Eu estou te provocando?- ele falou fingindo estar surpreso. -Como eu estou provocando você?

-Jimin, eu preciso de você! Ago ... ra ... Grrr ... - Eu gaguejei e corei num tom violento de vermelho. Fiquei completamente frustrada. Tomei uma respiração profunda tentando me acalmar, mas esse esforço foi em vão com aquele nosso contato tão grande.

-S/N, eu também preciso de você .- Ele disse dessa vez sério. Ele baixou sua boca e me beijou profundamente. Sua mão escorregou entre em nossos corpos procurando aquele ponto muito sensível friccionando-o cada vez mais rápido. Toda a pressão no meu baixo ventre finalmente bateu em cheio enquanto eu sentia chegando ao paraíso. Meu corpo todo tremia com meu clímax. Jimin gemeu uma última vez em voz alta e senti ele me encher ao alcançar seu orgasmo.

Ficamos respirando ofegantes durante um bom tempo até que finalmente ele saiu de dentro de mim. Eu reclamei um pouquinho me sentindo vazia. Ele rolou para o lado e me puxou pra cima dele. Repousei meu rosto no seu peito duro, ouvindo as batidas musicais de seu coração. Ele suavemente esfregava minha costas com suas mãos grandes e fortes . Ele ficou o tempo toda fazendo isso até eu me senti completamente relaxada.

Seu peito era meu travesseiro e as batidas de seu coração eram a minha canção de ninar. Jimin era meu conforto e minha casa.

-Eu nunca vou amar ninguém do jeito que eu te amo.-Eu lhe disse antes de cair num sono profundo.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...