História Com Seu Fantasma - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Kim Taehyung (V)
Tags Depressão, Junkook, Kook, Taehyung
Visualizações 16
Palavras 762
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Atenção: escrevi essa história durante uma crise de depressão, então ela pode estar pesada (pelo menos, para mim). QUEM FOR SENSÍVEL, por favor, não leia. Só estou postando-a aqui, pois sinto que é um meio de conectar meus anseios com várias outras pessoas que podem estar passando por isso também :)


Essa história não faz menção alguma a auto-multilação, muito menos ao suicídio. Pelo contrário, quero incentivar a vida, a felicidade. Essa história é apenas um meio de extravasar as dores, entendem?

Talvez ninguém chegue a ler, mas Com Seu Fantasma sempre vai estar guardada em meu coração, me lembrando do por que de eu ter tido tal crise, e de como pará-la.


Beijos :)

Capítulo 1 - Uma Porta Fechada. O Sangue Escorrendo.


Fanfic / Fanfiction Com Seu Fantasma - Capítulo 1 - Uma Porta Fechada. O Sangue Escorrendo.

COM SEU FANTASMA

NÃO  HÁ COMO PREVER um desastre. Tudo pode mudar com um piscar de olhos, um sugar de respiração, um grito de terror… Uma porta se fechando.

Somente uma é o bastante para levar tudo de bom que há em sua vida. E o que você pode fazer? Não adianta gritar, não adianta correr e pedir socorro.

O que uma navalha não pode fazer? O quanto ela não pode cortar? O quanto ela não pode tirar de você… Além de sua vida?

Jungkook não percebeu.

Não viu quando seu marido se trancou no banheiro e de lá não saiu por um bom tempo.

Quando notou seu sumiço, havia sido tarde demais. Ele já não estava mais lá; apenas seu corpo jazia no chão banhado pelo sangue escuro. E ele estava lá… Na mesma banheira que haviam dividido horas antes, por anos. Por muito tempo. Jungkook havia a usado para banhar seu marido momentos antes. O mesmo tentava lavar as lágrimas da depressão de Tae, que insistiam em cair.

Depois do banho, o carregou em seus braços, ouvindo os soluços sufocados contra sua pele molhada. Mais uma crise, mais uma noite mal dormida, molhada de lágrimas e preocupação. E não houve tempo; assim que conseguiu dormir, não percebeu o movimento súbito nos lençóis, ou a ausência de Tae.

Não ouviu o barulho da porta se fechando. E quando os abriu…

Já acabou.

Ele já se foi.

E ele ficou.

Ficou para vê-lo ir embora.

Não ouve nada pior para Jungkook do que ver o amor de sua vida ser levado por aquela ambulância. De gritar por ele e não receber resposta alguma; nem mesmo aquele sorriso que ele tanto amava. Ele tentou segurar seu corpo… Mantê-lo perto dele, mas os paramédicos o levaram e, no final, Jungkook não aguentou ver seu corpo sem vida.

Não daquele jeito.

Por que ele não estava sorrindo?

Por que ele não estava correndo para abraçá-lo?

Por quê?

 

Visitar seu túmulo nunca foi tão difícil.

Na noite de seu velório, não ousou se aproximar do caixão. Parecia imponente demais, intocável demais. Estava tão distante… E seu Tae não estava mais lá. Do que adiantava? Seu coração despedaçado não aguentava olhar através do véu que o cobria e não ver ninguém.

Simplesmente ninguém. Seu Tae não estava mais lá.

Ele estava sozinho.

Mas ele precisava falar algo. Todos estavam esperando por isso.

— Tae…

No começo, estava extremamente sério. Seus olhos vermelhos estavam vidrados no grande quadro de seu marido. Sorridente e brilhante. Era daquele jeito que Jungkook queria se lembrar dele.

— Eu o tinha em minhas mãos… Você estava rindo de uma piada boba que eu havia contado. Ela era realmente boba… — riu brevemente, sufocando um sorriso. — Porra, você estava tão lindo! O sol tocando sua pele, banhando seu corpo deitado sobre o meu. Você está lá… Você estava em meus braços. Quando a noite se aproximou, você não estava mais…

E enquanto sussurrava sua homenagem fúnebre, memórias de seus últimos momentos banhavam sua mente. Estava tudo nítido: o sorriso brilhante, os toques calorosos em sua pele arrepiada. O modo como ele falava que queria viajar e pintá-lo na sombra de uma grande palmeira... Ele seria seu astro. Como sempre foi.

Mas ele se foi.

E assim que percebeu de verdade que tudo aquilo estava acontecendo, entrou em pânico completo. Tentou tirar o corpo morto de Tae de dentro do caixão aos gritos, empurrou e bateu - sem nem perceber - em pessoas que tentaram segurar-lo. Gritou em plenos pulmões, clamando por seu marido. E quando ele não o respondeu, caiu em seus joelhos e depois despencou no chão, chorando compulsivamente.

Prometeu não o esquecer.

 

Um ano se passou;

Dois;

Três.

Nunca o esqueceu. Não conseguiu se envolver com mais ninguém, pois todas as vezes que chegava em casa, Tae estava o esperando. Ele estava lá, sentado no seu lado do sofá, de pernas cruzadas. E o sorriso mais maravilhoso do mundo estava fixo em seus lábios.

— Não vai me convidar para dançar? — era o que sempre dizia.

E Jungkook nunca conseguia respondê-lo; apenas soluçava e abria os braços, esperando seu abraço. E seu cheiro era maravilhoso. O melhor do mundo.

E enquanto dançavam, ele conseguia lembrar de cada detalhe, cada traço da beleza de seu falecido marido. Conseguia lembrar do cheiro de rosas de seu cabelo, do modo como ele gostava de se agarrar em seus cabelos e beijá-lo sem pressa…

Lembrava de tudo;

Enquanto dançava com seu fantasma.

E quando morreu, pôde, finalmente, chorar deitado no colo de seu amado.

Ele nunca o esqueceu.

Nunca.


Notas Finais


:)


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