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História Como destruir uma popular em 100 dias - Capítulo 1



Notas do Autor


Capítulo introdutório para vocês entenderem melhor como vai ser a vibe da fic, boa leitura!!!

Capítulo 1 - Capítulo 1 - Vem aí o surto da gay


Meu primeiro dia de aula... Aos 16 anos eu já havia desistido que um dia pudesse ter uma vida normal, mas agora eu tenho uma chance. Talvez muita gente quisesse ter minha vida, afinal eu já viajei por quase todo o mundo, já que meus pais são missionários, só que eu queria mesmo era ter a rotina chata das pessoas da minha idade, sair com amigos, namorar...

Eu estava animada para viver isso tudo, até que eu cheguei na escola. Quase fui atropelada pelo ônibus, fui atingida por uma bola de futebol, as pessoas passaram me empurrando e eu quase caí sobre uma fogueira que estranhamente surgiu depois que alguém jogou um cigarro na grama.

Certo, parece muito exagerado para alguém que entrou numa escola pela primeira vez. Isso é comum? Eu estou vendo coisas demais? Relaxa, Tzuyu, você vai fazer amigas logo e vai adorar tudo. Falava para mim mesma como se realmente acreditasse nisso. Espero que eu não esteja errada sobre isso...

- Bom dia. Eu sou nova aqui, meu nome é Chou Tzuyu.

Falo assim que avisto uma garota que estava sorrindo para mim quando entrei na sala de aula.

- E eu lá perguntei, sua maluca...

 A garota falou e em seguida se sentou com um garoto e começou a beijá-lo ali mesmo. É claro que ela não estava sorrindo para mim, mas precisava ser assim tão ignorante? Me disseram que os coreanos eram super educados...

Vi duas garotas rindo e resolvi sentar perto delas, pelo menos elas parecem mais simpáticas.

- Se eu fosse você não sentava aí – a garota mais alta falou e em seguida o garoto da mesa à frente soltou um pum. Que nojo.  

- É assim o tempo todo, você não vai aguentar – agora é a baixinha que fala.

Saio andando distraidamente procurando por outro lugar vazio e nem percebo quando a professora entra na sala. Eu esbarro nela e mancho todo o seu suéter de café.

- Nossa, me desculpa. Eu não vi quando a senhora entrou.

- Não foi você, eu sou azarada...

Fui pegar os livros da professora que haviam caído e quando me viro, a professora estava tirando a blusa. Se eu surtei internamente? Com certeza.

- Professora Bae? – A diretora fala entrando na sala.

- Minha blusa prendeu no suéter, pode me ajudar?

Eu fico paralisada por alguns segundos e todos começam a rir, e então eu volto ao meu normal e ajudo a professora com a roupa, apesar de ainda estar com as mãos trêmulas.

- Está tudo bem por aqui?

A diretora fala com a professora de maneira íntima.

- Está sim... Foi só um pequeno acidente. A senhora já sabe como eu sou desastrada.

As duas se olham por tempo demais e o burburinho já começa entre os alunos. Ok, isso foi estranho.

- Eu vim avisar a todos que tem uma nova aluna na escola. Ela veio de Taiwan e se chama Choi Tizuyu.

- A pronúncia é Chou Tzuyu.

- Ah, me desculpe pela confusão. Eu sou a diretora Kang Seulgi. Se precisar de alguma coisa, pode ir na minha sala.

- C-claro. Obrigada, diretora.

- Seja bem vinda, Tzuyu. Pode se sentar.

 A senhorita Bae fala e eu me sento na cadeira que estava vazia, no meio da sala.

- Professora, isso também serve para a senhora. Se precisar de qualquer coisa, sabe onde me achar.

- Claro... Quem sabe quando minha blusa não estiver transparente.

Depois desse momento constrangedor, tudo foi um borrão. Eu ainda consegui ter um pouco de atenção na aula da professora Irene, mas não foi por conta da matemática e sim pela blusa molhada.

E nas outras aulas, eu continuava a chamar atenção pelas situações mais diversas possíveis. Não podia sair, não podia comer na aula, não podia ler em voz alta, e nem a minha caneta verde da sorte eu poderia usar.

Mas então chegou a hora do almoço, onde todos os alunos se encontravam. No refeitório todos me olhavam como se eu fosse de outro planeta, ao mesmo tempo que me ignoravam quando eu tentava me aproximar. Eu não pensei que pudesse ser assim tão ruim e acabo indo comer no banheiro, para ninguém perceber que eu estava chorando. Não quero voltar nunca mais.

***

Eu descobri que quando você estuda, seus pais te obrigam a ir para a escola mesmo quando você não quer. Que droga!

Como não teve jeito, tentei pelo menos chegar mais cedo para pegar um lugar bom. Hoje eu não pago outro mico.

As duas garotas de ontem estavam na fileira ao lado e não paravam de sorrir para mim. Eu olho para elas e sorrio de volta também. Acho que hoje o dia vai ser melhor...

- Sua pele é bronzeada natural?

- Na verdade é sim. Por que?

- Porque a minha está muito pálida. Acho que ela ficaria mais bonita se ficasse misturada à sua...

Isso foi uma cantada? Eu não entendi.

- Meu Deus, Chae... Muito prazer, eu sou a Jeongyeon e essa aqui é a Chaeyoung. Ela é gay demais da conta.

Elas são engraçadas, eu gostei delas.

- Eu sou a Tzuyu, muito prazer... Vocês sabem onde fica a sala g-14?

Chaeyoung pega o papel da minha mão e as duas trocam olhares.

- Fica no prédio de trás, a gente leva você.

- Poxa, vocês são muito legais, obrigada.

***

A aula acabou rápido e logo aquelas duas saíram me arrastando pela multidão.

- Com licença, estamos com uma gostosa passando, saiam da frente.

Elas gritavam para as pessoas ao redor e todos já estavam me olhando. Cada dia chamando atenção de uma maneira diferente, ótimo.

Chegamos na parte de trás da escola, mas não tem nenhum prédio. É claro que elas iriam matar aula... Mas para quem não queria nem vir à escola, não seria tão ruim assim, certo?

- Relaxa... Somos suas amigas, você não vai ser encrencar.

Jeongyeon disse que somos amigas. Eu não posso dispensar amigas. Beleza, eu vou matar aula. Seja pelo menos um dia da sua vida um pouco menos nerd, Tzuyu.

- Então, conta para a gente. Por que seus pais não quiserem mais te deixar estudar em casa?

- Eles queriam que eu me socializasse, até porque vamos ficar mais tempo aqui na Coreia.

- Do jeito que é gata, não vai demorar muito para se socializar com todo mundo – A baixinha falou.

- Gata? Do que está falando?

- Você é gostosa pra caralho.

Jeongyeon fala e nós trocamos olhares por alguns segundos.

- Admite logo – Chaeyoung fala mas eu não consigo para de olhar para Jeong.

- Como se escreve Chewy? – Jeongyeon fala ainda olhando para mim, enquanto finge escrever algo no caderno.

- Na verdade é Tzuyu. T-Z-U-Y-U.

- Tá, eu vou te chamar de Chewy.

- Gente, parem de flertar. Olha a Momo ali vestida com o uniforme de educação física. Eu vou morrer...

Chaeyoung olhava para a garota com cara de boba. Pelo visto ela se apaixona fácil por mulher bonita. Chega a ser engraçado, mas não posso julgar muito...

- As poderosas estão juntas na aula de educação física. Era só o que faltava.

Jeongyeon fala com um tom de muita raiva. Por que será que ela ficou assim de repente? Eu olho para a direção das garotas que elas falavam e fico paralisada. Acho que entendi bem o surto da Chaeyoung.

- Poderosas? Quem são essas?

Se eu queria saber mais sobre elas? Com certeza. Acho que nunca vi pessoas tão lindas em toda a minha vida.

- São a realeza da escola. Se a Korea High fosse um instagram, elas seriam as maiores influencers.

- Aquela loirinha linda ali é a Hirai Momo. Ela é a garota mais burra que eu já vi. Chaeyoung se sentou do lado dela em literatura no ano passado.

- Ela me perguntou como se escrevia “laranja", não é fofo?

Concordo. Com certeza ela é fofa.

- Que fofo o que, ela é analfabeta?

- Ela é japonesa, deve ter dificuldades.

- Ela já estuda na Coreia há 5 anos, ainda não aprendeu? Mas tanto faz, continuando... Aquela igualmente linda que está do lado dela é a Minatozaki Sana.

- Ela é rica porque o pai dela inventou o celular com câmera.

- A Sana sabe os podres de todo mundo. Não tem nada do que aconteça que ela não saiba.

- Por isso o cabelo dela tá enorme... Cheio de segredos.

A Momo consegue ser fofa e sexy ao mesmo tempo. Já a Sana tem um olhar tímido e um jeito ousado. As duas têm uma dualidade que me intriga e me atrai ao mesmo tempo.

- E aquela é Im Nayeon, o mal em figura de gente. Ela parece uma garotinha egoísta, traiçoeira e descarada, mas na verdade ela é muito, muito mais do que isso.

Eu olho para Nayeon e sinto como se o mundo todo tivesse acabado e eu só conseguisse enxergar ela. Ela é linda, sexy, ousada... Meu corpo todo reage a ela de uma forma que eu não sei explicar. É normal se sentir assim tão hipnotizada por alguém?

- Ela é a abelha rainha, uma estrela. As outras duas são os zangões dela.

- Im Nayeon... Como é que eu posso começar a explicar Im Nayeon?


*Meme on*


Sowon: A Im Nayeon é perfeita.

Jisoo: Ela tem duas bolsas da Louis Vuitton e um carro importado prateado.

Bambam: O cabelo dela está no seguro por US$ 10.000,00.

Jennie: Soube que ela faz comerciais de carro... No Japão.

Yeri: O filme que ela gosta mais é brilho eterno de uma mente sem lembranças.  

Somi: Ela até conheceu o Harry Styles no avião. E ele disse que ela era linda.

Ha-Young: Um dia ela me socou no rosto... Isso foi irado.


*Meme off*

 

Elas saíram pela escola perguntando para as pessoas o que elas achavam sobre Im Nayeon, e eu mal consegui prestar atenção. Eu ainda não conseguia tirá-la da cabeça e eu só espero que elas não percebam e comecem a fazer perguntas. Eu não quero falar sobre a minha sexualidade ainda...

- Está sempre deslumbrante. É sempre eleita rainha da primavera.

- E quem é que liga para isso?

- Eu ligo... Todo ano os veteranos organizam um baile para os outros alunos chamado baile da primavera. E quem é eleito rei e rainha automaticamente se tornam líderes do comitê de atividade estudantil. Imagina eu e a Nayeon mandando no grêmio estudantil?

- Ah não, Chae, você extrapolou na boiolagem.

A Jeongyeon me acharia muito boiola se eu dissesse que queria que isso acontecesse comigo? Eu e Nayeon lado a lado reinando na escola. Isso seria tão perfeito.

- Terra chamando Chewy.

Chae estalava os dedos na minha frente e só então eu percebi que havia paralisado no meio do corredor lotado. Droga, elas vão descobrir tudo.

- A gente fez a gay surtar. Tadinha dela, Chae...

Elas começam a rir e eu as puxo para o banheiro e me certifico que está vazio. Não quero que ninguém saiba que eu gosto de mulheres...

- Eu não sou gay, tá legal? Não falem isso em um corredor lotado, por favor...

- Hétero é que você não é. Mas relaxa, a gente te entende...

- Espera, vocês não são héteros?

- Amiga, você ainda pergunta?

- Meu Deus, isso é perfeito. Eu não acredito...

Jeongyeon que estava quieta desde que entramos no banheiro começa a gritar e pular de um lado para o outro. Eu deveria estar com medo disso, certo?

- Não, não... Esquece esse plano Jeong. A Nayeon está fora de cogitação, lembra?

Plano? Nayeon? O que elas estão pensando em fazer?

- Chewy, você é linda, gostosa e perfeita para conquistar as poderosas. E nós vamos te ajudar a desmascarar aquelas gays homofóbicas.

Um plano para ficar com a Nayeon, Sana ou Momo parece perfeito demais, mas eu não sei se quero participar disso...

- Eu sou quero uma vida normal. Vamos deixar isso para lá...

- Eu sei que você chegou agora e eu não queria te falar isso, mas a Nayeon me humilhou na frente da escola toda quando estávamos no fundamental. Eu nunca fiz nada sobre isso e também ninguém ia acreditar em mim. Mas agora eu tenho a chance de desmascarar ela e mostrar pra todo mundo que ela é tão gay quanto eu e eu não merecia ser excluída por ser quem eu sou...

Ok, ela está quase me convencendo agora. Mas se a Nayeon fez isso, eu deveria ficar longe dela e não provocá-la.

- Eu vou te dar um tempo para pensar. Pega, esse mapa aqui vai ser seu guia para a Korea High.

Ela me entrega um mapa feito à mão que mostra os lugares onde cada um se senta no refeitório. Isso vai ser de grande ajuda...

- O lugar onde você se senta na lanchonete é essencial, porque todos vão estar lá. Tem os calouros, os futuros políticos, os certinhos, os atletas de banco, os nerds, os descolados, os atletas titulares, as gatas antipáticas, as garotas que comem demais, as garotas que não comem nada, as aspirantes a estrelas, os drogados, os donos de banda sexualmente ativos, as melhores pessoas que você pode conhecer e as piores também... Por enquanto fique longe das poderosas. Não fale com elas até que a gente faça o plano perfeito...

- A última coisa que eu quero agora é me meter em alguma confusão com elas...

- Eu aposto que ela conseguiria desmascarar as poderosas em dez meses.

- Dez? Isso é muito. Olha para ela. Ela conseguiria em seis.

Jeongyeon e eu nos encaramos por alguns segundos. Ela quer me desafiar e eu não sou de dar para trás em desafios.

- Eu preciso ir logo para a próxima aula, mas eu garanto uma coisa... Eu deixaria as poderosas na minha mão em menos tempo do que vocês pensam.

Eu saio do banheiro e as deixo comemorando lá dentro. O único problema é que eu já estava envolvida demais pelas poderosas sem nem mesmo conhecê-las...

***

O horário do almoço logo chegou. Eu já havia me decidido e não iria participar desse plano de vingança. Eu espero que a Jeong e a Chae ainda queiram ser minhas amigas mesmo assim...

- Estamos fazendo uma pesquisa. Você pode responder algumas perguntas?

Um cara estranho me para de repente no meio da lanchonete. Talvez seja porque eu seja nova, certo?

- Claro, tudo bem.

-  A sua caverna está com muita teia?

Caverna? De onde ele pensa que eu vim? Essas pessoas são muito estranhas.

- Como?

- Quer que eu tire a teia da sua caverna?

Alguns caras começam a rir. Com certeza ele está falando algo pejorativo que eu não entendo.

- Ele está te incomodando? Mark, por que você é tão safado?

Im Nayeon está me defendendo na frente de toda a escola. Ok, Tzuyu, não surta.

- Eu só estou tentando ser amigável.

- Era para você ter me ligado ontem à noite – Sana fala, mas logo é interrompida por Nayeon. Isso seria interessante...

- Mark, não é legal você vir até à minha festa com a Sana e três dias depois dar em cima de uma pobre garota inocente na nossa frente. Ela não está interessada. Você quer transar com ele?

Eca. Fico enjoada só de pensar.

- Não, obrigada.

--Então está resolvido. Agora pode voltar para a sua jaula... Tchau, Mark.

- Vagabunda.

O tal Mark sai bravo e agora eu volto a começar a andar em direção à mesa das meninas. Espero que as poderosas não prestem mais atenção em mim...

- Espera, senta aí.

Nayeon fala e eu estremeço com sua fala. Ela é tão poderosa, é impossível dizer não para ela. Troco olhares desesperados com as meninas, que estavam do outro lado da lanchonete.

- É serio, senta aí.

Ela pede de novo e eu resolvo sentar logo, ignorando os olhares que estão sobre mim agora. Se tem uma coisa que eu percebi é que Im Nayeon não é do tipo de garota que pede a mesma coisa duas vezes, e nem que recebe um “não” como resposta.

- Então, por que eu não te conheço?

- Eu sou nova aqui, acabei de chegar de Taiwan.

- Como?

- Eu era educada em casa.

- Espera aí, como é que é?

- Minha mãe me ensinava em casa.

- Não, isso aí eu entendi. Eu não sou uma retardada. Quer dizer que nunca esteve em uma escola antes?

Eu apenas nego com a cabeça. Claramente estava nervosa e o olhar intenso dela sobre mim não ajudava em nada. Eu só espero não falar algo errado...  

- Educada em casa. Isso é muito interessante.

- Obrigada.

- Mas até que é bonitinha.

- Obrigada.

- Então concorda?

- Com o que?

- Se acha bonitinha?

Se achar bonita quando bem na sua frente estão as poderosas... Parece até algum tipo de piada.

- Eu não sei.

- Ah, meu Deus. Onde comprou essa blusa?

- Minha mãe fez para mim. Confeccionou até a estampa.

- Ah, é uma gracinha. Harry Potter?

- Star Wars.

- Aí, tombou.

Sana falou e só então eu percebi que as outras poderosas também estavam na mesa. É difícil se concentrar com a Nayeon ne olhando assim. É como um tipo de ímã, você não consegue ver mais nada além dela...

- O que é “tombou”?

- É uma gíria brasileira.

- Se você é taiwanesa, mas Taiwan faz parte da China, então você também é chinesa. Isso significa que você é bi, certo?

Momo me pergunta e eu fico em pânico. Então é assim que se é tirada do armário? Eu tentei falar algo, mas só consegui gaguejar, então resolvi ficar calada. É isso, elas descobriram tudo...

- Amiga, não podemos sair por aí deduzindo a sexualidade das pessoas.

- Pode nos dar licença por um instante?

Nayeon fala e me lança um sorriso fofo. Ela é legal e linda, e parece não ter se importado com minha suposta sexualidade.

- Claro.

Enquanto elas cochicham, eu troco olhares com Jeongyeon e Chaeyoung. Elas não parecem bravas por eu estar aqui, e sim interessadas. Pelo visto não vão me deixar em paz até eu aceitar esse plano de destruir as poderosas. O problema é que elas parecem tão legais, bem diferente do que a Jeong falou... Eu gosto delas.

- Você deveria saber que a gente não costuma fazer isso, mas esse é um lance muito importante.

- Queremos convidar você para almoçar com a gente essa semana...

Sana fala batendo palminhas enquanto pisca para mim.

- Ah, tudo bem.

- Ótimo, então a gente se vê amanhã.

- Às quartas usamos rosa. Use algo bem feminino, ok?

Eu não sou feminina? O que há de errado com minhas roupas? Paro para analisar o que eu estava vestindo. Uma blusa estampada do Yoda, uma camiseta xadrez, calça jeans rasgada, all star. Ok, não é lá muito feminino. Mas eu estou estilosa, certo?

Eu não sei se eu pensei alto demais ou se estou com cara de boba, porque elas começam a rir, me tirando do meu devaneio.

- Não se preocupe, nós vamos ter ajudar com o seu problema, tá bom?

Problema? Do que a Momo está falando?

- Eu não entendi?

- Não pode sair por aí parecendo uma sapatão.

Sana fala alto demais, me assustando um pouco e atraindo olhares para nós.

- Olha, você tem muito potencial. Você não quer que as pessoas pensem que você é uma dessas lésbicas nojentas, né?

Lésbica nojenta? Olho para Nayeon com esse sorriso fofo e só então percebo o quanto ela é malvada. Se eu estivesse em Taiwan, eu já estaria em cima dela, puxando seus cabelos com força... Ok, esse exemplo ficou estranho.

Infelizmente na Coreia as pessoas são educadas demais e não saem brigando por aí. Calma, Tzuyu, é só manter a calma e dar um sorriso leve. Você não precisa mais ter que vê-las, só precisa aguentar mais um pouco.

- Então está combinado. Nada de roupas rasgadas, sapatos que não tenham salto, flanelas e principalmente, nada que envolva esse bicho verde feio.

Ah não. Chamar de lésbica nojenta me doeu muito, mas falar desse jeito do Yoda? Isso eu não aceito. Im Nayeon, se você queria guerra, você acabou de conseguir.

- Não se preocupem. Eu espero poder aprender muito com vocês durante esse tempo. Obrigada por toda a oportunidade que estão me dando...

Lanço meu sorriso mais falso e saio da lanchonete, olhando para Jeong e Chae, que entenderam a deixa.

Chegamos no ginásio vazio e eu contei tudo o que aconteceu na hora do almoço.

- Mas isso é perfeito... Por hora você tem que dizer para a gente tudo o que elas disserem. Sei que você não queria fazer parte do plano e tudo bem. Se conseguir descobrir algo que eu possa usar com ela, eu já fico feliz.

- Não, Jeong. Você está enganada... Eu não vou fazer isso. Eu vou ser o seu plano. Eu vou destruir as poderosas e principalmente Im Nayeon.

- Sangue nos olhos. Essa é a minha garota.

Chaeyoung me pega no colo e me gira no ar. Chega a ser engraçado, devido à diferença das nossas alturas.

- Chewy, você tem certeza? Eu sei que eu te provoquei, mas pode ser perigoso e você pode não...

- 100 dias. Faça um plano e eu executo em 100 dias.

- Isso é pouco tempo.

- E eu posso fazer isso. Eu só preciso de uma blusa rosa. Você tem?

- Olha para mim, você acha que eu uso rosa?

- Eu tenho Chewy, mas acho que vai ficar curto em você.

- Melhor ainda. Então é isso gente... Só tem um problema. Como destruir uma popular em 100 dias?

As meninas combinaram de se reunir na casa de Chaeyoung depois da escola e traçaram todo o plano do que iriam fazer. Não tinha como dar errado e os dias de reinado das populares estavam contados... 100 dias.



Notas Finais


Recomendem para as amigas e para as inimigas também, até o próximo capítulo... Spoiler: Tzuyu vai vir com tudo e deixar a Nayeon abalada. Se preparem!!!


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