História Como Conquistar Um Coração Em Sete Dias? - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias CNBlue, Sistar
Personagens Bora, Dasom, Hyoryn, Jung Yong Hwa, Kang Min Hyuk, Lee Jong Hyun, Lee Jung Shin, Personagens Originais, Soyou
Tags Cnblue, Emily Rudd, Wattpad, Yixingzheart, Yonghwa
Visualizações 9
Palavras 1.452
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Self Inserction, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem do capítulo. Vou deixar minhas redes sociais e o link para ler essa fanfic lá nas notas finais. Beijos ♥

Capítulo 3 - Old Times


Fanfic / Fanfiction Como Conquistar Um Coração Em Sete Dias? - Capítulo 3 - Old Times

“Olhe nos meus olhos. Você verá o que você significa para mim. Procure em seu coração, procure em sua alma e quando você me achar lá, não irá mais procurar.”

(Everything I Do) I Do It For You – Bryan Adams

 

Yonghwa P.O.V

— Você precisa agradecê-la por ontem. Se não fosse Lisa ter cedido e deixado o orgulho de lado dessa vez, a sua irmã não estaria casada agora. — Minha mãe disse, depois de me puxar para um canto do meio da festa, decidida a me dar uma bronca. Ela nunca havia se conformado com o fato de Lis e eu não sermos mais melhores amigos. Acho que na verdade, ninguém conseguia entender muito bem porque nos afastamos, quando sempre fomos tão próximos um do outro. Mas o que eu poderia fazer? De repente, depois de anos, ir atrás de uma garota que nem me olhar direito, olha?

— Tenho certeza de que Bora já fez isso, assim como a senhora.

— Sim. E agora é a sua vez. — Ela insistiu, no mesmo tom de voz calmo de antes. — Diferente de você, ela enfrentou o orgulho que impede vocês de voltarem a se falar, meu filho. Então faça um esforço e faça o mesmo, pelo menos para agradecê-la.

— Ela não fez isso por mim, fez por Bora.

— E você fará isso pela sua irmã também. Vamos. — Eu suspirei e coloquei o copo de bebida que segurava na bandeja do garçom que passava, ajeitando o paletó e caminhando até a mesa onde Lis estava sentada com as amigas, conversando sobre algo. Mas, quando o olhar de uma das garotas se encontrou com o meu, o assunto parecia ter cessado, quase como se fosse eu.

— Meninas. — As cumprimentei, parando logo atrás de Lis. As duas garotas a sua frente me cumprimentaram, no entanto, ela parecia distraída demais, pensando em qualquer outra coisa para sequer notar que eu estava ali.

 

Elisa P.O.V

Eu senti uma respiração quente próximo ao meu pescoço, me despertando dos meus pensamentos. Yonghwa estava atrás de mim. Seu rosto estava perto do meu pescoço. Sua boca bem próxima do meu ouvido. E de repente, lá estava ele me fazendo viajar no tempo novamente, em meio as lembranças.

— Não vai me cumprimentar, Lis? — Ele disse, me fazendo receber olhares curiosos. O apelido Lis não era algo que eu saía divulgando por aí. Pelo contrário. Eu evitava ao máximo contar sobre como era nossa amizade aos meus amigos, justamente por estar cansada das conversas que isso me gerava, sempre com uma garota aparecendo e querendo uma ajuda para “fisgar o gato”.

— Eu estava distraída. Desculpe. — Peço, sem virar para encara-lo. — Você quer alguma coisa? — Pergunto, torcendo para que ele diga que só veio nos cumprimentar e já está indo fazer o mesmo em outra mesa.

— Falar com você. A sós. — Eu encaro as garotas e um sorriso malicioso parece se formar nos lábios das duas, me fazendo torcer para que meu vizinho não veja, mesmo que esteja de frente para elas.

— Tudo bem. — Declaro, louca para sair dali. Seria melhor se fosse sozinha, diretamente para a minha casa, pensar em uma ideia tão boa quanto a de Hyolyn para ganhar o desafio de Yejin e assim não ter que usa-la. Mas, infelizmente, eu sabia que mesmo que fosse embora da festa, não conseguiria pensar em nenhuma tão boa quanto aquela. É exatamente o tipo de matéria que minha chefe gosta.

O problema é que parecia errado demais usar aquele plano no garoto ao meu lado. Afinal, ele foi melhor amigo desde que me conheço por gente, não seria quase como uma traição contra todos os anos de amizade, usa-lo assim?

— Você queria falar comigo. — Lembrei, quando já estávamos longe o suficiente de onde a festa acontecia, na casa dos pais do garoto.

— Eu queria te agradecer por ontem com Bora. Foi muito legal da sua parte fazer aquilo. — Eu parei de andar, encarando-o, sem acreditar no que acabei de ouvir e ele fez o mesmo, virando para mim, sem entender nada. — Disse algo de errado?

— Você me elogiou. — Constatei, notando então o quão mais absurdo ainda era eu estar surpresa com isso. Termos deixado de ser amigos não apaga as coisas boas e que devem ser elogiadas em mim. Assim como término de namoro também não apaga. As qualidades e os defeitos estão ali, independente do status que você tem em relação a alguém ou a si mesma. — Faz muito tempo desde a última vez. Foi estranho pensar que você não estava me sacaneando. — Explico, voltando a andar.

— Tudo bem. — Ele responde, dando de ombros. — Eu admito que a ideia de vir te agradecer não foi minha. Mas o elogio foi sincero. Um momento de fraqueza sobre os velhos tempos.

— Como quando você me chama de Lis? — Arrisco, virando para ele.

— Como quando te chamo de Lis. — Um sorriso se forma em seus lábios e ele continua. — Lis.

Sorrio de volta e o deixo para trás, me aproximando do balanço que costumávamos brincar quando ainda éramos amigos, enquanto Yonghwa continua andando, sentando debaixo de uma árvore, próxima dali.

— Vai ficar mesmo sentado aí? — Questionei, olhando para ele, depois de alguns segundos em balançando como se fossemos crianças de novo.

— Eu estou bem.

— Só se for bem idoso. — O respondi, voltando a me balançar, mas não sem continuar provocando-o. — Ou será que tudo isso é medo de ver que ainda posso ir mais alto?

— Elisa…

— Eu devia saber que você continua um molenga. — Afirmei e Yonghwa balançou a cabeça, se aproximando de mim. Eu parei de balançar e as mãos do garoto seguraram uma em cada corda, ficando bem próximo a mim.

— Não sou molenga. Posso provar isso a você.

Eu queria responder algo, mas não sabia muito bem o que dizer. Ele não estava tão próximo ao ponto de eu sentir sua respiração em meu rosto ou seu hálito conforme falava. Mas estava próximo suficiente para seus olhar tomar minha visão para si, antes que eu entrasse em um transe de observa-lo, notando pela primeira vez, de verdade, todas as mudanças que os anos trouxeram para ele.

Suas feições e seu corpo denotavam que a puberdade deram bons resultados, mesmo que eu não conseguisse ver o que tinha por debaixo daquela roupa. O sorriso continuava o mesmo, apesar de agora saber muito melhor como derreter corações. Os cabelos pretos com franja continuava ali, apesar dele ter pintado de outras cores nesse meio tempo e apesar disso, eu sabia que continuava sendo meu favorito.

É que apesar das nossas implicâncias e evitarmos o outro o máximo que podemos, nunca existiu ódio entre nós. O que aconteceu para a amizade acabar foi a vida. Ao menos prefiro acreditar que tenha sido ela a culpada. Não gosto de pensar na ideia de ter sido ele, quando sei que também cometi erros ao longo do caminho.

A verdade é que as pessoas não somem da sua vida só porque querem ir. Sempre tem algo por trás. Muitas das vezes é porque já não se sentem mais tão importantes assim para você ou não existe uma conexão tão grande entre vocês. Melhor dizendo, uma amizade verdadeira ou duradoura, como queira chamar. E isso não é culpa de ninguém, sabe? É só a vida. Nem toda pessoa que você conhece, vem para ficar. Essa é a regra básica para quem perde alguém, quando não é através da morte.

— Elisa? — Yonghwa me chamou, me despertando dos meus pensamentos. O problema foi encontrar seus rosto mais próxima ainda do meu, me fazendo me desequilibrar e quase cair, se não fosse por ele me segurar a tempo, me ajudando a me equilibrar. — Você está bem?

— Porque mesmo a gente não se odiando, continuamos fugindo de ficar perto um do outro? — Questiono, sem saber exatamente porque perguntei aquilo, mas desejando saber a resposta.

— Acho que porque ficar tão perto assim, já não é mais como era antes. — Ele responde, fitando meus lábios.

— E como é agora? — Insisto, tentando ignorar o que ele estava fazendo.

— Não me pergunta isso.

— Por quê?

— Eu não sou mais aquele garotinho, Lis. Eu não penso só com a cabeça de cima mais e eu não quero fazer com você o que faço com as outras.

— Qual a diferença de mim para elas? Eu também não sou mais aquela garotinha. Sou uma mulher agora.

— Não importa. — Ele declara, levantando a cabeça para me olhar nos olhos. — Continua sendo minha Lis. Mesmo que eu tenha te perdido.

Abro a boca para falar algo, mas não consigo. Uma voz grita por Yonghwa e ele beija minha testa, se afastando para ver o que a pessoa quer, enquanto fica sozinha, repassando tudo na minha mente.

Continua sendo minha Lis. Mesmo que eu tenha te perdido.


Notas Finais




Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...