História Come Back to Life - SwanQueen (G!p) - Capítulo 2


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Lesbian, Lesbicas, Morrilla, Regina Mills, Swanqueen
Visualizações 178
Palavras 3.596
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Capítulo 2


Fanfic / Fanfiction Come Back to Life - SwanQueen (G!p) - Capítulo 2 - Capítulo 2

[Regina]

Nem chegamos na metade do dia ainda e eu já comecei a sentir a minha cabeça zunindo com as vozes que nunca somem, as pessoas não me entendem, mas não posso culpa-las, pois quem poderia entender essa necessidade louca que eu tenho de me ferir toda vez que a minha mente está desse jeito, barulhenta. É tanto barulho que as vezes não consigo nem me ouvir direito, ainda mais estando aqui nesse lugar por mim desconhecido, mas pelo menos dessa eu tenho uma explicação plausível para estar tão atordoada... Bom, pelo menos eu acho que tenho.

Acho que depois de encontrar o bêbado do meu pai morto ontem, afogado no próprio vomito pode ser um motivo para toda essa minha “confusão mental”, não posso dizer que estou surpresa disso ter acontecido considerando o quanto ele bebia, mesmo assim foi um choque encontra-lo desse jeito, mas devo confessar que eu seria hipócrita em dizer que estou triste por isso ter acontecido, porque honestamente eu não estou, no entanto, eu também não estou feliz, na verdade eu sou indiferente a isso tudo.

Muitos diriam que essa “falsa indiferença” é o vazio que eu estou sentindo por ter perdido uma pessoa tão importante da minha vida, mas a verdade é que ele é uma das pessoas que eu sonhava me ver livre, acho que isso é o que me faz não estar nem um pouco triste por ele ter morrido, o que faz eu me sentir tão culpada, é como se eu tivesse desejado a morte dele(mesmo sabendo que ele merecia isso).

Confesso que fiquei perdida com a morte dele, não sabia o que fazer, nem sabia qual passo deveria dar agora, então mesmo a contragosto eu tive que ligar pra minha irmã para contar o que havia acontecido, pensei que ela ficaria triste com a situação já que ela sempre foi a queridinha do papai, mas ela nem se importou, na verdade ela comemorou no telefone dizendo o quanto estava milionária e que faria questão de não me deixar 1 dólar se quer e antes que eu pudesse dizer alguma coisa ela simplesmente desligou o telefone na minha cara.

Honestamente nem estava ligando pro dinheiro já que conhecendo meu pai provavelmente tudo que ele tinha devia estar no nome de Zelena, só que eu queria me livrar desse problema sobre o que iria se fazer com o corpo, mas como felizmente eu sou menor de idade não poderia fazer nada e como falar com Zelena não me adiantou em nada, liguei pra polícia contando o que havia acontecido e em menos de uma hora eles já haviam resolvido tudo. Eles levaram o corpo do meu para o necrotério e como eu não poderia ficar em casa sozinha em a companhia de uma pessoa responsável, eles me levaram a delegacia para esperar pela única pessoa que poderia ficar comigo, minha mãe.

Sinceramente eu não tinha muita certeza se ela iria aparecer, já que ela nunca fez questão de falar comigo, nem por telefone, só que um tempo depois um policial se aproximou e disse.

- Regina... Seu responsável chegou – disse ele calmamente.

Confesso que fiquei surpresa com a notícia, mas logo a surpresa começou a se transformar em um tremendo frio na barriga, já que a última vez que nos vimos eu tinha apenas 4 anos de idade, foi quando meus pais se separaram, o combinado era que cada um ficaria com uma filha e durante as férias nós trocaríamos, no entanto minha mãe apenas se esqueceu de mim, o que rendeu a Zelena uma ótima empregada particular quando ela vinha ficar com o nosso pai, ou seja... não vejo minha mãe a 13 anos.

Nós sempre moramos no mesmo estado, mas a diferença é que eu moro no centro, enquanto minha mãe e Zelena se mudaram para uma cidade pequena no interior do estado, são apenas 2 horas de viagem, mas minha mãe queria tanto se livrar de mim que na época do divórcio que ela concordou em deixar tudo com meu pai como dinheiro, propriedades, carros e empresas, a única coisa que ela pediu em troca foi que meu pai deixasse Zelena com ela, quando ele perguntou o que ele deveria fazer comigo... ela disse que comigo ele poderia fazer o que quisesse, desde que ela não fosse incomodada, meio a contragosto ele me aceitou, mas como ele não queria deixar que a sua Filha querida passasse necessidade, todo mês ele dava uma pensão bem gorda para minha mãe, só que não apenas isso já que tanto pra minha mãe, quando pra minha irmã, ele deu um cartão de credito sem limites para que elas tivessem uma vida extremamente confortável.

Admito que na época fiquei muito triste em saber que minha mãe não gostava de mim, mas com o passar dos anos eu entendi o porquê dela ter escolhido Zelena, na real quem não escolheria? Zelena é tudo o que eu não sou, ela é bonita, inteligente, comunicativa, despachada e eu ... bom, eu sou apenas um fardo que eles tem que cuidar como diz a minha mãe, ou um problema que precisa ser descartado como o meu pai diz, quer dizer era o que ele dizia.

Infelizmente eu não posso tirar a razão deles me quererem longe, já que durante toda a minha vida eu sempre fui uma pessoa completamente estranha, problemática, sombria, inútil e um 0 a esquerda para todos da minha família, honestamente eu não vejo sentindo algum na minha vida, tudo o que eu vejo é escuridão e já me conformei com isso a muito tempo atrás, admito que algumas vezes eu cheguei a ter esperança de que as coisas poderiam mudar, mas sou uma pessoa morta por dentro e isso é uma coisa que nunca vai mudar.

Aparentemente eu devia estar congelada em saber que a minha mãe havia vindo me buscar, já que o tal policial começou a estalar os dedos na frente do meu rosto fazendo com que eu saísse do meu torpor, mas ele me olhou de maneira intensa e perguntou.

- Está tudo bem? – perguntou ele preocupado.

- Sim – sussurrei, ele continuou me olhando com desconfiança, mas eu logo perguntei temerosa – onde está a minha mãe?

- Mãe? – disse ele meio confuso, eu assenti e ele disse meio sem jeito – olha menina... quem está aí fora é um Advogado... Sr. Gold... Ele tem uma procuração para resolver as coisas no nome da sua mãe... é ele quem vai te levar até a sua nova casa...

Agora sim voltamos a normalidade, é claro que ela não poderia ter uma atitude amorosa comigo, porque isso significaria que ela se importa, mas eu sei que ela não se importa. O policial me levou até o advogado, ele se apresentou formalmente e disse que por aquela noite teríamos que dormir na minha casa para que eu pudesse arrumar as minhas malas para a minha mudança para Storybrooke, mas que no dia seguinte iriamos embora, como eu não tinha ninguém para me despedir mesmo, apenas assenti e o acompanhei ate a casa do meu pai, muitos diriam que seria perigoso ficar sozinha com alguém que eu não conheço, mas honestamente nada do que esse homem viesse a  fazer comigo hoje se compararia com o que eu aguentei do meu pai por todos esses anos.

Confesso que quando cheguei em casa, me senti um pouco incomodada por saber que Henry morreu ali, a uns 15 passos do meu quarto, só que isso era o de menos, o que estava me incomodando de verdade era saber que amanhã a essa mesma hora estarei morando com Cora e Zelena, pois sei que as duas farão questão de me lembrar a todo tempo o quanto eu não sou bem vinda por lá.

Depois de um longo tempo sentada na minha cama olhando pro nada, decidi que não poderia mais ficar perdendo tempo me martirizando, então arrumei as minhas malas com as minhas roupas o que foi rápido já que eu simplesmente joguei as roupas dentro das malas, mas quando olhei pra minha pilha de livros, sabia que teria que ter extremo cuidado com os meus “filhos” então cuidadosamente os organizei nas duas grandes malas que peguei no quarto do meu pai, algumas pessoas diriam que usar a mala dele seria desrespeitoso, mas o que importa? Qual sentido teria em deixa-las entocadas? Ele não vai mais usa-las mesmo.

Como o combinado assim que amanheceu, Sr. Gold e eu pegamos a estrada para Storybrooke, honestamente fiquei um pouco pensativa porque achei que que o advogado precisaria de mais tempo para organizar o funeral do meu pai, mas ao indaga-lo, ele respondeu que Cora não faria funeral algum, tudo o que ela queria era o corpo fosse cremado e que as cinzas fossem jogadas fora, confesso que achei a atitude meio extrema, mas sinceramente eu não me importo nem um pouco com o que vão fazer com o corpo do Henry, então apenas me afundei no banco e aproveitei a viajem, então alguma horas depois aqui estou eu no meu novo quarto desfazendo as malas enquanto ouvia o escanda-lo que Zelena está fazendo.

- DEIXA ELA EM ALGUM ORFANATO E PRONTO... ESTAREMOS LIVRES DESSE TROÇO – gritou ela com tanta raiva que mesmo de longe estavam me fazendo estremecer por dentro, parei o que estava fazendo pra prestar atenção na conversa, só que tudo o que eu consegui ouvir foi silencio, como se elas estivessem cochichando e provavelmente deviam estar, então apenas respirei fundo e terminei de organizar as minhas coisas, guardei as minhas roupas no armário, organizei os meus livros cuidadosamente na estante e até pensei em descansar, mas como de costume a minha cabeça estava cheia das vozes que sempre me questionam coisas como: “Porque você quer viver?”, “Acha que vai encontrar alguém que finalmente te ame?”, “Porque você não acaba logo com isso?”, “Porque você não deixa sua família em paz e morre de uma vez?”, “Você não percebe que é um peso para todos a sua volta?”.

Confesso que eu também não sei o porque eu não acabo com esse sofrimento logo, mas procuro não pensar nisso, tudo o que eu tenho que fazer é abafar as vozes para seguir com o meu dia, então peguei o meu canivete em cima da minha cômoda e fui para o banheiro, tirei a minha roupa ficando completamente nua, entrei no box, segurei firme o meu canivete, o posicionando em minha costela e dei o primeiro corte, senti as vozes diminuindo enquanto o sangue rolava pelo meu corpo, repeti o processo umas 4 ou 5 vezes deixando-me com umas feridas bem fundas e uma poça de sangue no chão, mas minha cabeça esta livre das vozes o que me faz sorrir aliviada. Bom, pelo menos por enquanto. 

Depois de ficar alguns minutos olhando pra todo aquele sangue no chão, eu finalmente abri o chuveiro pra tomar banho o que me causou uma certa ardência onde eu havia me cortado, mas eu não me importei, simplesmente terminei o meu banho, fiz um curativo com bastante gaze, geralmente eu não faria isso, mas decidi tentar não assustar minha mãe com as coisas estranhas que eu faço. Assim que eu terminei de me vesti, estava prestes a me jogar na cama quando ouvi uma leve batida na porta, que logo foi aberta.

- Anda... Pega o seu casaco e vem... – disse minha mãe secamente, ela me mediu cima a baixo e falou friamente – Hoje é o primeiro dia de aula, mas como você chegou tarde... Não vai dar pra você começar a estudar hoje...  mas nós vamos na escola agora fazer a sua matricula... Então por favor... Tente não me envergonhar na frente das pessoas...

Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ela simplesmente saiu me deixando sozinha, como não queria contraria-la, resolvi obedece-la o mais rápido possível, então peguei o meu casaco e sai apressadamente pela porta indo ao encontro dela no andar debaixo, nos fomos em silencio para o carro onde ela arrancou assim que eu me senti no banco do carona, sem ao menos esperar me deixar fechar a porta.

Sinceramente eu pensei que depois de ficar longe por 13 anos, ela pelo menos iria fingir que se importava comigo, mas desde o momento em que eu cheguei aqui, tudo o que ela falou comigo foi aonde seria o meu quarto e é claro, ela me mandou ficar longe de Zelena, ela não quer que a minha irmãzinha fique ainda mais magoada com a minha presença.

O caminho foi torturantemente silencioso, mas fiquei aliviada ao ver que moramos a mais ou menos 3 quadras do colégio e ao ver o quão perto era o colégio, comecei a me questionar o porquê viemos de carro se não levaríamos em 5 minutos a pé, então sem me aguentar de curiosidade as palavras simplesmente saíram pela minha boca.

- Porque viemos de carro? – perguntei ao sair do veiculo assim que ela estacionou.

- Não é obvio? – disse ela rudemente ao sair andando apressadamente escola adentro - quero evitar ao máximo ser vista com você...  já basta saber que você vai morar comigo – falou ela com raiva, abaixei a cabeça enquanto a acompanhava, então ouvi ela resmungando - Graças a Deus os vidros do meu carro são fume

Por mais que ela seja uma completa estranha pra mim, ouvir essas palavras dela me deixa ainda pior do que eu já me sinto, o que faz com que as vozes da minha cabeça comecem a me sussurrar coisas novamente, então levei a minha mão até a minha lateral esquerda onde eu havia me cortado e apertei com tanta força que a dor estava me fazendo ver estrelas, mas ao mesmo tempo estava me acalmando o que pra mim é um alivio, só que isso não passou despercebido pela minha mãe que bufou e disse.

- Quando Zelena me contou o que você fazia consigo mesma... Eu achei que ela estava exagerando... Mas ai seu pai confirmou e eu não poderia ter ficado mais decepcionada com a pessoa fraca que você é – disse ela com desprezo, mas de repente ela parou de andar, olhou pra mim e disse ao franzir o cenho – só que eu nunca entendi o porque você faz isso...

Sem não conseguir me conter acabei rindo do que ela disse, mesmo sabendo que a situação não tem graça nenhuma, mas parei de rir no mesmo instante quando ela me olhou friamente e perguntou.

- Posso saber qual é a graça? – perguntou ela ao cruzar os braços, comecei a ficar nervosa ao perceber que a havia tirado do sério, mas como eu não disse nada, Cora segurou o meu braço com força e disse entre dentes – Fala... que eu quero rir também...

- É... eu ... nada – gaguejei aos sussurros.

- FALA – disse ela ao apertar o meu braço ainda mais o que fez engolir em seco ao dizer.

- Você não tem como entender o porque eu faço isso – digo aos sussurros, ela me encarou confusa e eu continuei – você sempre teve tudo o que queria... você nunca sofreu por nada... – ela arqueou a sobrancelha e eu completei – você tem a filha perfeita... Passou 13 anos sem olhar pra filha que sempre te deu desgosto, você tem uma vida aqui onde aparentemente todos te amam e te admiram... Você está feliz... viva... Diferente de mim... Eu estou morta por dentro... e eu sei que isso não é certo, mas quando eu faço isso... Eu consigo me manter sã... mesmo que seja por algumas horas...

Cora começou a rir descontroladamente ao me soltar, então ela revirou os olhos e disse.

- Você acha que tem que se fatiar inteira só porque seu pai era um pouco peculiar em relação a você? – perguntou ela em meio as risadas, eu abaixei a cabeça e ela continuou debochadamente – pensando bem... Acho que também me cortaria se Henry me tocasse de novo pra suprir as suas necessidades... – ela fez uma cara de nojo, então ficou de costas pra mim e disse – fique perto... Quero resolver logo esse problema e voltar pra casa...

Cora e eu fomos direto para a secretaria do colégio onde ela fez a minha matricula, sinceramente fiquei impressionada em ver o quanto minha mãe é fingida, já que na frente da senhora da secretaria, ela me tratou como a melhor filha do mundo, contou a foi devastador ver meu pai me levando embora,  mas fez questão de deixar claro que sempre foi uma pessoa presente na minha vida e que em todas as férias, ela fazia questão de passar casa segundo do seu tempo comigo(mentira), a senhora Granny chorou intensamente e me disse o quanto eu tenho sorte de ser filha de uma pessoa tão bondosa como a minha mãe é pra mim, então ainda com o rosto banhado de lagrimas, ela me deu um mapa do colégio junto com os horários das minhas aulas e depois da minha mãe encerrar aquele teatro todo nós saímos do colégio.

Assim que entramos novamente no carro me surpreendi ao ver que não fomos para casa, minha mãe me levou para uma grande loja que havia ali no centro e juntas nos fomos comprar o meu material escolar, um notebook com uma impressora e de quebra minha mãe passou na sessão literária e me comprou 20 livros o que me deixou ainda mais surpresa, pra não dizer que até com um pouco de medo por sua generosidade, só que ela rapidamente me explicou que só estava me dando esse “agrado” para me manter bem distante de Zelena e se eu cumprisse a minha parte, muitos outros livros seriam meus, pois ela não queria que a sua filha do coração fosse perturbada quando estivesse em casa, ri internamente já que a ultima coisa que eu quero é ficar perto de Zelena, mas agradeci pelo ato de “compaixão” que ela teve comigo e então fomos embora para a casa.

O resto do dia passou depressa, assim que chegamos em casa eu almocei e fui para o meu quarto arrumar as minhas coisas, coloquei a minha impressora e meu notebook na mesa que havia lá, coloquei os meus novos livros cuidadosamente na minha prateleira junto com os outros, então depois de arrumar a minha mochila para o meu primeiro dia de aula, eu me deitei na minha cama e comecei a pensar como vai ser ir pra uma escola de verdade, mesmo sabendo que é improvável, comecei a fantasiar se teria ou não amigos e isso me fez sorrir, mas o sorriso se foi quando ouvi a voz de Zelena na porta.

- Ansiosa para ir pra escola? – perguntou ela em um tom neutro.

- Um pouco... nunca entrei em uma... – disse dando de ombros fingindo não me importar.

Zelena estranhamente sorriu pra mim e veio andando em minha direção, ela se sentou na beirada da minha cama e disse.

- Sabe... a separação dos nossos pais foi a melhor coisa que me aconteceu – disse ela sorrindo, mas eu conhecia bem aquele sorriso, sabia que ela tinha alguma intensão com aquela conversa, ela olhou em meus olhos e continuou – Porque antes, eu me sentia extremamente presa em casa... estudando com você... Sem poder ir nem no parquinho... não podíamos falar nem oi pros nossos vizinhos... aguentando as bebedeiras do papai... Ele sempre te batia... E eu dava graças a Deus por ele nem olhar pra mim... quando estava daquele jeito ... violento –  falou ela aliviada, então ela revirou os olhos e disse magoada - tudo o que fazíamos era ficar dentro em casa... – então ela sorriu e continuou – papai tinha acabado de abrir uma empresa aqui naquela época e como ninguém queria vir pra cá... mamãe resolveu se mudar pra cá e tomar conta dessa empresa – seu sorriso era estonteante ao dizer – e eu finalmente fiquei livre... construí uma imagem de boa moça... e sou uma das meninas mais populares do colégio

Ver Zelena falando com toda essa calma me deixava ainda mais assustada, eu sabia que ela queria me dizer alguma coisa com todo esse papo fiado, então eu respirei fundo e perguntei.

- Fala logo aonde você quer chegar – digo de uma vez.

- Uhum... garota espera... sabe que eu jamais conversaria com você atoa não é mesmo...!?– disse ela rindo ao se levantar da cama, eu me sentei e ela disse em um tom mais frio – O que eu quero dizer é... Batalhei muito pra me fazer de santa... e ano passado eu dei umas escorregadas feias... coisas que eu vou ter que contornar... Mas não se engane... Na escola eu sou considerada da realeza ou seja... Eu mando tanto lá, como eu mando aqui... - disse ela friamente ao me puxar pela nuca fazendo com que nossos rostos ficassem praticamente colados, então ela sorriu maleficamente e disse – Então é bom nem pensar em fazer amizade com os meus amigos... ou farei você se arrepender profundamente, me entendeu bem?

Senti um tremendo frio na espinha em vê-la falando dessa forma tão ameaçadora, então apenas assenti com a cabeça, o que fez com que Zel rapidamente me soltasse, ela fez uma cara de nojo ao bater as mãos como se as limpasse, então ela simplesmente saiu batendo a porta com toda força atrás dela. Voltei a me deitar na cama e pensei, tudo o que eu quero é uma chance de aproveitar a experiencia de ir pra escola, de parecer normal, quem sabe até fazer amigos, mas isso só será possível se eu ficar na o mais longe possível de Zelena e é isso que eu vou fazer. 


Notas Finais


E ai galera... tudo bem com vocês?
Me digam.. O que estão achando da Simpatia de Zelena?... Será que ela já pode ser atropelada por um carro?


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