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História Coming Home To You. - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


Eu estou totalmente apaixonada por esse capítulo.
Esperem pela terceira parte, prometo que é a melhor!!! <3

Capítulo 8 - Sob as Estrelas, Pt II



------------ Brian ----------

E que vista... – Pensei.
Não sei o que era mais de tirar o folego: O mar imerso na escuridão da noite ou Lua saltitando pelo pier, feliz da vida.

Chegamos até o limite do pier e retirei a mochila das costas. Tinha trazido um lençol – para nos sentarmos no chão – e uma garrafa de wiskey, claro.

- Ual, um piquinique de bebados? – Perguntou Lua, rindo. Observando eu me sentar e começar abrir a garrafa de JackDaniels.
- Não só isso... – Dei um gole e puxei um cheetos da bolsa.
- Uaaaaal, cheetos!!! – Ela deu palminhas e se juntou até mim, se jogando ao meu lado. Roubou a garrafa da minha mão e deu um longo gole enquanto me olhava intensamente. Voltou a garrafa um pouco rapido demais e acabou “escorrendo” um pouco de Jackie pelo canto direito de sua boca. Ela passou a mão delicadamente, espalhando para o restante de seus lábios, onde passou a lingua lentamente – me matando aos poucos.

Senti os reflexos dessa ação crescendo na minha calça.

Ela me olhava curiosa, como se quisesse testar até onde as ações dela me levariam. Eu arqueei uma sobrancelha enquanto ela me passava a garrafa. Dei dois longos goles, a colocando de lado e me aproximei um pouco – vou entrar no seu jogo.

Na verdade, me aproximei o bastante a ponto de nossos narizes quase se tocarem. Sua respiração ficou mais forte, mas ela continuou em silêncio me encarando.

- Eu pensei muito em você... – Eu disse, levantando a mão e tirando uma mecha de seu cabelo que estava em frente ao seu olho, parei acariciando sua bochecha.
- E eu me esforcei para te esquecer... – Ela retrucou, colocando a mão em cima da minha, acariando com um dedo.
- Me esquecer? Porque?
- Por medo. – Ela foi sincera. Retirou a mão da minha e passou pelos meus cabelos, descendo até o pescoço onde deslizou um dedo até minha tatuagem do peito – como sempre fazia.
- Medo? Do que você poderia ter medo? – Ela contornava as letras da minha tatuagem com o dedo.
- Medo de viver coisas tão boas e quando eu voltar para a minha realidade isso me acerte como um tiro.  – Ela suspirou e voltou a encarar meus olhos. Parece ter se arrependido do que disse, pois não esperou eu falar algo para continuar. - Mas isso é um risco que vale a pena correr...
Ela então retirou minha mão do seu rosto e passou meu braço em volta do seu ombro, se aninhando em meu peito.

Meu coração acelerou.

E foi aí que eu entendi sobre o que ela falava: Ela vai embora. E por mais incrível que seja o que estamos vivendo – e o que eu tenho certeza que ainda vamos viver... Ela ainda iria embora. Tudo isso para ela realmente soava como um sonho: Ela estava distante de seu país, de férias e conhecendo sua banda preferida.

E para mim? Na cabeça dela, para mim ela era apenas uma garota que eu estou passando um tempo.
Ah Lua, se você ao menos soubesse o que você causa dentro de mim! Se soubesse como eu estava antes de te conhecer... Como você mudou todo o horizonte da minha vida em apenas dois dias que te conheço. Como pode?


- Seu coração está bem acelerado... – Ela se afastou um pouco de mim, me encarou. E então se inclinou totalmente em minha direção. Por um momento pensei que ela iria me beijar, mas chegou perto o bastante para quase roçar a boca na minha – apenas para estender a mão e pegar a garrafa de wiskey que estava no meu lado contrário à ela.  
- Sim e a culpa é sua. – Eu respondi, suspirando.
Ela sorria enquanto virava alguns goles da garrafa. Sacudiu a cabeça assim que terminou de engolir.
- Arrrrhh, isso desce queimando. – Ela resmungou, tentando mudar de assunto. Eu ri, tomando a garrafa de sua mão.
- Eu gosto! – Dei ombros.
- Vai!!! Vamos jogar um jogo. – Ela propos.
- Ixi... Mas é aquele jogo que quem perder tira a roupa? – Falei entre risos, já esperando o típico tapa que ela sempre me dava no braço. Mas me surpreendi por isso não acontecer.
- Simmmmm!!!! – Ela respondeu animada, batendo palmas. Eu comecei a rir e sentamos de indio um na frente do outro.
- Qual jogo? – Perguntei.
- Não sei... Quero um jogo justo, para ficarmos equilibrados. – Ela colocou uma mão no queixo, fazendo cara de “pensativa”. – Já sei!!! – Quase pude vez uma lampada se acendendo no topo de sua cabeça. Eu ri alto.
- Tá, vai...
- O jogo se chama 1, 2, 3. Temos que dar 3 soquinhos na palma de mão e então mostrar um número de 1 a 3, fazemos isso ao mesmo tempo! Toda vez que mostrarmos números iguais bebemos a quantidade de shots do número que tiramos. – Ela demonstrou como seria o jogo. Eu comecei ficar animado demais.
- Tá bom, gostei!!! - Bati uma palma e esfreguei uma mão na outra. - E quando tiramos a roupa? – Ela fechou a cara e me empurrou de leve. Eu ri.
- Toda vez que tirarmos 3, bebemos 3 shots e tiramos uma peça de roupa.
- E porque não 3 peças de roupa? – Perguntei. Resmungou alguma palavra que não entendi – talvez na sua lingua.
- Você vai querer jogar com as regras ou não? – Ela cruzou os braços.
- Tááá, vamos! Isso vai dar merda, mas ok! – Eu coloquei a garrafa em nossa frente.
- Então vai, três soquinhos e mostramos o número.
Fizemos a primeira rodada. Eu mostrei 3 e ela 1.
- Nossa, como você é engraçadinho... – Ela começou a rir. – Mandou logo o 3 primeiro!!!!!
- Uééé, quem não arrisca não petisca! – Eu dei ombros, começando uma nova rodada. Tiramos 3.
- Três goles, uma roupa. – Eu disse, sorrindo animado. Ela bebeu primeiro e tirou sua camiseta – ficando apenas de sutiã. Eu fiz um olhar safado e ela me mostrou o dedo do meio.
Eu bebi também e tirei minha camisa.
- Não é justo... O sutiã não deveria contar como uma peça sozinha... – Eu fiz um beicinho. Ela mostrou o dedo novamente, fazendo o sinal para começarmos outra rodada.
Tirei 2 e ela 3.
- Hmmmmm... – Eu levantei uma sobrancelha.
- Besta!!!!! – Ela riu e começou nova rodada.
- 3!!! – Falamos ao mesmo tempo. Ela virou três goles da garrafa, fazendo uma careta. Passou a garrafa para mim, enquanto tirava os tênis.
- Ahhh, qual é!!! O Tênis conta? – Perguntei frustrado. Colocando a garrafa ao meu lado e também tirando meus tênis.
Outra rodada, tiramos 1.
- Nossa... Credo!!!! – Ela riu, bebendo um mini gole.
- Bebe de verdade!!! – Empurrei a garrafa um pouco mais e ela deu um mega gole.
- Para, nossa! Quase morro! – Ela tossiu fazendo a dramatica. Eu dei um mega gole e posicionei a garrafa em nossa frente novamente. Sacudi a cabeça depois e iniciamos uma nova rodada.
- Qual é, perseguição... – Ela resmungou ao tirar 3. E então, se levantou em minha frente e começou abrir o ziper do seu shorts. Lentamente ele escorregou pelas suas coxas maravilhoras e eu assistia aquela cena, babando. Ela permaneceu de pé, me olhando: Estava esperando que eu fizesse o mesmo.
Quis sacanear e tirei minhas meias.
- Não acredito!!!!!!!!!!!!!! – Ela sentou novamente a minha frente, me empurrando para trás.
- Justo é justo, ninguém mandou você usar um tênis que não precisa de meia. – Dei ombros, posicionando as mãos para uma nova rodada.
Tirei 2 e ela 1.
- Argh, agora que está ficando interessante... – Comentei.
Tirei 3 e ela 3.
Ela parou estática me olhando. Estava apenas de calcinha e sutiã... Qual é? Ela que começou o jogo.
Talvez os goles de bebida começaram fazer um efeito muito doido nela, porque a sua atitude me surpreendeu ao extremo: Se se levantou e então sentou em meu colo com as duas pernas em volta da minha cintura. Tocamos nossos narizes e ela sussurrou:
- Você pode me ajudar tirar essa, Brian? – E soltou um leve suspiro em minha boca.

Puta que pariu!
Claro que meu pau ficou duro NA HORA.

E caralho, porque logo o sutiã que é o mais dificíl?

Eu suspirei e passei minhas mãos em seus braços até as costas, indo até o feicho do sutiã – agradeci por ter conseguido abrir de primeira.
Ela deu um sorriso sapeca, mordendo seu lábio inferior. Eu não estava me aguentando de tesão – queria rasga-la inteira exatamente aqui e agora. Deslizei sua peça pelos braços enquanto a encarava com um olhar de pura luxúria...

- EI, VOCÊS... O QUE ESTÃO FAZENDO AÍ????? – Ouvimos uma voz bem distante gritar, apontando uma lanterna em nossa direção.
Lua deu um pulo do meu colo, colocando o sutiã rapidamente. Me levantei assustado, pegando minha camiseta do chão e vestindo em um único pulo. Bem de longe avistei um guarda no portão do Pier – provavelmente ele não deve ter a chave.

Puta que pariu, ele tem a chave!

- Brian, e agora? Nós não podiamos estar aqui, não podiamos? – Lua recolhia desesperada o lençol e a garrafa de bebida, enfiando tudo na bolsa. Eu olhei desesperado ao redor.
 

 Estavamos na merda!

Claro que era expressamente proíbido entrar naquele Pier aquela hora da noite: Papo de passar uma noite da cadeia. Para mim, sem problemas, mas para Lua... Ela não é daqui. Isso poderia lhe causar sérios problemas: Como ser deportada ou até mesmo perder seu visto. Eu não podia deixar isso acontecer! Ela estava aqui a trabalho... Não posso!

Ai Caralho, e agora?

Puta merda! O que eu faço?

Pensa Brian... Pensa...

- Lua, é o seguinte. Não podemos estar aqui... Se nos pegarem, vai dar merda, Lua... Muita merda! Só temos uma escolha... Você confia em mim? – Ela respirava ofegante. Olhei em direção ao guardinha e ele dava longos passos se aproximando cada vez mais – agradeci mentalmente por esse pier ser tão longo. Ela ainda não havia respondido. Eu a segurei delicadamente pelos braços e perguntei novamente, fixando meus olhos nos seus. – Você confia em mim?
- Ahhhhh, eu confio, eu confio!!!!
- Então a gente corre e pula... – Eu disse. Ela arregalou os olhos, se afastando de mim.
- VOCÊ TÁ DOIDO??? – Perguntou alto demais. Eu me aproximei novamente.
- Lua, você não tá entendendo, você pode ser deportada... Você está nos Estados Unidos da Amé...
- Que porra de Estados Unidos da América, to nem aí, olha a altura desse caralho!!!!!! Eu não gosto desse tipo  de adrenalina... – Ela olhou o guardinha se aproximando cada vez mais e voltou a me encarar. Parou por um instante e respirou fundo, contando até 3.

Olhei em volta novamente: Não consigo enxergar outra saída.

- Brian... Então é isso. JUNTOS!!!! – Pegou na minha mão puxando em direção a beira do pier. Corremos juntos e pulamos ao mesmo tempo – em direção ao mar daquela noite estrelada. 



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