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História Como antes - Wolfstar - Capítulo 1


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Notas do Autor


Boa leitura, nos vemos nas notas finais!

Capítulo 1 - Único


Fanfic / Fanfiction Como antes - Wolfstar - Capítulo 1 - Único

Remus não sabia se estava fazendo a coisa certa, não sabia se estava fazendo a melhor coisa para a situação e nem sabia como Sirius iria reagir.

Se ainda gostava dele.

Se ainda guardava as lembranças boas e recordações.

Se haveria uma reconciliação, uma chance de tentarem de novo. 

Talvez a bagagem deles estivesse pesada demais e não desse para ter aquilo de novo, sabia que seu coração estava pesado com o medo de perder.

Mas afinal, o que ele tinha para perder? A amizade deles havia mudado, ambos querendo ou não; mas ela não mudou de um jeito ruim.

A guerra estava na frente de seus narizes, mas a confiança estava mais forte que nunca.

O castanho esperava ter uma conversa franca, sincera, que o ajudasse a seguir em frente ou retomar de onde tinham parado há anos atrás.

Era a primeira vez que estavam a sós no Largo Grimmauld com tempo suficiente para uma conversa decente, sem ter nada e nem ninguém interrompendo.

Ia bater na porta quando a mesma se abriu. Ainda com a mão levantada, observou Sirius a sua frente. Mesmo depois de tudo o que acontecera, ele continuava lindo. Cabelos escuros e compridos, olhos cinza e uma boca perfeita para ser beijada por Remus.

Porém seus olhos antigamente expressivos, agora estavam opacos e sem o brilho que Remus aprendera a amar.

Ele baixou os olhos, vendo que o mais velho estava completamente vestido, porém sem o colete e os cabelos ainda molhados do banho. 

Maravilhosamente elegante, fazendo a pele do lobisomem se arrepiar um pouco.

Mordeu o lábio em hesitação. Mas já havia se passado tempo demais para terem essa conversa.

- Eu gostaria... de tomar um chá. Quer também?

Ele assentiu e falou:

- Claro, vamos descer até a cozinha. - e fechou a porta.

Desceram as escadas que reagiam a cada passo em silêncio e entraram no cômodo. Sirius foi até o guarda-louças e pegou duas xícaras para fazer um chá. Ele sabia que o outro nunca gostara de café, nem quando estavam em Hogwarts. Não precisou pedir se ele queria ou não, ainda tinham um pouco do outro gravado fundo de suas almas. Remus deu um gesto afirmativo com a cabeça em forma de agradecimento pela bebida quente. 

- Você não me chamou só pra um chá, não é Moony?

- De fato, não. Queria conversar.

Sirius parecia saber o assunto quando fitaram um ao outro.

- Eu sei que devíamos ter falado sobre isso antes, mas eu não fazia ideia de como chegar no assunto. - Sirius começou.

- Eu também estava... com receio. 

- Do que?

Remus não queria agir que nem idiota, achando que haveria esperanças. Ele tinha receio de tantas coisas atualmente, mas isso era o que mais o preocupava no momento. Sirius dizer que depois que tudo isso acabasse, ele queria viver o que devia ter vivido nesses doze anos em Azkaban. Conhecer e socializar com novas pessoas e quem sabe não se divertir com algumas e...

Por Merlin, ele estava agindo como um adolescente hormonal antes mesmo de saber se teria o moreno para si antes que a guerra levasse um dos dois embora!

- Da sua resposta acho. - Sirius assentiu em concordância - Mas é simples olhando por cima, não é?

A água que colocou para esquentar estava quase boa.

- Por cima, claro. - repetiu.

Remus e Sirius tinham a mesma dúvida e resposta para tal. Ambos se conheciam tão bem, sabiam de todos os costumes e hábitos um do outro, os gostos e desgostos. Só faltava encontrar a coragem de dentro e perguntar, seja sutilmente ou não.

Os olhos de Remus focaram novamente nos cinza que perguntavam e procuravam algo nos orbes verdes do outro. Já haviam conversado sobre os doze anos que passaram sem ver o outro, já haviam se desculpado pela desconfiança e compreendido tudo o que acontecera na vida um do outro. Foram tempos difíceis, tanto quanto os de agora estão sendo.

Sirius deu um passo para a frente e aquele olhar - o olhar de predador - e o lobisomem sentiu mais um arrepio passar pelo corpo.

Da última vez que viu aquela vontade de caçar nos olhos de Padfoot eles acabaram em cima da mesa da cozinha da casa em que moravam juntos se beijando loucamente como se fosse a última vez.

E ironicamente, fora a última vez.

Ainda havia a tensão no ar. 

A tensão sexual que fazia seus corpos responderem um ao outro, estremecerem de desejo que estava reprimido há anos.

O moreno entregou a xícara de chá depois de tê-la preparado sob o olhar fixo de Remus em si e apontou a mesa, num pedido mudo para que se sentasse. Arrastaram as cadeiras e ficaram um de lado para o outro, com os corpos se encostando. 

A vontade de abraçar o amante era gigantesca, e a de beijar era ainda maior.

- Eu sinto sua falta, Moony.

O coração dele doeu ao ouvir isso, pois sentia tanta falta do outro... ah, a risada parecida com um latido, as piadas idiotas e sem nexo, os olhares acompanhados de sorrisos, as declarações de amor em gestos velados ou palavras simples de carinho e o prazer carnal que só ele poderia dar.

Sentia realmente muita saudade.

Mas eles sabiam que isso não era tudo.

- Eu também, Pads. - respondeu.

Sirius sorriu minimamente, afastou a xícara intocada para frente e apoiou os antebraços na mesa como Remus, tocando seus dedos suavemente. Viu o moreno levantar os olhos para si, tão intensamente que sentiu um choque quando a mão dele entrelaçou na sua. 

- Nós nunca realmente precisamos de palavras, não é Moony? Sempre mostramos. - suspirou suavemente, com medo que com aquilo fizesse a coragem ir embora - Mas eu ainda quero você. Ainda quero te amar. Amo tanto você que dói e cada momento que passamos separados é um tormento para mim.

Sentindo a palma de Sirius na sua o fez se acalmar, como um lago em dias calmos. 

Sirius normalmente era o impulsivo e precisava de Remus para tomar as melhores decisões, mas era Remus quem precisava do apoio e confiança inabalável de Sirius.

- Eu nunca deixei de te amar Six. Mesmo depois de todos aqueles anos, quando eu estava triste e magoado com o que achava que havia acontecido, eu nunca deixei de te querer. Sempre fui loucamente apaixonado por você e nada pode mudar isso. Nunca vai mudar.

Sirius suspirou e suspirou con os olhos fechados e então abriu um sorriso apaixonado, com alguma alegria profunda presa nos olhos, algo que não havia acontecido desde sua saída da prisão. 

Se virou melhor oara fucar de frente ao castanho e o puxou para si. Colou sua boca na de Remus, apenas um encostar de lábios, abraçando todo o corpo do eterno namorado. Passou a língua na abertura cedida pelo Lupin e matava a saudade do gosto de chocolate do mais novo, relembrando de todos os bons momentos que passara com seus lábios juntos num ósculo repleto de amor.

Quando faltou fôlego, se separam brevemente, mas antes que o mais velho o encostasse novamente perguntou:

- Nós... estamos juntos de novo?

- Nunca realmente nos separamos, não é?

Colaram seus lábios novamente e Remus abriu a boca, começando a provocar o outro com a língua. Pôs sua mão na nuca dele com o polegar ainda acariciando sua bochecha. Sirius aprofundou o beijo, mostrando apaixonadamente todo o amor e desespero que sentia ali. 

Levantaram-se ainda presos no abraço, mas antes de chegar às escadas Sirius fundiu seus corpos, apertando o mais novo contra a parede.

Esfregavam seus corpos já excitados, mas não completamente duros. 

As mãos de ambos estavam por todo o corpo do outro, alisando, apertando e massageando. 

Remus tomou o controle o aos tropeços e esbarrões nos móveis, subiram aa escadas sem parar de se tocar. Remus estava atrás de Sirius e ia selando seus lábios no pescoço dele, sentindo seu cheiro inebriante e o gosto doce da pele por causa do banho.

Iam chegando ao quarto do mais velho quando Remus o virou e infiltrou sua mão dentro da camisa de Sirius e apertava a pele clara dele. Este tateou cegamente com a mão até achar a maçaneta e abrir a porta.

Trocaram as posições e agora era Sirius quem empurrava Remus até a cama. Descolou os corpos por pouco tempo afim de tirar a camisa no caminho, juntamente aos sapatos. 

Com Remus as roupas nunca eram necessárias. Ele já estava sem o costumeiro paletó remendado e os sapatos sentado no meio da cama admirando Sirius.

Este veio e pulou para a cama, ficando por cima do loiro e iniciando mais um ósculo. Com a quantidade de roupas diminuída, era mais fácil de sentir a textura um do outro. Sentou-se no colo do mesmo e sorriu por ver que ainda causava as mesmas sensações gostosas nele, mesmo após tantos anos sem o outro.

O Lupin o fez deitar em seu lugar e ficou por cima, sentando no membro já desperto do moreno. Fez movimentos vagarosos de vai e vem e ouviu Sirius arfar e suspirar. Com as mãos ágeis abriu a camisa dele e jogou para fora da cama, descendo os beijos pelo pescoço e por todo o torso até onde conseguia alcançar sem sair do colo do mesmo. 

Friccionou um pouco mais forte suas intimidades, observando Sirius fechar os olhos e jogar a cabeça para trás e gemer baixinho. Ambos estavam presos numa bolha só deles. 

Pads foi até o ponto fraco do amante e chupou e mordiscou, deixando selares e cupões pequenos no pescoço dele. Remus começou a rebolar mais ainda em Sirius, desesperado por mais atrito. 

O moreno também estava louco para sentir Remus mais uma vez, então num movimento recorde levantou e tirou sua calça e a de Lupin, que já jogava longe a blusa. Agora estavam nus e pingando.

- Deite-se Moony. - disse numa voz rouca de desejo e paixão. Admirou o corpo do lobisomem com uma sede gigante de prova-lo mais uma vez - Continua lindo. E tem mais cicatrizes para mim beijar, não? Eu vou cuidar de você agora.

Era algo que Sirius sempre fizera. Beijar o corpo inteiro de Remus até ele entender que é maravilhoso, perfeito e único para ele.

Deitou sobre ele, alternando entre carinho e selares nas marcas de garras e dentes, algumas profundas e outras mais superficiais. Foi descendo pelo torso, e quando chegou ao membro rijo não esperou, abocanhou tudo o que conseguia de uma vez só. Remus gemeu longamente, aproveitando o calor da boca de Sirius em seu pênis.

Ele desceu mais um pouco, controlando a respiração para não ter que tirar já a carne dura de sua boca. Amava chupar Remus e amava ainda mais fode-lo.

Agora com um ritmo mais rápido, Remus já estava naquela sensação de torpor, onde tudo que importa é gozar. O moreno sabia bem como ele gostava e queria fazê-lo perder a razão igual a anos antes. 

Tirou-o da boca com um ploc sensual e olhou para cima. Cabelos desarrumados, pele corada evidenciando suas cicatrizes na face e a boca levemente aberta. Uma perdição. 

Com a interrupção dos movimentos anteriores, ele pode respirar fundo e aguentar um pouco mais. Com os lábios traçou uma linha na fenda de sua glande, provocando-o a foder sua boca. Sua respiração estava quente e perto do membro do outro e desceu mais um pouco até seus testículos. Pegou um com a boca e chupou com cuidado, arrodeando com a língua e repetiu com o outro.

Remus ofegava, suspirava e gemia em deleite. Era tão obceno ver aquela cena...

Sirius começou a distribuir chupões e mordidas fracas na parte interna de suas coxas e levando uma das pernas do Lupin para chegar a popa da nádega macia e cheia dele e voltou de novo para o membro melado à sua frente.

Agora mexia o quadril para frente e para cima, rebolando no rosto de Sirius em busca de mais até gozar na boca do moreno, estocando fracamente mais duas vezes com lentidão.

Sirius elevou seu olhar até o rosto do Lupin que permanecia de olhos fechados e limpou o resto de sêmen de sua boca e do pênis de Remus.

Ele não tinha conseguido se segurar e masturbou-se enquanto dava atenção ao lobisomem, gozando pouco depois do próprio Remus. Havia uma pequena poça no lençol.

Sabendo que também não aguentaria ficar muito mais tempo sem sentir Remus o esmagando, virou-o na cama e se apressou em achar a varinha para lubrificar a entrada do outro. Feito isso, introduziu dois dedos e moveu gentilmente para não o machucar. Quando Remus se acostumou, pôs mais um. 

Alguns segundos depois, Sirius retirou os dedos e deixou o castanho tomar o controle. Ele montou sobre Sirius, aconchegando em seu interior. Estava desacostumado, mas para que serviam as poções para dor, não é mesmo? 

Mexeu-se vagarosamente com as mãos apoiadas nos ombros de Sirius, que havia deitado. Quando a dor começou a dar lugar ao prazer, aumentou o ritmo e jogou a cabeça para trás, fechando mais uma vez os olhos para aproveitar a sensação de ter o Black dentro dele mais uma vez.

Tão gostoso... 

Lhe foi acertada a próstata e tentou fazer com que acontecesse mais vezes, mudando um pouco o ângulo.

Tão quente que suas peles pareciam queimar, tamanho o desejo.

Os gemidos não eram contidos e quando seus músculos das pernas queimavam - não do jeito que acontecia em suas transformações, mas do jeito bom e satisfatório - Sirius o fez colocar as mãos na cabeceira da cama e apoiar os joelhos no colchão, bem afastados um do outro e alinhou o membro empapado de pré-gozo na entrada pulsante, esperando ter o moreno preenchendo-o.

Cada centímetro que era apertado por Remus era uma tortura para Sirius. Quando finalmente estava totalmente envolto pelo calor familiar, começou a sair e entrar novamente, tentando não se afobar. Os dois gemiam e arfavam, indo de encontro um ao outro. Logo Remus não aguentou e pediu:

- Mais rápido, Sirius... mais, por favor...

O animago acelerou os movimentos e querendo ouvir mais gemidos de Remus, aumentou a força das estocadas e não demorou muito a acertar o ponto doce do Lupin.

Sirius ouvia seus corpos se chocando, os gemidos e o rangir da madeira embaixo de si por causa dos movimentos frenéticos, sentia o cheiro de Remus e de sua excitação e via um anjo caído em sua frente. Uma das coisas mais preciosas de sua vida.

Era fundo, forte e rápido. Os gritos aumentaram fazendo-os ficarem ainda mais necessitados um do outro.

O suor escorria abundantemente, o barulho dos corpos se movendo era viciante e delicioso.

Quando Remus gemeu alto o suficiente para acordar a sra. Black, Sirius soube que sem mais nem um toque em sua intimidade Moony gozou. O anel dele apertou todo o comprimento do membro de Sirius, que atingiu o ápice logo depois, estocando mais algumas vezes para prolongar a sensação do orgasmo. Se sentiam nas nuvens, o corpo sensível e dormente e nenhum pouco satisfeitos.

 Segundos depois, Black saiu de dentro do outro e caiu ao seu lado na cama. Puxou Remus para si e ele o abraçou, se dando conta então dos gritos do quadro no andar de baixo. Se esticou e pegou a varinha, fechando a porta e lançando um feitiço silenciador. Não queria estragar o momento gostoso com seu amado. Limpou seus corpos e aninhou melhor o loiro em seus braços.

Recuperaram o fôlego e Remus se pronunciou com um tom brincalhão:

- Ainda faço você cansar, não é?

- Remus, você sempre me fez cansar. De estudar antigamente, mas esse é o jeito que eu mais gosto de drenar minhas energias com você.

- Por falar em energias, você ainda tem alguma sobrando, certo? Porque eu não acabei. - confessou.

- Eu também não acabei com você, lobinho. Esse cachorro não se cansa fácil.

- Então pouca coisa mudou. Isso é igual a antes. 

- Se eu fechar os olhos acho que consigo lembrar disso tudo antes de... acontecer.

- Eles não vão voltar. Mas podemos acreditar que as coisas vão melhorar daqui pra frente. E elas vão, vamos ter um futuro, eu e você. Quem sabe até não contamos ao Harry sobre nós e ele vem morar conosco?

- É, quem sabe... é um futuro com o qual poderíamos sonhar.

- Quase igual a antes. As coisas vão se acertar.


Notas Finais


É isso aí amorecos, espero que tenham gostado.
Esse foi meu primeiro lemon, então por favor relevem qualquer errinho, ok?
Eu sou muito boiola por Wolfstar, uma cadelinha de carteirinha e simplesmente precisava escrever algo deles dois e quando eu vi uma das repostagens da arte de @upthehillart (a conta do instragram essa ali, quem não conhece vai dar uma olhada porque são fantásticas as fanarts) e decidi criar isso aqui, foi feito com muito amor.

Edit: minha querida prima/irmã fez o favor para mim e leu essa one. Fez alguns comentários (muitos comentários, alguns engraçados e outros bem surpresos) e partir deles, me deu ideia pra um bônus. O que vocês preferem: algo mais pesado, fofo ou engraçado? Acho que não vou fazer nada de muito triste porque não to muito afim, então vai ser calmo (?)

Minha fanfic Remadora:
https://www.spiritfanfiction.com/historia/bilhetes-remadora--ronks-20174647

Minha fanfic Jily:
https://www.spiritfanfiction.com/historia/sete-coisas-a-potterizar-antes-de-se-apaixonar-jily-19463383

Fiquem protegidos e beijos *-*

P. S.: vai ter bônus.


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