História Come a little closer - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias 30 Seconds to Mars
Personagens Jared Leto, Personagens Originais, Shannon Leto
Tags 30 Seconds To Mars, Drama, Romance
Visualizações 4
Palavras 1.096
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Quem sabe um dia


Depois de um tempo, muita coisa voltou ao normal, na verdade, nada havia mudado, mas havia ficado meio estranho. Quando eu resolvi pensar mais em mim do o que em qualquer outra coisa, toda outra coisa se transformou em algo diferente (ou meio estranho) e até que foi bom para eu reconhecer quem eu sou. Hoje, já faz alguns anos que eu não sou mais a mesma de antes, no caso, sou uma mulher que sai e procura o que realmente quer, sou agora uma pessoa que não tem mais medo de ir, acho que me tornei uma projeção de uma feminista. Até algum tempo atrás, eu vivia em Haarlem, uma cidade pequena e que lá havia meus pais, pessoas que eu valorizo mas prefiro a distancia, escolhi viver em um lugar longe, como se a estrategia fosse fugir da minha juventude e de certa forma recomeçar tudo de novo, agora moro em outra cidade pequena porém nos EUA e de vez em quando vou até Los Angeles, onde eu tenho um amigo que sempre me abriga em seu apartamento. No hoje em que eu falo, chove, troveja e faz frio, mas mesmo assim eu vou viajar, bem... está chegando o Natal, e mesmo que eu evite ao máximo contato com a minha família, nessas ocasiões eu não posso fugir, e sempre tenho que ir me encontrar com eles, ou seja, uma semana de questionamentos do o por que eu fui embora, do o por que eu não casei ainda,ou, do o por que eu pintei meu cabelo e perguntas inconvenientes sem fim, ano passado até inventei um namorado e eles enlouqueceram dizendo para eu casar e ter filhos. Enquanto mofo em uma cadeira, olhando a cada segundo o relógio e torcendo para que meu voo seja cancelado, minha mãe enche meu celular de mensagens, perguntando que horas eu vou chegar e se dessa vez vou levar meu marido para eles conhecerem, é algo rotineiro, pois mesmo que me sinta sufocada com toda essa pressão da família tradicional, eu também sinto o carinho dela. 

Após umas horas de espera, eu finalmente pude deitar na poltrona do avião e não me preocupar com mais com nada (por hora) e deixar minha mente me levar pelos mundos da imaginação por bastante tempo. Aquele era o terceiro ano que voltava na época de festas para a Holanda, e sempre devido ao tempo, ficava presa em algum lugar por séculos, no ano passado fiquei quase 4 horas a mais em Lisboa, e aquilo fez meus pais enlouquecerem, quase que minha mãe ligou para a companhia aérea. Depois de várias horas, cheguei em Amsterdã, feliz por rever tudo aquilo que eu sempre amei, e triste, por voltar a estaca inicial, era um sentimento ambíguo que com o passar do tempo iria sumir, saí e na porta lá estava um casal de idosos, uma senhora com os cabelos grisalhos e um sorriso muito fofo, e um senhor meio perdido olhando para todos os lados, vulgo meus pais. 

- Anelise, quanto tempo! - Minha mãe diz me abraçando e nem percebendo que eu estava desacompanhada

- Ruppert foi pegar as malas? 

- Quem é Ruppert, mãe? 

- O seu namorado, disse que traria ele esse ano para nos apresentar - Bom, como minha mãe tem a memória de um elefante, e eu, tenho amnésia, jamais que eu lembraria o nome do namorado inexistente que eu criei. 

- Nós terminamos

- Quem ousaria terminar com minha filha, esse rapaz deveria ser louco - meu pai rapidamente entra na conversa, me abraça e pega a pequena mala da minha mão

Foi um trajeto tranquilo, eles não chegaram a perguntar nada demais, apenas como estava meu emprego e se eu pretendia voltar a morar aqui, e foi nesse trajeto que eu vi minha vida inteira passar, eram os parques que eu frequentava, era a lanchonete que eu sempre ia, a escola que eu estudei, a antiga estação de trem que hoje nem funciona mais, era todo o meu passado pela janela, era eu olhando cada detalhe de sempre e os novos que surgiram, era eu voltando para tudo isso mas dessa vez amando no lugar de sentindo medo. 

Chegando na casa que não havia mudado absolutamente nada, eu encontro todos os parentes, eu havia esquecido que era aniversário da minha prima Vicki, e era justamente a festa dela, poderia dizer que atravessei os céus para dar-lhe parabéns, mas ela saberia que era uma bela mentira, ela era a única prima que eu gostava e que tinha proximidade, e até mesmo era uma amiga, e de vez em quando ia visita-la em Amsterdã. 

- Olá Anelise, quanto tempo, mudou nada- uma tia que eu nunca decorei o nome me cumprimentava e arrastava para o interior da casa, falando um monte de coisa que eu não prestei atenção- Vicki, sua prima chegou!

Lá vinha ela, tinha mudado bastante, ela tinha cortado os cabelos e usava franja, estava fofa, e vinha acompanhada de um homem. Ah não, seria eu a chacota do ano, a única solteira da família, até você Vicki? 

- Parabéns prima....

- Ah.... obrigada, nossa, mudou nada! Está a mesma fofura de antes- dizia ela muito sorridente, rindo do vento junto com o homem do lado dela - Alias, este é meu marido

-Prazer, Anelise Bosanko- apertava a mão do moço com tristeza, não queria ser o alvo esse ano

- Prazer, Tomo Milicevic 

Fui caminhando entre parentes e pessoas que eu nunca tinha visto na vida, até ficar sentada em um canto mexendo e gastando os últimos momentos do meu celular, fizemos o parabéns dela, tiramos diversas fotos, fui comer quieta em um canto e olhava as pessoas conversarem e rirem bastante. 

- Também não conhece ninguém aqui? - Um homem, até que bonitinho, que eu nem tinha percebido do meu lado, veio puxar conversa, talvez ele também estivesse em um lugar que não queria estar e a bateria do celular dele também acabou.

- Conheço alguns, outros não...

- É amiga da Vicki?

- Prima

- Então você é a famosa parente sumida que todos falavam.

- Como assim?

- Logo que eu cheguei, a mãe dela ficava falando: Porque Vicki tem uma prima que foi embora e só vem no final do ano. Era toda hora essa prima sumida que todos chamavam de revoltada.

- Vejo o quanto meus parentes são ótimos....

- Relaxa, eles também falaram bem- Ríamos com a situação,até que não foi tão inútil assim voltar - Prazer, Shannon, amigo do marido da Vicki 

- Prazer, Anelise, vulgo prima sumida 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...