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História Come To My Side - Jensoo - Capítulo 2


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Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 2 - Capítulo 1 - É o que eu desejo, Jisoo.


    O quarto de Rosé estava mais arrumado do que nunca ─ a cama feita com perfeição, os livros estavam organizados em ordem alfabética nas prateleiras, anotações e livros de referências empilhados em cima da mesa. 

 

      Jennie estava sentada na poltrona do quarto de Chae, encarando fixamente um porta-retrato delas quando pequenas. As lembranças de infância viam e iam, algumas ruins outra nem tanto. Ambas se conheciam a bastante tempo, poderia até dizer que cresceram juntas. 


─ Desculpe-me pela demora, a água do chuveiro estava tão boa. Quase que dormi no meio do banho. ─ disse ela enquanto saia do banheiro enrolada em um roupão de banho.


─ Tudo bem. Eu estava pensando, nem notei que ainda estava no banho.  


      Levantou-se colocando o porta-retrato na estante e sentou-se na cama se apoiando nos cotovelos, enquanto observava Rosé se direcionando novamente ao banheiro com algumas peças de roupas na mão. 


─ Quer fazer algo? ─ perguntou 


─ Eu não sei, estava pensando em ficar a tarde em casa, na cama, dormindo. Até a hora do expediente.


─ Só por cima do meu cadáver! ─ disse voltando do banheiro apenas de lingerie ─ Vamos ir ao cinema ou a um parque ou qualquer outro lugar. Não fique em casa como fazia quando terminou seu namoro com a Hyeun. 


─ Você tinha que me lembrar dela. Uau deu pra ficar nua na minha frente agora Roseanne? ─ disse com um olhar pevertido para a mesma.


─ Idiota! Iremos ao shopping, e não aceito um não como resposta. E eu não estou nua, estou de lingerie é diferente. ─ respondeu.


     Depois de passar horas tentando me convecer a sair, fomos ao shopping. Não estava tão cheio quanto costumava estar em um dia de fim de semana, ou algo do gênero. Chae e eu estávamos aguardando nossos lanches, enquanto jogávamos conversa fora. 


─ O quê vamos fazer depois daqui? ─ Chaeyoung perguntou mas eu não estava prestando atenção. ─ Jennie? Está me ouvindo? ─ Perguntou estralando os dedos e eu despertei. 


─ Oi? Você falou comigo? ─ Rosé fez uma expressão desanimada. ─ Desculpa. Rosé tem alguém… nos encarando atrás de mim? Olha disfarçadamente. 


      Chaeyoung fez o que eu pedi, fingiu passar a mão no cabelo e olhou de lado por cima do meu ombro. 


─ Não, não tem ninguém. Por que? ─ perguntou.


─ Sei lá e como se eu estivesse sentindo alguém me observando. Deve ser coisa da minha cabeça.


─ Senhoritas, aqui está o lanche de vocês. ─ disse o rapaz sorrindo gentilmente pra nós, colocando os lanches em cima da mesa. 


─ obrigada. ─ agradecemos em uníssono. 


─ Quando precisarem de algo ou quererem a conta é so me chamar, com licença. 


    Rosé e eu observamos o rapaz se afastar, olhei pra mesma com malícia, que ainda mantia os olhos no loiro.


─ É impressão minha ou vocês tiveram um pequeno e rápido flerte enquanto ele trazia os lanches? ─ sorrio maliciosa.


─ É impressão sua, mas olha ─ ela me mostrou um pequeno papel com um número de telefone. ─ ele me deu o número dele. 


─ Que pena que não é dessa a fruta que você usa e abusa, não é mesmo. ─ continuo a sorrir e a olhar maliciosamente para ela.


─ Para com isso.  Aliás, quando você vai sair do armário e revelar sua verdadeira sexualidade, por que todos  sabemos que você nunca foi hetero, só o Eunwoo que ainda não percebeu isso. 


─ Vamos comer Rosé, Vamos comer.  ─ Suguei o canudo. ─ Fuck!


─ Que boca suja. ─ Rosé cerrou os olhos.


─ Olha Rosé, são as gêmeas Bittencourt. 


─ Interessante, mas sabe o que eu notei, olha como você está gata, se eu não fosse sua melhor amiga, eu te pegava. ─ disse ela colocando o canudo na boca. 


─ Eu sei, mas não me tire do foco. Nós não podemos perder ela de vista... já que estão aqui.


─ Nós quem? A única que estar toda preocupada com umas simples humanas aqui é você. ─ Rosé erguiu uma sobrancelha.


─ Você ta nessa também, é uma vampira. Faz parte do meu bando, se ela se foder, você também se fode. Até porque se nosso segredo for revelado, a culpa será nossa. ─ respondo retirando os óculos escuros. ─ E também quanto antes fizemos o que eles pedirem, melhor. 


─ Só por que você é minha melhor amiga, minha querida irmãzinha. 


─ Vamos, elas levantaram. ─ deixei o dinheiro em cima da mesa e formos. 


─ Jen, tem certeza? Ainda está a luz do dia. 


─ Me dê tempo para pensar, iremos seguir elas até algum lugar afastado, se não der não faremos. 


(...)


─ Odeio quando você faz isso. ─ Cruzei os braços.


─ Isso o que? Fazer minha irmãzinha querida sair de casa para se divertir um pouco comigo? ─ Jin cruzou os braços.


─ Eu preferia ficar em casa. ─ Olhei em volta.


─ Iremos para casa... Assim que você se divertir um pouco. ─ Bufei. ─ Por favor Sooya hoje é o nosso aniversário, custa você passar um tempo comigo? ─ Ele abaixou a cabeça.


─ Não me chame desse nome! Eu odeio ele. ─ Estalei a língua. ─ Tá, eu me divirto com você, mas voltaremos para casa cedo.


─ Yes! ─ Comemorou ele. ─ Que tal pizza, boliche e dance? ─ Fiz uma expressão pensativa. ─ Como nos velhos tempos? ─ Ele erguiu o braço, os punhos fechados para que eu fizesse a aquele mesmo toque de quando éramos crianças. 


─ Como nos velhos tempos. ─ Sorri. 


   Seokjin, ou Jin é meu irmão gêmeo. Embora sejamos idênticos um ao outro, temos uma coisa diferente um do outro: a personalidade. Jin é mais calmo, extrovertido e paciente. ─ Fora as outras qualidades que o formava. ─ E eu? Bom, eu não sou nada paciente, muito menos introvertida ou calma. Eu gosto de lugares mais calmos, onde eu possa ficar sozinha, já Jin gosta de lugares onde tem muitas pessoas. Enfim entenderam o que eu quero dizer? 


   Hoje é o nosso aniversário de vinte anos, e como desde pequenos comemoramos juntos, Jin fez questão de me tirar de casa. Eu poderia ter negado, mas eu sabia que papai me levaria a mais uma caçada para matar, coisa que eu odiava fazer, mas fazia.  Hoje de manhã nem havia tomado café-da-manhã com pressa para sair de casa o mais rápido possível. Mesmo assim, não pude evita-lo, então passei os primeiros dez minutos da manhã indo para o aeroporto com ele para buscar Irene. 


   No momento, estou dirigindo a caminho do Pizza Planet lutando para esquecer a cena da noite passada ─ Eu ainda conseguia sentir o sangue dele em minhas mãos ─ aquela cena não saía da minha cabeça. 


─ Jisoo? ─ Jin chamou mais era como se eu não tivesse escutado, como se eu estivesse presa nos meus devaneios. ─ Jisoo? ─ Ele gritou e minha mente voltou a sã e eu virei o carro para o lado desviando de uma picape Chevy 53.


─ Desculpa, eu estava pensando e esqueci que estava dirigindo. ─ Expliquei.


─ Meu santo Deus Jisoo, se continuar dirigindo assim irá nos matar. ─ Sibilou ele colocando a mão no peito.


─ Como você consegue dizer isso com tanta facilidade diante do que somos? ─ Direcionei o olhar a ele por um segundo antes de voltar para a pista de novo. 


─ Dizer o que? Deus? ─ Acenti. ─ O que quer dizer?


─ Somos amaldiçoados. ─ Engoli um seco.


─ Só por que viramos monstros de um metro e meio de altura? ─ Ele me encarou. 


─ Por que matamos pessoas. ─ Ele cerrou os olhos.


─ Ver vampiros como pessoas? Eles mataram um de nós Jisoo, sangue do nosso sangue. Vai dizer que sente pena deles agora?


─ Fizemos pior, então de alguma forma eles são como nós.  


─ Eu penso diferente. Não importa, eles começaram essa briga...


─ Nem todos são iguais, não precisamos continuar com isso. ─ Suspirei. 


─ Lobisomens caçando vampiros, lembra? Vai ser assim para sempre, fomos amaldiçoados, mesmo que quiséssemos não poderíamos. Chama-se instinto também.


─ Queria que tivéssemos outra alternativa. 


─ Esqueça isso... Hoje é o nosso aniversário, tenta não estragar por favor. ─ Ele afrouxou o rosto. 




         Parei no estacionamento conhecido em frente ao Pizza Planet. Vi Irene curvada e imóvel sobre seu carro de luxo preto. Jin e eu saímos do carro, eu bati a porta do meu Volvo e andei devagar na direção dela, Jin já estava na frente indo com os braços abertos para um abraço. 


─ Se não são os meus gêmeos preferidos. ─ Ela abraçou ele já erguido a mão para me puxar para abraça-la.


─ Não precisa me apertar tanto, Joohyung! ─ Digo e ela rir. 


─ Feliz aniversário para você também. ─ Disse ela. 


─ Jisoo continua lá essas coisas com abraços.─ Jin revirou os olhos. 


─ Não enche, Jin. 


─ Calma crianças, já iremos comer. ─ Ela sorrio de lado. 


─ Então vamos entrar logo porque estou faminto. ─ Jin colocou a mão na barriga.


─ Vai indo na frente, preciso conversar com Jisoo um pouco. 


   Observamos Jin se afastar. 


─ Você sabe que eu escutei tudo que disse, não sabe? ─ Ela me encarou. 


─ Vai contar para o papai? 


─ Não, claro que não. ─ Ela se aproximou do carro e se apoiou nele erguido o corpo com as duas mãos. ─ Não quero que ele faça o mesmo com você, não me perdoaria.


─ Fazer o que? ─ Perguntei preocupada. 


─ Cuidado com o tom de voz que você fala, ele pode escutar. E também, não é o momento certo para te contar tudo. 


─ Então sobre o que quer conversar? ─ Cruzei os braços.


─ Jisoo, você me ama? ─ Perguntou ela.


─ O que está falando? É claro que eu te amo. 


─ O quanto você me ama? ─ Ela se levantou.


─ Diga logo... Sabe que eu a amo ao ponto de dar a minha vida para protege-la. 


─ Se você me ama mesmo, vai esquecer essa de outra alternativa. Quero que você esqueça da união entre vampiros e lobisomens, quero que pare de negar seus instintos. 


─ Irene...


─ Você não conhece nossos pais como eu conheço... ─ Ela desviou o olhar.


─ Ei, seu segredo está a salvo comigo. ─ Fui em direção a ela e a envolvi em meus braços. ─ Ninguém nunca, nunca saberá que você é uma híbrida dos dois lados.  


─ Mas tem algo de ruim nisso... Você já sabe o que eu quero que faça. ─ Ela me empurrou. 


─ Não diga. ─ Comecei a ficar eufórica. 


─ Jisoo eu─


─ Não! ─ Interrompi. ─ Não vou fazer isso.





─ Mas é o que eu quero, o que eu desejo! Quero que me mate, Jisoo. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado.

Até a próxima!
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