1. Spirit Fanfics >
  2. Comeback to me babe - Imagine >
  3. Cap 7

História Comeback to me babe - Imagine - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


Porque nem só de hot vive uma fic. Estava soft quando escrevi esse capítulo.

Aproveitem!!

Capítulo 7 - Cap 7


Acordo em um pulo, assustada por causa de um pesadelo. Escuto o barulho da chuva que continua caindo e sinto braços protetores ao meu redor. 

- Estou bem - digo a mim mesmo. Me permito pensar no terremoto que acontecia em meu pesadelo quando de repente escuto o barulho novamente. Não era um terremoto, era meu celular vibrando no criado mudo. Me estico tentando alcança-lo, mas não consigo. Devagar saio do abraço de _ND_ e quando consigo pegar o celular, ele para de tocar.

Ilumino a tela e vejo a quantidade de mensagens e ligações perdidas. Puta que pariu, deve ter pego fogo na empresa! Me levanto apressada, visto a primeira coisa que vejo na minha frente e vou para a sala. Sento no sofá e quando vou fazer uma ligação, meu celular volta a tocar.

- Alô, Ana? O que aconteceu? - pergunto para a secretária que eu e sr. Narciso dividimos.

- Eu que te pergunto o que aconteceu. Estava pronta para mandar os bombeiros até sua casa - ela me diz com um certo alívio na voz.

- Desculpa, eu não escutei o celular. Ele estava no silencioso.

- Mas você está com voz de sono. Você estava dormindo ainda? 

- Sim, ainda está escurinho - falo olhando para o tempo nublado.

- Não sei aonde está escurinho, você já viu que horas são?

Olho para o meu relógio, que está jogado em cima da mesa e arregalo meus olhos.

- Acho que meu relógio está errado. Não existe a menor possibilidade de ser 13:30.

- Ele não está errado. É esse horário mesmo. O que você andou fazendo a noite que estava dormindo até agora? - ela me pergunta com malicia na voz. Ana é dois anos mais nova que eu e o mais próximo de uma amiga que eu tenho no trabalho.

- Não vem ao caso o que fiz ou deixei de fazer, agora volta ao ponto principal. O que aconteceu? - pergunto cortando ela. Realmente não quero falar sobre minha vida pessoal com ninguém.

- Seguinte...precisamos daquele contrato que você estava revendo.

- Qual deles? - pergunto olhando em direção ao quarto e vendo _ND_ vestindo apenas uma boxer, encostado no batente da porta, me olhando com sono nos olhos.

- O dos acionistas alemães.

- Deixei em cima da sua mesa - falo batendo no lugar ao meu lado no sofá. _ND_ vem em minha direção e se estica no sofá, deitando sua cabeça em meu colo.

- Não, não deixou.

- Então está em cima da minha mesa. Dá uma olhada nas duas pilhas de papéis que tem lá - falo passando meus dedos pelos cabelos dele.

- Já olhei e não está lá.

- E na gav...

- Não, já olhei em todas as suas gavetas, na estante, em todas as prateleiras. Não está no escritório.

- Mas eu deixei em cima da mesa... - minha voz some.

- Mas não está aqui ____ - diz Ana choramingando.

- Eu deixei em casa. Merda!! Eu não acredito que deixei em casa - falo fechando meus olhos e apoiando minha cabeça no encosto do sofá.

- Tudo bem, pelo menos sabemos onde está. Posso passar ai pra pegar? Estou acabando de arrumar os papéis pra reunião de terça-feira e preciso desse contrato para levar ao cartório amanhã de manhã.

- Eu não estou em casa - falo ainda de olhos fechados. Não acredito que fui tão estúpida a esse ponto. Depois que recebi a mensagem de _ND_ no início da semana, simplesmente esqueci de tudo.

- Ai não. Não vai me dizer que você fez um bate e volta pra Paris ou pra Buenos Aires, pelo amor de Deus - diz Ana alterando a voz.

- Não, não se preocupa. Não estou tão longe assim. Se eu não pegar trânsito, em duas horas e meia estou em casa. Você passa lá ou eu levo até na sua casa?

- Eu passo rapidinho na sua casa. Quando estiver chegando você me avisa que eu saio de casa. 

- Ok, nos vemos daqui a pouco.

Desligo o celular e respiro fundo. Merda!!

- Buongiorno bella ragazza - ele fala com voz de sono. - Já te falei que você fica linda usando minhas camisetas?

- Bom dia babe - falo olhando para ele. Não acredito que vou ter que deixar ele sozinho por causa de uma estupidez.

- Que preocupação é essa nos seus olhos? - ele fita meus olhos, passando a mão no meu rosto.

- Preciso ir pra casa.

- Pra casa? Aconteceu alguma coisa? - ele pergunta sentando ao meu lado.

- Sim. Eu fui estúpida e deixei algo importante em casa. Estou com peso na consciência de ter que te deixar. Mas até o pôr do sol eu estou de volta.

- Você pretende me deixar aqui sozinho? - diz ele fazendo uma cara engraçada.

- Mas logo eu volto - passo a mão no rosto dele.

- Não - diz ele firme. - Eu não vou perder uma tarde sem você. 

- Mas eu preciso...

- Eu vou com você - diz ele me interrompendo, colocando um dedo em meus lábios.

- Você o que?

- Eu vou junto. Quero aproveitar o tempo com você.

Abro um sorriso e o abraço.

- Então vamos, preciso achar um café antes de pegarmos a estrada.

 

 

 

- Ana, em 15 minutos estou em casa - falo para ela assim que ela atende a ligação.

- Ok, vou sair de casa daqui a pouco. Em no máximo 30 minutos estou lá.

- Ok, até daqui a pouco - falo pressionando o botão no volante e encerrando a chamada.

 

_ND_ olha pela janela enquanto mantém a mão em minha coxa.

- Sua cidade é bem simpática - diz ele voltando o olhar para mim.

- É meio sem graça, mas acho que serve - digo fazendo uma careta.

- E o que vamos fazer quando chegarmos? - ele me perpergunta.

- Bom, em 30 minutos vou ter resolvido tudo, então podemos voltar para a praia.

- E se nós ficassemos um pouco por aqui? Você poderia me mostrar os lugares que costuma ir e também podíamos almoçar. Não queria admitir, mas eu estou faminto depois de toda a energia que gastamos ontem a noite.

Sinto meu rosto esquentar lembrando da noite anterior.

- Ok, almoço e passeio confirmados. Acho que já sei onde vou te levar - digo olhando para o tempo ensolarado que temos na cidade, bem diferente do que estava na praia.

Ele volta a olhar para fora e seguimos os últimos quilômetros em silêncio, escutando a música da rádio.

 

Estaciono o carro e vamos até o elevador. _ND_ insistiu em trazer a mochila, mesmo que fosse uma viagem de apenas uma tarde, pois disse que era sempre bom estar preparado para qualquer coisa.

Por sorte, o prédio está tranquilo e não encontramos nenhum vizinho. Chego até a porta do apartamento e a destranco.

- Bem vindo - falo para ele. - Fica a vontade, só não repara a bagunça.

- Você fala como se você fosse desorganizada - diz ele passando por mim e entrando no pequeno hall de entrada.

- E como você sabe que eu não sou desorganizada? - pergunto fechando a porta e acendendo algumas luzes. 

- Eu dividi quartos com você e o máximo de bagunça que vi foi nossas roupas espalhadas por todos os cantos depois de transarmos.

- Faz sentido - falo abrindo todas as janelas que vejo pela frente. - Bom, deixa eu te apresentar minha casa. Aqui temos a sala, a cozinha, lá fica a lavanderia - aponto para uma porta nos fundos da cozinha. 

- Por aqui temos um banheiro, um quarto de visitas que raramente recebe visita - falo abrindo a janela do quarto.

- No final do corredor tem minha suíte e aqui fica meu escritório - falo abrindo a porta do cômodo.

_ND_ solta um assobio ao ver o cômodo.

- Você tem muitos livros aqui, deveria chamar de biblioteca e não de escritório. E aquilo ali são álbuns? - ele aponta para minha prateleira cheia de álbuns de vários grupos.

- Parece que você descobriu meu segredo - falo para ele enquanto abro a janela deixando um vento fresco entrar.

- Só não fico com ciúmes porque pelo menos tem álbuns meus aqui também.

- É claro que tem. Gastei uma pequena fortuna nos últimos anos comprando álbuns - falo olhando as pilhas de papel em cima da minha mesa. - Achei! - exclamo quando encontro o contrato.

- Um problema a menos então? - ele se aproxima sorrindo.

- Sim! Vem, vou te mostrar meu quarto - pego ele pela mão e o levo até o final do corredor.

- Então é aqui que a mágica acontece? - ele me pergunta olhando ao redor e pousando sua mochila próximo a porta do quarto.

- Sim, aqui acontece a mágica do deitar e dormir - falo enquanto abro as cortinas.

- Ah claro, sei bem que deitar e dormir é esse - ele me diz sorrindo.

- É verdade - falo sem graça. - Você é o primeiro homem que trago aqui.

- Sério? - ele me pergunta abismado. - E os caras com quem você sai?

- Exato, eu saio com eles. Normalmente terminamos a saida em um hotel, ou motel, ou até dentro do carro, mas nunca aqui.

- Você está me dizendo que sou o primeiro homem a entrar no seu espaço pessoal?

- Hmm, sim. Acho que você pode interpretar desta forma - dou de ombros.

Ele abre um sorriso magnífico e chega mais perto me abraçando.

- Eu não sei porque, mas estou me sentindo o cara mais sortudo do mundo.

Correspondo o abraço e sinto borboletas no estômago. Espera...borboletas no estômago, isso é sério? Sempre ri dessa expressão nos livros que leio. O que diabos está acontecendo comigo?

- Hmm, vamos para a cozinha...provavelmente vamos ter que passar no mercado para irmos onde quero te levar. Acho que não devo ter nada na geladeira - falo me desvencilhando de seu abraço.

- Mas o que você está planejando? - ele me pergunta curioso.

- Aguarde. Mas acho que não é algo que você pode fazer com frequência - pisco em sua direção.

- Posso dar uma olhada nos seus livros? - ele me pergunta apontando para o escritório.

- Claro, sinta-se em casa - falo indo em direção a cozinha.

- Não me fala isso que logo eu estou andando sem roupa por aqui - ele me dá um sorriso atravessado.

- Isso não seria tão ruim - respondo pegando um bloco e começando a fazer uma lista com as coisas que precisaria comprar. Já que eu teria que ir ao mercado, faria minha compra de uma vez.

 

- ____ cheguei! Estou aqui na frente do seu prédio.

- Estou descendo - respondo desligando o telefone.

Vou até o escritório e vejo _ND_ em pé analisando os títulos de minhas estantes enquanto desliza os dedos distraidamente pelas lombadas dos livros.

- Ana chegou - falo e ele se vira para me olhar. - Vou levar o contrato lá embaixo para ela e já volto.

- Ok, eu vou continuar aqui vendo seu gosto literário - ele me dá uma piscadela e saio do escritório.

 

Ana me aluga por 10 minutos até que finalmente vai embora. Em um dia normal, teria convidado ela para subir e tomar um café, mas hoje eu não faria isso.

Volto ao apartamento e encontro _ND_ sentado em uma poltrona de leitura no escritório com um livro na mão.

- Apesar de não entender a maior parte dos títulos, vi que você tem vários autores clássicos aqui - diz ele enquanto sento em seu colo.

- Que tipo de leitura é o seu preferido?

- Gosto de suspense e pelo que vi você tem autores de peso aqui - diz ele me mostrando o livro que havia escolhido.

- Sim e livros policiais também. Mas agora o que você acha de sairmos para passear? Eu deixo você levar o livro junto.

- Posso mesmo? - ele pergunta me dando um beijo no pescoço.

- Tenho muito ciúme dos meus livros, mas eu deixo você levar ele para passear - digo levantando e indo até minha mesa pegando um dos meus livros. - Eu também vou levar o que eu estou lendo.

- E você vai me dizer onde vamos? - diz ele levantando e entrelaçando os dedos aos meus.

- Tudo o que posso te dizer é que nós precisamos ir no mercado antes. Acho que para não demorarmos muito, passamos rapidinho no mercado, compramos algumas coisas, vamos para o lugar que quero te levar, depois vamos no mercado de novo e voltamos para cá. Pode ser?

- Então vamos logo, porque eu estou ficando curioso.

 

 

- Você me trouxe em um parque? - diz _ND_ olhando ao redor meio nervoso.

- Sim, não precisa se preocupar. Te garanto que ninguém vai te reconhecer aqui - digo pegando a bolsa com as várias guloseimas que compramos.

Vamos andando pelo parque, passando por pais brincando com seus filhos, jovens andando de bicicleta e crianças alimentando peixes no lago central.

- Acho que aqui é um bom lugar - digo para ele olhando uma árvore que faz uma sombra convidativa. Pego a toalha que trouxe comigo e estendo no gramado.

- Você estava certa - diz ele quando nos sentamos.

- Sobre o que exatamente? - falo começando a retirar os pacotes com comida da bolsa.

- Um piquenique não é algo que eu possa fazer com frequência.

- Você sente falta do anonimato? - pergunto oferecendo um pão de queijo à ele.

- Sim, em momentos como esse, quando percebo tudo o que não posso fazer normalmente. A fama tem seu lado positivo é claro. Na verdade a maior parte é positiva, mas a falta de privacidade é algo que me incomoda bastante.

- E o que você mais gostava de fazer quando ainda não era tão conhecido?

- O que estamos fazendo nesses dias. Ir à praia e ficar tranquilo, fazer piqueniques, ir pra festas, poder sair para jantar - ele dá de ombros.

- Que bom que você está conseguindo aproveitar esses dias de folga - falo.

- Estou sim e a companhia é a melhor parte - diz ele se aproximando e encostando nossos lábios.

 

Estou sentada com as costas encostadas na árvore enquanto _ND_ está deitado com a cabeça em meu colo. Seguro meu livro com uma das mãos, enquanto com a outra faço carinho nos cabelos dele. _ND_ também está com o livro que pegou em minha estante. Sinto que poderia ficar desta forma pelo resto da minha vida. 

- Olha, vamos conseguir ver o pôr do sol - falo fechando meu livro e olhando em direção ao lago. De onde estamos, parece que o sol está se pondo dentro do lago.

_ND_ levanta e se senta ao meu lado passando um dos braços pelas minhas costas e outro por trás dos meus joelhos me erguendo e me colocando sentada em seu colo.

- Pronto, agora está perfeito - ele diz afastando meu cabelo e beijando meu pescoço.

Ficamos em silêncio vendo o sol se pôr enquanto _ND_ pega seu celular e tira uma foto da paisagem.

- Eu estava pensando - diz ele guardando o celular - que nós poderíamos ficar por aqui hoje, né? O que você acha? Podemos voltar para a praia amanhã.

- Tem certeza? - pergunto olhando para ele. - Você já viu tudo o que tinha para ver na cidade.

- Sim, eu quero ser o primeiro homem a dormir com você na sua cama - diz ele dando um beijo em meu ombro.

Por um momento as palavras me faltam e tudo o que sinto é o calor de sua frase descendo por meu corpo enquanto é lentamente digerida.

- E quem disse que vou deixar você dormir lá?

- Se vamos dormir ou se vamos fazer outras coisas, ai é você quem decide - diz ele me dando um beijo no rosto.

- Não, eu quis dizer que você pode dormir no sofá ou no quarto de visitas - dou um beijo em seu nariz.

- Eu posso dormir até em cima do telhado sem problema nenhum, desde que você durma comigo.

- Já que eu tenho que dormir junto, então eu deixo você dormir na minha cama.

- Agora estamos chegando em um acordo.

- Vamos indo? Precisamos passar no mercado de novo, ainda mais agora que vamos ficar por aqui.

- Ok, o que vamos pedir para o jantar? - ele pergunta enquanto levantamos e recolhemos nossos pertences.

- Eu pensei em fazer uma janta - digo juntando a toalha e a sacudindo.

- Você sabe cozinhar? - ele me olha espantado.

- Por que a surpresa? - pergunto o encarando, achando graça de sua expressão.

- Desculpe, eu não sabia que você cozinhava - diz ele envergonhado.

- Tudo bem. Até porque miojo é sinônimo de sobrevivência pra quem mora sozinho - falo.

- Miojo, sério? - ele me diz incrédulo.

- Você fala isso porque nunca comeu meu miojo gourmet - falo pegando sua mão.

- Espero ser forte para isso - ele fala sorrindo e seguimos em direção ao carro.

 

 

 


Notas Finais


Vejo você no próximo capítulo ;*


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...