História Como Conquistar a Filha do Duque - Capítulo 4


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari
Tags Ficção Histórica, Naruto, Orgulho & Preconceito, Regência, Romance, Shikamaru, Shikatema, Temari
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Palavras 6.017
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desafio: imagem número 59

Capítulo 4 - A Visita


Fanfic / Fanfiction Como Conquistar a Filha do Duque - Capítulo 4 - A Visita

Os dias haviam passado lentos e quietos, nada de muito diferente havia acontecido no condado do Duque fora a chegada do resto dos irmãos Bingley no início da última semana.

Bingley fora a sua casa demostrar respeito ao Duque e sua família levando com ele sua esposa Jane e a irmã Caroline.

A visita, que dali se estendeu um convite para o jantar, foi breve e agradável, exceto é claro pela presença irritante de sua rival. Caroline já fora uma grande puxa saco de sua família, correndo atrás de seus irmãos e lhe bajulando como uma rainha, contudo Kankuro se casou cedo com a filha do conde, Gaara seguira pela vida libertina na capital, e Temari... Bem, era Temari. Com o tempo Caroline acabara desistindo da amizade e partiu para a ofensiva.

Especialmente naquela noite, no jantar oferecido pelo Duque, ela havia encontrado muita munição.

Shikamaru estava lá, ele sempre estava, displicentemente escorado no encosto da cadeira ao lado de Temari.

Sasuke Uchiha e Kiba Aksuna, também marcaram presença. O Duque havia transformado o pequeno jantar quase em uma recepção de gala.

Dentro dos assuntos recorrentes a vinda do príncipe até o condado na próxima semana geralmente se repetia, assim como as indiretas da ainda senhorita Bingley para o suposto casal que virara assunto na cidade.

Caroline havia se sentado de frente para o potencial casal mantendo um sorriso cínico para Temari que seguia plenamente a ignorando, aquilo pareceu ser o suficiente até o fim do jantar quando todos se foram para o salão e iniciaram uma longa conversação onde a ruiva solta um comentário despretensiosamente.

—mais que noite agradável, não concordam senhores? -ela começou se dirigindo aos homens convidados do Duque, entretanto sem aguardar pela resposta deles. —Contudo, imagino que todos apreciariam um pouco de música. Eu mesma me ofereceria para a primeira melodia, mas acredito que minha amiga, miss. Temari esteja ansiosa para faze-lo. -após ser mencionada, a Sabaku ergue seus olhos até a ruiva que lhe sorri cínica. —nada como uma bela melodia para acalentar corações apaixonados, e impressionar futuros pretendentes. -insinuou uma piscadela e Temari teve vontade de estapeá-la. —por favor, não seja tímida.

No pequeno intervalo de dois segundos Temari se viu arrancando o sorriso cínico dos lábios finos e vermelhos da Bingley, contudo outro tomou a frente.

—música seria explêndido. -falou Kiba inocente, e aquilo retirou Temari de seus pensamentos assassinos e a lembrou que haviam outras pessoas no salão, entre elas seu pai que a observava com atenção, aguardando a sua resposta. E naquele momento só havia uma aceitável.

—Eu toco a primeira música. -disse, por fim, se encaminhando até o piano afastado de todos do outro lado do salão.

Se sentou no banquinho respirando fundo e começando uma suave melodia. Ela poderia fazer aquilo e jogar poker ao mesmo tempo, música sempre fluiu muito fácil para si e aquela em especial já decorara todas as notas. Contudo ela não ficou por muito tempo sozinha, poucos minutos depois Shikamaru apareceu a sua frente se escorando no piano e a observando tocar. Ficaram assim por algum tempo até que ele se pronunciou. —Tocas lindamente.

—É bom mesmo que gostes. Essa melodia é para impressionar meu pretendente que, numa brincadeira do destino, é o senhor -ironiza e Shikamaru ri se divertindo com a situação. —Isso só está dando mais munição para Caroline. -murmura irritada depois de um tempo.

—Caroline Bingley tem medo de ti, por isso vive as cutucadas contigo. -ele fala olhando discretamente para trás onde estava a mulher entretida em alguma conversa com a duquesa. —Pessoas como Srta. Bingley tem a mania de atacar o que é mais brilhante.

Temari sorri para o moreno sem parar a música.

—E bonito. -completou.

—E mais bonito. -Shikamaru concordou sorrindo pelo sorriso dela.

Era sempre assim, se Temari sorria ele automaticamente também o fazia, como se o sorriso dela destravadas algo dentro dele que o fazia feliz.

—Na verdade, acredito que poucas coisas na vida tem a capacidade de exceder a sua beleza. -continuou insinuante.

Aquilo já era uma constante nas visitas dele a sua casa, Shikamaru se aproximava e depois lhe enchia de comentários apaixonados que fariam qualquer garota suspirar. Qualquer garota menos ela.

Sabaku no Temari não cairia na ladainha de um burguês.

—Oh por favor, o senhor já está ultrapassando sua cota de bajulações por hoje. -comentou transformando seu sorriso divertido num irônico. —devo avisar-lhe que não sou o tipo de garota deslumbrada que irá cair de amores por ti por causa de meia dúzia de palavras bonitas. E se algum dia realmente acreditou que esse truque ia funcionar devo dizer-lhe que então não faz jus a seu título de gênio e tão pouco será, um dia, merecedor de meu apreço.

Shikamaru parecia surpreso com a resposta da garota, sabia que Temari era dura na queda, mas sempre se surpreendia um pouco mais com a tempestuosa filha do Duque.

—Minhas mais sinceras desculpas, não foi minha intenção de maneira alguma lhe ofender com meus elogios. -ele falou com sinceridade. —mas se eles estão a incomodar a senhorita, prometo que já não mais os farei.

—Não. Uma dama necessita que lhe inflem o ego de vez em quando. -ela sorriu, o sorriso divertido e iluminado de volta. —Apenas se controle Mr. Nara, eu sou apenas uma jovem senhorita inglesa, não a deusa da beleza.

—Acredito que tal visão depende dos olhos do observador. -Shikamaru respondeu mais uma vez insinuante, contudo Temari apenas riu de sua teimosia.

Depois daquilo eles se mantiveram em silêncio juntamente com a música que fora finalizada, a jovem parou estralando os dedos e iniciando uma nova música e com ela novamente a conversação, dessa vez com outro tópico, um tópico que a interessava em muito a Sabaku.

—Gaara está muito melhor, o médico disse que ele estava se recuperando assustadoramente rápido. -disse, e imediatamente viu Temari o olhar com atenção. —Poderia ir a minha residência amanhã pela manhã, o doutor também irá passar lá e poderá conversar com ele se quiser. -sussurrou se curvando junto ao piano.—O Duque me confidenciou que irá amanhã a casa de campo do príncipe, dar-lhe as boas vindas e planeja levar a família. Espere a amanhecer e finja que está doente. Com seus pais fora vai ter a manhã toda com seu irmão.

E, se tivesse sorte, com ele próprio, Shikamaru queria dizer, mas não disse.

—perfeito! -exclamou animada. —obrigada.

A dias tentava encontrar uma desculpa para ir até a casa do Nara, contudo sua mãe nunca permitiria aquilo, principalmente sozinha. Agora, finalmente poderia rever o irmão.

—Vejo que junto aos amantes as palavras realmente voam. -Caroline se auto colocou na conversa. —de lá eu estava a observar-tes, -a ruiva falou com a expressão inocente, não que qualquer um dos dois tivesse caído. —vocês dois fazem um lindo casal.

Ela estava sendo irônica, apenas destilando mais de seu veneno, como Temari dissera aquele "romance" com o burguês apenas dava mais munição para a rival. Contudo, Temari já não mais se importava com aquilo, estava feliz que iria encontrar o irmão e nenhuma farpa com Caroline Bingley poderia abalar seu novo humor.

Entretanto, se ela não lhe respondia não queria dizer que Shikamaru não o faria. —Não que a senhora entenda muito do assunto, não é mesmo Senhorita Bingley. -fez questão de enfatizar o senhorita. —o tempo está passando, e eu diria que as rugas já lhe estão próximas. Se me permite a intromissão, eu recomendo que maneire no veneno e use de mais caráter, senhorita.

Caroline estava calada, estupefata com a situação. Temari estava errada, seu humor podia ser abalado, seu sorriso era ainda maior ao assistir a face horrorizada da irmã de Charles.

Shikamaru se curvou de leve perante as senhoritas direcionando a loira um sorriso especial antes de sair. Temari gostava mais de Shikamaru agora. Muito mais.

E então ela voltou a tocar, dessa vez uma melodia alegre.

 

 

Aconteceu exatamente como Shikamaru dissera, após a saída de seus convidados o Duque informou a filha e a mulher que iriam até a casa de campo do príncipe na manhã seguinte.

Todos se recolheram e dormiram boas noites de sono, quando o dia amanheceu para o Duque e a Duquesa sua filha amanheceu adoentada e fraca, e dessa forma, apesar dos protestos da duquesa, a loira ficou em casa enquanto eles partiram para visitar o príncipe.

Foi o tempo da carruagem sumir no horizonte e Temari se levantar para se aprontar para ir até a casa do burguês, cada minuto perdido era um minuto a menos com Gaara.

Temari se aprontou rapidamente, com um vestido simples e os cabelos presos num penteado simples, não teve tempo para pedir uma das criadas para lhe ajudar a se aprontar. Saiu escondida até os estábulos e pediu a um dos cocheiros que lhe levasse até Renishaw Hall.

Pareceu uma eternidade a pequena viagem até a residência do burguês, estava tão ansiosa para rever o irmão que tudo parecia mais lento naquela manhã.

Apesar de sua impaciência lá pela metade da manhã se viu de frente as escadarias da antiga mansão.

Shikamaru tinha muitos criados, mais do que ela imaginava que um homem solteiro fosse precisar, mas não é claro que não iria falar nada quanto aquilo, não era esposa dele nem nada. Rapidamente um dos criados do burguês se dispôs a levá-la até ele.

Temari segui o homem franzino de perto enquanto passavam pelas salas luxuosas daquela que já foi a casa de um nobre. Ao passarem pela sala Temari estranhou, Shikamaru não estava lá, passaram por vários corredores e nada do bendito burguês. Ela estava começando a repensar sua decisão de ir até lá sozinha, não conhecia o Nara tão bem, e podia ser um pervertido maluco ou um maníaco... Por que diabos..?

—Mr. Nara avisou que a senhorita viria e nos instruiu de levá-la a seu encontro. -a voz grave do homem que não combinava em nada com a sua estatura magra a trouxe de volta de seus devaneios.

Ele parecia nervoso quando empurrou uma porta de madeira lhe dando passagem para passar.

Meio excitante Temari se pôs para dentro do cômodo e não pode conter a face surpresa ao se dar de cara com uma grande cozinha com algumas criadas cozinhando

O cara a tinha confundido com uma criada?

Contudo, antes que explodisse com o criado seus olhos caíram sob a imagem relaxada de Shiakamaru no meio das criadas rindo apoiado na mesa da cozinha com um pedaço de bolo na mão.

Ela não havia dito nada por longos segundos, impactada com a imagem do homem a sua frente, de cabelo solto e vestes simples, apesar de o Nara ter sempre aquela aura tranquila ele parecia estar mais a vontade que nunca. Entretanto os olhares curiosos das mulheres começaram a se virar para ela e da mesma forma Shikamaru o fez depois de um tempo.

—Você veio! -ele lhe sorriu se desencostando da mesa. —mais tarde do que eu supus.

—Sim, meus pais demoraram sair. -justificou acanhada com os olhares nada discretos das criadas.

Haviam seis delas, mas 3 haviam saído no momento em que entrara, na cozinha se mantiveram a cozinheira que parecia rasgar a cara de tanto sorrir para o seu senhor, uma mocinha que estava com o braço erguido com um panela de ferro como se fosse guarda-la desde o momento em que botara os olhos em Temari, e uma senhora rechonchuda que se mantinha rígida no canto da sala desde a sua entrada, contudo mesmo com sua postura tradicional, ela assim como as outras pareciam vidradas na interação entre a filha do Duque e o Burguês, como se esperassem por algo.

—o Doutor ainda está com Gaara no quarto. -Shikamaru falou depois de um tempo. —Mrs. Reynolds já está acabando o café. A senhorita já comeu?

Temari podia perceber as faces ansiosas das moças e até mesmo do senhor da casa, todos aguardando sua resposta para o convite implícito.

—Não, mas eu realmente gostaria de ver o meu irmão agora. -ignorou os murmúrios decepcionados da mais jovem das três criadas que não se conteve. —Como disseste, eu cheguei muito tarde.

—ok. -Shikamaru diz dando uma grande mordida no bolo de aparência apetitosa que tinha nas mãos desde que pusera seus olhos nele. —Eu volto logo. -diz para a cozinheira que assente, então para ao lado de Temari lhe oferecendo o braço e imediatamente ela o toma, dessa forma os dois partem da cozinha em direção ao quarto onde Gaara estava hospedado, mas nem sem escutar os mexericos das criadas.

 

(...)

 

Shikamaru deu duas batidas de leve na madeira envernizada da porta anunciando sua chegada, em seguida a abriu botando seu rosto para dentro do quarto antes de tudo, após se certificar que a sua entrada era oportuna naquele momento adentrou num dos luxuosos quartos de sua mansão juntamente com a filha mais velha do Duque.

Temari adentrou logo atrás dele buscando rapidamente o alvo de suas constantes orações, seu irmão.

Gaara estava sentado na mesma cama que Shikamaru o deixara desde a fatídica noite em que o encontraram, o médico o acompanhava sentado em uma banqueta juntamente com uma maleta aberta onde haviam alguns potes e ervas. Uma dessas Gaara acabava de tomar quando ele chegaram.

Ele tomou todo o líquido verde, fez uma cara feia ao limpar a boca e entregou a tigela para o doutor. Olhando-o assim, fazendo cara feia para um remédio fedorento, Temari quase podia ver seu irmãozinho mais novo do passado, o Gaara divertido e sapeca, a criança, não o libertino fanfarrão e bêbado dos últimos anos, era estranho que ainda pudesse vê-lo no fundos dos olhos verde, mais estranho ainda que ele ainda estivesse lá quando os olhos verde claro finalmente caíram contra os seus, escuros.

—Tema..? -o ruivo sussurrou piscando rapidamente, surpreso pela visita da irmã.

Durante o dia, com o rosto limpo e com as piores feridas já cicatrizando era possível ver perfeitamente as feições do mais novo dos Sabaku, ele estava surpreso, talvez um pouco assustado e malditamente feliz!

—Hey irmãozinho. -foi tudo o que ela disse antes de passar por Shikamaru e correr para os braços do irmão, pulando para junto dele na cama.

—Mr. Nara? -o doutor questiona a cena ao senhor daquela casa com curiosidade, Shikamaru o pagava para não questionar e assim ele o fazia, mas naquele momento a confusão tomou sua cabeça e buscou por respostas mesmo que simples do honorável senhor, contudo este apenas lhe sorriu lhe indicando sua maleta.

—creio que já terminou seu trabalho Doutor Hartterson. -o médico assentiu confuso. —então por favor, me acompanhe.

O homem então juntou todas as suas coisas na maleta, a fechou e se juntou ao burguês que ainda assistia a cena da garota e do ruivo abraçados enquanto conversavam baixo sem ao menos se lembrar da presença dos outros homens no quarto.

—Vamos deixa-los a sós. Eles merecem isso. -Shikamaru sorri de leve antes de acompanhar o doutor porta a fora e fecha-la deixando finalmente os irmãos Sabaku juntos.

 

(...)

 

—oh meu deus, Gaara! -Temari exclamou se afastando apenas o suficiente para olhar de perto o rosto do irmão mais novo. Ver de perto os cortes que ainda cicatrizando, a fraca coloração roxa que rodeava o olho esquerdo, olhos esses que a olhavam assustados, quase inocentes. —Que diabos você estava pensando?!

Gaara olhou para baixo, fugindo de seu olhar, e então respondeu —Eu sinto muito. Eu sou uma vergonha para nossa família.

—Não! Não. Eu cuidei de tudo. Você não precisa se preocupar com nada. Ninguém sabe.

Gaara ri de leve da ideia de Temari sobre com ela “resolveu” o problema. A verdade era que Temari sempre se preocupou muito com o olhar da sociedade além de qualquer coisa.

—Eu sei, Shikamaru me contou. Mas não é por que a sociedade não sabe que eu deixo de ser um filho da puta. -foi categórico se afastando da irmã a olhando com seriedade. —Fui o pior tipo de libertino na minha última temporada em Londres. Em tres meses eu passei mais dias em bordéis que toda a minha vida em um escritório. Eu praticamente não comia, pq o faria se podia beber? Gastei um fortuna em jogos, bebidas e mulheres. -Gaara estava desabafando, Temari percebeu, e por isso não o interrompeu.—Era um ciclo vicioso, eu me acabava em Londres e quando o dinheiro acabava escrevia para a mamãe pedindo mais, ela sempre acabava me dando, sabe escondido do papai e tudo o que me pedia era que eu fosse discreto. -Gaara solta um riso irônico. —Eu nunca era. Eu queria que as pessoas soubessem, queria que a sociedade recebesse o recado: “Sabaku no Gaara está pouco se lixando para você e suas regras sociedade. Vai se ferrar!” Essa era uma parte de mim que nenhum de vocês entendia. Papai é o Duque, imagem é a base de tudo. Mamãe? Ela era louca com isso desde sempre assim como você. Mas Wickham entendia.

— Wickham? -Temari questiona curiosa com a introdução do protegido de seu falecido tio Darcy. —o que tem ele?

—Ele entendia, ou ao menos dizia entender, o que eu sentia, ele me levou ao meu primeiro bordel, me apresentou o jogo... -Gaara parou se lembrando dos acontecimentos do passado. —usávamos o dinheiro que a mamãe mandava, era sempre eu que pagava a conta, eu não percebia que não éramos amigos, eu era apenas o caixa dele. E foi assim até nos encontrarmos em Londres, saímos algumas noites inclusive no bar do grandão, o homem que veio cobrar a dívida. -Temari se lembrava bem do tal grandão, o homem que surrara Gaara e a ameaçara. —depois de algumas semanas acabei conhecendo a mulher dele, Lydia. Eu o estava carregando bêbado para casa quando descobri a situação que a esposa vivia enquanto ele ficava na gandaia. -Gaara parou olhando para a irmã, nos olhos verdes refletiam a mesma indignação de quando se depararam com a situação. —Aquilo me revoltou. Deixei o marido e algum dinheiro com a mulher e fui embora. Decidi seguir minha vida sem Wickham, não o procurei e nem me fiz disponível para suas saídas, mas também não larguei meus próprios vicios. Não o via a mais de uma semana quando o encontrei no bar do grandão. Ele estava se gabando, a esposa estava grávida de seu primeiro filho e ele fora comemorar com bêbados e prostitutas. -Gaara apertou os olhos agoniado. —Não pude dar meia volta e sair. Nós brigamos. Feio. Muito feio. Eu finalmente percebi que da mesma forma que um falso e perfeito aristocrata é hipócrita, é o libertino. É tudo mentira, fachada. Estão todos tentando se esconder atrás de suas máscaras no final. -Gaara falava com uma certeza que assustava Temari, onde estava seu irmão perdido. —Eu o deixei lá, caído no chão do bar, e peguei o caminho de casa, era seu aniversário e mamãe estava me importunando a séculos para vir. Mas no meio do caminho fui emboscado, grandão e seus homens me cobravam uma dívida absurda de noites e noites de azar, era a dívida de Wickham, ele havia posto em minha conta. Eu podia dizer que aquilo estava errado que não era minha dívida, mas as evidências estariam contra mim, tudo o que Wickham consumia era sempre na minha conta, era sempre eu que pagava e ele fez questão de deixar a última dívida de gorjeta. -sorriu amargo.

—Aquele porco imundo... -Temari murmurou indignada.

—No fim isso tudo até foi bom.

—bom? -a loira indagou curiosa.

—Eu finalmente aprendi que ser um rebelde sem causa não me faz melhor que ninguém. -Gaara foi sincero, passara noites e noites pensando em toda a sua vida, em sua família, tivera muito tempo naquele quarto para botar todos os seus pensamentos em ordem. —Eu acreditava que estava desbravando o mundo, que estava monstrando ao mundo toda a sua hipocrisia, mas eu estava sendo apenas mais do mesmo. Você sabe que a força que um corpo exerce sobre outro é a mesma que virá sobre ele, em igual intensidade contudo em sentido oposto. Eu não era um desbravador, era só mais um pedaço da hipocrisia da sociedade, em sentido contrário ao que eu havia nascido, mas ainda assim o mesmo. 

—parece que alguém aprendeu alguma coisa na faculdade. -Temari ironizou tentando aliviar o clima. 

—mesmo que eu tenha passado boa parte bêbado e tenha abandonado. -Gaara ri, mas estava explícito seu arrependimento. —Você merecia estar lá muito mais que eu, é uma pena que mulheres não possam frequentar Oxford. 

—Eu concordo. Eu chutaria a bunda daqueles engomados. -Temari ri e dessa vez o irmão a acompanha com sinceridade. —Gaara. -Chamou depois de um tempo. —Nao me entenda mal, eu estou muito feliz que tomou uma decisão sobre sua vida e nossa familia, mas de onde veio tudo isso? Quero dizer, como...

—Eu meio que já tinha decidido dar um tempo de tudo isso, e bom, eu tenho conversado muito com Shikamaru sobre "tudo isso" ele tem me ajudado nessa fase, a realmente me entender e entender o mundo, ele é umas  das poucas pessoas realmente íntegras  que encontrei na  vida. -adimite com sinceridade enquanto Temari erguia uma sobrancelha curiosa. O trato era Shikamaru dar abrigo e cuidados ao irmão não virar seu novo bff. —E... Eu tive muito tempo para pensar aqui. -o ruivo bate de leve na cama fofa que ocupava.

A loira assente nascendo um sorriso malicioso em seus lábios.

—yeah... Eu ainda acho que foram as pancadas na cabeça. - e então os dois riram agora acertados, sem segredos, mais leves e felizes.

Estavam juntos novamente e era aquilo que importava. 

(...)

Gaara havia dormido, o remédio que o médico havia dado a ele provavelmente fora o autor do subto cansado do ruivo. Temari não se importou, saber que seu irmão estava bem, que ele estava sendo cuidado já acalmava sua alma.

Ficou mais alguns minutos velando o sono tranquilo do irmão até que resolveu que era hora de voltar ao mundo real. 

 

Ao sair do quarto que Gaara ocupava na mansão do burguês, Temari encontra o corredor vazio assim como a sala, pensou em ir até a cozinha mas antes que desse ao menos um passo avistou uma das criadas de mais cedo, a mais jovem delas, a abobalhada. Ao avistar a moça andando pela casa enquanto fazia seus afazeres a chamou questionando onde o senhor daquela casa estava, a garota então se virou pra ela sorrindo.

—Mr. Nara está no jardim, próximo a fonte. Ele passa muito tempo lá, pintando. -a mulher diz com uma admiração incontida que Temari não entendia, estava prestes a dispensa-la quando a jovem voltou a tagarelar. —são muito bonitas as pinturas, o estranho é que nunca vi uma pessoa nelas.

—o que quer dizer? -Temari indaga curiosa se aproximando da criada tagarela.

—ela não quis dizer nada senhorita. -a voz grossa de uma senhora de meia idade tomou conta da sala, a mulher vinha da cozinha, era rechonchuda e parecia irritada com a interferência da menina. Temari a conhecia, ela também estava na cozinha mais cedo, era a rabugenta. —Ela é apenas uma menina tola, que se esquece que não deve se meter na vida de seus senhores. -ralhou fazendo a garota se encolher. —peço desculpas.

—Não tem problema. -garantiu ela a criada. —na verdade eu gostaria que a senhorita me explicasse a colocação sobre as pinturas.

A criada mais velha não parecia nada feliz com aquilo, mas não era como se pudesse fazer algo. Então com os ombros encolhidos e a voz mais baixa e envergonhada que em qualquer outro momento a menina falou:

—oh, não é nada, é apenas uma curiosidade minha. Mr. Nara vive pintando, mas são sempre paisagens, o céu geralmente. Ele nunca retrata pessoas, talvez por que viva sozinho... -a outra criada a olhou feio e ela parou. —de qualquer forma é apenas minha curiosidade, deve ser apenas uma preferência dele. Agora, se me der licença preciso voltar ao trabalho. -a menina falou e com uma referência desajeitada saiu praticamente corrida com a outra em seu encalço.

Ao se ver sozinha no casarão do burguês, Temari decidiu seguir a informação dada pela menina e seguir para a fonte em frente a casa.

O lugar assim como todo o terreno era muito bonito, até mesmo ela acostumada ao luxo parou alguns segundos para apreciar a visão. Aquele jardim não existia antes, quando ainda pertencia ao visconde de Raninshaw, ela correra muito por aquelas terras antes era um campo aberto e sem vida.

Shikamaru devia ter mandado construir, era um pequeno lago com uma fonte que jorrava água constantemente no meio, nas duas pontas opostas do diâmetro paralelo ao horizonte havia duas grandes estátuas que deixavam a aparência frágil do lugar cercado por flores roxas e brancas com a aparência poderosa. Era bonito e forte.

No meio de toda a bela imagem avistara o Nara sentado em uma banqueta de frente para uma tela, talvez ele estivesse retratando tudo aquilo, sua obra, ele parecia compenetrado em passar em suas pinceladas a intensidade daquele dia limpo. Quanto mais perto ela chegava, mais nítido se tornava a face séria e concentrada do moreno, ele nem ao menos a havia percebido chegar.

—Então você pinta. -ela anuncia sua chegada de maneira repentina fazendo Shikamaru borrar um pouco o lado da tela, não que ele parecesse se importar com isso, o quadro parecia livre, tão livre quanto os pensamentos do pintor.

Shikamaru sorriu se virando para a loira que observava a pintura por cima de seu ombro. Ela estava certa, ele estava pintando o jardim, contudo a maior parte da tela era tomada por azul do céu.

—Vejo que já terminou com seu irmão. -observa. —imaginei que iria demorar mais.

—Ele dormiu. -Temari responde com um pequeno sorriso. —acredito que seja o efeito do remédio que o doutor havia dado a ele, mas não tem importância, voltarei mais vezes.

—Fique a vontade, a senhorita é sempre bem vinda. -Shikamaru diz com um sorriso sincero sendo retribuído da mesma forma pela amada.

—Obrigada. -Ali estava, o que ele queria ver, Temari, única e exclusivamente ela.

Seu sorriso agradecido era verdadeiro, sincero e pela primeira vez era direcionada a ele, Shikamaru. O problema era que era uma droga, ele havia provado um sorriso e agora queria todos, pra sempre.

—Então... -ela fala depois de longos segundos em silêncio, apenas com Shikamaru a analisando, seu olhar era tão intenso que a deixava desconcertada. —apenas paisagens? Não pessoas? -resolveu jogar para o primeiro assunto que viera a sua cabeça, a conversa com a criada.

—Não é como se fosse uma regra, apenas pinto o que me traz paz. -Shikamaru responde a assistindo andar até laguinho e se sentar na beirada de cimento, era na altura da panturrilha e estava pintada num branco imaculado.

—Então, o céu lhe traz paz..? -a Sabaku questiona intrigada com o rapaz.

—as nuvens, eu gosto de observa-las. Eles estão sempre lá, calmas, seguindo seu ritmo, livres e em paz. Sem ter que se preocupar com nada.

—ha sim, nuvens... O senhor disse algo sobre isso no baile. -Temari considera buscando naquela imensidão azul o que tanto encantava aquele homem. —Não querendo ser rude, mas... Pra mim parece apenas entediante. -debocha sorrindo e fazendo Shikamaru rir também de seu sorriso, aquele poderia ser um ciclo vicioso.

—as nuvens trazem paz, você só tem que prestar atenção nelas. -argumenta e Temari balança cabeça de um lado para o outro desacreditando em sua teoria. —ok, apenas olhe para o céu. -instruiu vendo a loira se ajeitar no banco, elevando os pés também para cima do cimento e forçando os olhos numa das nuvens brancas. —Você está muito tensa, apenas relaxe e acompanhe o movimento dos nuvens. -falou e Temari respirou fundo relaxando sua postura fixando o céu como um todo.

Shikamaru ficou em silêncio deixando Temari agora sentir o momento, a ele cabia apenas admirá-la.

Os raios do sol batendo contra sua pele branca, e o tecido do vestido rosa claro balançando de leve com a brisa que batia, até seu reflexo na água parecia perfeito.

Era interessante mergulhar na imagem de Temari, ela era teimosa, problemática, turbulenta e a coisa mais linda que já havia visto. Era a essência daquela mulher que agora mais que nunca Shikamaru via.

Ele se sentiu enganado, sempre achou que via Temari mais que qualquer outra pessoa, que a via por cima da casca de filhinha do Duque, e que por isso se apaixonara, mas agora percebeu que tinha muito mais do que ele próprio vira, Temari era muito mais profunda, muito mais Temari do que ele havia imaginado e aquilo só o fazia ama-la mais.

—Nada. -ela fala der repente o retirando de seus pensamentos. —Não senti absolutamente nada, é apenas o céu. -diz pondo novamente seus pés no chão com um sorriso provocativo. —Você estava errado Mr. Nara. Rá! -e ali estava mais outro sorriso para a sua coleção. Não era como quando ela o provocava por ser burguês ou quando estavam discutindo os termos do acordo, era um sorriso divertido, era ela o provocando para entrar no seu jogo. Shikamaru quase podia chamar aquilo de flerte!

—ok, venha aqui. -ele fala se levantando e andando até a loira lhe estendendo a mão.

—o senhor não desiste, não é mesmo? -ela diz aceitando a mão do cavalheiro se sentindo ser guiada pelo jardim.

—que tipo de homem eu seria se desistisse de mostrar a senhorita uma das mais belas imagens da vida? -ele se vira para ela sorrindo parando sob a sombra de uma árvore pequena.

Temari ri da empolgação do moreno.

—o que você está fazendo? -ela questiona ao assistir Shikamaru se agachando e depois deitando estirado no chão.

—deitando. -responde simplesmente com a cabeça junto aos pés da garota. —venha!

—Eu não posso. -ela solta um sorriso esganiçado pela aparência do rosto do Nara visto daquele ângulo.

—ah, por favor! -implora de forma teatral, Temari chega a se aprumar para rebate-lo, contudo ele é mais rápido. —apenas aproveita o momento, por favor.

Temari olha de um lado para o outro pensativa até que se rende, se juntando ao moreno no gramado.

—é melhor isso ser bom. -e então ela se deita ao lado burguês tentando o mínimo possível sujar o vestido imaculadamente branco.

—Senhorita, eu nunca decepciono. -garantiu sorrindo para a garota.

Temari apenas assentiu intrigada com a colocação, mas logo Shikamaru volta seu olhar para cima, para o céu.

Temari observou por um tempo o perfil do rosto bonito do homem enquanto fazia sua magica, passado alguns segundos os olhos negros do Nara relaxaram assim como o seu corpo e sua expressão demonstrava nada mais que paz e ele transmitia aquilo para ela. Toda aquela paz.

Temari suspira tirando seus olhos do rosto anguloso e belo do moreno seguindo seu olhar para o alto, para a imensidão azul acima deles e então como num passe de mágica ela entendeu.

Entendeu por o semblante dele era pura paz, por que ele emanava aquilo. Entendeu por que ele não dizia uma única palavra enquanto seus olhos estavam presos nos movimentos vagarosos das nuvens distantes, como se ele estivesse meditando, colocando o mundo naquele mesmo ritmo. Ela entendeu por que ele a havia levado ali.

Entendeu tudo.

Temari não sabia quanto tempo havia passado olhando para o céu, nem havia percebido quando se perdeu naquela imensidão, só sabia que estar ali, sentindo a presença de Shikamaru ao seu lado enquanto admiravam a quietude e a beleza de um dia limpo a deixava em paz.

—É lindo. -ela sussurrou depois de longos minutos no mais profundo silêncio.

—Sim, é perfeita. -Shikamaru murmura de volta a fazendo retirar seus olhos do céu e os dirigindo a ele, e dessa forma dando de frente com os olhos negros a encarando com intensidade. —a criatura mais perfeita que eu já vi na vida. -completou, e Temari teve certeza que ele já não falava das nuvens.

E diferente das outras vezes em sua casa, daquela vez ela não duvidava de sua sinceridade, ele realmente parecia vê-la daquela forma.

Os olhos pequenos e negros estavam tão absortos nos seus que ela não conseguia fugir daquele olhar, não queria. Havia encontrado um novo céu, um calmo como os olhos dele.

De maneira inesperada Temari sentiu seu coração acelerar a cada milímetro que ele se aproximava.

Shikamaru acabou com a distância de seus corpos de forma cautelosa, a lateral de seus corpos se tocando de leve, a respiração mais lenta e pesada.

Com a mesma vagarosidade pousou sua mão na bochecha da garota fazendo leves carinhos com o polegar.

Temari não reagiu a nada daquilo, na verdade seu corpo reagia por si, sua pele estava formigando e se se sem que ela comandasse alguma coisa, seu coração acelerou, seus olhos pareciam ser atraídos com a força de um super imã para os dele, e da mesma forma sua boca o fazia. E por isso ela apenas apreciou e esperou por cada movimento dele até que seus lábios quase se tocavam e ali Shikamaru parou.

Seus lábios esbarravam de leve de tão próximos, Temari sentia a respiração quente bater contra sua boca e os olhos ainda presos em si, Shikamaru a olhava como se esperasse por ela, por uma atitude, por uma permissão.

Ele não conseguia ver? Seus olhos suplicantes, o coração descontrolado batendo contra o peito... Ela estava rendida naquele momento, nem estava pensando em qualquer outra coisa... Ela queria que ele fosse até o fim.

—Shikamaru... -chamou num ofegante sussurro, não tinha muitas palavras naquele momento, seu cérebro parecia ter dado um bug, contudo Shikamaru parecia ter entendido muito bem seu pedido, ele sempre entendia.

Pensou ter visto o vislumbre de um sorriso nos lábios dele, ou talvez fossem os olhos que brilhavam felizes. O sorriso se foi e ao mesmo tempo em que finalmente sentiu a textura quente dos lábios daquele homem pela primeira vez contra os seus.

E então tudo transborda, tudo se intensifica, droga ela o queria! Ela queria o burguês!

Como diabos aquilo aconteceu?

Eles não haviam passado de um tocar de lábios quando Shikamaru se afastou apenas o suficiente para sorrir feliz e voltar a investir em sua direção, contudo daquela vez ela não o esperou, nem o recebeu.

Temari o empurrou e rapidamente se ergueu arrumando suas vestes sujas de terra. Shikamaru se vira para questiona-la que diabos havia acontecido, mas outra voz é mais rápida que a dele.

—Meu senhor, a Duquesa acaba de chegar a Renishaw Hall e exige saber onde está a filha. -o mesmo criado que guiara Temari pela casa fala apreensivo, ele havia percebido que o clima no ar, contudo, obviamente, não iria falar nada. —Ela está muito nervosa.

—oh meu Deus! -Temari soltou uma lamúria esganiçada. —Eu estou morta!

—se acalme, eu vou falar com a duquesa. -Shikamaru faz menção de se levantar mas a loira se vira para ele com horror.

—Perdeu a cabeça? A última coisa que precisamos é que tu vá falar com a minha mãe! Eu cuido disso.

—Não seja ridícula. Não vou deixar que enfrente a duquesa sozinha. -fala firme.

—Ela é minha mãe, eu sei como lidar com ela. Por favor fique fora disso. -ela diz antes de se voltar para o criado. —onde ela está?

—na entrada, nem desceu da carruagem. A duquesa parecia muito brava. -o homem conta depois de olhar para o seu senhor pedindo permissão e assim recebendo.

—Ok. Obrigada. -é tudo o que ela diz antes de sair correndo pelo mesmo caminho que fizera minutos atrás de mãos dadas com o burguês.

Shikamaru a assistiu ir sem poder fazer nada, Temari já era difícil, mas a duquesa já chegava a um novo patamar.

Naquele momento, jogado sozinho na grama onde por um segundo tocou os lábios da mulher amada, Shikamaru tinha duas certezas.

Uma era que ele a amava, mais do que nunca, amava Temari e sabia que de alguma forma poderia chegar ao coração dela. Tinha alguma coisa dentro dela também.

E a segunda era que se quisesse a loira, teria que conquistar a sogra.


Notas Finais


Boa noite queridos!
Eu sei que o combinado era ter dois capítulos no mês passado, mas eu tive conjuntivite bacteriana fucking DUAS vezes desde o último capítulo além de ter ficado com uma puta sensibilidade a luz, e isso acabou atrasando muuuuito o meu cronograma. Então finalmente eu terminei o cap desse mês mas não teremos outro até o mês que vem pq eu ainda tenho que escrever o cap de TEOW que tem tipo 200 palavras escritas kkkk mas é aquele ditado... Vamo que vamo kkkkk
Espero que tenham gostado, bjs 😘


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