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História Common Sense - Hinny - Capítulo 1


Escrita por: e emilly_brito


Notas do Autor


Olá! Eu disse que voltava e voltei!

Enfim... Essa fanfic é uma parceria minha com minha melhor amiga @emilly_brito!

Leiam a sinopse para se "situar" na história!

Eu e a Emilly esperamos que vocês gostem! Boa leitura ❤️

Capítulo 1 - Capítulo 1


O bom senso me diz

Dê um beijo de despedida na garota

O bom senso me diz

Deixe tudo para trás

O senso comum diz

A menina não vale o meu tempo

Mas o senso comum não vem quando você vem à mente

Harry Potter era aquele típico adolescente californiano. Era pivô do time de basquete da Hogwarts School, alto, com cabelos negros revoltos e olhos incrivelmente verdes. Ele era o menino dos sonhos de todas as meninas. O moreno apenas andava no corredor e fazia várias garotas se derreterem apenas por ter dado uma olhada rápida para elas.

Mas não para Gina Weasley. Ela achava-o completamente babaca, principalmente depois daquele fatídico dia na educação física. Se Gina soubesse o que aconteceria, nem teria levantado da cama.

A ruiva sempre teve aversão a esportes. Qualquer tipo que seja. Sempre odiou as aulas de educação física, e sempre inventava uma desculpa para não participar.

- Qual vai ser a de hoje? – Luna perguntou para a ruiva, enquanto as duas se dirigiam ao vestiário.

- O quê de hoje? – Gina perguntou, tirando a blusa de manga comprida branca, colocando o uniforme horroroso para participar da aula.

- A desculpa. Cólica? Dor nos dentes? Indigestão?

- Você é uma idiota. – Gina revirou os olhos. – Eu tenho que participar hoje. Não tô afim de reprovar em educação física.

- Bem, você não podia ser um gênio em tudo mesmo. – A loura prendeu o cabelo em um rabo de cavalo.

- Não sei se fico feliz ou triste com esse seu comentário. – Elas entraram na quadra e naquele instante Gina quis ter inventado uma desculpa para não participar da aula. – Eu mereço.

- Não sei por que você fica tão mexida quando eles jogam com a gente. – Luna disse. – É só um jogo.

- Pra você que sabe jogar... – Gina murmurou.

- Ah, você nem tenta. – Luna disse, olhando para a quadra. – O gatinho do Potter está na nossa aula hoje.

- Ele nem é tão gato assim.

- É verdade. O Rolf que é uma das sete maravilhas do mundo.

- Seriam oito daí, não? Se você contasse o Rolf com as sete já existentes...

- Cala a boca, crânio. – Luna disse e Gina riu. – Vamos, o professor está chamando.

Elas foram até o centro da quadra. A turma toda estava ali, totalizando umas dezessete pessoas. O professor disse:

- Três voltas na quadra!

Gina revirou os olhos. Elas começaram a correr, seguindo o fluxo. Luna sempre corria mais devagar que o habitual, para não deixar a ruiva para trás.

- Eu. Odeio. Tanto. Ter. Que. Me. Esforçar. – Gina disse, ao completar as voltas, ofegando.

- Sedentarismo bateu na porta. – Cho Chang, uma garota antipática ao máximo e ex de Harry, disse, parando ao lado de Gina. – Vou te recomendar a minha personal, você tá realmente precisando malhar.

- Ah, cala a boca Chang. – Luna disse, em defesa da amiga. – E você, que nem com personal, consegue ficar ao menos ajeitadinha?

- Sua vad... – Ela começou.

- Meninas, não vão se alongar não? – O professor disse, olhando seriamente e Cho logo saiu dali.

- Eu odeio ter que rebaixar os outros por causa de beleza, mas essa aí bem que mereceu. – Luna resmungou e fez o que o treinador tinha mandado.

- Bom... Hoje vamos jogar basquete. – O professor disse. – Os meninos começam na quadra.

- Ah, graças aos céus. – Gina disse, se jogando na arquibancada. – Não queria ser mais uma vez motivo de piada.

- Você nunca é. – Luna disse.

- Não. – Gina ironizou. – Você que é.

- Eu queria ser motivo de piada por sempre tirar 10 em tudo, se quer saber. – Luna falou séria. – Qual é... Deve ser o máximo ser inteligente.

- Você é inteligente, só que numa área diferente da minha. – A ruiva disse, olhando os garotos jogarem com maestria. – Se eu não soubesse que nós seremos as próximas a entrarem na quadra, eu até apreciaria a vista.

- Quem é você e o que fez com a minha amiga? – Luna disse, ao tempo em que Gina viu em câmera lenta Harry Potter jogar uma bola na cesta e marcar uma de três pontos, sorrindo convencido.

- Ele é tão nojento. – Gina disse.

- Quem?

- O Potter. – A ruiva respondeu. – Ele acha que tem o rei na barriga.

- Ele pode se achar. Não é gente como a gente, meros mortais.

- O jeito que você passa pano pra ele é diferente.

- O que ele fez pra você? – Luna perguntou e conseguiu ver em câmera lenta a bola sair da quadra e acertar o rosto de Gina. – Agora ele acabou de fazer.

Gina sentiu seu rosto queimar – tanto de vergonha, como de dor.

- Você está bem? – Luna perguntou, analisando o rosto de Gina. – Nossa, você está...

- Sagrando. – Harry Potter disse, chegando perto de Gina. – Você consegue andar?

- Eu levei uma bolada na cara, não fiquei paraplégica. – Gina disse.

- Potter, leve a senhorita Weasley até a enfermaria, fechar o corte. – O professor disse. – O resto, pra quadra.

- Mas professor... – Gina começou. – A Luna pode...

- Não, a senhorita Lovegood não pode ir com você. Você está mais branca que um papel, acho que sua pressão baixou. – Ele olhou para Harry. – Fazendo o favor.

- Sim senhor. – Ele ofereceu a mão para Gina, que não aceitou. Ela se levantou e cambaleou, sendo amparada por Harry.

- Potter, pode deixar eu sei... – Gina começou a falar, mas foi interrompida novamente, quando Harry a segurou no colo. – Me solta babaca.

- O que eu te fiz, garota? – Harry disse, saindo da quadra com Gina nos braços. – Aí, para de me bater.

- Me coloca no chão agora, Potter. – Gina disse e ele ignorou.

- Não até chegarmos na enfermaria... Pera aí, como é seu nome?

- Gina.

- Ah, aquela que caiu no meio do refeitório...?

- Exatamente. Mas prefiro que me chame de Gina, se não for problema demais para seu pequeno cérebro.

- Tudo bem, Gina. – Harry disse e Gina viu um sorriso escapar de seus lábios. – Pronto, nem foi tão ruim assim.

Harry colocou Gina na cama da enfermaria, onde Madame Pomfrey trabalhava.

- Céus, o que houve?

- Ela levou uma bolada. – Harry se antecipou. – Foi minha culpa.

- Eu falo para eles colocarem grades nas arquibancas... Mas Dumbledore não me escuta... – Ela começou a pegar o kit de primeiros socorros. – Pode sair, garoto.

- Se a senhora me permite, o professor me indicou ficar aqui até que a Gina estivesse bem.

- Não, ele não... – Gina começou a falar.

- Ah, claro. – Madame Pomfrey disse. – Sente-se ali. – Ela apontou para uma cadeira ali perto.

Harry fez. O garoto ficou olhando para Gina, que parecia querer matá-lo a qualquer instante. Ele nunca havia conversado com ela. Claro, já havia escutado sobre a ruiva, principalmente sobre o seu QI elevado. E ela era muito bonita, ele tinha que admitir. Tinha os lábios no tamanho certo, olhos castanhos, sardas salpicadas em todo o rosto e aqueles longos cabelos ruivos, que de cara chamaram a atenção dele.

- Prontinho, senhorita Weasley. – A enfermeira disse. – Senhor Potter...

- Sim? – Harry se levantou.

- Você pode acompanhar a senhorita Weasley até a sua casa?

- Claro.

- NÃO! – Gina disse, se levantando. – Eu posso muito bem ir sozinha. Obrigada, aos dois.

Ela saiu dali e Harry a seguiu.

- Gina! – Ele gritava, correndo até ela. – Por favor...

- O quê é, Potter? – Gina disse, se virando para trás e dando de cara com o peito de Harry, que a segurou pelos braços. – Opa.

- Eu pensei que você era inteligente.

- Ok, então... Senhor sabe-tudo. – Gina disse. – Vamos até meu armário. Eu preciso pegar meu material.

******

Gina odiava ser o centro das atenções. E estar ao lado de Harry parecia acender um holofote em cima da sua cabeça. Eles estavam na saída da escola, indo até o carro de Harry. Ele, como tinha 16 anos, já podia dirigir. Ele abriu a porta do passageiro para Gina, que entrou contrariada.

Harry sorriu cínico e jogou seus materiais no banco de trás, se sentando no banco do motorista. Os dois moravam na cidade chamada “Oceanside”, localizada no estado norte-americano da Califórnia, no condado de San Diego. Oceanside é um paraíso com recreação e belas praias, e é frequentemente citada como “o coração do sul da Califórnia”.

- Aonde você mora? – Harry perguntou, dando partida no carro.

- Na S Ditmar Street com a Wisconsin Ave. – Gina disse, colocando o cinto.

- Perto da Saint Mary Star of the Sea School?

- Na frente. – Gina olhou para a janela.

Harry começou a procurar uma música boa para escutar, enquanto Gina ficava em silêncio. Quando finalmente encontrou, colocou a música do Noah Kahan, chamada False Confidence.

- Isso é uma indireta para mim, Potter? – Gina disse, cruzando os braços. – Pensei que você fosse mais maduro que isso.

- Eu sou. Essa música é boa, só isso. – Ele deu de ombros. – O mundo não gira em torno de você, Weasley.

A ruiva corou.

- Se eu fosse te dedicar uma música, seria Psycho, do Russ.

- “Ela está me deixando louco... Ela está me deixando triste...” – Gina cantarolou um pedaço da música. – Sério isso?

- Você conhece essa música?

- Claro. Ela é ótima. – Gina disse.

- Ponto para você, Weasley.

- Eu não quero pontos com você, Potter.

- Qual é... Eu sou tão horrível assim?

- Eu não diria horrível... Mas insuportável.

- Você também é horrivelmente insuportável. – Harry disse. – Se quer saber.

- Obrigada. Significa que eu não faço parte do grupo de pessoas que você gosta. – Gina sorriu. – Isso me deixa feliz.

- Eu vou fazer você mudar sua opinião sobre mim, Gina. – Harry disse.

- Duvido que você consiga. – Gina falou, decidida.

- O que você pensa sobre mim?

- Que você ganhou tudo de mão dada, que você é um babaca e que tem tudo que quer, a hora que quer.

- Nossa. – Harry disse. – Sabia que julgar o livro pela capa é errado?

- Sua capa é...

- Horrível, eu sei. Mas sinceramente, não sei como mudar isso.

- Como...?

- Meus pais morreram num acidente de carro. – Harry confidenciou. – Eu moro... Morava com meus tios. Tudo que eu tenho eu consegui com o que o meu pai me deixou. Meu tio tentou tirar tudo que eu tinha. Hoje, eu estou com o meu padrinho. Ele é incrível. Mas os últimos dois anos foram um pesadelo, Gina. Eles... Não só me roubaram, como me destruíram.

- Desculpa, Harry. – Gina murmurou. – Tem algo que eu possa fazer por você?

- Não, Gina, mas obrigada mesmo assim. – Ele sorriu. – Eu só queria voltar a ser o Harry de dois anos atrás. Ele era uma pessoa melhor, acredite.

- Você é uma pessoa boa, Harry. – Gina disse, se amaldiçoando no momento que aquelas palavras saíram da sua boca. – Você não é uma pessoa ruim, você é uma pessoa muito boa a qual coisas ruins aconteceram.

Harry parou o carro na frente da casa de Gina. A ruiva rasgou um pedaço da folha do seu caderno e escreveu seu número.

- Se quiser... Ah, sei lá. – Ela entregou a folha. – Obrigada pela carona, Harry.

- Que nada. Considere um pedido de desculpas pela bolada.

Gina sorriu e saiu do carro. Harry abriu o vidro e gritou:

- Gina! – Ela se virou e voltou até a janela. – Tem algo que você pode fazer para mim.

- O que você precisa, Harry?

- Que você saia comigo. Amanhã. Depois da aula.

- Não.

- É só um sorvete, Gina. Eu juro.

- Tudo bem. Mas você paga. E não é um encontro. Definitivamente.

- Definitivamente. – Harry sorriu e ela saiu. – Gina!

- Que é, Potter? Eu tô querendo entrar na minha casa, caso você não tenha visto.

- Eu ainda não fiz você gostar de mim?

******

Gina se jogou na sua cama, depois de explicar para sua mãe o que tinha acontecido. Ela sabia que Luna deveria estar surtando com tudo que aconteceu.

Diferentemente de Gina, Luna romantizava as pessoas. Ela acreditava no príncipe encantado, em cima de um cavalo branco, correndo até ela para dizer o quanto sentiu medo de perdê-la. E Gina sabia que não era assim. Ela odiava clichês e sabia muito bem que amor não funcionava assim. As duas se completavam muito bem.

Luna ligou para Gina, que logo atendeu:

- Me conta tudooooooooo! – A loura disse, alongando a última palavra, como sempre fazia quando estava animada.

- Que parte você quer saber? – Gina respondeu, tirando os sapatos.

- Ele te levou na enfermaria no colo...

- Sim. Algo idiota, eu conseguia andar.

- E te levou embora...

- Sim, contra a minha vontade.

- Aí, Gina! Você tá vivendo numa daquelas fanfics super clichês e românticas e não quer nem tirar um pedaço!

- A questão é que nessas fanfics sempre tem uma vilã, mas na minha só vai ter uma amiga enchendo o saco!

- Tem a vilã sim! A Cho faltou morrer quando viu o Potter te levar na enfermaria. Fiz questão de rir dela.

- Aí, Luninha... Você me faz rir!

- Eu sei... O que ele te disse no carro?

Gina ponderou. Não contaria tudo. Principalmente a história de Harry, era algo pessoal.

- Bom... Ele pediu desculpas e me convidou para sair com ele amanhã.

- VOCÊ TEM UM ENCONTRO COM HARRY POTTER?

- Definitivamente não é um encontro.

- Vocês vão aonde? Praia, parque, sorveteria...?

- Vamos numa sorveteria.

- Amiga... Definitivamente você tem um encontro com Harry Potter.

Foi ali, naquela frase, que a ficha caiu para Gina.

- Merda. Eu tenho um encontro com Harry Potter e não tenho o que vestir.


Notas Finais


E aí? Merecemos comentários?

Amanhã voltamos com algumas coisas diferentes que vão ocorrer na fic, ok?

Beijinhos ❤️

E aliás... Hoje (dia 18 de maio) é aniversário da Emilly! Cante parabéns para ela, ok?

Vigilância constante e XOXO ❤️🌚


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