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História Como Chamas, Kyungsoo - Capítulo 11


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Notas do Autor


Oi oi, olha quem voltou!
Saudades?
não me apedrejem, por favor hehe
o capítulo tá beeeem focado no casal secundário e vocês vão finalmente entender o Baekhyun

Capítulo 11 - 11: Chris Laverack


Como Chamas, Kyungsoo

Cap. 11: Chris Laverack

A M A R O

 

 

 

— Kyungsoo está com você? — a pergunta do detetive do outro lado da linha veio antes mesmo de poder dizer “alô”.

— Não, ele está no banho.

— Ligue a TV no canal no canal 12.

O Kim, que já se encontrava sentado sozinho no sofá, esticou-se para alcançar o controle sobre a mesinha de centro. Foi direto para o canal citado, e os nomes exposto na tela o fez corrigir a postura imediatamente. Eram os pais de Kyungsoo, pelo menos, eram as pessoas que Chanyeol acreditava serem, o casal estava novamente estampando os noticiários com um caso ainda mais chocante do que o anterior.

Do Jisung havia desaparecido há três dias, filho mais novo do casal, 6 anos, estava no quintal quando sumiu.

— Dois filhos desaparecidos? Isso não parece possível.

— Não é uma coincidência, tem algo muito errado por trás disso. — Jongin reconheceria o tom agoniado de Chanyeol em qualquer lugar, o Park estava a ponto de mergulhar ainda mais naquele caso, os dois estavam — Preciso investigar essa família mais a fundo, eles estão escondendo algo.

— Acha que eles próprios podem ter feito isso?

— Já vi pessoas burlando o poligrafo, e acredito que alguém que é capaz de sumir com dois filhos, possui uma mente capaz das mais absurdas coisas. — ele deu uma pausa, parecia cansado, já era tarde e a vida na polícia era estressante — Jongin, acha que Kyungsoo está pronto para reencontrar os pais?

— Não acha perigoso?

— Se eles forem mesmo os culpados, é provável que ele se lembre, ou que pelo menos se comporte de maneira diferente, não há como investigar bem estando tão de fora, precisamos entrar neste circulo e ver de perto quem são essas pessoas.

— Tudo bem.

— Vou tentar entrar em contato com eles.

 

 

[...]

 

 

O Park recostou-se sobre a cadeira, estava cansado.

Os dias calmos na polícia eram raros, estava sempre entrando e saindo, mas aquele dia havia sido especificamente pior. Seus pés pareciam implorar para que os colocasse sobre aquela mesa, além de necessitar urgentemente de um bom banho e uma refeição reforçada. Seu horário de trabalho já havia excedido, porém tinha muito a fazer ainda, ele sabia muito bem que a vida de muita gente estava em risco, e naquele momento, estava focado em salvar Jisung.

Um barulho o fez alargar os olhos que já estavam quase se fechando, o vigia noturno conferia as salas, não havia mais quase ninguém ali. Gostava do ambiente do Departamento, era diferente de se estar em uma delegacia, a começar que não precisa se preocupar em haver pessoas detentas ali.

Tudo se resumia a papeis, casos arquivados e testemunhas trêmulas em salas de interrogatório.

— Mas às vezes eu sinto falta de ser só o guardinha da rua, me preocupava menos. — pensou alto.

Voltou os olhos para a tela do computador, lembrou-se das muitas coisas que ainda tinha a resolver, sentia seu pescoço rígido. Foi quando lembrou-se de algo que não poderia deixar passar: Byun Baekhyun e seus estranhos comportamentos, estivera tão ocupado que quase esqueceu-se dele.

Pesquisou por seu nome nos arquivos da polícia, tinha a leve impressão de já ter ouvido aquele nome antes, e não estava errado. Baekhyun tinha uma ficha criminal.

— Porte de drogas, receptação de mercadoria roubada e duas vezes por vandalismo. — leu em voz alta, ciente de que aquilo não importava para mais ninguém — As aparências realmente enganam, nunca foi a júri, e somando tudo não dá nem seis meses na cadeia, é só um jovem problemático.

Mas ainda faltava algo.

Já era muito tarde, não havia a menor condição de ele ainda estar ali, todavia, não lhe custava nada o procurar. Encontrara Baekhyun outras vezes e quase sempre nos mesmos lugares, se ele ainda estivesse ali, o encontraria com facilidade. E foi o que aconteceu, o Byun estava agachado em uma das salas menores, onde só haviam armários cheios de pastas com documentações esquecidas e amareladas, limpava o chão, mas parecia distraído.

— Então você é um ex garoto problema tentando se regenerar?

O ômega pareceu ter se assustado com a voz, porém pouco se mexeu e não se deu ao trabalho de olhar em sua direção.

— Drogas, roubos e vandalismo, por que eu acho que isso não combina com você? — o ruivo se aproximou um pouco mais, e como o menor parecia inerte ao que ele dizia, abaixou-se ao seu lado e esperou uma resposta que estava demorando demais a vir — Não quer falar comigo?

— Por favor, só me deixe terminar.

A voz parecia estranha, com medo.

O Byun podia disfarçar bem, mas não era fácil esconder algo assim, e ao olhá-lo mais de perto, ficou nítido o motivo de estar o evitando. Seu rosto estava inchado, seu olho esquerdo carregava uma enorme mancha roxa, além de estar com os lábios muito machucados.

— Quem bateu em você? — o detetive segurou seu queixo o obrigando a deixá-lo ver direito — Isto está horrível, quem fez isso com você, Baekhyun?

— Por favor, só deixe para lá.

E como ele podia fazer isso? Se assustava com a ideia de que ninguém tivesse se importado até então, alguém mais já deveria ter visto aquilo e já ter feito alguma coisa. Agredir ômegas, independente da gravidade, era crime hediondo, e o alfa não poderia simplesmente ignorar aquilo.

— Não posso.

— Você só vai piorar as coisas, por favor, não se envolva nisso.

Ele estava desesperado, tão desesperado que sua única reação foi desatar a chorar. Chanyeol sentiu-se impotente por alguns segundos, era um bom policial, mas não era bom em consolar alguém. Baekhyun chorava a ponto de soluçar, implorando para que o Park não se envolvesse com algo que ele repetia ser apenas um problema seu.

Talvez esse fosse o maior defeito de Chanyeol, ele não conseguia ignorar.

Ou talvez sua maior virtude.

— Vou te prender aqui até que me conte.

— Não pode fazer isso.

— Na verdade, eu posso. — poder não era a palavra certa, ele não podia, mas não era como se Baekhyun fosse conseguir ir contra ele — Vamos, me conte, eu posso ajudar você.

O ômega tentava se controlar, mas era difícil, sentou-se no chão ao lado do balde e do esfregão, olhava para eles com certo nojo, e ao se olhar pela água suja do balde, sentiu vontade de vomitar. Estava além do que podia suportar, Baekhyun sentia-se no limite. Quando olhou para ele, Chanyeol podia ver dentro de seus olhos um medo real.

O medo de alguém que sabe que vai morrer.

— Só me ajudaria se matasse todos eles. — riu de sua própria desgraça, as lágrimas deixavam um gosto muito amargo em sua boca.

— Posso matá-los.

Baekhyun riu novamente, seu rosto estava completamente molhado.

— A polícia não mata, só prende e depois solta, aí depois eles me matam.

— Você não me conhece.

Chanyeol não era uma pessoa sádica, não era cruel e muito menos um policial imerso em corrupção, porém, com uso de suas próprias palavras “ele não era um fanático, e algumas pessoas não se fazem mais necessárias vivas”. Estava usando as palavras, aprendeu isso durante os anos ali, bons mentirosos arrancavam as verdades certas.

— Tenho muitas dívidas, não são minhas, as herdei e meu prazo está acabando, eles vão me matar, estou com medo. — o pavor estampava seus olhos — Por favor, o que eu preciso fazer para que me salve?

Park Chanyeol já vira muitas coisas em sua vida, sabia quando estava diante de alguém que exalava desesperado, já passara por casos onde pessoas tiveram que caminhar até o seu extremo para sobreviverem. O medo da morte levava as pessoas a cometem loucuras.

E a loucura de Baekhyun fora direcionada ao que ele via como seu único meio de salvação, o ômega engatinhou até o Park, que também havia se sentado no chão, despiu-se de qualquer pudor e pôs uma das mãos sobre seu peito para apoiar-se nele e poder o beijar. Fora inesperado, muito inesperado, mas mesmo que não quisesse, ou não devesse querer, a reação do alfa foi corresponder.

E tão afoito quanto o outro.

Montou sobre o Park e pôs a mão em sua nuca, não parou um só momento, esquecendo-se de que ainda precisava respirar. A outra mão do Byun desceu por seu peito, indo lentamente cada vez mais para baixo até que por fim chegasse onde queria e empurrar os dedos para dentro da calça.

Somente ali que Chanyeol deu-se conta.

— O que está fazendo, ômega? — segurou-o pelo pulso e puxou sua mão para fora da calça, mas ainda estava na mesma posição, o nariz de Baekhyun ainda roçava no seu e a respiração descompassada do mesmo enchia seus ouvidos de uma forma obscena.

— Me salve, alfa, estou implorando.

— E acha que farei isso se me oferecer sexo em troca?

Não tinha certeza, mas era tudo o que tinha. Baekhyun estava andando em uma linha reta há muito tempo, caminho este que o levaria direto para sua morte precoce. Mas lá estava Chanyeol, e o alfa parecia ser um desvio, uma forma de adiar o pior.

— É o que tenho para oferecer.

— Se estar disposto a isso, por que não optou por se vender? Sua dívida é alta o suficiente para não valer a pena?

Chanyeol precisava saber mais.

— Não é tão fácil. — a voz triste estava lá novamente — Experimente se ver na cama de um estranho nojento e asqueroso, que pode fazer qualquer coisa com o seu corpo, até mesmo te machucar, e ninguém vai se importar com isso.

— Parece fácil estar se oferecendo pra mim.

— Você é atraente. — suas palavras saíram quase como uma reza — Seria ridículo dizer que é algum esforço fazer sexo com você, além disso, você não vai me machucar.

— E se eu quiser machucar você?

— Se quisesse, já teria feito.

O menor voltou-se a sentar-se sobre o chão, suspirou. Sentia exausto, trabalhava bem mais do que seu corpo suportava, estava em seu limite de tudo, era muito para que um ômega sozinho suportasse. Tentar pagar aquela dívida era como nadar contra as ondas, nunca iria conseguir, ela estava sempre aumentando e aumentando mais, só crescia, essa era a realidade.

Eles não queriam o dinheiro, queriam se divertir enquanto o viam definhar e sofrer.

— Minha mãe... era viciada, me deixou muitas dívidas antes de morrer. — era incrível como ele mudava de um segundo para outro — Mas eu não a odeio, ela me salvou.

— Salvou?

— Ela me adotou quando eu tinha 7 anos, não é fácil ser adotado nessa idade. Especialmente depois de já ter se metido em confusões, eu não tinha culpa, só tinha 6 anos na época, iria com qualquer um que me oferecesse pirulitos e balas.

— Alguém te roubou do orfanato?

— Sim, eu me lembro muito pouco, mas ele disse que meu nome ia ser Taeyang e que eu não deveria falar nada.

Foi como uma explosão em sua mente, as coisas começaram a se encaixar muito rápido, ele não estava ali por acaso. O arquivo morto, por que passar tanto tempo lá? Mesma idade, mesma altura, mesma casta. Baekhyun estava procurando por Taeyang.

— Você se lembra quem era?

— Hum... não, já faz muito tempo, minha mãe não me deixava ver o noticiário. — até então ele não sabia o que exatamente Chanyeol queria com aquelas informações — Mas... se um dia eu o reencontrar, sinto que vou saber quem é ele, por mais estranho que pareça.

— Venha aqui.

O ômega engatinhou até ele de novo, ficou de joelhos entre suas pernas, era a altura certa para o alcançar. Chanyeol o segurou pela nuca e o beijou, dessa vez com mais calma e por menos tempo.

— Eu vou protege-lo, ômega. — o disse, estava com um sorriso malicioso nos lábios — Esqueça sua dívida.

— Se eu voltar para lá...

— Vou te levar pra minha casa.

Baekhyun não esperava por isso. Era arriscado colocar alguém cuja índole não conhecia dentro de sua casa, uma violação grave do código de defesa pessoal. Mas Chanyeol já havia entrado demais naquele caso, não podia deixar que uma testemunha tão importante se perdesse.

— Mas e as minhas coisas? Preciso de roupas, escova de dente, tudo o que tenho está no meu apartamento.

— Compro tudo novo, só confie em mim.

Tinha que confiar.

Chanyeol não corria nenhum perigo, Baekhyun era inofensivo, estremeceria com um simples grito seu. Acompanhou o alfa até a casa do mesmo, ficava ao lado oposto de seu bairro, em um lugar bem mais seguro e frequentado em sua maioria por famílias de classe média alta, pessoas com condições de se manterem longe de certos ambientes perigosos.

A vida lá parecia muito distante do que a vivida horas atrás.

Mas não esperava menor de um detetive da polícia sustentando apenas a si mesmo e seu cachorro — um cão farejador aposentado —, era uma casa aconchegante e com um clima quieto, o cheiro do alfa em toda parte o fazia se sentir dentro de uma fortaleza impenetrável.

— Por quanto tempo vou poder ficar aqui? — foi sua primeira pergunta, o ômega parecia ter se dado conta apenas agora — Não vai me acolher pra sempre, isso é obvio.

— Até quem está tentando te matar, não ser mais um problema.

— E se isso demorar?

O Park trancou a porta e pendurou as chaves ao lado dela, saber que poderia ir embora a qualquer momento deixava Baekhyun um pouco mais tranquilo. Não deveria sair por aí agindo daquela maneira, o próprio Chanyeol havia dito que ele não o conhecia.

Mas morte por morte, que diferença fazia?

— Do que tem medo, ômega?

Baekhyun se perguntava se aquilo era uma pergunta retórica.

Chanyeol massageou sua nuca e passou os dedos por sua bochecha, seu rosto machucado maculava sua beleza, era quase um pecado ferir um rosto tão bonito. Mas ele ainda estava ali, estava por baixo daqueles hematomas, ainda se lembrava dos detalhes. No passado, Baekhyun era uma criança quase idêntica a Kyungsoo, mas o mundo os moldara de formas diferentes, e agora já não mais carregavam muitas semelhanças.

— Isso parece coisa de filme.

— Muitos filmes se baseiam em fatos reais. — o alfa o respondeu — Que tipo de filme você quer viver?

— Acho que qualquer um que tenha um final feliz. — riu sem graça — Mas sinto que o meu não será assim, devo estar em um daqueles filmes onde o mocinho sofre a história toda, sobrevive, porém acaba a história sozinho, ensanguentado e andando em uma estrada deserta, aí vai passar um caminhão e ele vai pegar uma carona sem saber o que vai acontecer em seguida.

— E se for o herói vindo salvá-lo?

— Você vai ser o meu herói?

 


Notas Finais


Deus me defenderay, coitado do Baek
GENTE GENTE OLHA AQUI!
Em julho estarei lançando o meu PRIMEIRO LIVRO FÍSICO, sim gente, eu vou ser publicada
conto com o apoio de vocês nesse momento <3
caso alguém se interesse e queira acompanhar essa aventura (onde vou estar sempre postando coisas sobre o livro e tals, também é super legal pra gente se aproximar) vou estar postando tudo no meu IG: https://www.instagram.com/palomamyo/ (@palomamyo)
beijocas e se quiserem falar comigo é só mandar um oi
amo vocês
e até breve!


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