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História Como conquistar o seu dragão (Imagine - Seonghwa I ATEEZ) - Capítulo 2


Escrita por: e ATEEZone


Notas do Autor


Olá, amorzinhos! ♥

Vocês não sabem como eu fiquei feliz em saber que vocês gostaram do PLOT e o receberam com muito carinho! ~<3
Vamos ter uma boa caminhada pela frente e espero que vocês desfrutem de cada pedacinho desse projeto incrível do @ATEEZone!

Boa Leitura! ~<3

Capítulo 2 - REGRA 2: Confie no seu dragão


Fanfic / Fanfiction Como conquistar o seu dragão (Imagine - Seonghwa I ATEEZ) - Capítulo 2 - REGRA 2: Confie no seu dragão


Ao contrário do dia,
A noite é escura.
Fica mais frio quando o sol se põe
Mas nós já sabemos disso
Por que você está preocupada?

Nós somos as estrelas um do outro.

— Promise (ATEEZ).

 

Ao voltar para casa toda suja de terra e grama, a primeira coisa que faço é tomar um banho.

As ideias ainda pareciam confusas e inacreditáveis demais para serem digeridas. Coloco uma roupa, tomo o café e já entro no carro em direção à faculdade. Estou avoada e apressada. Percebo isso quando eu atravesso o sinal vermelho sem querer e recebo várias buzinas pelo cruzamento. 

Respiro fundo.

Já perdi a primeira aula da grade, e não estava a fim de perder a segunda. Atravesso o campus com passos rápidos. Estou passando pela porta de vidro quando esbarro em alguém:

— Desculpa. – agacho-me junto com o indivíduo para pegar os livros que derrubei de seus braços. — Eu estava com pressa.

— Sem problemas. – ele sorri. — Estou atrasado também. – rimos pela coincidência. Levantamo-nos e entrego as folhas em suas mãos. O garoto baixo, bonito e com vários piercings na orelha abriu um sorriso inesperado ao ver meu rosto. — Aliás, meu nome é HongJoong. Sou do curso de Música. – esticou a mão.

— (S/n). – cumprimentei-o. — Do curso de Artes. Você vai ter um longo caminho até chegar o último bloco.

Ele ri de nervoso.

— E você até o último andar.

Rimos.

O sinal da troca de aula ecoa alto em todos os corredores. Nos olhamos desesperados, dizendo ao mesmo tempo:

— Boa sorte.

E continuamos a correr por caminhos opostos.

 


[...]
 

 

— Por que não responde as minhas mensagens?

É a primeira coisa que Donghan diz ao me encontrar no refeitório, no horário de almoço. Eu estava concentrada tentando cortar a batata má cozida do prato e ele se senta em minha frente na mesa, pegando-me desprevenida.

Eu ainda queria contar tudo o que tinha acontecido na noite anterior, mas algo dentro de mim me deixava com receio. Afinal, não tem como explicar de forma simples que um dragão comeu meu celular. 

Portanto, optei por simplesmente dizer:

— Meu celular caiu dentro da privada.

Desvio o olhar.

— Fala sério, (S/n). Você não esquece nem um livro desde que pisou nessa faculdade e agora está me dizendo que, por descuido, deixou a porra do celular cair na privada? – ele cruza os braços. — O que combinamos sobre mentiras?

Mentir é inaceitável. O outro deve cumprir um favor à mesma altura da mentira.

— Mas é sério, Dong. – insisto na cara de pau. — Eu tinha desligado para conseguir estudar para o exame do Sr. Yin. – o que por parte não é mentira. — E no meio da noite, quando fui no banheiro, escorregou da minha mão.

Ele me encara fixamente, como se analisasse minha resposta palavra por palavra em sua cabeça para ver se era incoerente. Mas jogo a minha última cartada:

— Me desculpa? – faço bico.

Donghan revira os olhos, bagunçando meus cabelos.

— Tá. – riu. — Só que você ainda me deve os doces, hein?

Começamos a comer nosso almoço tranquilamente, conversando sobre coisas alheias de sempre. Dessa vez Donghan me contava do dorama “Meu amor das estrelas” que estava viciado e o quão interessante era a vida de uma menina e um alienígena que se apaixonam. Eu até estava tentando acompanhar seus ataques de agonia por não saber se o alienígena escolheria a menina ou seu planeta, mas meus olhos estavam focados demais em procurar uma pessoa específica ao redor.

O refeitório era imenso e pessoas saíam e entravam. Compravam e sentavam com seus grupinhos. Como, pela primeira vez no semestre, eu nunca havia reparado no tanto de gente que tinha aqui? Todos os cursos, desde o de Dança até o de Artes Cênicas, se misturavam.

E me peguei esticando o pescoço para ter melhor uma visão de melhor alcance.

— Quem você está procurando? – Donghan me pergunta, com a expressão séria.

A decepção invade meu peito quando não o encontro por aqui.

Ninguém. – levanto-me da mesa com a bandeja. — Eu... É… – desvio o olhar. — Preciso ir. Depois nos vemos, Dong.

Saio pelos corredores com passos rápidos, deixando a bandeja na bancada. Cruzo meu olhar mais uma vez pelas mesas e, apesar de não ser quem eu queria que fosse, avisto HongJoong acenar e sorrir em minha direção.

Ele se sentava com mais seis meninos de outros cursos – um deles reconheci San, um famosinho do departamento de Línguas – e pareciam bem familiarizados entre si. Aceno de volta, prestes a sair do refeitório e vejo HongJoong dizer algo a eles que não pude deduzir por leitura labial.

Então, como um reflexo sincronizado, todos eles olham para mim.

E sumo dali com um sentimento estranho instalado em meu peito.

 


[...]
 

 

Devo ser uma suicida para estar aqui de volta.

Novamente na floresta perto de casa, estou caçando mais rastros do dragão que encontrei ontem à noite. Dessa vez, com um kit de primeiros socorros e uma cesta de peixes crus, eu tive que dar uma desculpa ridícula para o meu pai de que iria fazer um trabalho para a faculdade nessa tarde e precisava de “um lugar arejado”.

Obviamente ele desconfiou, mas não me impediu.

E aqui estou eu, carregando esse peso para lá e para cá como uma trouxa, esperando por um milagre que a criatura mística apareça. 

Ando até uma colina pequena, disposta a voltar se eu não o encontrasse ali. O meu canivete estava em mãos por vias de segurança e me aproximo, lentamente. Olho para baixo, e ali há uma depressão, com um lago enorme. As últimas árvores encurvadas me levaram até aqui e não há nada, somente o silêncio. Meu coração está batendo forte por algum motivo, e penso até em dar meia volta se uma sombra enorme não tivesse me sobrevoado, indo até o outro lado do rio.

Caio para trás com o susto.

O dragão bate as aves com força, a fim de escalar as colinas que o cercava. Arranhava a terra com as garras, mas não funcionava. Dessa forma, ele cai e se senta contra a grama, respirando forte.

Por que não consegue voar?

Inclino para frente para visualizá-lo melhor. Estou em uma visão privilegiada nessa árvore e não tenho tempo para desperdiçar. Pego o caderno e o lápis que tinha trazido comigo, rabiscando todos os seus traços peculiares, em um rascunho prévio. Minha rapidez é sagaz. Nesse momento tenso, sinto que o karma finalmente me atinge no instante em que – por puro descuido meu – o suor do nervosismo faz o lápis escorregar da minha mão, e ele cai pela colina.

O dragão automaticamente olha nessa direção.

Engulo em seco e saio de trás do esconderijo, descendo com o maior cuidado possível ao carregar todas as coisas que trazia. Me esconder só o faria ser mais defensivo. Pego o lápis do chão e o guardo na mala.

Seu olhar segue cada movimento meu.

— Banguela? 

O dragão forma sua postura de ataque. Os olhos esmeraldas desconfiados passam pelo meu corpo e voltam aos meus olhos, repetidamente. Pego o canivete que eu escondia em meu bolso e ele rosna, o que me faz soltá-lo. A faca pequena cai no chão e seu rosto suaviza. Tento pegá-la novamente, mas a criatura rosna novamente e paro, esticando as mãos para cima. 

Levanto a adaga com o pé, vendo-o indicar com a cabeça para jogá-la no lago. 

Faço isso.

E como a noite e o dia, Banguela senta-se com uma expressão macia, desfazendo-se de sua ameaça rapidamente. Vêm para perto de mim com olhos curiosos.

Sorrio.

— Eu trouxe algo para você. – digo, abrindo a cesta na sua frente. — Deve estar com fome, né?

Vejo-o abrir a boca e balançar em animação com os diversos salmões que caíram sobre a grama. Ele se aproxima e começa a comer, enquanto dou a volta calmamente pelo seu corpo. Passo a passo, segurando o kit de primeiro socorros, aproximo-me de sua cauda. Sento perto dela e analiso seus ferimentos:

Uma bala estava cravada em sua barbatana direita traseira. Havia também um arranhão enorme na lateral de seu torso, causado – talvez – pela força que caiu nas árvores.

Abro a bolsa.

Começo limpando os ferimentos com gaze e álcool, com medo de que ele pegue alguma infecção pela exposição. Eu não sabia muito sobre cuidados médicos, mas aprendi os primeiros socorros pelos ferimentos do meu pai por conta de seu serviço. Por isso, meu primeiro feito é colocar um garrote na extremidade de sua cauda, impedindo o fluxo sanguíneo nessa área. Pego a pinça cirúrgica, desinfecto-a com álcool e tiro a bala com todo cuidado possível de sua pele. 

Não foi uma tarefa fácil (porque ele não parava quieto), mas o dragão pareceu entender que a dor era precisa nesse momento. Banguela deita depois de terminar de comer e faz um som, o que interpretei que estivesse doendo. 

— Desculpa. – o suor escorre pela minha testa. — Mas eu realmente estou tentando te ajudar. Aguente só mais um pouquinho, tá? Está tudo bem…

Passo antisséptico e ele reclama mais alto. Retiro mais um algodão e coloco pomada (para melhorar seu inchaço), enrolando sua barbatana em uma bandagem bem feita. Também agradeço mentalmente pela bala ter pego uma área cartilaginosa dele (já que não há vasos sanguíneos), ou teríamos grandes complicações.

— O único problema é que você ficará sem voar por um tempo. – digo e ele respira forte, observando-me inquieto. — Desculpa por isso, amigo.

Sua cabeça vira para frente, mal-humorado. Solto o garrote, respirando fundo para pensar o que faria primeiro no maior das preocupações: o arranhão. Aproximo-me ajoelhada, chegando mais perto dele como nunca. 

Na circunstância desse ferimento – exposto e com muita perda de sangue –, é provável que se Banguela fosse humano, já estivesse morto.

Coloco mais e mais gazes para limpar o sangue que escorria, pressionando os tecidos por um tempo. Limpo-o com todo carinho e cuidado possível. Pressiono o corte por mais um tempo, para impedir o fluxo.

Ele realmente parecia se controlar com a dor.

— Eu preciso costurar isso... Ou não vai cicatrizar. – seus olhos esmeraldas me encaram em alerta, as pupilas extremamente finas. Coloco uma das minhas mãos em sua pele fria, na tentativa de tranquilizá-lo. — Confie em mim

Ele maneia com a cabeça, confirmando. 

Pego a agulha e a linha. Banguela abaixa a cabeça e deita, enquanto começo com o primeiro ponto, ouvindo-o grunhir e rosnar. O tempo vai passando e o suor escorre pela minha testa, pescoço e costas. Ponto por ponto, sou delicada e precisa em perfurar e ver as extremidades se unirem. O sangue continua a escorrer e o limpo antes que sujam o chão.

Por fim, foram oito pontos.

Estou exausta ao fazer bandagens no ferimento, enrolando-o com várias camadas de faixas. Ao nosso redor, há panos e algodões manchados com a cor vermelha. Deito-me ao seu lado, respirando forte tanto quanto ele.

Minhas mãos estão sujas.

— Obrigada por ter me permitido cuidar de você. – sinto a culpa por não ter passado na farmácia e comprado um anestesiante para ele. — Tá tudo bem agora. – seus olhos se encontram com os meus. — Você precisa descansar.

Digo isso, ouvindo-o grunhir ao tentar se mexer. 

Portanto, ao final do capítulos, ambos estamos esparramados pela grama, imóveis, ocupados em captar as sensações exteriores. O céu é nossa única paisagem. O pôr-do-sol estava mais intenso essa tarde, por algum motivo. Vejo as cores amarelo, laranja e rosa se misturarem. As nuvens são leves e a brisa é fraca.

— Sabe… – respiro fundo. — Eu comecei a acreditar em vocês há doze anos atrás, quando eu ainda era uma menina curiosa e inocente. – rio fraco, pensando nas memórias preciosas. — Um dia, vi um de vocês voarem pelos céus da minha antiga cidade. Foi uma cena muito rápida, mas me motivou por todos esses anos... – observo a transição do céu escurecendo aos poucos. — Eu fui chamada de nomes que você nem pode acreditar. Sofri bullying por grande parte da minha vida e tive poucos amigos. – sinto meu rosto esquentar. — Me mudei para Jinju, pensando que isso poderia melhorar, mas a faculdade foi só uma ilusão. As coisas começaram a ficar piores. – as lágrimas se formam no canto dos meus olhos sem querer. — Então… – sorrio. — Do nada, eu conheço um cara. Daqueles que você vê na TV e pensa se é real? – lembro-me de seus olhos únicos. — Park Seonghwa. – sussurro. — Até o nome dele soa bem. Ele me ajudou e foi legal comigo por espontaneidade. Sem esperar nada em troca. Tentei procurá-lo na faculdade hoje, mas não o encontrei. E me pergunto se eu deveria ter feito alguma coisa naquela hora…

Olho para o dragão ao meu lado, notando sua respiração tranquila. Até mais lenta do que o normal. Ele me fitava atento, quase sem piscar. As orbes verdes brilhavam com as pupilas dilatadas. 

E, por um mísero segundo, achei mesmo que entendesse minhas palavras...

— Mas aqui estou eu. Falando com um dragão. – rio baixo de mim mesma, sentindo a mesma palpitação estranha em meu peito, como foi na cantina hoje na faculdade. Levanto-me com calma e apanho a garrafinha de dentro da bolsa. — Bem, vou pegar água para você.

Vou até o lago que refletia o céu de fim de tarde. Encho-a, sentindo minhas costas queimarem com seu olhar afiado. Alguma coisa estranha estava definitivamente acontecendo debaixo do meu nariz e eu não sabia deduzir o que era. Aproveito para lavar as mãos e o rosto para me livrar dessa energia. 

Pelo menos dormirei bem essa noite por saber que ele está tratado de seus ferimentos. Mas ainda sim devo ficar por perto para trocar suas bandagens e garantir que não passe fome. Viro-me com calma, esperando encontrá-lo deitado, quieto e observador como eu havia o deixado antes.

E ele está ali, exatamente como eu esperava.

Mas não era um dragão.

Era uma pessoa.

Era o próprio Park Seonghwa.

 

 



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