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História Com você - Tododeku - Capítulo 51


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Capítulo 51 - Capítulo 49


P.O.V TODOROKI

─ Isso é muito, muito estranho, Shoto. - ele me olha sério. ─ Mas você não pode sair nesse momento pra ir atrás dessa trilha de fogo azul, é loucura!

─ Eu preciso saber, por favor entenda... - digo baixo abrindo a porta.

─ Eu tenho certeza que isso pode esperar, se é alguém provavelmente já foi pego por invadir o território da U.A. - explica suspirando.

─ Eu não vou demorar, prometo. - explico me aproximando enquanto segurava seu rosto com as mãos.

─ Não importa o que eu fale, você vai ir de qualquer jeito. - reclama virando o rosto.

─ Importa sim e você sabe, mas isso é importante... me deixe fazer isso. - viro seu rosto novamente e ele suspira finalmente concordando depois de um tempo.

Acabo por beija-lo rapidamente e ele responde com um sorriso depois de nos afastarmos.

─ Já que é assim, seja lá o que descubra com isso, pode compartilhar comigo.

─ E eu vou. - retribuo o sorriso.

Com isso eu finalmente saio do quarto e desço as escadas apressadamente pra sair dali. Apesar da chuva, ainda havia os rastros no chão, onde o fogo queimou.

Ao seguir o rastro que levava até meio de uma pequena floresta em frente ao dormitório, acabo por encontrar dois professores ali, ambos conversavam e apontavam para as diversas marcas de fogo, embora fosse óbvio, com toda certeza eles lutaram, mas quem quer que seja escapou.

Acabo por me aproximar mais dos dois que voltam sua atenção à mim, provavelmente pensando, o que eu, um estudante estaria fazendo ali.

─ Todoroki? o que faz aqui? - Aizawa questiona curioso.

─ Isso não importa... vocês sabem quem invadiu a U.A? - eu pergunto olhando ao redor e o Aizawa apenas suspira.

─ Pelo visto era um vilão, com uma individualidade bem curiosa. - ele explica se abaixando. ─ Se parecem com as de seu pai, o Endeavor.

─ Por que meu pai faria isso? - suspiro baixo e ele me olha.

─ Obviamente não foi ele, mas sim alguém com a mesma individualidade. ─ Quem quer que seja fugiu depois de um pequeno combate.

─ Ele disse alguma coisa, a voz pareceu familiar? - pergunto e ele me olha curioso.

─ Ele disse algo bem estranho. Algo do tipo, " eu só vim ver meu irmão". - explica se levantando enquanto pegava seu celular.

A não, isso não seria possível... ele está... morto, ou é o que todos pensam, eu preciso de mais, não é o suficiente.

─ Eu passei as descrições, pelo visto se chama Dabi. E é tudo o que sabem sobre ele. - diz por fim se levantando e guardando o celular.

─ Só isso? ele é tão invisível assim que ninguém tem mais informação? - suspiro constrangido.

─ Sim é só isso. Começaremos a investigar, não se preocupe. Por enquanto volte pro dormitório, a chuva pode piorar. - sugere se afastando.

Eu sempre fiquei curioso sobre o assunto do Touya, meu irmão. Por incrível que pareça ninguém me diz nada sobre isso, o que aumenta muito mais a minha curiosidade, e agora eu não conseguirei pensar em mais nada.

Voltei pro dormitório, por hora não conseguiria mais que isso. Eu deveria conversar com meu pai, se for realmente o Touya, por que ele quer me ver? até porque não é normal, por se dizer, outros com uma individualidade tão peculiar.

─ Todoroki, o que caralhos tu foi fazer la fora? - Bakugou logo pergunta quando eu entro pela porta totalmente molhado.

─ Você nem acreditaria. - explico olhando pra ele. ─ Viu o Izuku? - pergunto levanto a mão ao cabelo.

─ Estava aqui a pouco tempo, e não parecia muito animado. - explica revirando os olhos.

─ Deve estar no quarto... - digo baixo indo em direção às escadas.

Talvez ele me ajudaria nisso.

Abro a porta devagar e olho ao redor, mas não estava ali. Acabo por suspirar baixo pensativo.

─ Huh, já voltou. - ele diz no início da escada chamando minha atenção.

─ Eu disse que não demoraria. - o lembro e logo o observo soltar a Hikari, que corria em minha direção.

─ Uraraka a sequestrou, fui a seu resgate. - explica rindo baixo. ─ Mas e aí, o que descobriu sobre isso? - pergunta se aproximando.

─ Só aumentou minhas paranóias, se lembra do Touya? - pergunto e ele ergue uma sobrancelha.

─ Lembro sim, acha que seria ele? - me olha desentendido bagunçando o cabelo.

─ Parte de mim acredita que seja, e a outra diz que é impossível pelo fato dele ter morrido. - suspiro inquieto.

─ É de certeza que ele morreu? seu pai deve saber de algo. - pergunta segurando minha mão pra voltar pro quarto.

─ E se for? professor Aizawa disse que se chama Dabi agora, e é um vilão. Sem deixar de lado a parte que o próprio diz ter vindo ver seu irmão! - reclamo baixo e ele me olha surpreso.

─ De qualquer forma você vai ter suas respostas. -  explica. ─ Por hora só relaxe, não tem muito o que fazer agora, e tome um banho quente ou pegará um resfriado. - sugere se deitando na cama.

Concordo rindo baixo, não havia nada que eu pudesse fazer por agora e então entro no banheiro com a cabeça à mil.

─ mais tarde ─

Se não fosse por estar noite já, eu iria até meu pai agora, já que a chuva também cessou

─ Shoto? presta atenção. - reclama me cutucando no ombro.

─ Ah, desculpe. O que disse? - pergunto agora prestando atenção.

─ Por que você não pergunta pra Fuyumi? ela deve saber algo sobre isso. - ele pergunta me mantendo deitado de bruço. ─ Qual é, não se mexe, ela dormiu.

─ Dormiu? - rio baixo. ─ Eu não acho que a Fuyumi saiba de algo, a melhor opção até agora é conversar com meu pai e torcer que ele me conte algo. - explico e ele se aproxima do meu rosto.

─ Se for ele, o que você irá fazer? - pergunta baixo  prestando atenção a cada gesto.

─ Eu não sei... talvez tentar entender o por quê ele fingiu sua morte. Ou o por quê ele decidiu vir atrás de mim agora. - explico tentando retirar a Hikari das minhas costas. ─ Se ela se acostumar com isso minhas costas estarão fodidas.

─ Pode achar que tem algo a ver com seu pai? - questiona tirando a Hikari dali. ─ Até porque sua mãe quase contou sobre ele aquela noite, mas hesitou rapidamente.

Belo ponto. O que seria tão grave que não queiram me contar? São tantas teorias mas nenhuma se encaixa, e não passam disso. Eu não tenho certeza de nada.

─ Você quer ir junto a empresa do meu pai? - o convido e ele se mostra pensativo por um momento.

─ Eu quero sim. Isso parece ser importante pra você. - ele sorri tocando meu rosto. ─ Por que você está corado? - ri curioso.

─ Bem que você avisou sobre o resfriado, agora eu estou doente e você vai cuidar de mim. - sorrio convencido enquanto me levantava e subia sobre ele.

─ Prioridade à Hikari, palavras suas. - faz questão de me lembrar.

─ Ela está dormindo, sua atenção é toda minha. - digo prendendo suas mãos ao lado da cabeça. ─ Agora como você vai cuidar de mim?

─ Tratamento especial pra você. - ele sussura e sorri imaginando coisas.

─ Ah é? - mordo o lábio inferior. ─ Além disso eu tô com umas marcas bem estranhas, observe e me dê seu diagnóstico. - sugiro e assim ele começa a prestar atenção.

Solto suas mãos e levo até os botões da minha camisa, onde começo a abri-la sem tirar os olhos dele.

─ Observe aqui, consegue ver? - pergunto tocando meu ombro.

─ Aqui também tem. - toca meu abdômen.

─ Isso é estranho, se espalha pelo corpo. - explico e ele ri me puxando.

─ Eu tenho um remédio que funciona perfeitamente. - diz e me beija.

Opa.

(aut. HIKARI QUE LUTE KKKKKKK VAI TER MT DISSO GATINHA)

─ dia seguinte ─

─ Resumindo talvez seja cancelado. - ele diz e todos da sala se mostram surpresos. ─ Atualmente o acampamento da U.A já está sendo ocupado, então teremos que esperar nossa vez. - Aizawa explica.

Deixou isso pro fim da aula. A ideia da minha mãe sobre a casa onde ela ia com meu pai se mostrou presente, teria dito antes sobre isso. Eu conversaria com ele e daria a ideia de irmos para lá, apesar de precisarmos de mais um tempo para isso.

E de novo o assunto do Touya volta a mente, parecia agora que tudo se relacionava a ele e é difícil deixar de pensar nisso. Após a aula eu iria na empresa do meu pai e eu espero que consiga consiga minhas repostas.

─ E Todoroki fique na minha sala para conversarmos. O resto está dispensado. - termina de dizer.

A sala começa a se ajeitar para sair e eu arrumo minhas coisas, logo indo na direção dele.

─ Eu já vou, se quiser esperar lá fora, pode ir. - sugiro olhando o Midoriya e ele logo concorda saindo com a Uraraka. ─ E então, conversar sobre o que? - pergunto por fim encarando o professor.

─ Seu pai ligou para cá e pediu que avisasse você que ele quer que você vá até a empresa dele. - ele diz ajeitando algumas coisas. ─ Parece que você não estava atendendo o telefone.

Checo rapidamente as notificações no celular, e realmente estavam lotadas de ligações perdidas dele.

─ Ele não disse sobre o que ele quer conversar? - pergunto guardando o celular.

─ Não, se você quer realmente saber vá e descubra. - sugere soltando um leve sorriso.

─ Ah e antes que eu me esqueça, a minha mãe possui uma casa aqui perto em uma floresta, se aceitarem podemos fazer o acampamento lá. - digo e ele me olha pensativo. ─ Mas faz um bom tempo que ninguém vai lá, então tem que dar uma ajeitada.

─ Olha, vocês querem mesmo ir, então vou passar a sugestão para os outros professores e decidiremos isso. Obrigado Todoroki. - agradece.

Bom, sobre o que meu pai quer conversar? eu irei mesmo de qualquer forma, mato dois coelhos com uma cajadada. Saio dali e vou pra saída onde o Midoriya estaria.

─ Muito engraçada você, Uraraka. - ri alto se despedindo dela e logo olha pra trás. ─ E então, o que ele queria? - pergunta por fim me olhando.

─ Só me dizer que meu pai quer me ver nesse momento, e também sugeri o acampamento na casa da floresta da minha mãe. - explico rapidamente e ele tenta digerir tudo.

─ Ah, certo... então eu já chamei o táxi. - ele sorri me olhando.

─ Ótimo. - digo rindo enquanto o abraçava.

O táxi logo chegou e assim fomos direto pra lá.

─ Você quer entrar junto na sala dele? - pergunto enquanto subiamos as escadas do local.

─ Melhor você entrar sozinho, vou ficar com os heróis. - sorri me acompanhando.

─ Bom, ok então. - digo abrindo a porta de entrada. ─ Já volto. - o beijo rapidamente e ele concorda indo na direção dos heróis que haviam ali.

Enfim, minhas respostas agora. Abro a porta da sala dele e caminho em sua direção, que estava sentado em sua mesa.

─ Achei que não viria. - ele diz me olhando enquanto eu me sentava em sua frente e o olhava.

─ Bom, aqui estou, e eu também tenho umas perguntas... então você primeiro.

─ Eu quero saber por que você está atrás do vilão Dabi. - pergunta se encostando na cadeira.

─ É parece que os dois assuntos estão ligados. - digo baixo. ─ Eu fui atrás porque é um assunto bem interessante, você não acha?

─ Interessante como? - pergunta curioso.

─ Pela individualidade dele, é idêntica à sua. - respondo e ele cemicerra os olhos.

─ Onde quer chegar?

─ Na parte que você finalmente me conta sobre o Touya. - suspiro baixo.

─ Você não pode estar achando que seja ele. Isso é impossível, ele está morto. - diz um pouco mais alto. ─ Esquece, eu não vou falar disso, por que falar disso quando está tudo bem?

─ Por que não? o que é que aconteceu que vocês não podem me contar? - me levanto pronto pra sair dali. ─ Como... como você tem certeza que ele está morto e por que não me conta isso logo?

Por um longo momento eu o escutei suspirar inquieto.

─ Porque eu o matei, Shoto. - diz baixo levando a mão na cabeça.

─ Você o que? - eu pergunto confuso o suficiente para não acreditar naquilo.

─ Eu o matei, e eu o enterrei. Por isso eu tenho certeza de que ele está morto. - explica enfim me olhando.

─ Isso é loucura, você... o matou. - o olho e ele suspira.

─ Ele morreu por minha culpa, faz muito tempo. - começa a bater a ponta da caneta na mesa, inquieto.

─ Por que vocês guardaram isso só pra vocês? - pergunto baixo desviando o olhar.

A resposta foi somente o silêncio. Parte de mim acreditou nisso... e a outra me dizia pra ainda duvidar daquilo, é muita coincidência.

─ Por que eu sinto que ele foi atrás de mim? - pergunto voltando a olhá-lo.

─ Pode ser qualquer um que vive nos dormitórios, Shoto. E não são poucos alunos. - explica por fim se escorando. ─ Deixe de pensar nisso, não faz sentido.

─ Não tem outra opção mesmo, então eu já vou. - digo e antes que me virasse para ir ele me chama novamente.

─ Eu sinto que devo contar tudo que aconteceu, talvez isso mate de vez suas dúvidas. - ele diz se levantando. ─ Sei que o Midoriya veio com você, o convide.

Concordo e me afasto indo em direção à porta onde abro e chamo ele. De fato não seria pouca coisa, e isso levaria um bom tempo.

─ Isso foi insano. - Midoriya diz se jogando na cama.

─ Acabou que não pode ser ele... depois de tudo isso, não tem como. - digo me deitando ao seu lado, enquanto o olhava.

─ O que foi? - pergunta preocupado me olhando com a maior delicadeza do mundo.

─ Isso levou muito tempo e acabou que não pudemos fazer nada hoje... desculpe. - digo baixo e ele me olha confuso.

─ Ahh, verdade. Mas não faz mal... - ele diz baixo. ─ Além disso, ontem já valeu a pena. - ri se virando.

─ Valeu sim, então feliz 1 ano pra nós. - digo e nós rimos enquanto o abraçava pelas costas. ─ Sabe... eu queria muito que fosse meu irmão...

─ Eu sei Shoto. Eu não me sentiria diferente... - ele diz baixo e segura minha mão. ─ Sei que você adoraria vê-lo...

Por um momento ficamos em silêncio só curtindo a companhia um do outro. E como eu não sou de ferro, depois de uma longa conversa sobre várias coisas, ficamos em silêncio, isso com ele me deixava com muito sono, acabei não resistindo e dormi.



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