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História Comin In Hot (The Blond Evil Again) - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


Hey, hey! Boa leitura!

Capítulo 8 - A desobediência do pequeno Mitchel


Capítulo oito 

Adam POV

 

Faltavam exatamente cinco meses para o meu casamento. Essa frase corria na minha mente todos os dias, a cada momento do meu dia a palavra casamento surgia na minha cabeça me causando calafrios.

 

Não que eu esteja com medo de casar, mas esses calafrios eram de ansiedade, estava ansioso para que esse dia chegasse logo. Eu não era o único que pensava assim; Jesy todos os dias fazia questão de me lembrar desse meu futuro compromisso.

 

A morena estava por trás de tudo; desde a decoração até os convites, ela queria recompensar os meses que passei sendo seu escravo na época do seu casamento. Claro que tentei não pegar muito pesado com ela, mas Jesy deixou claro que queria fazer o casamento perfeito; segundo a própria "essa seria a primeira e última vez que eu iria casar, pois Bill jamais me largaria"

 

Ah, o loiro também fazia algumas coisas em relação ao casamento, principalmente a questão de me fazer perder a paciência.

 

Bill não era muito paciente e todo mundo sabia disso, tanto é que queria fazer um casamento simples para pôr um fim nisso tudo. Mas Jesy bateu o pé afirmando que eu merecia um casamento digno, o loiro finalmente calou a boca deixando a morena trabalhar.

 

Hoje seria mais um dia de preparativo, dessa vez Jesy precisava da minha presença. O motivo era a compra do meu terno de casamento.

 

Era sábado, dando tempo de sobra para fazer a compra, eu já sabia que iria demorar uma eternidade por conta de duas coisas; eu por enrolar demais e Jesy, por ser extremamente perfeccionista. Por isso já deixei avisado em casa que minha presença iria demorar pra voltar.

 

Foi eu, a morena, a Perrie e Javier — esse último foi uma enorme surpresa pra mim — felizmente era a tarde o início da nossa volta ao shopping, por isso pude descansar bem durante a manhã. Mas claro que Jesy não me deixou parado um segundo sequer desde que colocamos os pés dentro da loja.

 

— Aqui, coloca esses. — E mais cabides de ternos foram jogados no meu colo sem aviso prévio, me fazendo derrubar alguns no chão.

 

— Dá pra pelo menos avisar? — Exclamei me abaixando para pegar os coitados que caíram no piso, ouvi Jesy bufar. 

 

— Se você não fosse tão palerma, talvez eu não precisasse fazer isso. — Ela revirou os olhos estalando os dedos. — Agora anda! Levanta e veste.

 

— Você é um porre! — Exclamei dentro da cabine.

 

Hey Javi, você não quer aproveitar para escolher o seu? — Ouvi Perrie perguntar para o garoto, ele até então não tinha aberto a boca nem para tossir. 

 

O meu? — Ele perguntou surpreso.

 

Sim! Você vai, não é? — A loira perguntou.

 

E-eu não sei, não fui convidado. — O garoto respondeu sem jeito.

 

É o que??! — Ouvi Jesy exclamar. Segundos depois a cortina da minha cabine foi aberta bruscamente. — Adam Mitchel! 

 

— Mas que porra, Jéssica! — Tentei esconder meu corpo semi nu com a roupa que eu segurava nas mãos.

 

— Posso saber por que o Polo não foi convidado?! — Jesy exclamou com as mãos na cintura, sem ligar a mínima pelo fato de eu estar só de cueca.

 

— Dá pra fechar essa cortina?! — Tentei me afastar ao máximo da visão dos outros.

 

Jesy fechou a cortina novamente, mas eu sabia que o questionário continuaria. 

 

Agora responde!

 

— Eu nem mandei os convites para ninguém ainda. — Tentei me justificar antes que essa maluca abrisse a cortina novamente.

 

Você o que?! — Jesy exclamou mais uma vez.

 

Vi que ela fez menção de abrir a cortina, mas fui mais rápido dessa vez a segurando com a minha mão livre — já que uma já estava ocupada segurando a calça que estava na metade dos meus joelhos.

 

— Nem pensa em fazer isso! — Exclamei segurando o tecido com força. — Eu ia mandar os convites no mês passado, mas as meninas apareceram e eu e Bill tivemos que mudar os planos. Eu vou convidar o Javier, não precisa me bater.

 

Hum, acho bom mesmo. — Revirei os olhos pelo tom mandão em sua voz.

 

Depois de muito tempo — e digo que foi muito tempo MESMO — finalmente consegui encontrar meu amado terno. Eu não sei como não cometi um crime com Jesy, pois ela resolveu testar a minha paciência nessas horas de tortura.

 

Ao contrário de mim, que ficou dormindo numa cadeira enquanto ela surtava a procura do vestido de noiva, Jéssica participou na hora da escolha, o que pra mim foi o verdadeiro inferno na terra; todos que eu vestia não serviam para ela, ouvi tanto não que por um momento imaginei que ela calasse a boca pela eternidade, mas infelizmente isso não aconteceu.

 

Finalmente estava livre das garras da morena, pude finalmente voltar pra casa. Já era noite quando coloquei meus amados pés na minha linda residência, havia luzes acessas no recinto, mas não haviam vozes por perto.

 

Eu e Bill ainda morávamos na casa onde tudo começou, finalmente depois de anos já sabia todos os cômodos daquela casa imensa. O loiro achou melhor não se mudar, já que Tom morava logo em frente — por incrível que pareça os dois eram grandes amigos —, eu era neutro nesse assunto; pra mim a casa estava ótima, era perto do trabalho e já havia me acostumado com o local, o único problema foi me acostumar com uma casa tão grande, mas isso conseguir tirar de letra.

 

Procurei meu dito cujo por todos os cantos da casa, procurei as meninas — que já estavam devidamente deitadas em suas camas — e então resolvi ir no lugar onde ele mais ficava; sua biblioteca.

 

E lá estava ele; sentado em sua poltrona lendo um livro, estava tão concentrado que nem percebeu minha presença. Aproveitei a situação e caminhei lentamente até ele, abraçando seus ombros por trás dando um beijo em seu pescoço.


 

— Voltei! — Exclamei o vendo rir pelo ataque repentino. — Sentiu saudades?

 

— Demorou. — Foi o que ele disse enquanto me puxava para sentar no seu colo, eu fui, é claro. — Achei que tinha perdido o rumo de casa.

 

— Culpa a doida da Jesy. — Falei revirando os olhos. — Ela me torturou por horas.

 

— Eu imaginei. — Ele riu, depois me fitou sereno. — Agora vem cá.

 

E lá estava ele engolindo minha boca, eu não reclamei, pois estava horas longe dele e estava necessitado do seu gosto.

 

— Conseguiu achar seu terno? — Ele perguntou após o beijo trocado. 

 

— Sim, não foi fácil, mas consegui. — Respondi deitando minha cabeça em seu ombro. — Jesy queria achar o mais perfeito da loja. 

 

— E eu posso ver? 

 

— Que? Claro que não! — Eu exclamei o vendo ficar surpreso. — O que foi? É surpresa.

 

— Mas nem é vestido de noiva! — Ele tentou se defender.

 

— E por acaso a noiva vê o terno do noivo? — Perguntei com a sobrancelha levantada. 

 

— Isso é tão sem importância. — Ele disse revirando os olhos.

 

— Tanto faz, mas você não vai ver. — Me aconcheguei em seu colo. — Jesy e Perrie fizeram o pobre do Javier comprar o dele também, não sei como ele não surtou.

 

— Quem?

 

Travei na hora, pois percebi a merda que tinha feito.

 

— Quem o que? — Virei meu rosto para fitá-lo o vendo com a cara séria.

 

— Você disse que o Javier comprou o terno dele hoje. — Ele disse tentando manter a calma. — Ele foi junto?

 

Oh merda!

 

— Adam, responde! — Ele disse sério.

 

— Sim, ele foi. — Antes que ele surtasse, me adiantei. — Em minha defesa, não sabia que ele iria.

 

Bill apenas bufou, sem dizer nada. Mas aí ele se ligou com o que eu tinha falado.

 

— Espera aí, você o convidou?! 

 

Droga! O que eu vou falar? Inferno de boca que não consegue ficar fechada!

 

— Eu… é… — Tentei achar alguma resposta menos explosiva. — Eu meio que fui obrigado a convidar.

 

Bill riu descrente e eu via que ele tentava não armar uma confusão por causa disso. Eu não entendia seu ódio mortal por aquele garoto, Javier mal abre a boca pra falar, mal percebo sua presença na empresa.

 

— Levanta! — Foi tudo o que ele disse me chutando do seu colo pra se levantar. — Anda, levanta! 

 

— O que? Pra que? — Perguntei sem entender nada.

 

— Quarto, agora. — Ele disse sério, deixando claro sua intenção.

 

Ah claro, me castigar.

 

Viu que sua mensagem foi bem recebida, Bill saiu glamurosamente da biblioteca já sabendo que eu iria atrás dele.

 

Sai correndo tentando não parecer um maluco indo até meu quarto. Mal entrei e já fui atacado pelo loiro, que me pressionou na parede com as mãos na minha cintura.

 

— Tire minhas roupas. — Sua voz grossa me fez ter calafrios. — E nem ouse tentar me beijar.

 

Fiz o que ele pediu, tirando controle de dentro da minha alma para não beijar cada traço de sua pele, eu via que ele se divertia com meu jeito desesperado, me torturar era seu passatempo diário.

 

— Tira suas roupas. — Ele ordenou se sentando na poltrona que tinha próxima a nossa cama. É claro que ela existia para esse propósito; para ele se sentar e me admirar enquanto tirava a minha sanidade.

 

Fiz o que ele ordenou, mas de forma lenta, eu via em seus olhos fulminantes que aquilo tirava sua paciência.

 

— Anda Mitchel, eu preciso me enterrar em você! — Com essa frase pude comprovar o quão irritado ele estava comigo. Era por um motivo idiota, mas isso ficaria para depois.

 

Terminei de me despir esperando ele agir, era óbvio que o castigo não terminara ali. Bill só ficaria satisfeito após me ver largado na cama sem conseguir nem pensar.

 

E rapidamente ele deu o próximo passo; se levantou me agarrando pela cintura para engolir minha boca novamente, me fazendo perder o chão embaixo dos meus pés.

 

— Se ajoelha! — Ele ordenou e eu prontamente fiz. — Mãos para trás!

 

Me arrepiei por inteiro. É claro que ele iria fazer tudo que queria comigo amarrado sem poder tocá-lo. Ele sabia que ficar impossibilitado de o tocar era meu pior castigo.

 

— Bill, por favor! Tudo menos isso.. — Tentei protestar, mas em resposta recebi uma chicoteada da gravata em suas mãos. Eu grunhi.

 

— Você foi um menino muito desobediente, little Mitchel.. — Bill se ajoelhou de frente pra mim para segurar meu queixo com força, seus olhos estavam negros. — Vou ter que te ensinar a ter boas maneiras.

 

Suspirei totalmente entregue. Não podia negar, estava ansioso e ter aqueles olhos negros me encarando me fazia perder qualquer sentido.

 

— E você vai ser um bom menino, não vai? — Assentiu o vendo sorrir. — Ótimo!

 

Ele me soltou dando a volta em mim ficando atrás, senti meus pulsos serem amarrados com firmeza, depois senti seus dentes em meu pescoço.

 

— Você não está fazendo isso só por conta de hoje, não é? — O ouvi rir contra minha pele, me arrepiando.

 

— É claro que não! Você sabe, amo te ver assim, totalmente entregue a mim. — O vi se sentar novamente na poltrona. — Agora vem aqui e faça seu trabalho! 

 

E é claro que eu fui, como um bom menino que obedecia todas as ordens dadas. Bill agarrou meus cabelos para ditar os movimentos, os gemidos que saiam de sua boca me davam mais gás para continuar meus movimentos com a boca, eu queria tocá-lo, mas a gravata estava muito bem amarrada.

 

Não demorou muito para que Bill viesse,me engasguei um pouco tendo a ajuda do loiro para me limpar. Já devidamente limpo, Bill me levantou me levando até a cama para que eu me deitasse com ele atrás de mim alisando meus braços amarrados enquanto beijava minhas costas.

 

Não faça muito barulho, babe. — Ele sussurrou em meu ouvido antes de entrar em mim. Eu gemi, é claro.

 

O loiro me segurou pelo ombro e pela minha cintura, apertando a pele enquanto estocava com força, eu tentava controlar meus gemidos para não acordar ninguém em casa, mas a cada movimento do loiro, mais difícil ficava para controlar.

 

Não demorou muito para Bill chegar em seu orgasmo, cheguei no meu logo depois após mais algumas estocadas, com ele dando beijos em meus ombros.

 

Bill desamarrou meus braços me deixando livre para me aconchegar na cama, o loiro se deitou logo em seguida me abraçando por trás.

 

— Seus pulsos doem? — Ele perguntou após um longo silêncio. 

 

— Um pouco. — Respondi. — Mas valeu a pena, mesmo que tenha sido por um motivo bobo.

 

— Adam… agora não!

 

— Agora sim! — Me virei um pouco para poder ver seu rosto. — Eu não entendo sua raiva por esse garoto.

 

— Eu não tenho raiva, eu só.. — Ele suspirou pesado. — Não gosto dele.

 

— Então pra quê brigar por isso? Ele é só um funcionário.

 

Me deitei novamente respirando pesado, eu odiava isso. Odiava brigar pelo Javier por conta de uma bobeira e paranóia do meu noivo.

 

— Eu não quero mais brigar sobre isso. — Falei sem olhar para ele, mas sabia que o mesmo me encarava.

 

— Tudo bem, eu vou tentar.

 

— Mesmo?

 

— Sim, mas não te prometo nada.

 

Revirei olhos derrotado, apenas fechei os mesmos para poder finalmente descansar.


Notas Finais


Aí aí.... esse casal.

Enfim, vejo vocês no próximo!


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