História Como cão e gata - Capítulo 25


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Categorias Inuyasha
Personagens Ayame, Inu no Taishou, Inuyasha, Jaken, Kagome Higurashi, Kirara, Kohaku, Kouga, Miroku, Myouga, Naraku, Rin, Sango, Sesshoumaru, Shippou, Souta Higurashi, Youkai Satori
Tags Inu, Neko, Rin, Romance, Sesshoumaru, Youkai
Visualizações 211
Palavras 2.035
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Luta, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiiii oiii
Esse saiu curtinho, mas espero que gostem
Boa leitura

Capítulo 25 - Assuntos de família


Os jovens olhos azuis me fitaram intensamente, curiosos, apagando aos poucos a chama do ódio. 

Eu por minha vez admirei meu filho sem me importar que sua espada gelada estivesse no meu pescoço.

Saber que ele era tão habilidoso com a espada já me enchia de orgulho, mesmo tendo acabado de conhecê-lo.

Pressenti o perigo quando ele voltou a juntar as sobrancelhas como sinal de fúria, apertando ainda mais a lâmina. Fazendo com que todos os meus pelos se arrepiassem com aquele pressentimento ruim.

 - Você não é meu pai!! Ele morreu!!!- praticamente rosnou.

 - Sim... seu pai foi esfaqueado bem no peito.... mas o coração não estava lá, então não havia maneira de matá-lo.- respondi.

Mesmo que o menino me arrancasse a cabeça agora, ela seria recolocada no lugar segundos depois. Como se eu fosse feito de algum material gelatinoso. 

Era essa minha maldição, imposta pelo Naraku.

 - Espera Kiba!- Kagome intercedeu por minha vida de novo. 

Lancei meu olhar para ela e sorri, não por cinismo, mas sim porque me alegrava ver que ela estava viva. Viva e mais linda do que nunca.

Suas feições de guerreira não tinha sumido naquelas roupas nobres e seu rosto agora era mais maduro. Estava incrivelmente bela.

 - Mesmo que o que diga é verdade, você não é meu pai!!! Ainda por cima tentou matar Saori!!- berrou.

   - Sim, não posso negar que tentei fazer isso mesmo. Mas eu só queria me vingar pela morte da sua mãe, quero dizer, eu pensei que ela estivesse morta.- respondi.

Eu queria me libertar e dizer toda verdade, mas os insetos do maldito Naraku estavam me vigiando dia e noite. 

Se eu tentasse matá-los, com certeza Naraku veria, então não tinha outra saída a não ser induzir alguém a matar aquelas vespas.

Rapidamente, me esquivei da espada o meu filho e saltei para trás, pegando minha espada e desafiando Inuyasha.

Aquele inútil tinha que servir para alguma coisa, e eu o faria minha marionete usando sua raiva de mim.

Estressadinho do jeito que era, não conseguiria superar minha inteligência e estratégia.

Kiba tentou avançar, mas Inuyasha veio primeiro.

Desferiu um golpe após o outro enquanto eu me esquivava levando-o até onde queria, como uma espécie de dança perigosa. 

Quando cheguei perto o suficiente da vespa, parei, e foi aí que aquele cachorro se aproveito para me atacar.

Desviei no último momento, a tempo de ver aquela maldita ser cortada ao meio.

Sorri ainda mais ao ver meu plano concluído. Agora estava livre do olhar de Naraku pra algumas horas.

 - Você conseguiu, sabia que conseguiria te fazer útil uma vez.- comemorei pelo meu plano ter sido concluído com sucesso.

Inuyasha ficou com aquela cara de retardado, sem entender o que eu disse.

 - Elas não eram as únicas.- ouvi uma voz grave atrás de mim e dei um salto ao ver o mais velho dos irmãos.

O mesmo me fitou cheio de ira, com sua mulher do lado, que jogou as vespas dilaceradas no chão.

 - Maldito Naraku. Eu não sabia que ele tinha outras me vigiando.- murmurei comigo mesmo. Mesmo tendo meu coração em suas mãos, ele não confiava em mim nem por um segundo.

 - Inuyasha, ele é meu.- Sesshoumaru disse extremamente frio.

Sorri, sem me importar.

Ele estava no seu direito de pai, já que eu tentei matar sua filha.

Se tentassem algo contra meus filhos, com certeza acabaria com a raça do infeliz. 

Porém, tinha que aproveitar que não estava sendo vigiado pelo Naraku através daquelas vespas, que eram como seus olhos.

 - Eu preciso contar uma coisa a vocês. Pode ouvir antes de tentar me matar?- indaguei irônico.

 - Depois do que tentou fazer a Rin e a Saori eu não vou só “tentar”, vou te fazer pedacinhos para que dessa vez você morra e permaneça morto!!

 - Olha, eu bem que gostaria de estar morto, pelo menos esse era meu pensamento até alguns minutos atrás.- revelei voltando a olhar Kiba. 

Ele com certeza me dera uma vontade a mais para viver.

 - Mas Sesshoumaru, lamento informar que não posso ser morto; acredite, eu tentei. Tentei pular de um precipício, tentei cortar meus pulsos, tentei me jogar no mar e me afogar... mas sempre volto. É uma maldição! Se quer saber o porque e quem fez isso comigo, terá que me ouvir.-

A gata ao seu lado tocou seus ombros calmamente, ambos se entreolharam e depois fitaram Inuyasha.

 - Fala. Depois vou ver se essa sua teoria é verdade.- continuou ameaçando.

 - Acho que seria melhor que essa conversa acontecesse em outro lugar, um lugar mais seguro.

 - Se está pensando em nosso castelo, não somos idiotas para te colocar dentro do nosso reino.

 - Vocês viram aquelas vespas, elas não estão comigo porque eu as controlo, estão comigo porque outra pessoa controla a nós todos. Logo ele enviará outras que com certeza vão ver e ouvir tudo que falarmos, e também saberão que eu o trai; então de nada vai adiantar planejarmos algo.

 - Não confiamos em você!!- o idiota com cara de cachorro rosnou.

 - Vocês não estão sendo inteligentes. Olha pra mim! Estou cercado e ainda tenho meu filho ali que quer me matar também.- apontei o garoto que estava calado - Nem mesmo Souta iria me ajudar já que Kagome está com vocês.- falei ao outro que também estava calado até agora, fitando a híbrida com um olhar de culpa. 

Depois de pensar um pouco, Sesshoumaru concordou em me levar para o reino deles.

Inuyasha não gostou da ideia, esse era burro demais e se deixava levar pelo ódio que tinha de mim. Porém Sesshoumaru o tranquilizou mandando me prender, assim como a Souta também, pois não confiavam em nós. Kagome murmurou um pouco, mas acabou acatando rapidamente.

Aceitei ser levado preso sem me importar.

Ainda estava sorrindo à toa com as descoberta de hoje, às vezes babando no filho forte e ágil que Kagome me dera.  

Quando chegamos ao palácio, Sesshoumaru nos deixou no calabouço, dizendo ser mais seguro lá para ambas das partes.

Sumiu por um tempo até aparecer com seu pai, o rei, para uma conversa com os Taishos juntos.

 

Passei o caminho todo calada, refletindo no que tinha acontecido.

Estava com raiva, mas não conseguia agir. A decepção também era grande, mas era maior comigo por ter caído no papo do lobo.

No final das contas, Kiba estava certo sobre o Souta.

Meu sangue fervia e aquele desejo de vingança se tornava mais forte a cada lembrança. 

Os sorrisos falsos, as palavras doce e as mentiras que ele me disse para se aproximar; estavam virando uma bola de neve em minha cabeça.

Aproveitei que meus pais estavam reunidos com o resto da família e o rei dos youkai lobos, e fui até a outra parte do calabouço.

Assim que chegamos ao castelo, meu pai separou os dois para que pudesse interrogar Kouga sem nenhuma intromissão; além do fato dele ser irmã da minha tia portanto “da família” e merecer tratamento especial.

Caminhei pelo corredor frio e escuro, encontrando o moreno em uma cela, deitado na cama com as mãos cruzadas servindo de apoio e os olhos distantes no teto.

Assim que sentiu minha presença ele se levantou e não hesitou em vir até mim, ficando a pouco centímetros de distância.

Podia ver a culpa em seus olhos, mas eles não me ludibriariam nunca mais.

Se o teimoso do meu primo não tivesse ido atrás de mim, a uma hora desses eu seria apenas um corpo na floresta e esse sujeito seria o responsável por isso. 

Souta abaixou um pouco à vista e viu a adaga que eu tinha em minha mão, depois voltou a olhar nos meus olhos.

 - Eu sei que está pensado coisa horríveis sobre mim; também sei que parte delas é verdade, mas sobre os meus sentimentos eu quero que sabia que é totalmente verdade.- 

Continuei calada, com a feição fria e percebi que seu desespero aumentou.

No entanto, não estava me importando, muito menos tinha pressa. Era bem melhor vê-lo sofrer seja de remorço, medo de morrer, culpa ou qualquer outra coisa.

 - Me desculpe...- 

 - Você mentiu pra mim.- quebrei meu silêncio praticamente rosnando - Foi você que me atacou aquele dia, não tinha oni nenhum!!- 

Depois de ficar pensado varias vezes sobre o acontecido, aquela situação ficou bem clara para mim e isso serviu para me fazer sentir ainda mais idiota.

 - Eu não queria feri-la, apenas atrair sua atenção a mim.

 - Eu sei, pra me fazer de trouxa!- 

Ele se calou incapaz de mentir. Aquela era a verdade mesmo, então pra que desdizer?

Levantei o punhal e seus olhos negros seguiram minha mão, para depois voltar a me olhar intensamente.

Controlei os impulsos do meu corpo quando ele me surpreendeu se aproximando.

 - Se isso for fazer você se sentir melhor, o que eu acho que não fará, pode me matar. Não vou lutar.-

Senti suas mãos quentes envolverem a mão que segurava firme o cabo arredondado do punhal, levanto até seu próprio coração.

Meu coração palpitava descontroladamente, me deixando confusa.

Tentei cravar a lâmina de prata em seu peito, mas assim que vi a pequena mancha de sangue que a ponta do punhal fez em sua camisa hesitei.

Baixei a cabeça e fitei meus pés, me sentindo uma completa idiota, até sentir suas mãos acariciarem meu rosto.

 - Eu sinto muito pela forma que me aproximei de você... mas eu realmente estou apaixonado.

 - Você ia deixar ele me matar... só está pedindo desculpas porque descobriu a verdade sobre minha tia.

 - Não ia.. mesmo que ela estivesse morta, e não tivéssemos sido capturados pelo seu pai, eu não ia te matar.-

Continuava confusa, magoada, mas mesmo assim deixei que ele levantasse meu rosto, no mesmo momento que se inclinou e me beijou.

As grades de ferro impediam que o beijo fosse aprofundando, mesmo assim não foi  impedimento para ele envolvesse meu pescoço e afagasse minha nuca.

Quando desvencilhou, minha cabeça estava ainda pior.

Parte de mim queria acreditar, mas a outra venceu.

 - Eu não quero acreditar em você.- 

O empurrei e me afastei dali antes que pudesse ver minhas lágrimas.

Eu até queria acreditar, mas estava magoada demais para tentar.

Corri para o meu quarto e fiquei lá, tentando conter aquela explosão de sentimentos dentro de mim.

Não demorou muito para alguém vir perturbar minha paz, e dessa vez foi meu primo.

Kiba bateu na porta algumas vezes e entrou, me encarando com o olhar tão confuso quanto o meu.

Caminhou até minha cama em silêncio e se sentou sem permissão. 

Ficou alguns minutos parado olhando o assoalho, até resolver me fitar e abrir a boca.

 - Você está brava comigo? 

 - Estou.

 - Eu sei que prometi mas eu tinha que dizer para o tio Sesshoumaru.. mas não pude deixar você correr risco.- se justificou.

 - Eu não estou brava com você por isso. Estou brava porque você estava certo.-

Kiba deu um longo suspiro e se deitou na cama, ficando do meu lado. 

 - Eu não imaginava que tinha tanta coisa de família envolvida.-

Aquela frase parecia um lamento, me deixando com pena dele.

Tinha me esquecido que o mesmo também teve uma grande surpresa, maior do que a minha; e eu aqui preocupada comigo mesma. Que egoísta sou.

 - Como você está?

 - Não sei...

 - Entendo, me sentiria do mesmo jeito.- 

Virei o pescoço e o flagrei pensativo.

 - Kiba... e se o seu pai for do bem, tipo, se ele estava fazendo tudo por vingança, agora que ele sabe que sua mãe está viva e tem você.... pode ser que ele se transforme. 

 - Não sei. Meu pai é o Inuyasha.- respondeu sério.

 - Eu sei... mas, não quer mesmo dar uma chance a ele? 

 - Estamos falando do cara que matou centenas de soldados a quinze anos atras!!! Como posso chamá-lo de pai? Ele é um assassino.-

Me calei deixando que Kiba absorvesse todas as informações e processasse sua raiva.

 Por um lado eu o entendia, mas eu o conhecia muito bem e sabia que logo ele estaria mais calmo e mais propenso a dar uma chance ao tal Kouga.

 


Notas Finais


Até o próximo
Bjinhus


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