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História Como conquistar o seu dragão (Imagine - Seonghwa I ATEEZ) - Capítulo 3


Escrita por: e ATEEZone


Notas do Autor


SURTADA COM OS COMENTÁRIOS DO CAPÍTULO ANTERIOR KSKSKSSKKSKS
Vocês são tudo pra mim ♥
Obrigada mesmo pelo carinho, vocês não sabem a diferença que o comentário de vocês impacta no meu dia...

Boa Leitura desse capítulo fresquinho e se cuidem, anjinhos! ~<3

Capítulo 3 - REGRA 3: Um dragão abatido (não) é um dragão morto


Fanfic / Fanfiction Como conquistar o seu dragão (Imagine - Seonghwa I ATEEZ) - Capítulo 3 - REGRA 3: Um dragão abatido (não) é um dragão morto


Seus olhos nos meus olhos
Lembre-se dos nossos olhares por toda a sua vida
Tente o seu melhor para brilhar na escuridão.

Proteja-me, minha aurora.

— Aurora (ATEEZ).

 

Minha mente está em branco.

Minhas pernas congelaram. 

Sinto meu rosto arder, e provavelmente devo estar um pimentão em sua frente. 

— Obrigado pelos elogios. – ele sorri com sua arcada branca e alinhada, demonstrando sua satisfação nessa situação constrangedora. — Mas se puder me dar um pouco dessa água, eu agradeceria.

Pisco várias vezes para ver se não era uma peça da minha imaginação. E, infelizmente (ou felizmente) não. É ele mesmo. Ainda estou olhando em seu rosto, estendida, com o coração batendo feito louco em meu peito. Somente dou a garrafinha em suas mãos ao recuperar um pouco da minha sanidade mental. Olho para seus dedos, pálidos e finos, sentindo o mesmo toque e arrepios de quando me dera o caderno na sala.

Abro a boca, mas nada sai dela. Minha voz ficou presa na garganta.

— C-Como?

Seonghwa toma cada gota de água.

— Eu não sei. – é o que responde, respirando forte. Tosse e grunhe de dor. — Eu só nasci assim. – deu de ombros. Seu olhar desvia de mim e, com minha paralisia corporal (e mental), percebo seu incômodo: — Então… É… – há um leve rubor em suas bochechas. — Se você puder me arranjar alguma roupa, eu agradeceria em dobro.

Volto à minha órbita para reparar em um único detalhe importantíssimo: Seonghwa está nu. Completamente nu. Juro que tentei fixar meus olhos nos seus, evitando olhar para baixo, só que foi irresistível. 

E, pronto, meu rosto está em chamas de novo.

Puta merda.

Não sei o que é mais constrangedor: o fato dele saber tudo o que penso sobre ele (porque a idiota desabafou com um dragão) ou isso. 

Dou as costas e tiro minha jaqueta. Estendo a ele. Pode não ser o suficiente por hora, mas pelo menos cobrirá certas... 

Partes.

— Pronto. Pode virar.

Assim o faço. Ajudo-o a caminhar até a rocha e se sentar perto dela, pelo menos para ter algum apoio. Seonghwa é magro com um corpo definido. Bem alto. Seus cabelos negros estão mais desleixados agora, e a palidez realça a naturalidade de sua pele. Mais do que nunca, ele continua lindo. Impecável. Gatíssimo. Quente.

Espera.

Quente?

— Com licença... – coloco uma das mãos em sua testa, com vergonha de ser muito intrusiva. Ele é o único seminu aqui e sinto como se fosse ao contrário, pela maneira que me olha. Mesmo suando frio e tremendo, Seonghwa não abandona sua postura durona. Tampouco deixa de me observar. — Você está com febre. Vou pegar o remédio.

— Calma aí. – sua mão quente segura meu pulso. — Por que você está fazendo tudo isso?

Engulo em seco.

— Como assim?

Vejo um brilho esmeralda em seu olhar, único, o mesmo que eu vi na sala de aula.

— Você sabe o que quero dizer. Você não tem obrigação de fazer isso, muito menos de cuidar de mim. Então… Por quê?

Mordo os lábios, ainda com um resquício de vergonha. — É mútuo. – respondo. — E… Um agradecimento… Pelo o que você fez, e...  – desvio o olhar. — Você sabe o resto.

Afasto-me, antes que eu desmaie pela segunda vez na mesma semana. Minha cabeça ainda tentava processar o que havia acontecido e o sangue ainda está circulando forte em meu rosto. Agora, longe do seu campo de visão, eu surto inaudivelmente. Esperneio, pulo, bato em meu próprio rosto e me belisco. Portanto, só depois que eu confirmo de fato que não estou sonhando, pego o remédio da bolsa e recolho alguns gravetos ao redor.

Volto somente quando estou plena – ou menos surtada – da circunstância.

Dou a pílula a ele com mais água. Já estava escurecendo e esfriando, então junto os gravetos, instigada a acender uma fogueira. Seonghwa me observa em silêncio – como sempre –, enquanto me esforço para fazer uma faísca batendo pedras.

Só começa a falar após o fogo ser aceso (o que demorou bastante):

— Me desculpa. – ele diz baixo. — Por ter quebrado seu celular.

Eu me sento ao seu lado.

— Não faz mal. – dou de ombros. Era só um celular ao final das contas. — Eu entendo seus motivos. Só estava eufórica, sem pensar direito. Nem consigo imaginar o que fariam se soubessem da existência de vocês…

Seong fita fixamente as chamas, sério, sem qualquer emoção estampada em seu rosto.

— Eles vão nos caçar. – suas palavras são ríspidas, frias, e sua mente parece vagar em outro lugar. Ou melhor, em outro tempo. — Aconteceu há séculos atrás. – respirou fundo antes de continuar, pegando um graveto para desenhar contra a areia que nos sentávamos: —Arrancavam nossas presas, cortavam nossas asas e vendiam nossos ovos. – seus traços eram precisos, rápidos, rancorosos. — Achavam que podíamos nos tornar objeto de experimentos ou uma decoração de casa. É por isso que restaram poucos de nós hoje. – encostou a cabeça na pedra, apagando os rastros de seu desenho por completo. — E é por isso também que minha raça está em extinção.

Levanto a sobrancelha.

— Raça?

Seonghwa ri fraco.

— Eu sou um fúria da noite, (S/n). – a língua passa pelos lábios para umedecê-los e olho para eles descaradamente. — Fico exposto e vulnerável quando o sol nasce. Pensei que soubesse disso, afinal, todos os dragões que você desenhou são lendários e reais, descritos em livros nórdicos que agora apodrecem no fundo de uma prateleira qualquer.  há um sorriso sutil em sua boca bonita. — Parece que a geração de hoje se esqueceu de ler.

Ri, inundada com uma felicidade ingênua que aquecia meu peito inexplicavelmente.

— Ainda bem que eu não.

— E cá estamos.

Nossos olhos se encontram, e enxergo um brilho esmeralda do dragão que uma hora se transformou. Então era por isso que ele emanava misteriosidade e seriedade. Seonghwa guardava segredos de gerações passadas, e memórias de um passado terrível. Sofria risco de extinção e havia vivido muito mais do que eu jamais viveria. Ele carregava uma responsabilidade nas costas, cicatrizes profundas e o fardo de uma solidão interminável. 

No fim, tínhamos mais em comum do que eu esperava.

— Eu sinto muito pelo bullying. – ele tosse com o esforço de se virar para mim. — Queria poder ter te encontrado antes de rasgarem seus desenhos. – há sinceridade em rosto. — Mas garanto que isso não acontecerá novamente. Por isso mandei HongJoong ficar por perto.

Arregalo os olhos.

— Ele também…?

— Sim. Ele também é um dragão.

As palavras fogem de mim novamente. Isso significava que o cara legal e fofo, cujo – sem querer – esbarrei nessa manhã, não foi encontrado por acaso? O homem em minha frente comprovava minhas dúvidas. 

HongJoong já me esperava. 

Estava tudo programado.

E Seonghwa fez isso para me proteger.

— Sabe… – ele começa do mesmo jeito que eu anteriormente, exibindo mais um sorriso arrancador de suspiros. — Eu nunca conheci alguém como você. – meu coração bate forte silenciosamente. Vejo suas pupilas negras dilatadas. O que vem a seguir, parece mais como um sonho bom demais para ser verdade: — Quando soube dos rumores pela faculdade de que havia entrado uma menina que acreditava em dragões, eu não consegui acreditar. Fiquei determinado a te encontrar, porque queria entender que tipo de pessoa você era. – ele sussurra, em um tom voz mais grave, expondo o sotaque dos habitantes de Jinju como um nativo: — E vi que seu coração é bom demais, (S/n). Por isso eles fazem tudo o que querem com você. Porque sabem que nunca terão nem metade da coragem e do talento que você tem. – sua mão se arrasta para perto da minha, e não recuso seu contato. Pela temperatura de seu toque, presumo que a febre tenha baixado. — E vai pensar que eu fui cair baleado perto de sua casa... – riu soprado, e um sorriso involuntário brota em meus lábios. — Se for para acabar assim… – as pálpebras se fecham e seu rosto está bem próximo do meu, capaz de sentir seu sopro em minha face. — Eu cairia de novo.

Um último suspiro dele foi capaz de prender o ar em meus pulmões. Seus dedos ainda estão entrelaçados com os meus. O fogo ainda continua a queimar. A lua ainda nos ilumina. 

A única diferença é que seus lábios encostam-se sutilmente contra os meus.

Meus batimentos disparam. A maciez de sua boca me anestesia. Não consigo fechar os olhos, porque não quero acordar desse sonho. Não quero compreender que depois de todos esses anos, passando pelas mais diversas dificuldades, encontrei um dragão e uma pessoa incrível num só corpo.

Em uma só alma.

Sua outra mão afasta uma mecha do meu cabelo, colocando-a atrás da minha orelha. Os arrepios desencadeiam uma manada de borboleta em meu estômago. Não sei o que pensar, sentir, mover. Só sei que estou aqui com Banguela, Seonghwa, ou seja lá quem – ou o quê – ele for. Sinto seu beijo calmo, lento e quente. 

Apoio minha mão em seu pescoço, e puxo levemente os fios negros que recaiam sobre a sua nuca. Sinto seus dentes agarrarem meu lábio inferior e o soltar com calma, antes de voltar a me beijar novamente. Cada toque, suspiro, olhar, desencadeou uma série de reações no meu corpo sem que eu controlasse. Eu tive todo cuidado de tocá-lo, com medo de tocar em seu ferimento, quando passo meus dedos pelo seu abdômen. Enquanto ele, não teve piedade em passar sua língua pelos meus lábios, fazendo-me revirar os olhos por trás das pálpebras.

Eu senti que tinha tudo aqui e agora. Nosso beijo foi finalizado por selinhos e me despeço dessa sensação maravilhosa com um suspiro. 

Abro os olhos – sem saber que eu tinha os fechado – com a noção de que somente isso foi capaz de deixar minha calcinha molhada. Rio baixo. Ele sorri de canto, o que me deixa mais tímida. Seu rosto lindo continua próximo ao meu, e nenhuma palavra é pronunciada. Seong encarava-me com um olhar indecifrável, expondo o brilho das estrelas que suas íris escuras refletiam.

A partir daqui, sinto a necessidade de saber de seu mundo, seu passado, sua família. Quero saber sobre seus pequenos detalhes, desde sua cor favorita até seus segredos mais sujos. Quero saber tudo sobre ele, e que ele me conheça também. Só que permaneci quieta, contente com nossas respirações descompassadas combinando. O peito subia e descia. Eu sorrio de novo e ele faz o mesmo, beijando a minha testa sem pressa.

Não sabia exatamente como começar a falar. Aqui e agora, eu não sinto a pressa de perguntar. Esperei por um momento como esse minha vida inteira, e posso esperar mais um tempo. Posso esperar o tempo que for. Então, aproveito esse sentimento gratificante de ter vivido um dia como esse e de tê-lo encontrado, porque sei que não tenho como defini-lo em palavras. Vivemos o presente. Tenho certeza que essa é a primeira vez que as coisas parecem se encaixar e adquirirem um sentido. Da mesma forma que tenho certeza de que essa foi a única noite em que eu vou me deitar, e não me arrepender do que fiz ou deixei de fazer.

Assim como foi a única noite em que eu não voltei para casa até o amanhecer.

 

 



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