História Como Conquistar Sua Futura Esposa? - Capítulo 1


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Katsuki Bakugou, Ochako Uraraka (Uravity)
Tags Bakuraka, Kacchako, Katsuocha
Visualizações 55
Palavras 1.497
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Leiam as notas finais, depois.

Capítulo 1 - Prológo


Bakugou estava acabado.

Como aconteceu fora patético. Céus, ele nem ao menos conseguiu se mexer quando o garoto tocou sua cara e o fez desmaiar. Que tipo de quirk podia humilhá-lo assim? Mal reagiu; uma hora estava xingando as crianças, na outra, apagou completamente.

Apertou o saco de gelo em sua cabeça, devaneando, amaldiçoando e retomando a cena várias vezes para entender o que tinha acontecido. Não entendeu. Se o pedissem para descrever o que sentiu, ele diria que fora como ter recebido vários socos no estomago, como ter a alma sugada e cérebro fritado. E bastou um pequeno toque...

— Tá tudo bem. Essas coisas acontecem — disse Kirishima. As palavras soaram artificiais quando um riso escapou.

Bakugou forçou os dentes, fazendo menção de matá-lo, mas a vítima agitou as mãos no ar e se sentou delicadamente ao lado do loiro na cama. 

— Calma, cara. Você vai explodir o gelo e seu rosto junto se continuar assim. Ninguém viu você quando te trouxe pro dormitório, posso jurar.

— Cala a merda da boca e vaza, caralho.

Ele não tinha tanta certeza sobre isso. Sempre havia um bastardo em qualquer canto do dormitório. Então, a mais humilhante situação transpassou sua mente: Eijirou carregando-o como uma noiva, escondendo-o com um capuz preto e entrando no elevador o mais rápido que podia. Enfureceu-se e o gelo foi explodido.

Antes que a cadeia de fúria se alastrasse, Kirishima corrigiu-se:

— É, tá, tá bom. A Uraraka te viu, ela tava passando por perto do parque quando você desmaiou — disse — mas ela só te fez flutuar. Cara, você é muito pesado e sua cabeça ficava batendo nas coisas. Você ia ter uma convulsão se não fosse por ela.

— Que diabos...?

Katsuki parou de repente. A carranca ficou séria, nem mesmo abriu a boca para xingar a mãe de Eijirou. Bizarro, Kirishima pensou enquanto via seu amigo assumir um vazio no rosto. Ele não estava ali realmente; os olhos fixos no chão enxergavam o nada.

— Sei que você sofreu umas batidas na cabeça e tal, mas isso aí é mais estranho que pensei.

— Que porra é essa?! — a altura da voz crescia tanto quanto os olhos, que revelaram um vermelho anárquico quando esbugalhados.  

— Isso.

— Que porra é essa, — enfatizou — por que andei de mãos dadas com a cara redonda?!

Kirishima gargalhou alto e arqueou as sobrancelhas, confuso. Bakugou, porém, não estava com tempo para piadas; não conseguia se lembrar de quando aquilo aconteceu, mas sabia que tinha acontecido. Era mais profundo do que um pensamento, como se a lembrança estivesse engastada nos ossos. Sua cabeça latejou, e ele amaldiçoou-se por ter explodido o gelo.

— Até tinha duas crianças com a gente — fez uma pausa antes de falar, descrente. E rosnou: — isso culpa sua, seu merda!

— Que doideira. Acho que você andou tendo sonhos estranhos hoje, cara.

Eijirou pôde jurar que ele corara.

— Vai se ferrar. Vaza. Agora — esbravejou.

— Ei. Você não está bem, talvez aquela quirk cause alucinações depois do desmaio, sei lá. A gente não conhece aquelas crianças.

— Não são alucinações, merda! Aconteceu!

Ele massageia as têmporas com tanta força que Eijirou questionou-se se era mesmo uma massagem. Estava enlouquecendo ou Kirishima escondia a verdade? E, se aquilo aconteceu, o que o fez segurar a mão de Ochako com tanta naturalidade? E ele parecia feliz. Feliz! Céus.

— Bakugou, — disse, sério — é um sonho. Vocês nem são amigos, cara. Colegas, no máximo. A não ser que estejam mantendo um relacionamento secreto que ninguém saiba — pareceu sugestivo, inclinando-se para saber mais.

O loiro empurrou o rosto malicioso.

— É claro que não, caralho — mas ele não tinha tanta certeza. E se perdeu memórias importantes durante a queda? Não. De jeito nenhum que ele tinha algo com aquela garota.

— Sei não, ein. Aquela quirk deve ter mexido com sua cabeça.

— Me fala o que aconteceu naquele maldito parque! — gritou, sentindo o rosto ferver.

Eijirou não acrescentou nenhuma informação relevante, disse-o tudo que já sabia; as crianças se assustaram e uma delas tocou em Katsuki, o mesmo desmaiou e Ochako — que coincidentemente passava pelo bairro — ofereceu ajuda para levá-lo ao dormitório. Isso foi tudo.

Saiu de si quando percebeu a falta de fundamento naquelas lembranças. Seu corpo trepidava, o sangue fervia. Então, chutou uma lixeira próxima à sua escrivaninha, permitindo que flashes de explosões iluminassem suas palmas.  

— Não faz sentido nenhum. Foda-se — apertou os dentes.

As mãos de Kirishima tatearam a escrivaninha, contentando-se com o celular de Bakugou.

— Eu acho que faz. Você só tá apaixonado. Olha aqui no google.

Estreitou os olhos para enxergar a pesquisa.

 

Como descobrir se você está apaixonado

A pessoa invadiu seus pensamentos e não quer deixá-los

Você idealiza um futuro com a pessoa

 

O celular fora explodido antes de revelar os próximos pontos.  

— Foca nesse “idealiza um futuro”, cara. Você falou que tinha mais duas crianças contigo e a Uraraka... Não preciso dizer mais nada, né?

— Que diabos...?! Porra! De jeito nenhum! — disse com as bochechas avermelhadas — Fecha a merda da boca.

Apesar de todo constrangimento, era firme no que dizia. Talvez — mas apenas talvez — o Katsuki que segurou a mão da garota sentisse algo por ela. Mas ele não. Os flashes de memória eram confortáveis; isso não significava que gostava de Ochako.

— Acho que você deveria tentar encontrar o garoto do parque, perguntar qual é a da quirk.

Bakugou colocou as mãos nos bolsos e reclamou baixinho. Era o seu melhor modo de concordar. 

— Vamos — disse Eijirou, levantando-se e abrindo a porta.  

Outra lembrança estranha acometeu Katsuki. Uma epifania relâmpago de quando usava terno e assistia Uraraka arrumar-se. Ela trajava um longo vestido lilás, o cabelo preso em um coque. Estranho fora o modo como parecia encantado com a moça que, vez ou outra, dava-o um sorriso ameno e fazia coração seu descompassar.

Ele nunca se submeteria a isso. E por que parecia um velhote?

 

 

[...]

 

 

Os civis não imaginavam que, numa quarta-feira ensolarada, haveria um escândalo no meio do parque. Fora tudo rápido demais: Katsuki avistou o garoto, jogou a criança no chão, sequer dando-o tempo de raciocinar, e esboçou o sorriso mais medonho que tinha.

Eijirou assistiu a tudo horrizado, e quando não podia piorar, o garoto abocanhou o braço de Katsuki.

— Seu filha da put...

— Ei, cara, você não veio aqui pra isso — advertiu Kirishima.

— São esses tios de novo... Eu vou chamar minha mãe!

— Chama, desgraçado. Mato você e ela.

O loiro elevou o queixo, como quem se mostrava superior, ao que a criança intentava sua fuga.

— Você é ruim com crianças. Pode desistir da ideia dos filhos com a Uraraka.

Filhos? A palavra repercute em sua mente como um disco quebrado e não o deixa em paz. Cora furiosamente. Estava tão constrangido que o “cala a boca da porra” entalou na garganta.

— Ei, cara, qual seu nome? — Eijirou continuou.

A criança relaxou um pouco.

— Elliot, é Elliot, tio.

— Desculpe por esse cara aqui. Só tá meio chateado porque você o derrubou.

Bakugou apertou os dentes quando lembrou. Seus olhos alternavam entre Eijirou e Elliot com um vermelho fulminante.

— E que porra foi essa que você fez comigo, maldito?! — seu rosnado fora tão alto que os civis entraram em alerta.

— Segura a onda — sussurrou em um fio de voz — O que ele quer dizer é que você é uma criança muito forte. Como fez aquilo?

Eijirou depositara um afago nos fios castanhos da criança, bagunçando-os enquanto diz que ele deveria entrar na UA.

— Obrigado, tio. Mas minha quirk não é grande coisa assim, viu? Ela pode deixar as pessoas inconsciente, mas não machuca.

Segurou o riso quando ao pensar no Bakugou tonto e vomitando horas atrás.

— É que meu amigo começou a se sentir estranho desde que você tocou nel...

— Fala logo o que essa merda faz.

— É só que... — Elliot deu alguns passos para traz — mexo com os pensamentos das pessoas. É por isso que elas ficam inconscientes por um tempo. Mas não vai te fazer mal, tio, por favor, não me mata.

— Ei, calma. Ninguém vai matar você, tá bom? Estamos tentando entender algo — as palavras parecem duvidosas quando ele encara Katsuki.

— Por que diabos estou tendo memórias de coisas que nunca aconteceram?! — não esperara Elliot responder, dizendo: — Fala logo!

A criança engoliu seco.

— A quirk te lembra dos melhores momentos que teve na vida. Você lembrou de coisas boas, né? Tá vendo!

Eijirou não se segurou desta vez. Gargalhou até o estomago doer. Aquilo definitivamente não podia ser mais irreal.

— Você tá me ouvindo, caralho?! Eu disse que nunca aconteceram.

Pressionou o ombro de Elliot, chacoalhando-o. O garoto sente sua pele queimar à medida que fumaça sai das palmas de Katsuki.

— É porque suas melhores memorias ainda vão acontecer, estão no futuro! Por favor, tio, me deixe ir.

Bakugou soltou a criança completamente; não pela suplica da mesma, mas porque as palavras o atingiram como um raio. Bestificou-se. Então, um dia, namoraria a cara redonda?

Elliot correu na primeira brecha.

— Como isso aconteceu, cara? Quer dizer, como vai acontecer? Sei lá, tô confuso.


Notas Finais


oi galero
então, faz muito tempo que não apareço por aqui, não é?
me desculpem por isso, aconteceu uma série de situações complicadas esse ano, e eu optei por me afastar um pouco (um erro, pois a escrita me ajuda bastante, quase como um desabafo)
não pretendo, ainda, mexer nas outras histórias que faltam atualizar, tô me habituando as coisas e me agarrando a qualquer fio de criatividade que tenho; passar tempos sem escrever é uma crueldade sem tamanha com a criatividade, vish. Por isso, vou começar com calma, sem exigir muito, espero que compreendam, e também me desculpem pela escrita meio porca aksdjsadf, tô mó tempão sem fazer isso, gente, perdoem-me.


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